Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Política local: dos bastidores à boca de cena...

Cá está, escarrapachada no jornal, a diferença que vai da  política à “politiquice”.
Isto, no fundo, são  jogadas de bastidores, ajustamentos internos e afins, na esfera do PS figueirinhas, trazidas à boca de cena, quando ainda falta muito tempo para as autárquicas 2017, para obter evidentes reflexos públicos.
Mas, o que é que isto me interessa enquanto cidadão comum?
Começo por verificar que isto tem a ver, do meu ponto de vista, apenas e só, com a  sobrevivência política dos protagonistas.

Mas o que é eu sei?
Quando me interrogo o que é que eu sei, refiro-me ao que posso esperar, quando todos sabemos,  que estas pessoas (ou equipa...) têm tentado cumprir, trabalhando com particular afinco em termos de campanha, puxando o lustro a tudo o que possa granjear popularidade e abafando tudo o resto.

Adivinhar a conduta de um político pelo que se diz e pelo que fica por dizer , apurando os seus interesses e as suas motivações, é da maior importância para quem tenta fazer uma escolha consciente em prol dos seus interesses e da sua visão de comunidade. 
Por isso, é também inevitável atentar nas entrelinhas, no que está para além do que vem no jornal. 
Não acredito que todos os políticos sejam iguais, muito menos que todos sejam oportunistas ou maus políticos. 
Não há gente exclusivamente oportunista e incapaz, em nenhuma área do trabalho humano e também não será assim na política. 
Por vezes, tem sido é difícil distinguir o trigo do joio…

3 comentários:

Martinha Lacerda disse...

... tá tudo previsto, não se amofinem, meus cridos.
Não vai haver problema: com a saída (por esgotamento dos rins, para os golpes...), do intelectual Tavares e do vereadorzinho Portugal, abrem-se duas vagas para o executivo do "paizinho" Ataíde.
E o "paizinho" vai resolver: mete o Rui Duarte na vereação e o Esteves continua a ser "o verdadeiro presidente da junta"...

Anónimo disse...

Tudo cortinas de fumo de cacicagem partidária e foclore jornalístico.
1º - Em triste consequência da mega-junta, existe um acordo firmado (como se fosse possível existir acordos Honrados na política)entre a secção do PS da Figueira da Foz e a Secção do PS de Buarcos que em 2013 o candidato nº1 do executivo seria de Buarcos e o candidato em primeiro da Assembleia seria proposto pela a Secção da FF com a troca de par para o bailareco autárquico de 2017... a a secção do PS da Figueira da Foz indigita o noivo para candidato a Xerife da Mega-junta e a Secção do PS de Buarcos "sorteia" o noivo para dama-de-honor da Assembleia de Freguesia.
2ª - A cacicagem foi tão vergonhosa que os nº de lugares percentuamente escolhidos entre secções não teve como primado natural o nº de eleitores nas diferentes freguesias, mas sim o nº de militantes (carneiros) em cada secção (curral), pasme-se...
3º - Em triste consequência da mega-junta, os dinheiros do FEF explodiram em relação ao que recebia a JF de São Julião e JF de Buarcos devido ao número populacioanal total = 18000 Almas. Ou seja, num cenário demonstrativo: JF de São Julião com população de 11.000 recebia 100€ e JF Buarcos com população de 8.000 recebia 70€. Com a mega-junta não recebe 170€ mas 300€ sendo em conta um rácio total de 19.000 habitantes...
4º - Ora isto é muito €€€ nas subvenções dos srs autarcas, muitos tempos inteiros e pouca paridade no investimento em territórios distintos e com populações disformes em número. Como se constata, é infelizmente prática corrente o território com menor população ter o maior "investimento" (na maior parte dos casos é gasto inconsequente) onde até Anjos se pagam, enquanto em São Julião o desleixo e abandono é evidente...

Daí a sede de mamar, as intriguices e ser uma profunda chatice de Buarcos e São Julião voltarem a serem Freguesias autónomas, porque a vaca volta a dar menos leite, mas não é para as populações, mas sim, para os "nossos valorosos" representantes e autarcas da mega-junta, ou mega-bolsos deles próprios.

A Arte de Furtar disse...

Subscrevo ambos os textos.
Aprecio muito a verdade da frase:"em S Julião o desleixo e abandono é evidente".

Como nas corridas de carros já há quem se coloque na grelha de partida.
Só que a posição vai ser determinada pelo Presidente. A equipa vai ser de camaradas e amigos que não levantem cabelo.
Quanto ao PPD ainda nem escolheu o modelo do carro para a corrida quanto mais o condutor. Desclassificados!