sábado, 9 de julho de 2016

É preciso tão pouco para se ser feliz...

Algum dinheiro (não muito...), amor (quanto mais melhor...), umas sardinhas assadas  na brasa (q.b.), uma saladinha (com pimentos assados...), bom tintol (muito e do bom...) para acompanhar - e uma motorizada Sachs. 
Para quê emigrar, para ir “trabalhar para a Goldman Sachs”?..

Antes a solidão que um ajuntamento de chatos...

Há diferença em, por opção, viver só e estar só.
Estar-se só, não é sinónimo de solidão. 
Para mim, funciona como aquele espaço que criamos para nos podermos sentir a nós e nos encontrarmos nesse isolamento necessário.
Isso pode ser tudo, menos solidão.
Citando Jean-Paul Sartre: "Se você sente solidão quando está a sós... então está em má companhia." 

Solidão é outra coisa.
É um dia de tristeza em que a saudade nos assalta. É um dia em que tudo, mesmo o mais pequeno pormenor,  pode magoar.
A solidão faz doer. 
É algo que não se vê mas que corrói.

Contudo, a pior solidão é aquela em que no meio de uma enorme multidão, sem sabermos bem porquê, nos sentimos sós.
Pior do que a solidão, só um ajuntamento de chatos.
Isto é, alguém que nos priva da solidão sem ser companhia.
Para mim, a solidão é preocupante. Porém, o isolamento, é algo necessário.

Nota de rodapé.
"O outro lado do sunset!" - A Praia do Cabedelo. Foto de Ana Oliveira