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"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos" na Figueira.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

PEDIDOS DE SUBSÍDIOS PARA O FILME “PARA ALÉM DA MEMÓRIA”, QUE POTENCIA A PROMOÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO DE ALVAIÁZERE...


Alvaiázere foi palco, durante o mês de novembro de 2018, de gravações para o filme “Para Além da Memória”.
O filme, que inicialmente se chamava “A Teia”, mudou de argumento e posteriormente de nome. António Cardo, director, explicou ao jornal “O Alvaiazerense” que tinham previsto um filme, com um argumento escrito há cerca de 30 anos pelo maestro António Vitorino de Almeida, que se chamava “A Teia” e, de repente, foram confrontados com a estreia de uma novela com o mesmo nome. “Ficámos embaraçados com isso, tentei falar com a Sociedade Portuguesa de Autores e saber como as coisas funcionavam. Mesmo que, legalmente, se conseguisse contornar a questão, colocava-se sempre o problema de termos dois produtos a estrear na mesma altura com o mesmo nome e o mesmo tipo de formato”. António Cardo falou com o maestro, sugeriu-lhe que mudasse o nome do argumento, mas ele mostrou-se “inflexível”, nesse aspecto. O director do filme referiu que “com contratos assinados, compromissos e responsabilidades assumidas, até para com a Câmara Municipal de Alvaiázere (CMA), não podíamos quebrar ou perdíamos um dinheirão e o filme não se fazia”.
Perante este cenário, Miguel Babo, realizador do filme, escreveu um argumento todo novo, tentando incluir ao máximo as cenas que estavam previstas no anterior argumento: a maior parte das cenas que pressupunham incluir Alvaiázere e Miranda do Corvo foram reescritas pelo Miguel Babo.
As câmaras de Alvaiázere e Miranda do Corvo concederam subsídios para a realização do filme. A essas autarquias foi o produtor que pediu os subsídios, o que é, penso eu, o normal.
Todavia, houve mais uma autarquia que concedeu um subsídio para este filme, que para além de ter sido realizado por um figueirense, tinha no seu elenco alguns actores e pessoal técnico.
A autarquia figueirense, apesar de, ao que julgo saber, o filme nada ter a ver com a Figueira da Foz, contribuiu com 3 000 €, tendo como contrapartida a venda de alguns bilhetes.
Miguel Babo, o realizador, é também vereador na oposição da Câmara Municipal da Figueira da Foz, eleito numa lista PSD e está em exercício de funções desde finais de 2017. 
Se em  Alvaiázere e Miranda do Corvo foi o produtor (via Associação PRISMA D´APLAUSOS) a solicitar o subsídio, cá o pedido (além do subsídio, 230 bilhetes da lotação do CAE...) foi feito pelo realizador (via TALENTILICIOUS - ASSOCIAÇÃO) !..


Pergunta-se: para quê e porquê?

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