terça-feira, 5 de julho de 2016

Há dias tristes que são para lembrar

Foto sacada daqui
Completaram-se ontem, dia 4 de julho de 2016, 19 anos sobre a tragédia que foi o incêndio que destruiu completamente a antiga sede da Naval, na Rua da República, desaparecendo - como referiu a antiga responsável pela Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, Isabel Henriques - "os vários suportes materiais da sua cultura/memória, espólio acumulado ao longo dos seus mais de 104 [hoje 123] anos de história".

Eis um país que não perde o humor... (II)

«A empresa do namorado de Diogo Gaspar, o director do Museu da Presidência que está suspenso de funções, foi contratada pelo Secretaria-geral da Presidência da República para organizar a recepção ao Corpo Diplomático no passado dia 10 de Junho. Por um dia de trabalho foram pagos 12600 euros.» 

Correio da Manhã

Eis um país que não perde o humor...

O envolvimento de Relvas na vida académica,  nunca passou de uma fantasia criada pelo próprio. 
Relvas, ex-"aluno" da Lusófona,  não perdeu a licenciatura. 
Não se perde o que não se tem. Ele sempre soube isso. 
Ele fez o que fazem em Portugal, um país que não perde o humor,  os "políticos-gestores-videirinhos".
Então é assim: atira-se o barro à parede. E a maioria das vezes resulta!
O que terá acontecido desta vez com Relvas?..

"O incumprimento foi em 2015." O resto são cantigas...

Foto Pedro Agostinho Cruz, Figueira na Hora
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse ontem, na Figueira da Foz, que o cumprimento das metas previstas pelo Governo para 2016 é essencial para evitar sanções europeias.

Nota de rodapé.
"O incumprimento foi em 2015. Não disfarcem, o incumprimento foi em 2015. É muito giro, mas o incumprimento foi em 2015. Conversa à parte, o incumprimento foi em 2015. Só para recordar, o incumprimento foi em 2015. Para os distraídos, o incumprimento foi em 2015. E para os pafiosos, o incumprimento foi em 2015. Todos sabem muito bem, o incumprimento foi em 2015. Mas procuram disfarçar que o incumprimento foi em 2015. Acontece que o incumprimento foi em 2015. E nada do que façam altera o facto: o incumprimento foi em 2015. Bem que procuram fazer de Pilatos, mas o incumprimento foi em 2015. Vai-lhes ficar colado que o incumprimento foi em 2015. Vejam lá se é preciso repetir que o incumprimento foi em 2015.
E a haver sanções foi por causa de 2015.
Se tivessem vergonha na cara, saiam da sua zona de conforto e arranjavam trabalho. Como não é o caso, acusam terceiros pelo que fizeram."
j. manuel cordeiro, via Aventar

Sinceramente...

"Faz em Outubro quatro anos que a Assembleia Municipal (AM) votou uma proposta do PSD e do Movimento Figueira 100%, para a agregação de 4 Freguesias. Importa relembrar, que estas agregações não eram uma opção, mas sim uma obrigação. Resultaram de uma lei, que apesar de dela discordarmos, estávamos condenados a cumpri-la.
Havia dois caminhos possíveis. Um defendido pela câmara e pelo PS, que se traduzia na ausência de qualquer proposta, ou seja, ignorar a lei e permitir que “Lisboa” decidisse por nós. Um outro, mais difícil é certo, que representava não alienar a responsabilidade que a todos os deputados municipais cabe, e serem os figueirenses a decidir o que fazer com o seu território.
O primeiro caminho, levaria á agregação de 6 freguesias, o segundo e usando as prorrogativas da lei, permitiu agregar 4.
Claro está, que aqueles que nada fizeram e que preferiam que terminassem mais freguesias do que correr os riscos políticos inerentes a uma decisão inevitavelmente incompreendida por muitos, fizeram nas eleições autárquicas seguintes um triste espectáculo de demagogia, acusando-me de ser a favor da agregação. Volvidos quatro anos, a última AM aprovou uma moção da Assembleia de Freguesia da Ferreira-a-Nova, que solicita ao Governo e à Assembleia da República, que Santana se volte a autonomizar.
Registo com agrado, que o texto dessa proposta contém várias declarações minhas, manifestando a minha discordância com a lei. Foi preciso esperar quatro anos, mas sinto-me vingado a assistir ao PS a aprovar um texto, em que repõem a verdade, e que fica claro que sempre fui contra a agregação de freguesias."
Miguel Almeida, no jornal AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
“Depois de 25 de Abril tenho-me sentido tentada a escrever uma peça que se chamaria «O Auto dos Oportunistas», mas que é impossível de escrever porque há sempre mais um acto”.
Sophia de Mello Breyner

Há sempre, pelo menos, duas formas de vermos as coisas. A verdade única é um mito. Não existe.  
Limitar a realidade a uma única perspectiva é distorcê-la. Os "opinion makers" fazem esse serviço na perfeição e a maior parte de nós limita-se a abanar com a cabeça.
Meu caro Miguel: podes tentar enganar todos, mas  a mim, que sou teu fiel leitor,  poupa-me...
Na altura, há  quase 4 anos atrás, o objectivo foi mostrar a alguém - e assim aconteceu, por inépcia política do executivo camarário... - que, embora em minoria e na oposição, dominavas o esférico político na Figueira...
O resto é paleio da treta...
Sinceramente: já não tenho pachorra para aturar certas coisas...
Pelo que tive oportunidade de ver no decorrer da última Assembleia Municipal, isto, para o presidente Ataíde e a sua maioria política, continua a ser um não assunto..
Portanto, o mais certo é os fregueses afectados continuarem "À espera de Godot".