Segundo a edição em papel do jornal AS BEIRAS de hoje e de harmonia com o que foi apurado pelo mesmo jornal junto desta magistratura o “Ministério Público vai investigar a Junta de São Pedro”.
A investigação tem como base, sobretudo, a utilização de dinheiro desta autarquia, para uso pessoal, pelo presidente demissionário, António Samuel (PS), que entretanto o devolveu, e a contratação de um familiar
seu para a junta, que se demitiu no início deste mês, contrato que não terá cumprido todos as normas legais.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Há mais marés que marinheiros...
Na verdade o que dá o nome, muitas das vezes é um mero veículo que unicamente suporta ou reforça o mérito dos premiado e do premiador.
Este é o caso do prémio extinto pelo município da Figueira da Foz e ao qual ao dar o seu nome o Dr. Joaquim Namorado emprestava o prestigio da sua pessoa, do seu saber e da sua ordem ...
Um prémio é sempre um prémio!
E é importante, para as letras portuguesas e para os autores de língua portuguesa, recuperar este prémio: Prémio literário Joaquim Namorado e essa vai ser a nossa demanda futura e desde já aqui e agora desafiamos todos a se nos juntarem com opiniões, sugestões , comentários ou
qualquer outro tipo de apoio; todos são bem vindos ...
Obrigado.
terça-feira, 8 de julho de 2014
“É caro e ineficiente”!..
Ora, se “é caro e ineficiente" manter o interior, é simples: é encerrá-lo de uma vez por todas e deitar a chave ao mar...
Situação em S. Pedro: vamos então falar politicamente daquilo que é político - deixem-se de tacticismos políticos e vão ao cerne do problema...
Segundo nota de imprensa da coligação Somos Figueira lida aqui, na reunião de Câmara de ontem, vedada à comunicação social e ao público, "o presidente João Ataíde abordou a situação que se vive no seio do executivo da junta de freguesia de S. Pedro, após o secretário e a tesoureira terem anunciado que pretendiam a demissão das suas funções, na sequência de António Samuel, líder do executivo, ter utilizado dinheiro público, entretanto reposto, para pagar despesas pessoais. O edil defendeu que estas condutas são censuráveis e que, apesar de considerar que há pouca sustentabilidade para António Samuel se manter no cargo, a Assembleia de Freguesia tem autonomia para demonstrar a sua vontade, independentemente da decisão tomada pelo presidente da junta.
Miguel Almeida, vereador da coligação Somos Figueira, lamentou a demora na resolução do processo, afirmou que o presidente da junta de S. Pedro já deveria ter pedido, taxativamente, a demissão do cargo e relembrou também a contratação da filha de António Samuel como trabalhadora da junta, que está mal esclarecida e que não seguiu os trâmites legais. O vereador da coligação considera que, constatada a demissão de todo o executivo da junta, não há alternativa à convocatória de eleições intercalares. Miguel Almeida disse ainda que seria bom o Partido Socialista tornar pública, inequivocamente, a sua posição sobre o problema e que há um momento em que o silêncio passa a ser penoso para todos.
O vereador executivo João Portugal também interveio e considerou que há vários cenários em aberto, sendo que não é obrigatório que haja eleições intercalares na freguesia de S. Pedro e que pode surgir um novo executivo aprovado pela Assembleia de Freguesia local. Por fim, Miguel Almeida manifestou a sua incredulidade perante a opinião de João Portugal e reforçou que, perante a demissão de todo o executivo, é sensato que se realizem eleições intercalares na freguesia de S. Pedro".
Pronto: o caso já está na mais alta esfera da política concelhia.
A inabilidade que o presidente da junta tem revelado na gestão mediática deste caso poderia ser louvável no plano dos princípios. Mas julgo que teria sido possível, sem ferir os imperativos da dignidade, não se deixar trucidar, que é o que está a acontecer, pelas feras deste circo politico, mediático e partidário com o qual teve de coexistir.
Neste momento e neste caso, apresentar-se como ingénuo, ou tentar fazer-se de tal, para continuar a vestir o fato de vítima, não é a melhor estratégia.
Os rumores há muito que circulavam na Aldeia.
Depois, vieram as notícias nos jornais.
Só depois os blogues apareceram.
Ao contrário do que sucede com os jornais, os blogues reflectem o que os seus autores pensam ou sentem em cada momento.
O que se escreve em muitos blogues, não é mais do que qualquer cidadão comum comenta com o amigo na mesa do café. É evidente que uma opinião transmitida na mesa do café não tem o mesmo impacto do que se for escrita num blogue, ainda que este seja lido apenas por umas centenas de leitores.
Esta democratização da opinião mudou as coisas: agora os cidadãos não se limitam a consumir informação, são eles que, mal ou bem, produzem informação.
Quer se queira, quer não o mundo mudou, a Figueira também e a Aldeia idem, idem, aspas, aspas.
Da mesma forma que tudo mudou quando Abril pôs fim à ditadura e as forças policiais deixaram de poder proibir ajuntamentos de mais de quatro pessoas, agora as pessoas podem juntar-se no número que entenderem e até podem escrever em blogues.
Isso, é uma dor de cabeça para o poder, mas é assim e só pode continuar neste caminho. E, quanto mais mais profunda for a democracia, mais difícil é a vida para os políticos, até para os que chegaram ao poder já depois da existência de blogues e ajudados por esses, agora, malditos blogues.
Todos os dramas são, antes de mais, humanos.
Bem
pode continuar a queixar-se de tudo - do mundo, do azar e da traição...
O António Samuel é, de facto uma vítima - mas, na minha opinião, em primeiro lugar e antes de tudo, dele mesmo.
Miguel Almeida, vereador da coligação Somos Figueira, lamentou a demora na resolução do processo, afirmou que o presidente da junta de S. Pedro já deveria ter pedido, taxativamente, a demissão do cargo e relembrou também a contratação da filha de António Samuel como trabalhadora da junta, que está mal esclarecida e que não seguiu os trâmites legais. O vereador da coligação considera que, constatada a demissão de todo o executivo da junta, não há alternativa à convocatória de eleições intercalares. Miguel Almeida disse ainda que seria bom o Partido Socialista tornar pública, inequivocamente, a sua posição sobre o problema e que há um momento em que o silêncio passa a ser penoso para todos.
O vereador executivo João Portugal também interveio e considerou que há vários cenários em aberto, sendo que não é obrigatório que haja eleições intercalares na freguesia de S. Pedro e que pode surgir um novo executivo aprovado pela Assembleia de Freguesia local. Por fim, Miguel Almeida manifestou a sua incredulidade perante a opinião de João Portugal e reforçou que, perante a demissão de todo o executivo, é sensato que se realizem eleições intercalares na freguesia de S. Pedro".
Pronto: o caso já está na mais alta esfera da política concelhia.
A inabilidade que o presidente da junta tem revelado na gestão mediática deste caso poderia ser louvável no plano dos princípios. Mas julgo que teria sido possível, sem ferir os imperativos da dignidade, não se deixar trucidar, que é o que está a acontecer, pelas feras deste circo politico, mediático e partidário com o qual teve de coexistir.
Neste momento e neste caso, apresentar-se como ingénuo, ou tentar fazer-se de tal, para continuar a vestir o fato de vítima, não é a melhor estratégia.
Os rumores há muito que circulavam na Aldeia.
Depois, vieram as notícias nos jornais.
Só depois os blogues apareceram.
Ao contrário do que sucede com os jornais, os blogues reflectem o que os seus autores pensam ou sentem em cada momento.
O que se escreve em muitos blogues, não é mais do que qualquer cidadão comum comenta com o amigo na mesa do café. É evidente que uma opinião transmitida na mesa do café não tem o mesmo impacto do que se for escrita num blogue, ainda que este seja lido apenas por umas centenas de leitores.
Esta democratização da opinião mudou as coisas: agora os cidadãos não se limitam a consumir informação, são eles que, mal ou bem, produzem informação.
Quer se queira, quer não o mundo mudou, a Figueira também e a Aldeia idem, idem, aspas, aspas.
Da mesma forma que tudo mudou quando Abril pôs fim à ditadura e as forças policiais deixaram de poder proibir ajuntamentos de mais de quatro pessoas, agora as pessoas podem juntar-se no número que entenderem e até podem escrever em blogues.
Isso, é uma dor de cabeça para o poder, mas é assim e só pode continuar neste caminho. E, quanto mais mais profunda for a democracia, mais difícil é a vida para os políticos, até para os que chegaram ao poder já depois da existência de blogues e ajudados por esses, agora, malditos blogues.
Todos os dramas são, antes de mais, humanos.
Manifestamente, agora que aconteceu o que era normal e previsível - a guerra dos partidos pelo poder - o
presidente da junta de freguesia de S. Pedro está - e vai continuar - a
passar um mau bocado.
Descobriu,
ou está prestes a descobrir, da
pior maneira possível, que não era, afinal, o centro da freguesia de
S. Pedro,
e que, pior, também
ele é,
afinal, como todos nós, dispensável.
Cresci a conviver com o Tó Samuel. Por isso, repito aqui o que já lhe disse pessoalmente: independentemente do que se passe, ou deixe de passar, o actual presidente da junta de freguesia de S. Pedro, acabou politicamente.
Cresci a conviver com o Tó Samuel. Por isso, repito aqui o que já lhe disse pessoalmente: independentemente do que se passe, ou deixe de passar, o actual presidente da junta de freguesia de S. Pedro, acabou politicamente.
Bem
pode continuar a queixar-se de tudo - do mundo, do azar e da traição...O António Samuel é, de facto uma vítima - mas, na minha opinião, em primeiro lugar e antes de tudo, dele mesmo.
Começou por ser traído por ele próprio...
Depois, a meu ver, ainda não entendeu o óbvio: que para o partido que o apresentou às eleições não
passou nunca de
um meio; para o PSD, nesta conjuntura, não passa de um meio para atingir Ataíde, o que não deve desagradar por aí além a João Portugal...
Governar não é fácil.
Bertoldt Brecht, escreveu um poema no qual glosava a infinita dificuldade de governar.
"Como é difícil governar!", começava assim, para terminar a escrever que ...
" É só porque toda a gente é tão estúpida que há necessidade de alguns tão inteligentes.
Ou será que governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?"
Ou será que governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?"
Alguns dos que passam por aqui,
mais atentos, já terão percebido que o que se passa na junta de
freguesia de S. Pedro, me foi sempre, ao longo dos anos, um assunto muito caro.
E
a explicação é simples: entre 1986 e 1989, como secretário, fiz
parte do primeiro executivo da autarquia da minha Aldeia.
Sempre
enfermei de um pecado: olhar para a política como uma intervenção
cidadã e sem qualquer ambição de nenhum género.
Sei
que nesta Figueira e nesta Aldeia quem está errado sou eu...
Contudo, embora não perceba nada desta política, sei que o que é político tem de ser tratado politicamente.
De uma vez por todas e para tranquilidade de todos, atrevo-me a lembrar que aquilo que era uma promessa da lista do PS, vencedora nas últimas eleições autárquicas na minha Aldeia - e que não foi concretizado até aqui -, acabe por acontecer: uma auditoria à gestão da junta de freguesia de S. Pedro nos últimos 15 anos.
De uma vez por todas e para tranquilidade de todos, atrevo-me a lembrar que aquilo que era uma promessa da lista do PS, vencedora nas últimas eleições autárquicas na minha Aldeia - e que não foi concretizado até aqui -, acabe por acontecer: uma auditoria à gestão da junta de freguesia de S. Pedro nos últimos 15 anos.
Tem
a palavra quem de direito.
Neste
momento, face ao que aconteceu, é o mínimo que se pode esperar...
Este executivo foi eleito para cortar com o passado.
Há uma pergunta que requer uma resposta clara e tão rápida quanto possível: será que foi isso que aconteceu?..
Há uma pergunta que requer uma resposta clara e tão rápida quanto possível: será que foi isso que aconteceu?..
28 e 29 de Janeiro de 1983, homenagem do Barca Nova a Joaquim Namorado e ao Neo-Realismo
Eng. Aguiar de Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Dr. Luís de Melo Biscaia e o Dr. Joaquim Namorado
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Julho de 2014 em Portugal
«O objectivo era economizar, reduzir, cortar... e o resultado é uma dívida maior».
Em tempo.
Da entrevista de José Castro Caldas à Rádio Renascença (conduzida pela jornalista Sandra Afonso).
Em tempo.
Da entrevista de José Castro Caldas à Rádio Renascença (conduzida pela jornalista Sandra Afonso).
Hoje, já estou muito mais descansado...
A
Biblioteca Municipal da Figueira da Foz inaugurou no passado dia 30 de junho uma
mostra bibliográfica comemorativa do centenário de nascimento
de poeta, escritor e professor Joaquim Namorado.
O
DIÁRIO AS BEIRAS, que não teve nenhum jornalista presente no evento, insere
da na sua edição de hoje, uma matéria sobre o assunto que cheira
a encomenda do “regedor da cultura”.
Há entrevistas que,
após a leitura, me deixam descansado.
Foi o que aconteceu com a entrevista que li hoje do vereador Tavares ao jornal AS BEIRAS.
Em primeiro lugar, foi confirmado o que já sabíamos.
Foi o que aconteceu com a entrevista que li hoje do vereador Tavares ao jornal AS BEIRAS.
Em primeiro lugar, foi confirmado o que já sabíamos.
Destaco
a intenção de António Tavares e da comissão de toponímia de
pretender dar o nome de Joaquim Namorado à toponímia figueirense e
da não intenção da Câmara da Figueira da Foz de reactivar o Prémio
Literário Joaquim Namorado.
Entretanto,
quem quiser realmente saber (ou recordar) o que realmente foi “A
homenagem do vereador Tavares ao Dr. Joaquim Namorado, na
Figueira...”, basta clicar aqui.
A
mostra estará patente na biblioteca municipal, até ao final deste mês.
28 e 29 de Janeiro de 1983, homenagem do Barca Nova a Joaquim Namorado e ao Neo-Realismo
“Que
Saudades Pai.
Foi
para ti um dia Feliz.
Uma homenagem ao teu Valor, como Homem, Poeta e Camarada.”
Uma homenagem ao teu Valor, como Homem, Poeta e Camarada.”
domingo, 6 de julho de 2014
Já me estava a admirar não aparecer o momento chunga...
EM COMUNICADO, “PSD PRONUNCIA-SE SOBRE SITUAÇÃO EM S. PEDRO”.
Em
tempo.
O
Partido Socialista tem agendada para a noite de hoje, uma reunião
para análise deste assunto, tendo remetido para o fim deste encontro
a sua posição oficial.
Onda chic
É um programa de entrevistas quinzenal.
Salvo erro ou omissão vi dois.
O critério de escolha dos entrevistados não sei qual é. E isso pouco importa, pois, a meu ver, nem é uma vantagem, nem constitui uma desvantagem. Nesta entrevista, que já tem dois meses e que, lamentavelmente, me ia passando ao lado, destaca-se a qualidade reconhecida das duas personalidades, peritas a criar factos e notícias.
Quando, em Junho de 1871, começaram a aparecer, nesta fase com Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, AS FARPAS não eram didácticas.
Depois de Setembro/Outubro de 1872, quando as prosseguiu sozinho, Ramalho decidiu instruir os seus compatriotas, a fim de os salvar.
Encontrou, ao princípio, uma pequena dificuldade. Para ensinar precisava antes de saber e ele não sabia nada, ou quase nada.
Pôs-se ao trabalho. Encomendou livros em Paris e Londres e aplicadamente, leu-os.
Eça de Queiroz, mais tarde, com benevolência e como se fosse um elogio, deu conta de que Ramalho tinha lido de tudo: química e filosofia, mecânica e teoria da educação, história e biologia, física e literatura.
Durante anos, armazenou energicamente na cabeça, a eito, a tralha intelectual do seu tempo.
Tal facto, deu-lhe um infinito sentimento de superioridade sobre a gente boçal que se pavoneava, por essa altura, pelo Chiado e ele passou a considerar-se preparado para conduzir a pátria, pelo caminho dos seus interesses.
As Farpas são, ao fim e ao cabo, um típico produto português: a obra de um provinciano autodidacta.
Não sei porquê, lembrei-me disto depois de ouvir, pela enésima vez, nesta entrevista, explanar a treta do costume: as duas personalidades, longe de revelarem o que quer que seja sobre a nossa realidade, contribuíram, mais uma vez, para impedir que os figueirenses a vejam.
Salvo erro ou omissão vi dois.
O critério de escolha dos entrevistados não sei qual é. E isso pouco importa, pois, a meu ver, nem é uma vantagem, nem constitui uma desvantagem. Nesta entrevista, que já tem dois meses e que, lamentavelmente, me ia passando ao lado, destaca-se a qualidade reconhecida das duas personalidades, peritas a criar factos e notícias.
Quando, em Junho de 1871, começaram a aparecer, nesta fase com Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, AS FARPAS não eram didácticas.
Depois de Setembro/Outubro de 1872, quando as prosseguiu sozinho, Ramalho decidiu instruir os seus compatriotas, a fim de os salvar.
Encontrou, ao princípio, uma pequena dificuldade. Para ensinar precisava antes de saber e ele não sabia nada, ou quase nada.
Pôs-se ao trabalho. Encomendou livros em Paris e Londres e aplicadamente, leu-os.
Eça de Queiroz, mais tarde, com benevolência e como se fosse um elogio, deu conta de que Ramalho tinha lido de tudo: química e filosofia, mecânica e teoria da educação, história e biologia, física e literatura.
Durante anos, armazenou energicamente na cabeça, a eito, a tralha intelectual do seu tempo.
Tal facto, deu-lhe um infinito sentimento de superioridade sobre a gente boçal que se pavoneava, por essa altura, pelo Chiado e ele passou a considerar-se preparado para conduzir a pátria, pelo caminho dos seus interesses.
As Farpas são, ao fim e ao cabo, um típico produto português: a obra de um provinciano autodidacta.
Não sei porquê, lembrei-me disto depois de ouvir, pela enésima vez, nesta entrevista, explanar a treta do costume: as duas personalidades, longe de revelarem o que quer que seja sobre a nossa realidade, contribuíram, mais uma vez, para impedir que os figueirenses a vejam.
Eles comem tudo...
As comissões cobradas pela banca nas contas à ordem dispararam.
Entre 2007 e 2014, o aumento foi de 56%.
A Deco levou uma petição ao Parlamento há um ano e o Banco de Portugal já fez uma recomendação. Quando a Deco levou a questão ao Parlamento há um ano, o aumento das comissões bancárias nas contas à ordem era de 40% entre 2007 (ano anterior ao início da crise financeira) e 2013, sendo agora de 56%.
Para já, não há qualquer resolução legislativa, apenas debate e uma recomendação do Banco de Portugal, que a associação de defesa do consumidor considera insuficiente.
(via JN)
Entre 2007 e 2014, o aumento foi de 56%.
A Deco levou uma petição ao Parlamento há um ano e o Banco de Portugal já fez uma recomendação. Quando a Deco levou a questão ao Parlamento há um ano, o aumento das comissões bancárias nas contas à ordem era de 40% entre 2007 (ano anterior ao início da crise financeira) e 2013, sendo agora de 56%.
Para já, não há qualquer resolução legislativa, apenas debate e uma recomendação do Banco de Portugal, que a associação de defesa do consumidor considera insuficiente.
(via JN)
Lisboa não passa de uma aldeia?..
28 e 29 de Janeiro de 1983, homenagem do Barca Nova a Joaquim Namorado e ao Neo-Realismo
Museu Municipal da Figueira da Foz: Joaquim Namorado e Mário Dionísio e as respectivas esposas à conversa - Guilhermina, esposa do homenageado e Leticia, esposa de Mário Dionísio.
sábado, 5 de julho de 2014
Algo, que alguém pode entender como humor um pouco corrosivo, para suscitar o riso. Não a pena...
“Escrevo imbuído de esfusiante alegria pois pela segunda vez em menos de um mês estou inteiramente
de acordo com mais um membro da vereação.
Agora
foi o Sr. vice-presidente, em texto neste jornal, quem avisadamente opinou sobre
a relação autarquia/sociedade civil na linha do que venho escrevendo há anos.
Considera
hoje que “o período em que a autarquia
pensava poder substituir-se à iniciativa da sociedade civil” teve “efeitos
negativos que ainda subsistem” (ai subsistem, subsistem!).
Acredita hoje “que a organização dos cidadãos, naquilo que extravasa as claras
responsabilidades da autarquia… deve ser o motor das iniciativas; neste caso o papel
da autarquia deverá ser, quando muito, de motivação e apoio”. Não posso estar mais
de acordo. Estou agora seguro (não estava) de que acabou “a subsídio
dependência e pedinchice em troca da angariação e da fidelidade política”;
acabou a organização autárquica de eventos concorrentes com os de associações e
clubes; acabou a contratação dos Cides e Emanueis; acabou o “cavalgar”
autárquico de iniciativas da sociedade civil, etc., etc. Estou agora certo (não
estava) que a autarquia vai motivar e apoiar as iniciativas da sociedade. Já
são dois os srs. vereadores a quem manifesto total concordância,correndo agora
o sério risco de vir a ser acusado de propagandista do regime (local).”
Em tempo.
Esta crónica de Joaquim Gil, publicada hoje no jornal AS BEIRAS, intitulada "Em total sintonia com a vereação", faz-me lembrar um antigo jornalista e actual cronista, agora aposentado na política, que tinha um humor particularmente desarmante, porque tinha a capacidade de se rir de si próprio - o tipo que melhor conhecia e conhece à face da terra...
Quem não gostaria de chegar aos oitenta assim?
Se para uns é difícil, para outros já é impossível...
sexta-feira, 4 de julho de 2014
O importante é a cidade...
![]() |
| foto Figueira na Hora |
A bandeira azul foi hasteada, na passada terça-feira, dia 2 do corrente, na Praia do Relógio.
Na cerimónia, participaram representantes das restantes freguesias onde também se ostenta este símbolo de qualidade – Quiaios, Leirosa e S. Pedro –, a quem foi entregue o estandarte, para ser içado nas respectivas praias.
Em tempo.
As
praias das freguesias limítrofes são
o petróleo do concelho...
Mas, a bandeira azul só mereceu ser hasteada na cidade com a presença das entidades oficiais!..
Não é novidade, mas é um facto que merece
ser destacado neste verão de 2014.
As entidades oficiais - em especial a vereação camarária - converteram-se aos tempos
modernos.
O
importante é a cidade.
Mudam-se
os tempos, mudam-se as vontades, e ainda bem que assim é...
Vamos ver como é quando estiverem mais próximas as próximas eleições autárquicas...
Porque hoje é sexta, numa semana que começou na segunda...
Não costumo parar muito para pensar sobre o passado. Olhar para trás... Esforço-me, imenso, apenas, por nunca cometer o mesmo erro duas vezes.
Mas há momentos em que vale a pena, mesmo, parar para pensar.
Vivemos numa pequena cidade – que é a Figueira da Foz - cada vez mais individualista e preocupada com o seu umbigo.
As pessoas, cada vez mais, vivem fechadas em caixas de fósforos - vulgo, «castelos» cada vez mais altos...
Na maior parte das vezes, nem os vizinhos conhecem, quanto mais os maiores!...
Cultura, qual cultura?...
Deve ser a roupa de moda, os assuntos fúteis, as causas chiques, ou populares?..
De quando em vez lá aparece algo que nos faz pensar, parar para olhar e reflectir se é este o mundo que queremos.
O que é pensar conhecer uma pessoa?..
Qual é a fronteira entre a superficialidade e a verdadeira cultura?
O que é o sucesso?
E a felicidade?
Vivemos numa pequena cidade – que é a Figueira da Foz - cada vez mais individualista e preocupada com o seu umbigo.
As pessoas, cada vez mais, vivem fechadas em caixas de fósforos - vulgo, «castelos» cada vez mais altos...
Na maior parte das vezes, nem os vizinhos conhecem, quanto mais os maiores!...
Cultura, qual cultura?...
Deve ser a roupa de moda, os assuntos fúteis, as causas chiques, ou populares?..
De quando em vez lá aparece algo que nos faz pensar, parar para olhar e reflectir se é este o mundo que queremos.
O que é pensar conhecer uma pessoa?..
Qual é a fronteira entre a superficialidade e a verdadeira cultura?
O que é o sucesso?
E a felicidade?
Os estratagemas de Dona Banca
“Tresanda a BPN, Parte II. E a pergunta tem pois de ser: o que é que aprendemos com o BPN? Deveríamos ter aprendido duas coisas. Primeira, que um sector bancário liberalizado gera e desenvolve práticas de poder, de promiscuidade e de contorno da lei que lhe dão uma força crescente. Segunda, que uma regulação a sério de um sector tão crucial implica presença do Estado por via accionista, única forma de conter verdadeiramente a deriva de destruição de uma finança sem rei nem roque.
Quando um destes dias nos vierem com a inevitabilidade de injectar capitais públicos no BES para controlar o risco sistémico, valia a pena lembrar tudo isto.”
Para ler na íntegra a crónica de José Manuel Pureza, no DN, basta clicar aqui.
Quando um destes dias nos vierem com a inevitabilidade de injectar capitais públicos no BES para controlar o risco sistémico, valia a pena lembrar tudo isto.”
Para ler na íntegra a crónica de José Manuel Pureza, no DN, basta clicar aqui.
Na especulação é que vai estar o prejuízo...
Os empresários hoteleiros figueirenses, provam-no mais uma vez, não percebem nada de turismo, muito menos de economia e ainda muito menos de negócios.
Neste momento, julgam-se os mais espertinhos do planeta e arredores.
Segundo o Diário de Coimbra, "os preços de alojamento durante o RFM SOMNII, a 11 e 12 de Julho, duplicam face aos fins-de-semana anterior e posterior, apesar de a autarquia ter querido evitar a especulação".
A gula é um pecado mortal. E figueirense que é figueirense, tal como o português que é português, não consegue resistir à especulação...
Se optassem por praticar o preço justo muitos daqueles que vieram para RFM SOMNII talvez voltassem... E aqueles que voltassem, num ano ou dois, gastariam mais, muito mais, que aquilo que lhes esfolaram numa oportunidade. Todos ficavam a ganhar.
A esperteza, de inteligente, só tem a aparência.
O RFM SOMNII, no imediato, vai ser um evento positivo para a economia local, mas terá sido o melhor para o futuro da reputação da Figueira, uma cidade que pretende ter no turismo uma actividade de futuro e com futuro?
Neste momento, julgam-se os mais espertinhos do planeta e arredores.
Segundo o Diário de Coimbra, "os preços de alojamento durante o RFM SOMNII, a 11 e 12 de Julho, duplicam face aos fins-de-semana anterior e posterior, apesar de a autarquia ter querido evitar a especulação".
A gula é um pecado mortal. E figueirense que é figueirense, tal como o português que é português, não consegue resistir à especulação...
Se optassem por praticar o preço justo muitos daqueles que vieram para RFM SOMNII talvez voltassem... E aqueles que voltassem, num ano ou dois, gastariam mais, muito mais, que aquilo que lhes esfolaram numa oportunidade. Todos ficavam a ganhar.
A esperteza, de inteligente, só tem a aparência.
O RFM SOMNII, no imediato, vai ser um evento positivo para a economia local, mas terá sido o melhor para o futuro da reputação da Figueira, uma cidade que pretende ter no turismo uma actividade de futuro e com futuro?
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Entrevista a Teresa Namorado
Em entrevista à Foz do Mondego Rádio, antes da homenagem a Joaquim Namorado, no âmbito do centenário do seu nascimento, a filha do matemático, escritor e poeta Joaquim Namorado, Teresa Namorado (na foto de António Agostinho, ladeada por António Augusto Menano e pelo vereador António Tavares) explicou à jornalista Andreia Gouveia porque estava a colocar a hipótese de retirar da Figueira da Foz o espólio ali deixado em depósito pelo seu pai na sequência da Homenagem que o jornal barca nova em Janeiro de 1983 prestou ao Poeta da Incomodidade e que, na altura, atingiu dimensão nacional.
Gostei de ler
"O senhor vereador da cultura da câmara municipal da Figueira da Foz não é um homem sem qualidades. Pelo contrário. Uma delas é que é um homem de ideias fixas.
O vereador António Tavares, ele próprio também escritor (embora não seja nenhum Musil), acha que a literatura é assim uma espécie de concurso de abóboras. Para ele alguns escritores são mais dignos que outros – mais bem comportados; mais belos; mais, sei lá, redondinhos ou simétricos; mais fotogénicos; enfim, mais recomendáveis.
.
A Biblioteca Municipal acaba, pelos vistos, de perder o espólio de Joaquim Namorado porque os familiares do poeta se fartaram de ver o nome e o legado deste continuamente enxovalhados pela câmara municipal de uma cidade que ele escolheu para viver e morrer e a quem deu tudo.
O vereador acha, peremptório, que “a opção da autarquia, no que a prémios literários respeita, se esgota no figueirense João Gaspar Simões”.
.
.
Eu acho que o escritor e cidadão Tavares está no seu direito de preferir o segundo modernismo ou presencismo ao neo-realismo. Mas também acho que o vereador da cultura não tem o direito de impôr os seus gostos ou desgostos.
Acrescento que nada tenho contra o prémio literário João Gaspar Simões. Penso todavia que faria sentido a recuperação do prémio Joaquim Namorado (uma coisa não impediria a outra, como referi aqui). Seria um sinal de civilidade, de justiça, de maturidade. de pluralismo, que sei eu, de capacidade de conviver com os seus eus contraditórios.
Acrescento que nada tenho contra o prémio literário João Gaspar Simões. Penso todavia que faria sentido a recuperação do prémio Joaquim Namorado (uma coisa não impediria a outra, como referi aqui). Seria um sinal de civilidade, de justiça, de maturidade. de pluralismo, que sei eu, de capacidade de conviver com os seus eus contraditórios.
.
Que diabo, esta pequena cidade de província sempre é a cidade natal (e adoptada) de dois dos mais representativos escritores das correntes literárias que, embora antagónicas, foram as dominantes na literatura portuguesa no século vinte. Mas também é a cidade que deu à cultura portuguesa vultos como o filósofo Joaquim de Carvalho, o pintor surrealista Cândido Costa Pinto, o escultor e professor Gustavo Bastos, o escritor e cineasta abjeccionista João César Monteiro, o genial (e hoje um tanto esquecido) maestro e compositor David de Sousa.
.
Não, a Figueira da Foz não é uma cidadezinha qualquer, no que à cultura diz respeito. É uma cidade plural, rica em diversidade, contraditória. Devia celebrá-lo. Com orgulho e sem preconceitos; sem pruridos nem psicoses, nem complexos paroquiais.
.
Não, a Figueira da Foz não é uma cidadezinha qualquer, no que à cultura diz respeito. É uma cidade plural, rica em diversidade, contraditória. Devia celebrá-lo. Com orgulho e sem preconceitos; sem pruridos nem psicoses, nem complexos paroquiais.
A cultura na Figueira merecia mais; muito mais. Não devia esgotar-se nas opções ideológicas do seu regedor."
A crise de S. Pedro e o acompanhamento que os partidos políticos dão aos seus eleitos
A direcção do Secretariado da Concelhia do PS, segundo o jornal AS BEIRAS de hoje, reúne-se no próximo domingo, pelas 21 horas, com os elementos que concorreram pelo Partido Socialista à junta de Freguesia de S. Pedro em 2013.
Só depois da reunião do próximo domingo é que a concelhia do PS e o presidente da junta de S. Pedro se voltam a pronunciar sobre o assunto.
Por vezes, penso que devo ser um ser de outro planeta.
Desde que este assunto anda a marinar pelos locais do diz-se diz-se da Cova-Gala, até chegar ao jornal AS BEIRAS, por intermédio de uma investigação do j´Alves, que deve ter sido dificílima, e depois ter chegado à Assembleia de Freguesia de S. Pedro, esta foi a primeira medida sensata tomada pelo PS figueirense na gestão desta crise. Espero que, por sua vez, o António Samuel se cale até domingo.
Se a oposição cumpriu o seu papel, não por ser oposição, mas pela posição que tomou, confesso que a posição que o PS ainda não tomou, deixando arrastar o caso, me deixou apreensivo.
Tudo o que o António Samuel disse nas 4 entrevistas que li é de bradar aos céus...
Que um presidente de junta, admita que errou, poderia, no limite, revelar alguma maturidade política dependendo da amplitude do erro.
Agora, que um presidente de junta diga que se soubesse o que sabe hoje, faria as coisas de forma diferente, ajustando a informação entretanto adquirida à realização dos factos, revela que não tem ideias fixas, nem condições nem discernimento pessoal e político para continuar a ser presidente de junta.
E o PS da Figueira tinha a obrigação de se ter apercebido disto há mais tempo...
Só depois da reunião do próximo domingo é que a concelhia do PS e o presidente da junta de S. Pedro se voltam a pronunciar sobre o assunto.
Por vezes, penso que devo ser um ser de outro planeta.
Desde que este assunto anda a marinar pelos locais do diz-se diz-se da Cova-Gala, até chegar ao jornal AS BEIRAS, por intermédio de uma investigação do j´Alves, que deve ter sido dificílima, e depois ter chegado à Assembleia de Freguesia de S. Pedro, esta foi a primeira medida sensata tomada pelo PS figueirense na gestão desta crise. Espero que, por sua vez, o António Samuel se cale até domingo.
Se a oposição cumpriu o seu papel, não por ser oposição, mas pela posição que tomou, confesso que a posição que o PS ainda não tomou, deixando arrastar o caso, me deixou apreensivo.
Tudo o que o António Samuel disse nas 4 entrevistas que li é de bradar aos céus...
Que um presidente de junta, admita que errou, poderia, no limite, revelar alguma maturidade política dependendo da amplitude do erro.
Agora, que um presidente de junta diga que se soubesse o que sabe hoje, faria as coisas de forma diferente, ajustando a informação entretanto adquirida à realização dos factos, revela que não tem ideias fixas, nem condições nem discernimento pessoal e político para continuar a ser presidente de junta.
E o PS da Figueira tinha a obrigação de se ter apercebido disto há mais tempo...
quarta-feira, 2 de julho de 2014
A homenagem do vereador Tavares ao Dr. Joaquim Namorado, na Figueira...
Diário de Coimbra de 2 de Julho de 2014, quarta-feira, página 12. Para ler melhor clicar em cima da imagem abaixo.
CULTURA Cerca de 600 livros, entre obras de Joaquim Namorado e primeiras edições, devem deixar a Figueira em breve, com o aval do vereador da cultura
O dia, que era de homenagem, acabou por ficar marcado pelo anúncio da intenção da família de Joaquim Namorado em retirar da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz o seu espólio, levando-o para o Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, onde Joaquim Namorado é um dos nomes grandes.
As vitrinas com material de e sobre Joaquim Namorado - na mostra bibliográfica com que a Divisão de Cultura assinalou, esta segunda-feira, o centenário do nascimento do poeta e escritor - não chegaram para convencer os seus descendentes do interesse em manter na Figueira o espólio em depósito. O fim aparentemente irreversível do Prémio de Conto Joaquim Namorado, instituído quando o poeta ainda era vivo e dado por findo no mandato de Santana Lopes na autarquia figueirense, está na origem da decisão, difícil, que umas das filhas, Teresa, já trazia na bagagem.
«Também havia homenagens ao meu pai, em Coimbra, a que gostaria de ter ido, mas optei por vir à Figueira, para perceber se havia intenção de reeditar o prémio», explicou ao Diário de Coimbra. «O meu pai era um apaixonado pela Serra da Boa Viagem e pela Figueira da Foz, ficou muito emocionado com a homenagem que a Barca Nova lhe fez em 1983 e com a instituição do prémio com o seu nome. Foi por isso que destinou parte do do seu espólio a depósito na biblioteca municipal», recordou. «Na altura os livros ficaram expostos, numa estante com o nome dele e da minha mãe, como ele tinha pedido. Agora estão guardados, são consultáveis mas estão, literalmente, em depósito», lamentou. «Julgo que o meu pai merecia mais e, sem o prémio e sem as obras expostas, não vejo grande interesse em mantê-las cá», disse, reconhecendo, no entanto, que da parte das pessoas «há ainda um grande carinho na Figueira pelo poeta. Mas, em termos públicos está esquecido», concluiu.
«Está esquecido e não devia», disse Pedrosa Russo, amigo do poeta falecido em 1986, na conversa que se seguiu à apresentação de Joaquim Namorado por António Augusto Menano.
«Chegou a ser aprovada a atribuição do seu nome a uma praceta, mas hoje o nome que lá está é outro», lamentaram algumas dos presentes, recordando «a figura» que era Joaquim Namorado, «homem são, frontal e generoso», para além de prolixo autor. A concretizar-se a intenção da família, em breve o espólio de Joaquim Namorado poderá ser visto e consultado, de forma integrada, no Museu Neo-Realista, em Vila Franca de Xira.
«Faz sentido», admitiu no final da homenagem, o vereador da Cultura, António Tavares, reafirmando que a opção da autarquia, no que a prémios literários respeita, se esgota «no figueirense João Gaspar Simões».
Em tempo.
Não sei se vocês se lembram, mas nos tempos da minha juventude, havia uma secção nalguns jornais, como por exemplo no «Diário Popular», que despertava particularmente a minha curiosidade.
CULTURA Cerca de 600 livros, entre obras de Joaquim Namorado e primeiras edições, devem deixar a Figueira em breve, com o aval do vereador da cultura
O dia, que era de homenagem, acabou por ficar marcado pelo anúncio da intenção da família de Joaquim Namorado em retirar da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz o seu espólio, levando-o para o Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, onde Joaquim Namorado é um dos nomes grandes.
As vitrinas com material de e sobre Joaquim Namorado - na mostra bibliográfica com que a Divisão de Cultura assinalou, esta segunda-feira, o centenário do nascimento do poeta e escritor - não chegaram para convencer os seus descendentes do interesse em manter na Figueira o espólio em depósito. O fim aparentemente irreversível do Prémio de Conto Joaquim Namorado, instituído quando o poeta ainda era vivo e dado por findo no mandato de Santana Lopes na autarquia figueirense, está na origem da decisão, difícil, que umas das filhas, Teresa, já trazia na bagagem.
«Também havia homenagens ao meu pai, em Coimbra, a que gostaria de ter ido, mas optei por vir à Figueira, para perceber se havia intenção de reeditar o prémio», explicou ao Diário de Coimbra. «O meu pai era um apaixonado pela Serra da Boa Viagem e pela Figueira da Foz, ficou muito emocionado com a homenagem que a Barca Nova lhe fez em 1983 e com a instituição do prémio com o seu nome. Foi por isso que destinou parte do do seu espólio a depósito na biblioteca municipal», recordou. «Na altura os livros ficaram expostos, numa estante com o nome dele e da minha mãe, como ele tinha pedido. Agora estão guardados, são consultáveis mas estão, literalmente, em depósito», lamentou. «Julgo que o meu pai merecia mais e, sem o prémio e sem as obras expostas, não vejo grande interesse em mantê-las cá», disse, reconhecendo, no entanto, que da parte das pessoas «há ainda um grande carinho na Figueira pelo poeta. Mas, em termos públicos está esquecido», concluiu.
«Está esquecido e não devia», disse Pedrosa Russo, amigo do poeta falecido em 1986, na conversa que se seguiu à apresentação de Joaquim Namorado por António Augusto Menano.
«Chegou a ser aprovada a atribuição do seu nome a uma praceta, mas hoje o nome que lá está é outro», lamentaram algumas dos presentes, recordando «a figura» que era Joaquim Namorado, «homem são, frontal e generoso», para além de prolixo autor. A concretizar-se a intenção da família, em breve o espólio de Joaquim Namorado poderá ser visto e consultado, de forma integrada, no Museu Neo-Realista, em Vila Franca de Xira.
«Faz sentido», admitiu no final da homenagem, o vereador da Cultura, António Tavares, reafirmando que a opção da autarquia, no que a prémios literários respeita, se esgota «no figueirense João Gaspar Simões».
Em tempo.
Não sei se vocês se lembram, mas nos tempos da minha juventude, havia uma secção nalguns jornais, como por exemplo no «Diário Popular», que despertava particularmente a minha curiosidade.
Intitulava-se
«Acredite
se quiser...»
e era um misto de retratos do insólito e de jornal do incrível,
onde se relatavam factos extravagantes e acontecimentos
inacreditáveis.
Desde
então, tenho visto atitudes de responsáveis políticos que, pela
sua inverosimilhança ou hipocrisia, me fazem lembrar,
inevitavelmente, essa fantástica secção.
Foi
o que senti na passada segunda-feira no Museu da Figueira da Foz no pouco que consegui
aguentar: foi duro ver um
resistente
à ditadura de Salazar, ser assim (mal) tratado por esta profunda tristeza
democrática em que a Figueira mergulhou...
terça-feira, 1 de julho de 2014
Será que os socialistas são crianças* a vida inteira?..
“António
Samuel fez três levantamentos com o cartão de crédito de Junta
de Freguesia de São Pedro para uso pessoal.
O
caso foi revelado na assembleia de freguesia, no final da semana
passada, e admitido ontem pelo próprio presidente, em declarações
ao DIÁRIO AS BEIRAS.
“Foi uma grande emergência pessoal. Foi uma situação aflitiva e a inexperiência fez-me fazer isso. Podia ter solicitado dinheiro vivo e não utilizar o cartão”, declarou o autarca ao jornal.
Foi
a urgência da situação que o levou a não ponderar a alternativa
do “dinheiro vivo”, revelou ainda António Samuel. “Foi uma grande emergência pessoal. Foi uma situação aflitiva e a inexperiência fez-me fazer isso. Podia ter solicitado dinheiro vivo e não utilizar o cartão”, declarou o autarca ao jornal.
Os levantamentos, num total de cerca de 500 euros, foram feitos no início de novembro, dois num dia e o outro no dia seguinte, apurou o DIÁRIO AS BEIRAS. O dinheiro foi levantado para pagar uma multa pessoal, disse o presidente da junta de São Pedro na assembleia de freguesia. Cerca de três meses depois dos levantamentos, António Samuel repôs o dinheiro.”
* Em tempo.
Foi escrito em 1964. Sophia de Mello Breyner Andresen, umas das maiores escritoras portuguesas, terá conseguido, nesta obra, a sua melhor história para crianças.
E tantas outras elas escreveu, igualmente a não perder - «A Fada Oriana», «O Rapaz de Bronze», «A Menina do Mar», «A Floresta», contos que Sophia escreveu nas décadas de 50 e 60 e que ficaram marcados como obras incontornáveis no seu riquíssimo percurso literário.
«O Cavaleiro da Dinamarca» é um livro escrito para as crianças, que todos os adultos deviam ler. Fala de um percurso pessoal, fala de honra, fala de História e cruza, de uma forma magistral, a verdade histórica com a imaginação. Apela à memória, mostra a importância de cumprirmos as nossas promessas e faz-nos ver que, por muitas voltas que a vida dê, precisamos muito, precisaremos sempre, de voltar a estar perto de quem nos quer bem.
Leiam.
É um livrinho, muito barato, muito acessível, que se lê num fôlego.
E é muito bonito.
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