quinta-feira, 28 de julho de 2016

Política local: dos bastidores à boca de cena...

Cá está, escarrapachada no jornal, a diferença que vai da  política à “politiquice”.
Isto, no fundo, são  jogadas de bastidores, ajustamentos internos e afins, na esfera do PS figueirinhas, trazidas à boca de cena, quando ainda falta muito tempo para as autárquicas 2017, para obter evidentes reflexos públicos.
Mas, o que é que isto me interessa enquanto cidadão comum?
Começo por verificar que isto tem a ver, do meu ponto de vista, apenas e só, com a  sobrevivência política dos protagonistas.

Mas o que é eu sei?
Quando me interrogo o que é que eu sei, refiro-me ao que posso esperar, quando todos sabemos,  que estas pessoas (ou equipa...) têm tentado cumprir, trabalhando com particular afinco em termos de campanha, puxando o lustro a tudo o que possa granjear popularidade e abafando tudo o resto.

Adivinhar a conduta de um político pelo que se diz e pelo que fica por dizer , apurando os seus interesses e as suas motivações, é da maior importância para quem tenta fazer uma escolha consciente em prol dos seus interesses e da sua visão de comunidade. 
Por isso, é também inevitável atentar nas entrelinhas, no que está para além do que vem no jornal. 
Não acredito que todos os políticos sejam iguais, muito menos que todos sejam oportunistas ou maus políticos. 
Não há gente exclusivamente oportunista e incapaz, em nenhuma área do trabalho humano e também não será assim na política. 
Por vezes, tem sido é difícil distinguir o trigo do joio…

E se a "lata" pagasse imposto?..

para ler melhor clicar na imagem
"Comecemos por desmistificar a ideia de que o “Prego de Ouro” colocado no domingo no Cabo Mondego - uma distinção mundial atribuída pela União Internacional de Ciências Geológicas no Estratotipo Global - não é de ouro e, monetariamente, nada vale. Dito isto, vamos à “estória” rocambolesca do prego. Depois de colocado pelas mais altas individualidades da comunidade científica internacional e nacional, na presença de diversas entidades (ver edição de segunda-feira), na zona da Murtinheira, na freguesia de Quiaios, terá sido tirado e abandonado no local (possivelmente porque se aperceberam que, afinal, não era de ouro). O “alerta” surgiria via facebook, por uma bióloga que não escondia a tristeza do acto de vandalismo, efectuado no mesmo dia em que foi colocado. Mas a “estória” tem um final feliz, porque o “Prego de Ouro” acabou por ser encontrado no chão, junto da rocha onde fora colocado, por um munícipe, que, num acto de cidadania, o foi entregar na Junta de Freguesia. Do gabinete do presidente, depois de questionado pelo nosso Jornal, veio a confirmação de que «alguém retirou o objecto denominado “Prego de Ouro” (sem valor financeiro e apenas com valor simbólico), tendo o mesmo sido entregue na Junta de Freguesia», refere Tiago Castelo Branco, garantindo que ontem mesmo seria recolocado no local, pelos serviços da Câmara Municipal."

Jorge Tocha Coelho, um cidadão atento... (IX)