segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A dignidade, no fundo, resume-se a isto: a elegância possível no fim de uma cena inglória...


Segundo o Correio da Manhã, “reuniões suspeitas tramaram o ministro Miguel Macedo. Foi com António Figueiredo a Espanha falar do caso longe da PJ; reuniu-se com chinês, agora preso, e pediu bilhetes da Champions para o mesmo.”
Já o jornal i escreve que “Miguel Macedo estava cercado pela suspeita judicial em torno dos seus amigos, conhecidos e tutelados: António Figueiredo, o presidente do Instituto de Registos e Notariado, detido na quinta-feira como um dos principais suspeitos da investigação, era seu amigo e homem da sua confiança política - ao ponto de o ter convidado para seu secretário de Estado quando Filipe Lobo d'Ávila saiu do governo. O convite foi recusado.
Se se juntar a tutela do SIS - cujo director foi fotografado em acção de vigilância da PJ junto do escritório de António Figueiredo - a situação de Macedo era explosiva. E o ex-ministro também conhecia José Luciano - antigo número dois do SIS que agora, a partir de Macau, trabalha para o governo chinês, e tinha sido sócio de Figueiredo num escritório de advogados. José Luciano era padrinho de casamento de Ana Figueiredo, filha de António Figueiredo que era sócia, com o marido, da Golden Vista, empresa que está na origem do escândalo dos vistos gold. Era demasiado para um homem só, mesmo num governo onde o primeiro-ministro, por costume, não aceita demissões.”
Pelos vistos, para os lados do Governo, finou-se a réstia de dignidade que ainda por lá existia...

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