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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Senhores políticos figueirenses:



Senhores políticos figueirenses:
A mim, vocês não me enganam, nem me fazem o ninho atrás da orelha...
Vocês sabem o que estão fazer. 
O processo do encerramento do Posto Médico da Cova e Gala não caiu do céu nem veio à baila por acaso: já está programado e em andamento há muito tempo.
Tudo está definido e decidido.
É uma questão de tempo.
O futuro, não a muito longo prazo, infelizmente, vai falar claro para todos...

Senhores políticos figueirenses:
A mim, vocês não me enganam, nem me fazem o ninho atrás da orelha...
Peço-vos, apenas, uma coisa: não gozem, nem falem mal do meu Povo...
Fodam-lhes o acesso à saúde e as vidas, já  de si fodidas, para que um dia acordem.
Mas, não gozem, nem falem mal do meu Povo...

Senhores políticos figueirenses:
Repito, para que não esqueçam: a mim, vocês não me enganam, nem me fazem o ninho atrás da orelha...
Vocês sabem que o meu Povo nunca investiu na Aldeia, no sentido da identidade, nem no sentido do conhecimento. 
Somos um Povo que se construiu, historicamente, pelo lado da partida, da viagem, pela diáspora, e menos pelo lado da Aldeia e da procura do conhecimento
Continuamos pouco presentes dentro de nós. 
Valorizamos sempre o fora de nós, como se estivéssemos a fugir de nós mesmos.
Mas era precisamente em nós que estava a solução.

Senhores políticos figueirenses:
Repito, para que não sobrem duvidas: a mim, vocês não me enganam, nem me fazem o ninho atrás da orelha...
Não gozem, nem falem mal do meu Povo...
Fodam-lhes o acesso à saúde e as vidas, já  de si fodidas, para que um dia acordem.
Mas, não gozem, nem falem mal do meu Povo...

Senhores políticos figueirenses:
Simbolicamente, a reunião do engano, aconteceu num dia histórico: no dia 25 de Abril de 2016, uma data que para V. Exas. já deve ter o estatuto de efeméride.
Quarenta e dois anos depois do 25 de Abril, vivemos em liberdade... 
Mas, com medo aqui na Aldeia.
Nomeadamente, de não ter acesso à saúde, num futuro mais ou menos breve...

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