"Impacto pleno das políticas de austeridade apenas se sente anos mais tarde, alerta OCDE"...
Portanto, como país temos futuro...
Será assim a nossa sociedade: filho único; os pais ganham mal; trabalham os dois até tarde; o puto está sempre sozinho = vai ser psicopata.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Um abraço
Sábado passado uma mulher tentou suicidar-se na Ponte 25 de Abril. Parou o carro, pôs os 4 piscas, deixou um papel a despedir-se dentro do carro e saiu para ir saltar da ponte abaixo. Depois de muitos, de muitos carros não pararem, alguém parou, e quase depois disso também um segundo carro, com um GNR lá dentro, que conseguiu impedir o salto enquanto uma pessoa do primeiro carro que parou pedia à mulher suicida que lhe desse um abraço.
Mas nas notícias nem pevas, nem desta história nem de todas as outras que têm vindo a acontecer diariamente – gente a perder o amor à vida, naquela que ficará para a memória recente da sociedade portuguesa como um dos períodos mais absurdamente difíceis de sempre. Mas nas notícias nada, jornalismo nenhum que mostre o que está verdadeiramente a acontecer, que diga que há corpos de pessoas que todos os dias dão à costa nas margens do Tejo, que diga que há muitas pessoas que se matam porque não conseguem viver sem trabalho, com dívidas, e sem esperança alguma de que algo mude no tempo útil das suas vidas breves – enquanto Pedro Passos Coelho e Paulo Portas constroem (pela destruição das vidas da maioria esmagadora dos vivos, incluída uma classe média patrimonial tão recente em Portugal) um país para pessoas que ainda não nasceram.
terça-feira, 18 de março de 2014
Pedro Agostinho Cruz, um fotógrafo na Gala Figueira Tv
“Pedro Agostinho Cruz é um jovem “pas tout a fait comme les
autres”; ao contrário do que é típico na sua idade, não é daqueles que descobriram a pólvora seca
das verdades insofismáveis; gosta mais de ouvir (e observar) do que de falar. O
Pedro é um andarilho e, sobretudo, um observador incansável.
No seu olhar silencioso e perscrutador há algo que o
distingue de um mero fotógrafo competente, algo intangível e difícil de
descrever: uma sensibilidade poética; ou seja, aquilo que o torna capaz de, com
enquadramentos ousados e um sentido da composição notável, transformar o mais
banal retrato do quotidiano numa imagem carregada de sentido(s).”
Quem escreveu estas palavras, em agosto de 2009, foi o
Fernando Campos (que também é o autor da caricatura do Pedro).
Entretanto, decorreram quase 5 anos, foi crescendo,
licenciou-se em Ciências da Comunicação, na Covilhã, fez outros estudos no campo da fotografia, em Lisboa, estagiou em jornais, aprendeu e melhorou os conhecimentos, apurou o estilo e a sensibilidade e,
hoje, é o fotógrafo e Artista que milhares
conhecem.
Além do mais continua um "puto" humilde e com grande vontade de aprender.
Espero que se mantenha assim pela vida fora.
Se quiserem votar no “puto” cliquem aqui. Não por ser meu
sobrinho, mas por aquilo que faz todos os dias como fotógrafo competente.
Para quem não sabe, eu “conto como foi”...
À parte uns novos-ricos, monomaníacos e alienados (que não
contentes em pagar as quotas do clube e o bilhete de época para ir ao estádio,
pagam ainda mais uns extraordinários vinte e tal euros por mês ao Sr. Joaquim Oliveira
acrescidos de mais cerca de dez ao Benfica para terem futebol em casa), o resto
do país regressou há dois anos a uma das mais
extraordinárias instituições do Portugal do tempo da "outra senhora": o “relato da bola”, via
rádio.
O futebol, curiosamente, ou talvez não, acompanhou este governo no regresso ao passado e desapareceu
da TV em sinal aberto, como acontecia nos velhos tempos...
Quem o quer ver, agora, tem uma de quatro hipóteses:
1: vai ao estádio, paga ao Oliveira e ao Benfica;
2: bebe umas minis, uns finos ou uns tintos nos cafés;
3: fica especado em frente das montras das casas de
electrodomésticos;
4: ou, então, vê as
“imagens sonoras”, como os poetas da rádio chamam à sua própria algaraviada.
É o tempo a voltar para trás... No futebol e na política! Ou vice-versa...
Ou seja, a crescente
insatisfação com o estado da democracia em Portugal está directamente
relacionada com a degradação das condições sociais e económicas dos últimos
anos de crise acompanhada da falta de possibilidades de ver futebol em canal aberto.
As conclusões
do barómetro são apresentadas
esta terça-feira no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
A propósito do Dia Mundial da Poesia
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| imagem sacada daqui |
A crónica de hoje de António Tavares, poeta e escritor e, também, vereador PS, certamente por via disso, aborda o tema.
“A poesia move mundos, encanta e mobiliza os homens; é raiz
de revoluções e cântico de utopia e sonho. Com a verborreia disparatada que
para aí vai, faz bem ouvir os nossos poetas, percebendo nos seus versos o resgate
a alguma estupidez humana”, escreve ele.
Deixo-vos com um texto, não do Rui Feteira (esse podem lê-lo
na crónica de hoje do vereador PS no jornal AS BEIRAS), mas do Agostinho da
Silva, pois na minha modesta opinião, a descoberta da sua obra (e da sua vida, por parte em especial da juventude) seria um
bom augúrio para os exaltantes tempos de mudança que estamos a viver.
“A única salvação do que é diferente é ser diferente até o
fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as
atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a
pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar
as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do
momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele,
que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a
coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de
reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos
ataques dos lobos.”
Merkel, deve ter ficado vermelha (de raiva)... E Obama branco (como a cal das paredes do Alentejo)!..
Referendo na Crimeia «corrigiu erro histórico», disse Gorbachov...
segunda-feira, 17 de março de 2014
“Mistério de Faro”...
“Um antigo autarca de Faro, Luís Coelho, a quem não se
conhecia fortuna antes da liderança da câmara e que, além do cargo político,
foi dirigente de uma cooperativa de habitação, lidera a lista de credores da
Naval 1º de Maio, instituição desportiva da Figueira da Foz, cidade a cerca de
400 km de Faro.
Num país em que um autarca não leva honestamente para casa
mais de três mil euros por mês e não é suposto um dirigente cooperativo ter
salário milionário, é surpreendente que consiga emprestar 3,2 milhões de euros
a um clube de futebol, onde o principal decisor é Aprígio Santos, o maior
investidor imobiliário de Portugal, um dos grandes devedores do BPN.
Provavelmente isto anda tudo ligado.”
Em tempo.
Acabei de ler a
crónica de Armando Esteves Pereira, que
reproduzo acima e, confesso, que se fosse o Luís
Coelho ou o Aprígio Santos ficava incomodado...
Alguém gosta de ver assim expostas as misérias da economia famíliar?..
Entretanto, boas notícias...
Tomar o pequeno
almoço e a seguir café.
Fazer uns quilómetros de bicicleta.
Tirar fotos pelo
caminho e dar conta que, pelos menos na baixa-mar, as praias da freguesia de S. Pedro vão ter areia no próximo verão!
Tudo isto com Sol.
Rescaldo da vitória de Susana Guerra no Festival da Canção na imprensa regional
Buarcos festejou vitória de Suzy no Festival da RTP.
Um empresário de Buarcos «em conjunto com um grupo de amigos» realizaram ontem à tarde no Jardim Traqueia Bracourt em Buarcos, uma festa «em homenagem à Susana. É uma forma de lhe mostrarmos a nossa gratidão, por nos ter representado, a ela e ao Emanuel (autor da canção)», explicou ao nosso Jornal Alexandre Reis que não escondia «o muito orgulho», por ouvir o nome de Buarcos associado a um festival da Eurovisão. «Foi uma aposta bem sucedida, ela está à altura de representar o país na Dinamarca», sustentou, adiantando que o que se passou ontem (música e baile ao som do Duo SanPedro) «é uma pequena homenagem, porque estamos a preparar uma grande festa para 15 de Agosto, com ela e o Emanuel», disse.
DIÁRIO AS BEIRAS
DIÁRIO AS BEIRAS
O
presidente da Câmara da Figueira da Foz manifestou uma enorme satisfação com o
triunfo alcançado.
“Estamos particularmente satisfeitos com a vitória da Suzy”,
disse João Ataíde.
"O triunfo é a prova de reconhecimento do empenho e trabalho
da dupla Suzy/Emanuel”, acrescentou o autarca, afirmando que este é o momento da
Figueira da Foz “correr o mundo”.
Na Figueira/Buarcos (ou Buarcos/Figueira) é sempre carnaval!..
“Deixa-te andar por aí, Fernando Tordo!”
O Bairro Novo e a pesada herança do edifício "O Trabalho”... (II)
“A propósito da situação de degradação do Edifício O
Trabalho, que lamentavelmente se acentua sem solução à vista, o vereador Carlos
Monteiro… advogou «todos temos de ser proactivos».
Heureca! Proactivos, pois então! Eis definitivamente encontrada
a solução para o edifício – a proactividade!
E eu juro que vou treinar para proactivo!”
domingo, 16 de março de 2014
40 mil!..
Milhares de pessoas participaram hoje de manhã na meia
maratona de Lisboa, prova de atletismo que começou na praça da portagem da
Ponte 25 de Abril e terminou em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Belém.
Os presidentes das câmaras municipais de Lisboa, António
Costa, e de Oeiras, Paulo Vistas, foram algumas das pessoas que passaram a
Ponte 25 de Abril a a correr, juntamente com cerca de 40 mil participantes.
Já os ministros da Presidência e dos Assuntos Parlamentares,
Luís Marques Guedes, e da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota
Soares estiveram presentes na iniciativa para entregar os prémios aos
vencedores, nomeadamente na prova de deficientes motores em cadeiras de rodas.
Felizmente...
Quem diria!.. Santana Lopes: "Sócrates foi um primeiro-ministro com visão"
Santana Lopes, que de anjinho não nada, tem a sua agenda
privativa e acaba de elevar o cinismo a um novo patamar.
Assim, segundo o
Público, disse o seguinte sobre Sócrates.
“Foi um primeiro-ministro com visão em várias áreas. Ele era
vários deuses ao mesmo tempo, depois caiu em desgraça e passou a ser o culpado
de tudo. Isso é caricato. Ele foi um primeiro-ministro com várias qualidades,
um chefe de Governo com autoridade e capaz de impor a disciplina no seio do seu
Governo.”
As razões da nova postura de Santana Lopes não são difíceis
de adivinhar: sabendo que a sua imagem de playboyzito e de enfant-terrible não
é adequada às mais altas funções de Estado, tenta agora cultivar uma pose de
estadista.
A ideia é boa.
O resultado...
Veremos, lá para 2015 (penso eu...).
“Deixa-te andar por aí, Fernando Tordo!”
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| imagem sacada daqui |
A Suzy, com uma
espécie de lambada, parece que ganhou...
Acabei de receber uma sms de uma Amiga a perguntar: "como é?... não há nada para escrever sobre a vitória da Suzy!.."
São momentos como este, quando recebemos a atenção e a ternura
dos nossos leitores e leitoras, que me fazem continuar!..
Enfim, que me fazem percorrer, como neste caso, o caminho penoso do sofrimento intelectual
para dar à luz mais uma postagem!...
É por isto, sobretudo por isto, que penamos por esta causa que se está a tornar maior que a própria vida!..
Mas é por vós, sobretudo por vós, que vamos continuar a lutar contra momentos de angustia e desinspiração como acontece nesta altura...
Apesar de ter sido uma vizinha nossa que parece que ganhou,
lamento muito, mas não consigo dizer nada que interesse sobre o que se passou ontem em Lisboa
no Festival da Canção...
Eu, se pudesse, fazia como o Fernando Tordo: também emigrava!..
Faleceu Zé Penicheiro
O pintor Zé Penicheiro, com uma importante ligação à nossa Terra, pois é o autor dos painéis das
paredes exteriores da Junta de Freguesia de S. Pedro, faleceu ontem, aos 92
anos.
Zé Penicheiro nasceu na aldeia beirã de Candosa, Tábua, mas
a partir dos 2 anos passa a viver na Figueira da Foz.
Em 30 de Junho de 1978, em entrevista que na altura deu ao
semanário “barca nova” dizia o artista: “ter nascido em Candosa foi um mero
acidente. Considero-me figueirense de raiz, tão novo para aqui vim”.
Filho de um carpinteiro, de ascendência humilde, portanto,
as dificuldades económicas impossibilitam-no de seguir qualquer curso de Artes
Plásticas ou Belas Artes.
Como habilitações literárias “tenho apenas um diploma
oficial: o da instrução primária. Frequentei é certo a Escola Comercial e a Academia
Figueirense, mas quedei-me por aí, pela curta frequência. Tenho é uma larga
experiência da Universidade da Rua, onde aprendi tudo quanto sei e onde conheci
as figuras que têm inspirado toda a minha obra”, disse ainda Zé Penicheiro em
discurso directo, em 1978, ao extinto semanário figueirense citado acima.
Inicia a sua carreira artística como caricaturista e
ilustrador.
Colabora em diversas publicações: jornais do Porto, Lisboa e
província, "Primeiro de Janeiro", "A Bola", "Os
Ridículos", "O Sempre Fixe", "A Bomba" “barca nova” e
outros, publicam os seus "cartoons" de humor.
Criador duma expressão plástica original, que denomina de
"Caricatura em Volume", inicia o seu ciclo de exposições, nesta
modalidade, a partir de 1948.
António Augusto Menano, Poeta e Escritor Figueirense, em
artigo publicado em 18 de Outubro de 2001, no jornal Linha do Oeste traça um
esboço escrito sobre o Zé:
“A arte é indivisível de quem a produz, da acção do artista,
da sua invenção criadora. A obra de Zé Penicheiro, a sua forma, o modo como se
desenvolve artisticamente, traduz o seu diálogo com a matéria”.
E mais adiante: “Zé Penicheiro é memoralista, um moralista,
um comprometido. Faz-nos recordar tipos arquétipos de actividades quase
desaparecidas numa escrita sobre a pureza estética, que estará patente em toda
a sua obra. Compromete-se, está ao lado dos mais fracos, do povo, retrata-os,
mostra-os como se de uma “missão” se tratasse, obrigação profunda de retorno às
raízes, outra forma de pintar a saudade”.
“Mas a arte de Zé Penicheiro não esquece o lugar. Os
lugares: a infância, as praias, as planícies, as serras, e as cidades da sua
vida, “diálogo” de que têm surgido algumas das sua melhores obras.
Nesta sociedade pós industrial, da informática e do virtual,
Zé Penicheiro mantém-se fiel aos seus “calos”, que está na base de um percurso
tão “sui generis”.
Zé Penicheiro, a Universidade da Rua na origem de um
Artista.
Os bonecos, o nanquim, o guache, o óleo – uma vida inteira a
retratar as alegrias e tristezas de um povo admirável.
Que é o nosso!
Zé Penicheiro faleceu ontem. Mas a sua obra continua...
sábado, 15 de março de 2014
Pode ser sempre carnaval
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| carnaval à portuguesa - foto sacada daqui |
As contas da edição deste ano registaram, mais uma vez, um saldo negativo. 40 mil euros, é o prejuízo
previsto.
Tudo por causa das condições do tempo, que não permitiram
que o corso fosse para a rua no Domingo (2 de março), levando a organização a marcar
nova data para o corso sair à rua, no domingo passado.
Na Mealhada, já estão
pensar em mudar o carnaval mais para o verão. Fala-se em junho...
Pelos vistos, na Mealhada e em outros locais, pode haver sempre carnaval, pois existem sempre
soluções...
Essa de mudar a data do carnaval mais para o verão, é uma delas...
Mas, há mais. Por exemplo, retomar uma comissão para organizar o carnaval. Depois, face ao
prejuízo, poderá recorrer-se a um peditório público.
Não será nada de espantar. Será apenas mais um...
Num país de pedintes,
contribui quem quer...
Assim, como isto está contribuímos todos, via Câmara Municipal, através dos impostos
que somos obrigados a pagar.
Eu sei que esta coisa de tudo tentar resolver pelo recurso à caridade, é assim uma espécie de menoridade intelectual, mas é o país e o povo que temos (o dos peditórios para amenizar a pobreza, para proporcionar alguns cuidados de
saúde e assistência na velhice, para realizar
festas com artistas que vêm actuar a peso de ouro, etc... Por conseguinte, porque não um peditório para organizar os carnavais?)
Um país com as dificuldades financeiras que todos conhecemos, por experiência
própria, ferozmente escrutinado pelas mais diversas instituições
financeira internacionais, continuar a organizar carnavais com dinheiro emprestado é que não!..
Tudo menos isso.
Nós não somos um pais onde é sempre carnaval.
Um país assim é outra coisa – seria um país de
irresponsáveis e alienados políticos.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Tirando um pormenor, concordo com este militante do PSD
A orientação sexual de
quem quer que seja não me interessa para nada.
Tirando esse pormenor,
concordo com o militante do PSD Carlos Reis...
Sempre os mesmos...
Todos sabemos que, salvo raras excepções, os deputados
portugueses do "arco do poder" não são particularmente honestos,
trabalhadores, sabedores e competentes...
Todos sabemos que, salvo raras excepções, as deputadas do
"arco do poder" portuguesas não são particularmente bonitas...
Naturalmente, tinha que haver uma justificação para o
sucesso dos deputados e deputadas portuguesas do "arco do poder"
(seja lá isso o que for)...
Portanto, isto não me admirou por aí além...
Afinal, estamos em Portugal!.. Estes nãos são “os mesmos bandalhos que tornam mais baratos os despedimentos ilegais, ilegais, friso, borrifando-se para os direitos de quem depende do seu trabalho para sobreviver...”
Mas, sabem quem me chateia mesmo?.. É a malta que vai continuar a ser masoquista...
Isto já está a arder há muito...
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| foto Pedro Agostinho Cruz |
Começo pelo princípio: a queima dos ecopontos é um acto repugnante e condenável, que deve ser investigado, julgado e punido exemplarmente.
Todavia, aqui pela Cova-Gala, Aldeia onde tem sido norma, de há uns
anos a esta parte, colocar a arder os
ecopontos, não há ainda razões para decretar estado de calamidade
pública.
É uma mera Aldeia, uma pequena parcela do território
nacional, e só está a ser fustigada por esta anormalidade de há uns anos a esta
parte.
Se pensarmos que Portugal continental e mais as ilhas
adjacentes, têm vindo a ser massacrados, vai para cerca de quarenta anos, por solícitos, pujantes e vorazes democratas do chamado “arco
do poder”, o caso não é assim tão grave...
Além do mais, os ecopontos nem fazem parte da paisagem.
Sem desculpar o acto gratuito da queima dos ecopontos, aí pela cidade e aqui pela Aldeia, nem de perto nem de longe isso constitui a
pior catástrofe que já nos aconteceu...
Ao pé dos
empreiteiros e autarcas associados, que por aqui e pela Figueira têm passado, que construíram a esmo (e queriam continuar a construir em todo lado, desde o Alberto Gaspar até
ao campo de futebol do Cova-Gala...) ninguém tenha dúvidas: a queima dos
ecopontos, embora tenha a sua gravidade, são trocos...
ÁLVARO CUNHAL - VIDA, PENSAMENTO E LUTA: EXEMPLO QUE SE PROJECTA NA ACTUALIDADE E NO FUTURO
No Mercado Engº Silva está patente a mostra "Álvaro
Cunhal: Vida, Pensamento e Luta: exemplo que se projecta na actualidade e no
futuro”, composta por 15 painéis de grandes dimensões constituídos por textos e
imagens, evidenciando aspectos relevantes do percurso de vida do líder histórico
do Partido Comunista Português.
No hall do Museu Municipal, podem ser vistos os
"Desenhos da Prisão" de Álvaro Cunhal.
As mostras estarão disponíveis ao público figueirense até 26 de abril e são ambas de
entrada livre.O processo está a decorrer na justiça...
Ana Borges, a responsável pela escola de dança do Centro de Artes e Espectáculos que foi dispensada no início do passado mês de novembro, ao cabo de dois anos de colaboração, quebra o silêncio em entrevista hoje
publicada no jornal AS BEIRAS, que pode
ser ouvida na íntegra na antena da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), hoje,
às 21H00.
Fica uma passagem da versão escrita hoje publicada nas
BEIRAS.
Quando a associação foi despedida, recusou-se a abandonar a Quinta
das Olaias. Por que razão tomou essa decisão?
Sabendo nós
que a acção da câmara era ilegal, nada nos poderia retirar de um espaço sem uma
decisão do tribunal. Estava a decorrer uma providência cautelar que anularia a
carta da câmara.
Então por que é que saiu?
Senti a
segurança posta em causa. Se estou numa casa que foi cedida e um funcionário da
câmara abre a porta, com a chave
da autarquia, para mudar a fechadura, isso é invasivo. Houve de tal forma uma
invasão, que percebi que tinha de salvar os meus bens.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Cuidado, não irritem os mercados...
O manifesto que defende a reestruturação da dívida é "uma total irresponsabilidade", especialmente quando o país se prepara para voltar plenamente aos mercados. As palavras são de Miguel Poiares Maduro!..
Para estes governantes e para o presidente que os apoia, tudo é inoportuno, desde que os portugueses ousem discutir, o que quer que seja, sobre o seu futuro...
Para eles temos de comer, calar e aceitar que tudo o que Passos Coelho decide é para o Bem da Nação! Cavaco acha que é inoportuno haver portugueses com opiniões contrárias e propostas diferentes para o futuro do país!..
Que país mais ridículo!.. Que políticos mais pirosos!..
Para estes governantes e para o presidente que os apoia, tudo é inoportuno, desde que os portugueses ousem discutir, o que quer que seja, sobre o seu futuro...
Para eles temos de comer, calar e aceitar que tudo o que Passos Coelho decide é para o Bem da Nação! Cavaco acha que é inoportuno haver portugueses com opiniões contrárias e propostas diferentes para o futuro do país!..
Que país mais ridículo!.. Que políticos mais pirosos!..
Gostem de conversa da treta?.. Tomem lá...
Os cortes em salários e pensões que o anterior ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou como “temporários” vão durar muito tempo, deixou cair ontem Pedro Passos Coelho. O valor destes rendimentos terá, seguramente, de ficar “indexado” ao andamento da economia e ao cumprimento das regras orçamentais, que exigem excedentes orçamentais e redução persistente da dívida pública durante os próximos 20 anos. São cortes “para o futuro, não para todo o sempre”, disse Passos Coelho...
Vou deixar de ligar a estes gajos que andam a gozar com a minha cara ...
(mais chato, era alguém lembrar-se de me chamar masoquista)
"Parte da coima de 4 milhões a Rendeiro pode estar prescrita"!..
"Parte da coima de 4 milhões a Rendeiro pode estar prescrita"!..
Os 32 anos da “nova Ponte da Figueira”...
Em 12 de março de 1982 foi inaugurada a ponte da Figueira da Foz. O evento teve lugar pelas 16
horas e foi presidido pelo Presidente da República General Ramalho Eanes. O
primeiro-ministro Pinto Balsemão também esteve presente. Veio acompanhado
pelos ministros Lucas Pires, Viana Baptista e Ângelo Correia, além de vários
secretários de Estado e outros membros do Governo. Era presidente da Câmara da Figueira o dr. Joaquim de Sousa.
Todavia, o que recordo melhor desse dia (fiz a reportagem para o
Barca Nova) foi o mar de gente que encheu de lés a lés, nessa sexta-feira, 12
de março de 1982, a então NOVA PONTE DA
FIGUEIRA DA FOZ.
Foi um verdadeiro espectáculo. Mais parecia uma romaria
popular. O Povo tomou nas suas mãos o rumo dos acontecimentos. Todos os
protocolos foram ultrapassados. Recordo-me da atrapalhação do ministro Ângelo
Correia...
O Presidente da República de então, o General Ramalho Eanes,
tinha grande popularidade e prestígio
junto da população figueirense e foi sempre efusivamente saudado. O mesmo, porém, não aconteceu com Pinto Balsemão e os ministros que o acompanharam...
Cerimónias? Houve com certeza.
Descerramento de lápides, cortejo, sessão solene... Mas, foi o Povo a nota
dominante daquela tarde solarenga. Milhares e milhares de pessoas – homens,
mulheres e crianças – tudo foi de abalada até à Ponte como se a abertura
oficial daquele verdadeiro monumento fosse a única coisa a ver naquela tarde.
Foi lindo de se ver.
Esse dia grande para
a nossa cidade prolongou-se pela noite dentro, com duas outras
cerimónias realizadas no Museu-Biblioteca:
a inauguração de uma Exposição Documental que esteve patente ao público
até ao dia 20 de setembro desse ano –
data do 100º. Aniversário da elevação da Figueira da Foz a cidade; e a Sessão
Solene de abertura oficial das Comemorações, no decorrer da qual proferiu uma
conferência o dr. José Hermano Saraiva.
A obra tinha-se iniciado em 5 de outubro de 1977 e orçou em
milhão e meio de contos.
Trabalharam
na obra, no decorrer dos quatro anos que demoraram os trabalhos, cerca
de 2 000 operários (2 dos quais, lamentavelmente, aqui encontraram a morte).
Todavia, de acordo com o se passou na sessão solene de inauguração, nenhum foi
condecorado... Como escrevi na altura no jornal Barca Nova, “foi-o o
projectista, prof Edgar Cardoso (muito bem), o engenheiro Carvalho dos Santos
(muito bem), mais engenheiros e encarregados (tudo muito bem), mas os que por
exemplo andaram a 90 metros de altura a arriscar quotidianamente o que têm de
mais precioso – a própria vida – não mereceram qualquer medalha (muito mal).
Palavras, tiveram algumas”...
Toda a gente a continua a conhecer por
“Ponte da Figueira”.
Todavia, desde 28 de Julho de 2005, que oficialmente se
chama “Ponte Edgar Cardoso”, que é o
nome do engenheiro que a projectou.
Edgar Cardoso, nascido em 11 de Maio de 1913, celebrizou-se
como projectista de pontes. Com extraordinária capacidade inventiva e métodos
originais, este engenheiro projectou pontes - em Portugal e no estrangeiro -
que são autênticas obras de arte. Impressionam, sobretudo, pela estética,
leveza e inovação. Edgar Cardoso rejeitava as soluções-padrão já testadas e
tinha a preocupação de inserir cada obra na paisagem.
Este importante engenheiro português, que proporcionou novas
perspectivas à Figueira com a abertura da nova ponte em 1982, morreu em 5 de
Julho de 2000.
A inauguração da ponte Edgar Cardoso foi um dos primeiros
actos do programa alusivo às comemorações do centenário da Figueira da Foz.
Enfim, passaram ontem 32 anos que milhares de pessoas
estiveram na ponte a assistir à inauguração. Pode ver, clicando aqui, duas fotos de José Santos, na altura jornalista no Diário de Coimbra, que recordam o momento.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Alerta vermelho
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| foto António Agostinho |
“2,4
milhões de euros é quanto o governo vai gastar para
protecção das praias a sul da Figueira da Foz com a reabilitação dos esporões.
Depois de “casa roubada, trancas na porta”.
Uma
reportagem emitida na RTP1, no dia 9, dava conta que “as alterações climáticas,
o desordenamento do território e a vulnerabilidade da costa portuguesa são três
variáveis de uma equação explosiva.
Anualmente o mar avança em média quase 10 metros. As tempestades do princípio do ano foram mais um aviso para uma calamidade que ameaça dezenas de milhares de pessoas e habitações”.
Anualmente o mar avança em média quase 10 metros. As tempestades do princípio do ano foram mais um aviso para uma calamidade que ameaça dezenas de milhares de pessoas e habitações”.
Técnicos,
autarcas e pessoas conhecedoras do comportamento do mar foram unânimes na
opinião de que as soluções habitualmente adoptadas, como os esporões, podem
agravar a situação em lugar
de a resolver.
O
Engº Redondo, da Câmara Municipal, vaticinava no Plano Regulador da Cidade em
1962, que, “Por virtude das obras do porto… crescerá a praia de tal modo que
venhamos a ter, até ao mar, um areal imenso, desértico, incómodo e impróprio para
veraneio, perdendo deste modo a Figueira da Foz o seu principal motivo de
atracção?”...
Premonitório!
E
mais: “Se for fixada uma largura ideal, está ao alcance da técnica mantê-la, ou
por periódicas dragagens ou por conveniente transporte mecânico das areias para
sul do molhe sul, por bombagem”.
Quantos
mais milhões irão por água abaixo se continuarem a não ser ponderadas opiniões sensatas
e se insista em soluções avulsas? Com o dinheiro dos nossos impostos!”
Engº. Daniel Santos, no jornal AS BEIRAS.
Consciência e sentido de responsabilidade, para com os portugueses e para com o futuro de Portugal
Manifesto: Preparar a reestruturação da dívida para crescer
sustentadamente (na íntegra).
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