segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Evidência...

"Num país que viveu durante várias décadas sob o jugo da ditadura e onde os comunistas sofreram muito mais do que o mal que eventualmente possam ter feito a Portugal, os comunistas são diabolizados e os herdeiros do Estado Novo são quase sempre tratados com a devida vénia. É uma pena que quem vê no comunista Jerónimo de Sousa um perigoso estalinista não tenha sido apresentado à delicada Pide Leninha. Talvez a lembrança das carícias do passado ajudasse a relativizar os temores do presente."

Carlos Azevedo

"Olívia Ribau" - posição desta tarde no estuário do Mondego

Foto António Agostinho

“As portuguesas e os portugueses votam. O Parlamento reflecte essa participação...”.

14681

"De repente, a nossa democracia ficou dividida em duas. 
Para um lado, a democracia cujas regras vêm definidas na Lei fundamental. 
Para o outro, uma democracia cujas regras alegadamente estão numa coisa chamada tradição." 

Em tempo. 
Ficam a saber que esta é a postagem número 14681 do blogue Outra Margem
Os especialistas que se pronunciem se chega para começar também, aqui, a armar-se à tradição.
(Tradição, para que saibam, é uma palavra com origem no termo em latim traditio, que significa "entregar"...)
Espero que não, pois isso seria uma chatice para mim, pois não tenho vontade de fazer nadinha...
"A tradição não pode ser o que nunca foi. Experimentem ler a Constituição da República Portuguesa. A tradição que conta é a que lá vem, a soberania popular que, venham de lá essas tretas sobre o que não pode ser por causa dos mercados, não é só em Portugal que anda a quebrar tradições."
Eu gosto muito de bacalhau, sobretudo de bacalhau à brás, que embora sendo um prato típico da nossa gastronomia, não é uma maneira tradicional de se comer bacalhau...

"Que país de merda"! (III)

Crónica publicada
 no jornal AS BEIRAS
"Na última reunião de câmara, durante o debate sobre o naufrágio do “Olívia Ribau”, ficámos a saber que o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) não se reúne há cerca de dois anos, o que é manifestamente inaceitável. É certo que não se pode dizer que a responsabilidade pelo falhanço das operações de salvamento tenha sido da protecção civil, porque o salvamento, nesta área, está confiado à Autoridade Marítima. Mas não é menos verdade que, se o SMPC reunisse com a periodicidade que se exige, já se tinha dado conta da inexistência de um plano de emergência da barra da Figueira da Foz e da necessidade de uma efectiva articulação com todos os agentes municipais de socorro e a Autoridade Marítima. Esperemos, pois, que pelo menos os inquéritos que estão em curso sejam céleres.  O que ainda não foi alvo de inquérito, e devia ser, é a responsabilidade do Estado quanto à condição a que a barra chegou. Como já aqui tinha escrito, o problema não está no prolongamento do molhe norte, mas sim nas suas consequências, que eram aliás conhecidas.  Quem não soube eliminar ou mitigar os impactos negativos que estavam inscritos no estudo de impacto ambiental deve ser responsabilizado. Entendo, pois, que o município deve accionar o Estado judicialmente. É preciso agir para que não haja mais tragédias. Só nos últimos três anos é já o terceiro acidente mortal que ali acontece. Esperemos que sejam tomadas as devidas medidas de prevenção para que a cidade não volte a acordar durante três dias com a bandeira a meia haste."

Em tempo.
1 - "Pescador do naufrágio da Figueira poderia ter sido salvo com socorro rápido". 
2 - Toda a gente que conheça um pouco sobre o mar, sabe que aqueles 400 metros que acrescentaram ao molhe norte - a tal OBRA MADRASTA - tornaram a barra da Figueira na pior entrada e saída de um porto do País utilizado por barcos de  pescadores. 
E porquê?... 
Porque, com os molhes tal como estavam em 1996, os barcos para entrarem ou saírem da barra, faziam-no enfrentando o mar pela popa ou pela proa, ao passo que, com o prolongamento do molhe em direcção ao sul, têm forçosamente que se atravessar ao mar, o que é um risco muito grande... 
Tal como Manuel Pata, pergunto-me... 
"Quantos vivem do mar, sem o conhecer?"

No rescaldo do jogo em que «11 jogadores» ganharam a «uma equipa»...

Esta, é uma primeira página para recordar depois do jogo de ontem. 
Um resultado de uma partida de futebol, é, apenas, um resultado de uma partida de futebol.
Estou à vontade, e sem euforias, com estes confortáveis 3-0 do "meu" Sporting - um dos maiores triunfo de sempre na Luz.
Na minha geração, o futebol fazia parte da formação cultural da maior parte de nós.
O futebol, agora, passou a ser uma moda e, sobretudo, um negócio - um grande negócio, como, por exemplo, o negócio em volta da imagem dos protagonistas...
O negócio da imagem, entre outros, domina o futebol contemporâneo.
Contudo,  a imagem que eu guardo do futebol é dos grandes jogadores do Sporting da minha juventude, que quase pagavam para jogar.
Recordo, Carvalho, Pedro Gomes, Alexandre Baptista, José Carlos, Fernando Mendes, Pérides, Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo, Géo e Morais, aquela equipa do Sporting que, no dia 15 de Maio de 1964, conquistou a Taça dos Vencedores das Taça e moldou para sempre a minha opção clubística. 
O futebol, desde aí, colou-se na formação do meu gosto e fez parte da minha formação e do meu crescimento desportivo e cultural.
A beleza do futebol, mesmo após as derrotas - como adepto do Sporting sei bem a que me refiro... - continua a fascinar-me...
Estou a falar de futebol, não de negócios...