quarta-feira, 13 de abril de 2016

Maria Luís Albuquerque, a especialista que Passos consagrou...

"Era uma vez uma proposta pelo Banif que o anterior governou escondeu"...


Em tempo.
"O facto de ter existido uma proposta não garante, necessariamente, que se tratasse de uma boa proposta. Mas confirma que fomos enganados por Maria Luís Albuquerque, por Carlos Costa e pelo administrador do Estado no banco, António Varela, que por diversas vezes garantiram que nunca foram apresentadas propostas concretas, apenas manifestações de interesses. Mas este não foi um caso de manifestação de interesse. O fundo chinês queria efectivamente avançar com o negócio. Mas, por algum motivo, o anterior governo não só omitiu esta proposta, devidamente documentada nas Finanças e no Banco de Portugal, como se recusou a abrir um concurso público para o efeito e ainda enganou os portugueses. Resta saber porquê...
A confirmar-se, significa que o governo PSD/CDS-PP recusou uma solução para o Banif que permitiria um encaixe quase cinco vezes superior ao valor pago pelo Santander (150 milhões de euros) no final de 2015. Resultaria também em perdas inferiores para o Estado português, que se depara hoje com uma factura na casa dos três mil milhões de euros." 

Porque deixei de comprar o i...

"Ao contrário do que aconteceu nos últimos quatro anos, os capitães de Abril vão marcar presença nas comemorações oficiais da revolução na Assembleia da República. “Quem está no poder não tem uma postura anti-25 de Abril como os que estavam tinham”, diz ao i o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço.
Os militares de Abril consideravam que a linha política seguida pelo governo de Passos Coelho “deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril” e só aceitaram regressar às comemorações oficiais depois de ter mudado o Presidente da República e o governo. “Quem está no poder já não tem a postura de tentar destruir tudo o que cheire a 25 de Abril.  Não tem uma postura anti-25 Abril. Quer o governo, quer o Presidente da República. Não era só o problema do governo, era o problema do Presidente da República, que preside às comemorações na Assembleia da República. Nós não vamos discutir a acção do governo, se faz bem isto ou faz mal aquilo... Nós achamos é que não tem essa postura anti-25 de Abril e, portanto, a democracia funcionou”, acrescenta Vasco Lourenço.
O capitão de Abril está mais optimista sobre o futuro do país e espera que a solução encontrada por António Costa possa durar quatro anos e pôr fim “ao período negro que atravessamos”.

Os Militares de Abril já não participam nas comemorações do 25 de Abril de 1974, desde 2012.
Quem não ler o texto no interior do jornal e se limitar à primeira página do dito cujo, ficará a pensar que as  declarações de Vasco Lourenço, vão no sentido que os militares têm armas ali mesmo à mão e podem não responder pelos seus actos perante um Governo democrático.
Como sei que os Militares de Abril, a Associação 25 de Abril e o seu Presidente da Direcção Vasco Lourenço, têm consciência de que passaram 42 anos desde 1974, e que nos regemos por uma Constituição democrática há 40, acredito no seguinte, que li aqui:
1. Nunca o coronel Vasco Lourenço fez qualquer apelo para que nenhum general aceite ser Chefe do Estado Maior do Exército.
À colocação da questão de que se sabia haver movimentações nesse sentido, limitou-se a dizer “há quem defenda isso, por mim acho que seria desejável, mas não acredito que isso se verifique”.
2. Nem o coronel Vasco Lourenço nem muito menos a Associação 25 de Abril estão envolvidos na preparação de qualquer manifestação contra o governo, no 25 de Abril ou noutra qualquer ocasião.

O caso da A14: ainda bem que existe o factor sorte... (III)

Cá temos mais uma bela crónica publicada nas BEIRAS, assinada pelo eng. Daniel Santos -  e esta, sem dúvida, de uma oportunidade e utilidade ímpares.
Todas as quarta-feiras precisamos de lá ir, pois o que escreve o eng. Daniel Santos é verdadeiro serviço público...
A porta está aberta e acessível e não é preciso moedinha... 
É utilizar....  

"O troço da autoestrada A14 que liga a Figueira a Montemor entrou em serviço em 1994 e a ligação a Coimbra foi concluída em 2002.
Os autarcas dos três concelhos (Figueira, Montemor e Coimbra) reagiram ao excessivo valor das portagens (uns mais, outros menos), embora sem qualquer consequência.
A A14 surgiu em substituição do previsto troço do IP3, com muitos anos de atraso, para aliviar a EN 111, a rebentar pelas costuras. E sem alternativa ferroviária que se veja, ainda hoje.
Pode compreender-se que, a propósito do colapso da tubagem do rio Foja, confessadamente já antecipado pela concessionária, se tenha permitido aos cidadãos que corressem os riscos que correram?
E que, numa situação grave, não se disponha de alternativa que assegure este serviço público a que o Estado está obrigado?
Sem recurso a estradas municipais concebidas para outro tipo de tráfego que irão aliás reflectir no futuro necessidades antecipadas de conservação.
“A concessionária está obrigada, salvo caso de força maior devidamente verificado, a assegurar permanentemente, em boas condições de segurança e comodidade, a circulação nas autoestradas, sujeitas ou não ao regime de portagem”, rezam as obrigações da concessão.
Esta forma de tratar este serviço público está a ter graves consequências para os cidadãos e, se não houver atitude firme, vai ter consequências no próximo orçamento municipal.
Já anunciadas."

A insustentável leveza do saber...

O saber não ocupa lugar...
Assim, de repente, lembram-se do nome de quem foi o último rei de Portugal?..
Aposto que não...
Vá lá eu ajudo.
A saber: D. Pedro SL, o Breve.... 

Em tempo.
“Vamos ver… nem quero pensar nisso”
Terá sido assim que Pedro Santana Lopes reagiu quando Durão Barroso lhe pediu pela primeira vez que o substituísse na chefia do Governo no verão de 2004. 
Barroso tinha sido sondado para o cargo de presidente da Comissão Europeia e queria assegurar que a transição era feita sem eleições legislativas antecipadas!..

A boa consciência dorme descansada

Não há receio,
nem lugar para o medo,
- para isso é sempre cedo.

Entretanto, neste meio,
fica apenas e só,
o registo do esforço
que sempre se exige à corda, 
ao cego nó
e, sobretudo, ao pescoço.

Por outro lado, na arte,
isto é uma certeza,
a rocha faz parte da fortaleza 
- mas, por vezes, parte...