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| Foto de António Agostinho |
domingo, 24 de julho de 2016
A insegurança...
Não sei se sempre foi assim, mas de há uns anos a esta parte, dei conta que tinha um estranho poder: o poder de poder fazer desaparecer alguém em mim.
Não sei se é bom, ou se é mau e, francamente, isso pouco me importa.
Sei, isso sim, que na minha vida é um dado adquirido e de facto.
Refiro-me à pura e simples liquidação de alguém: inexorável, inelutável, impediosa, insensível e implacável - numa palavra, fatal.
Porém, isto não acontece sempre que quero: só consigo matar em mim, quem foi importante e significou alguma coisa.
Todavia, creio que é fácil de entender este aparente paradoxo: quem nunca significou nada para nós, não é susceptível de ser morto em nós, porque, em nós, significou sempre nada.
Por isso, nunca hei-de compreender os que necessitam de eliminar fisicamente alguém. Porque não matá-los simplesmente em nós?
É o que tenho feito ao longo da vida e sem dificuldades de maior...
Não sei se é bom, ou se é mau e, francamente, isso pouco me importa.
Sei, isso sim, que na minha vida é um dado adquirido e de facto.
Refiro-me à pura e simples liquidação de alguém: inexorável, inelutável, impediosa, insensível e implacável - numa palavra, fatal.
Porém, isto não acontece sempre que quero: só consigo matar em mim, quem foi importante e significou alguma coisa.
Todavia, creio que é fácil de entender este aparente paradoxo: quem nunca significou nada para nós, não é susceptível de ser morto em nós, porque, em nós, significou sempre nada.
Por isso, nunca hei-de compreender os que necessitam de eliminar fisicamente alguém. Porque não matá-los simplesmente em nós?
É o que tenho feito ao longo da vida e sem dificuldades de maior...
Até esta pequenez e esta impotência nos devia servir para mostrar que a culpa devia ser colectivamente assumida!..
Também ontem, um grupo de amigos decidiu homenagear Cavaco Silva, organizando um almoço para 80 comensais. A coincidência das datas (a homenagem a Cavaco podia ser feita em qualquer altura) fala por si. Cavaco foi convidado para a homenagem a Soares, tendo declinado com o argumento do seu próprio almoço. Marcelo passou pelo local, mas não participou no repasto. E lembrou a data de Soares. Ter tido educação em casa faz toda a diferença.
Nota de rodapé.
NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS.
Cavaco Silva regressou e mostrou que por mais vezes que regresse volta sempre igual a si próprio, a ladainha é sempre a mesma, um auto-elogio e mesmo quando agradece aos que o ajudaram é é para dizer que fez muito. Desta vez regressou para enunciar toda a sua obra, mas, talvez pela sua idade, esqueceu-se de muita coisa.
Esqueceu-se de muitos amigos que os portugueses não esquecem, é o caso de Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Durão Barroso ou Duarte Lima. Falou muito das suas privatizações e lutas contra o "comunismo", mas esqueceu aquela que durante muitos anos foi a sua grande bandeira, a privatização da banca, talvez porque hoje não existe nenhum dos bancos que nasceram com as privatizações.
Quem pequenino nasce tarde ou nunca consegue crescer.
Cavaco já morreu para a política, que descanse em paz no seu condomínio de luxo conseguido com modestos vencimentos e pensões.
Convívio da malta da SPOL
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| Foto Manuel Correia |
Vivemos com as nossas memórias e não as podemos apagar!
Por um lado, há umas que não queremos de todo apagar; por outro há umas outras que não conseguimos afastá-las de nós.
Portanto, há que conviver saudavelmente com todas elas...
Fazem parte integral de nós!
Ontem, foi um dia de alegria em que a saudade esteve presente...
Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.
E foi assim que recuei a 1973 e a minha vida se cruzou, de novo, com o mundo SPOL.
As fotos que podem ser vistas aqui falam por si.
Como disse Manuel Ribeiro, um dos mais antigos emigrantes da Cova (uma terra que ama) não existe povo mais fraterno e solidário que o português.
Tivemos "discussões" giras...
Discutimos a vida...
O presente foi a insistência e a permanência.
Sempre estaremos no presente.
O futuro não existe.
O passado conhecêmo-lo, o presente vivêmo-lo e o futuro será sempre, mas sempre, uma abstracção!
Nota de rodapé.
Mais fotos aqui, aqui
(este post continua em actualização)
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