Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A "futebolização" da "política" na Figueira...

Via Diário de Coimbra

Via DIÀRIO AS BEIRAS
Domingo e segunda tive oportunidade de assistir a dois espectáculos que nã vou esquecer tão depressa.
No domingo, estive presente no Cabedelo onde tive oportunidade de presenciar, ao vivo, a um dos mais memoráveis acontecimentos desportivos da minha vida: o primeiro Cova-Gala/Naval, disputado a nível oficial. Toda a gente já sabe o que se passou, pelo  que me eximo a tecer mais pormenores.
Ontem, desloquei-me aos paços do concelho para ver a reunião de câmara. Até ao momento em que lá estive, melhor, até ao que consegui aguentar, foi degradante.
Às tantas, dei comigo a pensar que isto anda tudo invertido. No domingo, o futebol popular mostrou o nível que deveria ter a polítia. Na segunda feira, a política mostrou o nível que tem o futebol dito de elite.
Ontem, assisti na câmara municipal da Figueira da Foz, à  futebolização da vida política figueirense.
Não é nada de especialmente inovador, outros noutras paragens também o têm feito. Não se trata de "falta de nível". Para isso não é preciso futebolizar. Não se trata de superficialidade dos projectos políticos que os protagonistas políticos em causa têm para a Figueira, ou do império do efémero. Para isso também não é necessário ir buscar o exemplo dos cromos da bola.
A futebolização da vida política figueirense pode ser melhor entendida pelo que hoje publicam os jornais Diário de Coimbra e Beiras. O que está em causa, antes do mais, é a sensação de inimputabilidade assustadora e confrangedora de quem exerce cargos poltícos na Figueira por escolha e desejos do povo.
No futebol, as "massas" são despolitizadas, porque o que interessa é vencer. Não importa como, mas apenas vencer. Na vida política das ideologias, tal nem sempre é possível. Na Figueira, hoje, parece-me, não há ideologia nos protagonistas políticos.  O que temos são delírios de personalidades que se julgam políticos.
O resto é paisagem. Ondulante, como a areia da outrora praia da Claridade, hoje da calamidade, que é o ponto onde chegámos.
E o que pode fazer um cidadão interessado no que, de importante, se passa na sua cidade. Virar as costas à reunião camarária e vir embora. 

Perdi a discussão do problema da água. Li hoje nos jornais Diário de Coimbra e Diários as Beiras.


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