terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

De parque verde a retail park... (continuação...)

As novas atracções

"Depois de uma campanha de marketing territorial em que a Figueira da Foz era de “todos”, mesmo daqueles que nunca tínhamos ouvido falar, e que deve ter tido seguramente um impacto fortíssimo nas receitas turísticas do concelho, afigura-se algo mais convincente dada a recente insistência numa nova especialização: supermercados!
Uma divulgação de circuitos, aliciando potenciais visitantes a virem à Figueira, e agora não será pelo “Porkito” nem pelo “primo”, mas por uma diversificada rota de compras (como quando se ia a Ílhavo comprar sapatos). Tem a vantagem de não necessitar de entrar propriamente no “centro” da cidade (se assim ainda o podemos chamar), basta circular pela rodovia.
A proposta é algo do seguinte género: visite a Figueira da Foz a cidade com mais supermercados per capita do País. Não perca o circuito das compras. Entre no alimentar do Lidl, passe depois pela bricolage no Aki, mas se prefere os frescos, entre no Pingo Doce (tem 3 à sua escolha), na rotunda do Limonete visite o Leclerc mas, se estiver fatigado, pare no Jumbo, faça uma pausa e vá ao cinema; siga depois para o Continente e se se esqueceu de alguma coisa ou por acaso quer espreitar o mar, não se preocupe pois ainda tem outro Lidl. Quanto à Serra da Boa Viagem, ou à praia, à marina ou ao casino, deixe para uma próxima vinda pois a Figueira estará sempre à sua espera!"
Nota:

«À Volta do Teatro» em Buarcos e Alhadas com a Pó de Saber

Frederica Jordão
A Pó de Saber – Cultura e Património, que em 2018 dinamizou o programa de visitas guiadas ao Palácio Sotto Maior «A Figueira vai ao Palácio», acaba de assinar protocolos com a Sociedade Boa União Alhadense (SBUA) e a União Futebol de Buarcos (UFB) para o desenvolvimento da actividade de serviço educativo «À Volta do Teatro».
A actividade, que consiste na realização de visitas guiadas, respectivamente à sede da SBUA, em Alhadas de Baixo, e ao Teatro da Trindade, em Buarcos, tem como público-alvo as crianças e os jovens em contexto escolar e de ATL.
“Nestas visitas, o público jovem tem oportunidade de conhecer a história e a memória de duas importantes colectividades do concelho, mas igualmente de partilhar os valores do associativismo – a cooperação e o cuidar da comunidade – e os valores do Teatro – a criatividade e a expressividade pelo movimento, a música e as artes plásticas – como elementos essenciais do construir da cidadania”, adianta Frederica Jordão para quem “num percurso que vai da análise da fachada ao coração do teatro, no palco, as e os pequenos visitantes vão-se construindo com o edifício até se tornarem grandes actrizes e actores”.
O programa «À volta do Teatro», que poderá vir a estender-se a outras colectividades do concelho da Figueira da Foz, tem início a 1 de março e decorrerá até ao final do ano lectivo, nos seguintes horários:
Teatro da Trindade:
Terça-feira: 9h30 – 11h30 (pré-escolar e 1.º ciclo);
10h00 -12h00 (2.º, 3.º CEB e secundário);

Sociedade Boa União Alhadense:
Quarta-feira: 9h30 – 11h30 (pré-escolar e 1.º ciclo);
10h00 -12h00 (2.º, 3.º CEB e Secundário).

As marcações e reservas para escolas e grupos de ATL podem ser feitas através do e-mail podesaber.patrimonio@gmail.com e através do site www.podesaberpatrimonio.com.

Via FIGUEIRA NA HORA

A retirada da confiança política aos vereadores Tenreiro e Babo...

Foi no decorrer da sessão camarária realizada no passado dia 21 de janeiro, que os vereadores eleitos na lista do PSD, Carlos Tenreiro e Miguel Babo, ficaram a saber que a Concelhia daquele partido havia enviado uma carta ao presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde (PS), a informá-lo que lhes havia sido retirada a confiança política.
O assunto voltou no decorrer da sessão camarária realizada ontem.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo manifestarem o seu descontentamento e queixaram-se de que estarão a ser tratados de forma diferenciada em relação a Ricardo Silva, vereador e líder da direcção local do mesmo partido.

 
“[Quando recebeu a carta da Concelhia do PSD a informar que nos haviam retirado a confiança política] podia ter-se reunido com os vereadores da oposição. Fez isso porque entendeu que era importante para estratégia política que tem desenhada”, Carlos Tenreiro, vereador eleito na lista do PSD.


“Candidataram-se com a sigla do PSD, não se entendem e agora quer imputar-me pela carta enviada pelo PSD… Entendam-se, o problema não é, seguramente, meu. O eleitorado tem o direito de saber qual é o vosso nível de entendimento”, João Ataíde.

“Sentimo-nos fortemente prejudicados, porque isto é indigno. Este é um município que não respeita os direitos da oposição”, afirmou Miguel Babo. 

“É indigno fazer esse tipo de insinuação! Esta casa não padece de qualquer tipo de opacidade. É um oportunismo da sua parte fazer a insinuação que fez! Para fazer a insinuação que faz, tem de ter a certeza que o visado teve qualquer tipo de intervenção no processo!”, respondeu João Ataíde. 

Nota.
Foto Carlos Tenreiro
Quando falamos de moral, a política fica de lado, porque não tem nada a ver.

Quando falamos de política, porém, não fica bem esquecermo-nos da nossa moral.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo,  pessoas com responsabilidades políticas na gestão da
"coisa" figueirense,  viram retirada, por questões políticas, a confiança política por parte do PSD/Figueira, o partido pelo qual concorreram.
Têm de saber tirar as ilações políticas disso e não assumir isso como uma questão que tem a ver com a moral deles.
Se pretendem continuar a exercer os seus mandatos -  e têm toda a legitimidade política para isso - têm de colocar de lado a questão moral deles, que este caso não tem.
Se assim não acontecer, será pior para eles, política e moralmente. 

E, pior do que isso, para a Figueira. 
E uma enorme chatice para o presidente Ataíde, como ontem se comprovou.

A "futebolização" da "política" na Figueira...

Via Diário de Coimbra

Via DIÀRIO AS BEIRAS
Domingo e segunda tive oportunidade de assistir a dois espectáculos que nã vou esquecer tão depressa.
No domingo, estive presente no Cabedelo onde tive oportunidade de presenciar, ao vivo, a um dos mais memoráveis acontecimentos desportivos da minha vida: o primeiro Cova-Gala/Naval, disputado a nível oficial. Toda a gente já sabe o que se passou, pelo  que me eximo a tecer mais pormenores.
Ontem, desloquei-me aos paços do concelho para ver a reunião de câmara. Até ao momento em que lá estive, melhor, até ao que consegui aguentar, foi degradante.
Às tantas, dei comigo a pensar que isto anda tudo invertido. No domingo, o futebol popular mostrou o nível que deveria ter a polítia. Na segunda feira, a política mostrou o nível que tem o futebol dito de elite.
Ontem, assisti na câmara municipal da Figueira da Foz, à  futebolização da vida política figueirense.
Não é nada de especialmente inovador, outros noutras paragens também o têm feito. Não se trata de "falta de nível". Para isso não é preciso futebolizar. Não se trata de superficialidade dos projectos políticos que os protagonistas políticos em causa têm para a Figueira, ou do império do efémero. Para isso também não é necessário ir buscar o exemplo dos cromos da bola.
A futebolização da vida política figueirense pode ser melhor entendida pelo que hoje publicam os jornais Diário de Coimbra e Beiras. O que está em causa, antes do mais, é a sensação de inimputabilidade assustadora e confrangedora de quem exerce cargos poltícos na Figueira por escolha e desejos do povo.
No futebol, as "massas" são despolitizadas, porque o que interessa é vencer. Não importa como, mas apenas vencer. Na vida política das ideologias, tal nem sempre é possível. Na Figueira, hoje, parece-me, não há ideologia nos protagonistas políticos.  O que temos são delírios de personalidades que se julgam políticos.
O resto é paisagem. Ondulante, como a areia da outrora praia da Claridade, hoje da calamidade, que é o ponto onde chegámos.
E o que pode fazer um cidadão interessado no que, de importante, se passa na sua cidade. Virar as costas à reunião camarária e vir embora. 

Perdi a discussão do problema da água. Li hoje nos jornais Diário de Coimbra e Diários as Beiras.


Sintético do Cova-Gala: "está nas prioridades. Este ano ainda não, talvez para o ano..."



Ontem, na reunião de Câmara, foi abordado pelo vereador Carlos Tenreiro, a propósito do Cova-Gala/Naval 1983 realizado no dia anterior, o caso do pelado do Cabedelo.
João Ataíde, presidente da Câmara, informou que as obras do estádio municipal José Bento Pessoa foram adiadas. Um dos concorrentes, ao que foi dito, impugnou o concurso no tribunal, com efeitos suspensivos. Entretanto, a autarquia requereu ao juiz a suspensão da eficácia da impugnação, estando a aguardar decisão. Deste modo, as obras de intervenção no Municipal figueirenses, de 284 mil euros, já não começam este mês, nem têm ainda data prevista para o arranque.
O atraso, pelo que disse o presidente da câmara, na resposta que deu a Carlos Tenreiro, vai ter reflexos no prazo da implantação do sintético do campo do Cabedelo, pois só depois e estar resolvido o problema do Municipal é que a autarquia equaciona avançar para a resolução do caso do campo de futebol da margem sul do Mondego, utlizado pelo Grupo Desportivo Cova-Gala há mais de 41 anos.
Asim sendo, em resumo: "o problema dos muros vai avançar em breve. O sintético do Cabedelo, para substituir o pelado, continua nas prioridades camarárias, mas, este ano já não. Talvez para o ano".