segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Comprada há cerca de um ano pela Câmara, antiga Casa de Saúde foi vendida a um particular

Via Diário as Beiras
"A antiga Casa da Saúde foi adquirida há cerca de um ano pelo Município da Figueira da Foz, por 435 mil euros, tendo como finalidade a reabilitação para habitação a custos controlados e arrendamento acessível. Foi agora vendido por 459.100 euros a um particular, que vai transformar o imóvel em habitação própria e espaço expositivo".
"Os críticos políticos da alienação da antiga Casa da Saúde argumentaram que o imóvel foi adquirido pelo Município da Figueira da Foz para ser transformado em apartamentos na modalidade de custos controlados e arrendamento acessível".
Esta mudança de agulha do Município figueirense em tão pouco tempo, foi justificada assim pelo executivo camarário": "entretanto, o mundo mudou e a autarquia deparou-se com a necessidade de gerar receitas para fazer face a investimentos igualmente relevantes para o concelho".

Lula reeleito

Canta Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), bateu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foi reeleito para o seu quarto mandato, feito inédito na história brasileira.

Figueira da Foz adjudica requalificação do parque empresarial do concelho

 Via Diário as Beiras

O autarca adiantou que a empreitada vai ainda aguardar o visto do Tribunal de Contas.

"A Câmara da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, aprovou  a adjudicação da requalificação e ampliação do parque industrial e empresarial do concelho, cujo investimento atinge os 5,5 milhões de euros. Segundo o vereador Ricardo Silva, a obra de reabilitação do parque industrial e empresarial situado nas freguesias de São Pedro e Lavos, na margem sul do rio Mondego, deve iniciar-se no início do próximo ano. O autarca adiantou que a empreitada vai ainda aguardar o visto do Tribunal de Contas. O município aguarda também que seja lançado o aviso para a apresentação de candidaturas ao Programa Sustentável 2030 para obter financiamento para a intervenção. Após a consignação, a empreitada tem um prazo previsto de execução de 36 meses (três anos). A intervenção inclui a requalificação de sete quilómetros de rede viária dentro do parque e a remodelação de infraestruturas, entre outros trabalhos."

domingo, 25 de outubro de 2026

A “chata” Helena Roseta

Via Luís Osório: (a mulher que nunca desistiu de si própria)

1.
Helena Roseta, já com 78 anos, é uma mulher extraordinária. Estou particularmente à vontade pois, há muitos anos, era eu diretor do jornal A Capital, entrou-me pelo gabinete aos berros por causa de um assunto de que, sinceramente, não me lembro. Alguma coisa que escrevi no editorial fê-la galgar caminhos, entrar na redação e tentar apanhar-me na curva.

Do mesmo se queixam muitos do que com ela trabalharam. É absoluta, colérica e muitas vezes injusta, mas pensa, faz e o que pensa e o que faz vem-lhe de dentro, das suas convicções, da sua vontade de fazer bem, da necessidade de ajudar as pessoas a serem pessoas, de querer muito que os mais pobres possam ser menos pobres, de desejar que a política seja um campo onde se combate pela justiça, por uma ideia de igualdade e pela liberdade.

2.
Mulheres como esta, ou homens assim, devem ser celebrados. São incómodas e incómodos, chateiam com pormenores e minudências, mas no final das contas são as que permitem que se avance e que as que evitam o conformismo e todas as espécies de corrupção, a começar pela da alma.

Aos 78 anos, depois de uma carreira longa e cheia de duros combates, podia estar descansada em casa.

Podia, nada.

Helena foi sempre uma mulher impossível de controlar. Esteve com Sá Carneiro e na fundação da AD onde, com Gonçalo Ribeiro Teles, falou pela primeira vez de conceitos novos e estratosféricos como o ambiente e a importância da organização das cidades.

Apesar de direita e católica dava-se com os poetas e artistas de esquerda. Com eles, e a sua amiga Natália Correia, guerreava argumentos, poemas e canções, em longas madrugadas no Botequim, um bar que chegou a ser seu.

Presidiu à Câmara de Cascais e dirigiu o “Povo Livre”, jornal do PSD, mas em 1986 pôs na cabeça que devia apoiar Mário Soares e não Freitas do Amaral. No seu partido foi o bom e o bonito e ela, podendo perder tudo o que conquistara, mandou tudo às malvas e saiu do PSD.

Fundou associações cívicas e foi bastonária dos arquitetos, mas nunca se agarrou a coisa nenhuma, forma que para ela certamente equivaleria a uma desistência de si própria.

Helena Roseta é uma mulher que não desiste da vida que lhe corre nas veias. E não me importo nada que me volte a entrar numa sala para me desancar por uma qualquer coisa que lhe passe pela cabeça. Não será por isso que não lhe darei um abraço e lhe direi “obrigado”.»

"O país vai de carrinho"...

Via Miguel Pratas Roque
"O país de que tantos tinham saudades chegou. 
Está aí para que todas/os o possam ver. 
Uns batem. Outros aplaudem e rejubilam. 
Por agora, alguns apanham. 
Não tardará, muitos mais voltarão a ser perseguidos e silenciados. 
Tudo isto pela mão e bastão de um governo que perdeu o pé. E o tino. E a decência. E a memória. E a voz. E os votos. 
Por cada voto que perdem mais acentuam a violência contra quem ousa resistir. 
Em pânico, com sondagens que prenunciam a morte do PSD, restou-lhes a violência e a brutalidade sobre uma multidão pacífica, que exercia os seus direitos constitucionais.
Bateram em mulheres e crianças.
Arrastaram mães pelos cabelos.
É isto a ordem? Quem são os desordeiros, afinal?
Não carregam contra quem foge aos impostos.
Não carregam contra quem faz contratos de arrendamento clandestinos.
Não carregam contra promotores imobiliários que destroem o espaço público, à volta dos prédios de luxo que constroem.
Não carregam contra quem fecha o acesso a praias públicas.
Não carregam contra quem compra malas de 50 mil euros.
Carregam sempre sobre os mesmos.
A culpa é de quem os deixa. De quem não saiu de casa para descer a Avenida, de quem silenciou quando ouviu uma alarvidade no balcão do café. De quem acha sempre que não lhe vai tocar.
E de certos partidos, que assobiam para o lado.
Tenho uma vergonha profunda do país em que nos querem tornar.
Medo, não. Os meus filhos não merecem as trevas que os avós e bisavós já viveram.
Cheira a ditadura, pela manhã".

UMA POSIÇÃO DE RESPONSABILIDADE E COERÊNCIA FISCAL!


MAIS PELA FIGUEIRA

"Os vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Figueira da Foz assumiram uma posição clara na votação das taxas municipais.

Votaram favoravelmente à taxa máxima de derrama de 1,5% sobre o lucro tributável das empresas, apesar de considerarem elevado o esforço que é exigido às empresas, em particular às indústrias do concelho. Como justificou o vereador João Paulo Rodrigues, parte dessa receita deveria traduzir-se em medidas compensatórias nas freguesias que mais contribuem para a derrama, como a Marinha das Ondas, nomeadamente através de investimentos como a expansão da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) da Leirosa ou a descontaminação dos solos da freguesia.
Votaram contra a manutenção da participação variável de 4,5% no IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) dos sujeitos passivos com domicílio fiscal na Figueira da Foz, por considerarem a taxa demasiado elevada para um concelho com um tecido social ainda débil numa altura de crise financeira que afeta as famílias em geral.
Votaram contra a taxa de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) de 0,4%, por ser uma das maiores de concelhos semelhantes ao da Figueira da Foz, constituindo um encargo elevado para as famílias que querem comprar habitação própria e morar no concelho.
Já relativamente à taxa municipal de direitos de passagem, aplicada às operadoras de telecomunicações, votaram favoravelmente à taxa máxima de 0,25%.
Defendemos uma política fiscal equilibrada, que tenha em conta a realidade das famílias, apoie a habitação e garanta que a riqueza gerada no concelho também se traduza em investimento nas freguesias que mais contribuem para ela."

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Concorda com a solução para o multiusos?

João Pedrosa Russo, via Diário as Beiras: "Claro que sim"

"Se eu concordo? Claro que sim! O pavilhão multiusos não deve ser construído no local que estava previsto, nomeadamente na Salmanha. A Câmara Municipal fez bem em fazer abortar este projecto naquele local. Não era o local adequado para o efeito. A autarquia pretendia instalar na Salmanha um edifício multiusos, que albergasse um centro de congressos, um espaço para a mostra de actividades económicas e para a realização de provas desportivas. Não acredito na solução adoptada para a autarquia se livrar do terreno, pois não creio que haja um investidor que queira comprar o terreno e ali construir um hotel de qualidade com espaço para a realização de congressos. O conceito estava bem definido e era correcto, mas eu já tinha chamado a atenção de que o melhor local era o da antiga pedreira da Salmanha, com bom acesso à cidade e à auto-estrada ou em Seiça, junto ao mosteiro, onde a autarquia parece que tem terrenos disponíveis. Mas há mais hipóteses. Por exemplo à entrada da cidade, à direita de quem entra, onde no primeiro mandato do Dr Pedro Santana Lopes, se pretendia fazer um parque urbano, que ficou no papel. Outro espaço adequado é à direita da Avenida Dr Mário Soares e Dr Álvaro Cunhal, para quem vai para Buarcos, onde se pretendia construir um centro desportivo, ou até, porque não, no cruzamento para a Costa de Lavos, onde em tempos se pretendia construir o novo estádio. Lugares não faltam. Faltam é sim ideias concretas, vontade e determinação. Chamem-lhe multiusos, centro de congressos, o que quiserem, mas construam-no!"

Na Figueira é sempre carnaval

Via Diário as Beiras

Figueira da Foz mantém pacote fiscal para 2027

 Via Diário as Beiras
Durante a discussão do pacote fiscal para o próximo ano, o presidente da Câmara salientou que não existe possibilidade de reduzir impostos

"A Câmara da Figueira da Foz vai manter em 2027 as taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), da derrama e da devolução aos munícipes da variável municipal do Imposto sobre Rendimentos Singulares (IRS) na liquidação de 2028.
Na reunião de hoje, o executivo votou, por maioria, manter a taxa do IMI em 0,40% para os prédios urbanos, com a dedução fixa de 30 euros para famílias com um dependente, 70 euros com dois dependentes e 140 euros com três ou mais dependentes, e uma majoração de 30% para os prédios urbanos degradados.
A proposta foi aprovada com três votos contra – dois do PS e um do Chega.
Também a manutenção da taxa variável do IRS em 4,5% foi aprovada por maioria, com os votos contra da oposição.
O executivo deliberou, por unanimidade, manter a derrama na taxa máxima de 1,5%, com isenção para as atividades cujo volume de negócios, no exercício contabilístico anterior, não ultrapassasse os 150 mil euros.
O município manteve ainda em 0,25% a taxa municipal de Direitos de Passagem, cuja proposta foi aprovada por unanimidade.
Para o socialista João Paulo Rodrigues, a taxa de IMI é «relativamente elevada», na medida em que o valor patrimonial das habitações «está mais elevado e constitui um encargo bastante grande para as pessoas».
Ao justificar o voto contra dos vereadores do PS, João Paulo Rodrigues salientou ainda que uma taxa de IMI alta «desincentiva as pessoas a adquirir casa».
O autarca socialista defendeu ainda que a participação variável municipal do IRS devia baixar dos atuais 4,5% para os 4%, devolvendo assim aos munícipes um por cento dos cinco por cento a que os municípios têm direito.
O vereador único do Chega, Hugo Fresta, frisou que a Figueira da Foz é um dos concelhos do distrito de Coimbra com maior taxa de IMI e que está acima de cidades da sua dimensão, como Santarém e Pombal.
Propôs ainda que a autarquia baixasse para 0,39% a participação variável municipal do IRS, salientando que a manutenção do pacote fiscal para 2027 «começa a mostrar que o município não tem margem para investir».
Durante a discussão do pacote fiscal para o próximo ano, o presidente da Câmara salientou que não existe possibilidade de reduzir impostos.
No final da reunião, em declarações aos jornalistas, Pedro Santana Lopes, disse que o município «é prudente e para manter as contas equilibradas não pode correr o risco de alterar as receitas previsíveis e, por isso, a opção é manter as taxas».
«Se fizermos a comparação com os concelhos vizinhos, a Figueira da Foz não tem uma política fiscal mais gravosa», frisou o autarca.
Santana Lopes salientou que o município «tem muita despesa, muito investimento, muito serviço prestado e, portanto, as contas têm de estar equilibradas», além de que as taxas «não penalizam os munícipes, principalmente os mais desfavorecidos, que não pagam IRS e, normalmente, também não pagam IMI»."

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Acampadas

 Quantas acampadas houve nos últimos anos em Portugal?

28 de outubro pelas 15 horas

 

Concorda com a solução para o multiusos?

Isabel Maia, via Diário as Beiras: "A decisão pode ser boa"
"A Câmara da Figueira da Foz aprovou, em outubro de 2026, a venda em hasta pública de cerca de 6,7 hectares na Salmanha, terrenos adquiridos em 2025. Em vez de construir diretamente um pavilhão multiusos, o município transfere para um investidor privado a responsabilidade de erguer um hotel de quatro estrelas, com pelo menos 100 quartos, e um centro de congressos para 1.500 pessoas.
Os números são claros. O preço base ronda os 550 mil euros, valor que não pode ficar abaixo do custo de aquisição. O comprador terá de investir no mínimo 15 milhões de euros, incluindo acessos e estacionamento, apresentar o projeto em seis meses (prorrogáveis por mais seis) e concluir a obra em 36 meses após a sua aprovação. Se falhar, os terrenos podem reverter para o município. 
As vantagens são reais. A autarquia limita o esforço financeiro, capta investimento privado e reforça a oferta hoteleira e congressual, essencial para combater a sazonalidade turística. Um centro de congressos ligado a um hotel pode atrair empresas, associações e eventos profissionais, gerando atividade e emprego. A transferência das feiras para Seiça e a componente desportiva junto ao Pavilhão Galamba Marques, com piscina olímpica, apontam para uma descentralização do concelho.
Mas há reservas. Um centro de congressos não substitui, por si só, um pavilhão pensado para espetáculos, exposições e desporto. A capacidade de 1.500 pessoas é inferior à dimensão global antes prevista, e a dispersão por Salmanha, Seiça e Tavarede pode encarecer a organização de eventos. Seiça continua sem projeto, orçamento ou calendário públicos, e a venda retira ao município uma reserva estratégica. 
A decisão pode ser boa, mas só o será se o caderno de encargos garantir execução, serviço público e transparência. Sem isso, troca-se um projeto excessivo por uma promessa fragmentada."

O assoreamento do portinho da Gala é um problema que já vem de longe

"Acumulação de inertes no portinho da Gala, constitui perigo e condiciona actividade piscatória".
O Portinho da Gala foi inaugurado em 2004. O assoreamento e a falta de manutenção dificultam a actividade das várias dezenas de pescadores de pesca artesanal que têm a sua base logística no Potinho da Gala há dezenas de anos.
Na edição de hoje do Diário as Beiras, vem mais um alerta.
Para ver melhor clicar na imagem.

Hoje há reunião de câmara

A Câmara da Figueira da Foz reúne-se hoje em sessão ordinária. 
Com início às 15H30, tem lugar nos Paços do Município a segunda e última do mês de outubro. 
As sessões são transmitidasem direto na página do municípiona internet, com imagem e áudio.
A Ordem de Trabalhos pode ser consultada clicando aqui.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Mais ricos do país duplicam valor detido em imóveis, no banco e em empresas

 Diário de Notícias


"Isto de estar vivo ainda um dia acaba mal" *

* (Esta frase é de Manuel da Fonseca e define de maneira muito clara uma inevitabilidade)

Foto: daqui

Carlos Monteiro - Figueira, mais qualidade de vida

- "O desabamento do muro de proteção em frente ao antigo Restaurante Teimoso
Há várias questões relacionadas com a APA — Agência Portuguesa do Ambiente — que se arrastam há anos no nosso concelho. Entre elas, destacam-se a substituição das comportas da Maria da Mata, no Vale do Pranto, a questão do domínio público no Cabo Mondego e o desabamento do muro de proteção em frente ao antigo Restaurante Teimoso.
Comecemos por esta última situação que, embora talvez não seja a que maiores prejuízos tem causado aos figueirenses, é, até ao momento, a única que mereceu um cartaz da Câmara Municipal a responsabilizar a APA."

Como dizia alguém: "isto acaba mal para toda a gente. E é incrível como a maioria das pessoas passa a vida sem olhar para a morte".

Concorda com a solução para o multiusos?

José Couto, via Diário as Beiras: "Esta questão não é sim ou não"

"Considero que a resposta a esta questão não é apenas um sim ou não.
Antes de tudo convém dizer que, se não há o dinheiro suficiente e uma “obra” desta envergadura implicar endividamento com risco de condicionar outro tipo de necessidades do Concelho, temos que admitir que é uma solução apropriada e revela boa gestão, é avisado não a realizar. 
Haverá, por certo, em alternativa, outras obras com um custo de oportunidade mais adequado. Assim, não pôr todos os ovos no mesmo cesto, porque inviabiliza outras infraestruturas, parece o mais sensato.
Quanto ao resto, o que foi chamado de “desmultiplicação do multiusos”, já me parece que deve ser avaliado em termos de ganhos efetivos por afirmação de infraestruturas que não existem – uma piscina olímpica ou um espaço para a feira de atividades económicas (que pode albergar outras valências) – e que aportam externalidades vantajosas para a oferta da cidade, importa pois avaliar a pertinência de outras infraestruturas, como é um centro de congressos, que poderá ter custos altos de gestão e manutenção e conflituar com outra instalação de grande qualidade (CAE), que existe na cidade e que se apresenta como multifacetada, podendo quiçá aportar valor para a atividade de eventos e congressos. 
Se a decisão encontrada, como parece, tem a preocupação da utilização de recursos financeiros com eficácia e eficiência, juntando-lhe a capacidade de gerar valor económico e de qualidade de vida, há que lhe reconhecer assertividade. 
Contudo tenho dúvidas no que respeita à solução apresentada para os terrenos da Salmanha – porventura por falta de informação."

"Segunda edição da F!Next supera a primeira e a terceira é uma incerteza"

 Via Diário as Beiras

Campus universitário

 Via Diário as Beiras

«A convicção do presidente da Câmara da Figueira da Foz e do reitor da Universidade de Coimbra é a de que, seja quem for o sucessor de Amílcar Falcão, o desenvolvimento do campus universitário não deverá ser afetado. “Não receio nada. Estou absolutamente convencido de que, seja qual for a escolha, qualquer um deles lidará muito bem com esta realidade irreversível. Este projeto é extraordinário. Não tenho nenhum receio”, afirmou ontem Santana Lopes, em declarações aos jornalistas, no final da sessão de abertura da feira de inovação, tecnologia e mar.» 

Por sua vez, «o reitor da UC, ressalvando que “os momentos e os tempos são os que são, há sempre alterações”, disse que quer acreditar que quem o suceder “terá o bom senso de perceber que o Campus da UC na Figueira da Foz é uma ferramenta extraordinária para as próximas décadas da UC, especialmente para o seu trabalho na área da economia azul”. 

A atividade do campus universitário inclui duas licenciaturas, cinco mestrados e centros de investigação dedicados ao mar e à economia azul.»

"Santana Lopes ressalvou que, por ora, trata-se apenas de uma hipótese"...

 Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

Contrariando Luís Neves...

O Governo português tem  um polícia na Administração Interna, 
Isso, por si só, era complicado. 
Tudo se agrava, quando esse ministro é um cadáver político a tentar fazer prova de vida política, a qualquer custo.
Além de grave, é penoso e, sobretudo, perigoso.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Eleições autárquicas alteraram constituição da estrutura intermunicipal

 Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

Concorda com a solução para o multiusos?

Carlos Beja, via Diário as Beiras: "discordo"
"Coerentemente com o que sempre escrevi, baseado também na minha experiência profissional, discordo: 
1. Centro de congressos e hotel: pode ser uma opção, mas nada obsta que este seja um espaço multidisciplinar, sem acréscimo de custos. Hoje, é tecnicamente possível fazer coexistir no mesmo espaço polivalente congressos, feiras, exposições e eventos desportivos, com a vantagem de todas as infraestruturas de apoio ligadas à restauração e afins ficarem confinadas ao hotel. 
2. Pavilhão de exposições em Seiça: ideia interessante a amadurecer como âncora para um conjunto de eventos de carácter diversificado, onde feiras de vários tipos, culturais, gastronómicas, agrícolas, possam ter lugar também no terreiro adjacente, tendo o Mosteiro e o pavilhão como elementos de suporte. 
3. Piscina Olímpica: integrada na rede de alto rendimento, que agregue piscina coberta e aquecida, ginásio, salas de apoio e alojamento para os atletas. Parece-me óbvio que esta integração nos centros de alto rendimento facilitará o acesso a financiamentos nacionais e/ou europeus.
4. O apoio ao Pavilhão Galamba Marques, bem como a gestão da Piscina Olímpica a cargo do Ginásio Clube Figueirense, parecem-me incontestáveis. Nesta perspetiva, não teríamos desdobramento do pavilhão multiusos. O espaço multidisciplinar ficaria integrado no hotel, de iniciativa privada, como em tantas cidades do mundo, o pavilhão de Seiça seria o princípio de uma âncora para atividades económicas de pequena/média dimensão, e Piscina Olímpica integrada na rede nacional de centros de alto rendimento."

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

"Chamar "tumultos" ao que se está a passar em Portugal é uma prova de que o governo entrou em modo pânico"

 Via Público (para ler melhor clicar na imagem)

Políticos que aprovam mudanças no arrendamento têm mais de mil imóveis avaliados em 55,6 milhões de euros

"Os 220 políticos que integram o Governo e os grupos parlamentares do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP possuem, em conjunto, 1.039 imóveis, avaliados em cerca de 55,6 milhões de euros, segundo o Jornal Público. O património inclui ainda mais de 807 mil euros em rendimentos prediais declarados e participações em dezenas de empresas imobiliárias, num grupo que tem aprovado medidas favoráveis aos proprietários, incluindo benefícios fiscais e alterações às leis do arrendamento.
Os dados resultam da análise feita pelo Público às declarações de rendimentos e património dos governantes e deputados, documentos que os titulares de cargos políticos são obrigados a entregar ao Tribunal Constitucional até 60 dias após o início de funções. A maioria das declarações foi apresentada em 2025, aquando da tomada de posse do actual Governo, e os rendimentos declarados dizem, por isso, respeito a 2024, salvo nos casos em que foram actualizados."
Via CNN / Imagem: Público

Os miúdos não estão bem

David Pontes, Público

«"A população, quando se manifesta, manifesta-se com razão porque sente, porque dói, porque há dor." O ministro das Infra-estruturas e da Habitação mostrou este domingo compreensão perante o protesto que ganhou expressão no Porto e transbordou para Lisboa. Foi uma mudança de tom, numa semana em que o poder revelou uma falta de empatia e uma cegueira que acabaram por ser determinantes para mobilizar a contestação, num país caracteristicamente afónico na hora do protesto. 
Com a carga policial de violência escusada sobre manifestantes pacíficos, o país contemplou a expressão máxima da incapacidade do poder político para entender o mal-estar transversal, contínuo e crónico provocado pela crise da habitação. Se se levantam tendas em D. João I e no Rossio é porque sucessivos governantes se mostraram incapazes de perceber até que ponto esta "dor" mina a vida de milhões e compromete o bem-estar social. 
E se o cassetete que bate na cabeçа com rastas não percebe que está a esmurrar uma geração inteira que não consegue sair da casa dos pais, era de esperar que políticos mais experientes tivessem maior sensibilidade do que o "implacável" ou o "egoístas", as palavras que marcaram a semana. Em vez de olhar para a causa com a urgência devida, o executivo preferiu atacar o efeito, tentando desviar o olhar do essencial.
Seguindo o espírito do tempo, primeiro preferiu saltar para a trincheira e atacar quem protesta, procurando deslegitimar a contestação. São “cópias" do que vem de fora, são violentos, não respeitam a "lei e a ordem”, são manipulados por forças partidárias... Mas, mesmo que a câmara prefira sempre o caixote a arder ao rapaz com uma guitarra, о que os ecrãs acabaram por mostrar esta semana não foi o filme sobre o qual o executivo quis construir a sua narrativa. 
Os jovens portugueses têm motivos suficientes, à razão do preço do metro quadrado, para não serem a cópia de ninguém. A acampada que fizeram não tem qualquer comparação com a irracionalidade violenta que vemos tomar as ruas noutros países. E a participação de partidos neste tipo de manifestações é própria de uma democracia e não macula as razões do protesto. 
Hoje, a habitação não é uma causa de direita ou de esquerda, é um problema de todos. Foram precisos quatro dias para o Governo interiorizar isto e era bom que não o esquecesse mais. Porque os nossos miúdos não estão bem e a dor que sentem não vai passar quando as tendas saírem das praças.  Se queremos pensar no futuro, é mesmo preciso que esta dor se torne a prioridade máxima da acção política. Se queremos pensar no futuro, é mesmo preciso que esta dor se torne a prioridade máxima da acção política.»

O "rastilho social" que provocou as manifestações

Nova lei do arrendamento: o que pode mudar?
Despejos mais fáceis em caso de incumprimento, fim do travão de 2% nas novas rendas, até três rendas antecipadas, cauções sem limite de valor e actualização dos contratos anteriores a 1990. Estas são algumas das alterações propostas pelo Governo à lei do arrendamento. O pacote já passou na generalidade com a abstenção do Chega e seguiu para a especialidade.

Desobediência civil

Rafael Barbosa, Director do JN
"A desobediência civil não é uma anormalidade. Ao contrário, o protesto no espaço público, as palavras de ordem, a pressão da rua, não são mais do que o sinal da vitalidade e liberdade de uma sociedade. A democracia não se esgota no voto. E ainda menos no cano de esgoto em que se transformaram as redes sociais. Isso seria absurdo.
Não vivemos num país ou numa região do Mundo onde a única coisa que há a esperar da vida é uma sucessão de misérias e guerras. Mas também não vivemos no país dos contos de fadas. Não se iludam com as estatísticas e os números agradáveis da macroeconomia. A riqueza per capita pode crescer e esconder, ainda assim, uma desigualdade cada vez mais acentuada.Há razões mais do que suficientes para protestar por não se poder pagar ou arrendar uma casa, por causa do aumento desmesurado do preço dos combustíveis e do custo de vida, pelos salários mínimos que não chegam ao fim do mês, pelas pensões miseráveis dos mais velhos.
Não é só Luís Montenegro que prefere viver num país sem turbulência. Ninguém quer ser testemunha, nas nossas cidades, do nível de violência e destruição a que assistimos em França. Mas isso não significa que os atos de desobediência civil inicial dos estudantes franceses ou o dos jovens que se juntaram na Praça de D. João I tenham de ser tratados como um ato criminoso.
Há uns anos, cruzei-me com as teorias de John Rawls e Jurgen Habermas, o primeiro por causa do liberalismo, o segundo pela democracia deliberativa. Ambos tiverem em conta o protesto e a desobediência nos seus escritos complexos mas luminosos. O primeiro definiu os pilares que a deviam sustentar: dar visibilidade a uma injustiça, ser pacífica, aceitar as consequências legais e servir como apelo ao sentido de justiça da maioria. O segundo defendeu desobediência civil como uma parte fundamental e até uma salvaguarda da democracia, por ser motor da transformação social.
Habermas recusou conceções legalistas e positivistas do direito, como as que temos ouvido por estes dias a Pedro Duarte, Luís Montenegro ou até António José Seguro. Como escreveu, "uma cultura política madura é aquela que reconhece na desobediência civil um sinal de vitalidade democrática. (...) Quando certos princípios ou direitos fundamentais estão em jogo e parecem ser seriamente contrariados pela legislação ou por um ato do Governo, a desobediência civil é legítima - mais do que isso, é desejável e necessária". Confundi-la com delinquência diminui as democracias e abre caminho ao autoritarismo."

domingo, 18 de outubro de 2026

O fascínio da violência

José Gil


«Numa investigação recente (publicada em livro, A Recaída), Philipp Ruch chega à conclusão de que a ascensão vertiginosa do Partido Nazi, nas eleições de Setembro de 1930, não se deveu a factores económicos ou ideológicos, ao carisma de Hitler ou à propaganda de Goebbels, nem à corrupção dos partidos democráticos, mas sim à incitação permanente à violência política, com a promessa da execução fisica dos opositores. Incitação que atraiu irresistivelmente os alemães.

Da mesma maneira, é sem dúvida a violência desmedida da oratória política dos populistas que hoje explica o seu rápido sucesso e o seu alastramento planetário. Com uma diferença: enquanto o nazismo e o fascismo escondiam a crueldade e os crimes, a extrema-direita actual escancara-os e faz disso uma pedagogia do terror. Quando Peter Hegseth, o secretário da Defesa americano, ordena a transmissão em directo de uma execução por fuzilamento, ou quando Trump ameaça, com grande ostentação, varrer a civilização iraniana da face da Terra, a publicitação gloriosa do crime contribui para a normalização da violência. André Ventura é aplaudido quando clama pela prisão imediata do primeiro-ministro espanhol. Não se trata da "banalização do mal", mas da elevação da excepção e da crueldade ao estatuto de normas - vamos agora viver fora da lei como heróis, a assaltar o Capitólio, a invadir a Gronelândia, a tirar um ditador da cama, raptá-lo pelos ares e metê-lo na cadeia.

A violência contagia como uma epidemia. Ao mesmo tempo que sidera, a expressão sem freios da energia transmite a afirmação de si, a certeza, a determinação, veiculando os piores clichés do machismo e da superioridade viril; mas traz também uma aura de transcendência quase divina. Só um deus se atreve a quebrar as leis humanas indo além dos seus limites sem pestanejar. Por isso, os tiranos mais cruéis provocam tantas vezes um fascínio irresistível aterrorizadas, as multidões adulam-nos.

Além de arrebatar, capturar e suscitar na vítima o desejo de a espelhar, a violência tem a propriedade de regressar ao emissor em feedback ampliado. O exercício da violência não só acorda nos corpos atingidos uma energia adormecida, mas é reenviada de volta com uma força acrescida. Produz mais violência, nos outros e em si próprio. Num clima de impunidade política, a brutalidade do crime requer mais crime ainda mais brutal. O ciclo só pára com a morte do violador. Assim foi, nos campos de extermínio e nos gulags.

Actualmente, na Europa e no mundo, a violência dos movimentos populistas, no poder ou na oposição, é ainda atenuada pela força da ideia de democracia. Mas se, proximamente, a extrema-direita ganhar as eleições em França, em Espanha, na Polónia e em Itália, instalar-se-ão em todos os países europeus regimes claramente autocráticos. As tendências já manifestas para o exercício desmedido da força expandir-se-ão livremente: a moderação de Meloni ou de Le Pen mostrará o seu verdadeiro rosto, a vertente autoritária agudizar-se-á. Que esperar do Chega no poder, quando o seu líder pratica uma demagogia desbocada, oS seus deputados assediam grosseiramente (e com violência) as deputadas de esquerda no Parlamento, quando a sua política defendia a restauração da pena de morte, a guetização da comunidade cigana, e preconiza a castração química dos pedófilos?

A violência não é a força porque a força pode apenas canalizar a livre expressão da vida. Pelo contrário, a violência só surge para esmagar ou destruir o outro na sua integridade vital. Há sempre, no fascínio pela violência, o secreto desejo de matar. É o que a defesa, necessariamente vigorosa da democracia, tão ameaçada agora, não pode esquecer na luta contra a ambição do poder da extrema-direita.»

O verbo do ódio

José Pacheco Pereira

«Este mundo é essencialmente antidemocrático, conflitual, com exclusão do "outro", e legitimador da violência. Os direitos constitucionais da greve, da manifestação não valem nada. E, mesmo quando há violação da lei por parte dos manifestantes, há uma completa duplicidade em relação às violações da lei, por exemplo, por parte do Chega. O que provocaria uma fúria nestes comentadores se o que fez Rita Matias ilegalmente em Coimbra, invadindo uma estação de rádio, fosse feito por um "esquerdalho", ou se se vier a concluir que о "alegado" assalto ao gabinete de Ventura fosse mesmo "alegado"? Este mundo é pobre, ignorante, agressivo, violento e muitas vezes cruel. É um mundo antipatriótico, anticristão, mas encontra pouca resposta numa denúncia clara do que ele significa. É só esperar algum tempo para percebermos a metáfora do "ovo da serpente".»

"Não Me Obriguem a Vir para a Rua Gritar"

sábado, 17 de outubro de 2026

"Organizado pelo Serviço de Psiquiatria da ULS do Baixo Mondego, o encontro “Novos Paradigmas na Saúde Mental” reuniu profissionais e especialistas na reflexão sobre estas doenças"

 Via Diário as Beiras

Os eufemismos inventados para falar da realidade "ferem"

Via Diário as Beiras, uma passagem do "discurso da presidente da Região Metropolitana de Coimbra, Helena Teodósio, que mereceu elogios, até de Marcelo".
Referindo-se à linguagem actualmente utilizada nas políticas sociais, a autarca criticou a crescente substituição de palavras como “pobreza”, “carência” ou “miséria” por conceitos menos incómodos. “Passou-se a falar de vulnerabilidade, fragilidades socioeconómicas, risco de exclusão, pobreza energética ou insegurança alimentar. A intenção pode ser positiva, mas a boa intenção e o resultado real não são a mesma coisa”, afirmou. 
Para Helena Teodósio, estes eufemismos podem ajudar a esconder a realidade social e afastar o debate das suas verdadeiras causas.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Manifestação Nacional: Mais salário, melhores pensões e serviços públicos! Contra o aumento do custo de vida! Defender o SNS e a Segurança Social



Morreu aos 82 anos o jornalista Joaquim Letria

 1943 - 2026

O Metrobus deve chegar à Figueira da Foz?

 João Pedrosa Russo, via Diário as Beiras: "Se chegar, é excelente"

Unidades de saúde de Bom Sucesso e Paião adjudicadas

 Via Diário as Beiras: "Município da Figueira da Foz adjudicou, a duas empresas, a construção das novas unidades de saúde familiar no Bom Sucesso e em Paião. Investimento supera os 3,2 milhões de euros".

Metade dos adultos pobres têm trabalho, habitação faz disparar carência

 Via Jornal de Notícias

"A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN, na sigla em inglês) assinala os seus 35 anos em Portugal com um seminário que decorre esta terça-feira na Fundação Engenheiro António de Almeida, no Porto (ler caixa). A coordenadora nacional diz haver ainda "um longo caminho a ser percorrido" para que o combate à pobreza seja um desígnio, o que implica o envolvimento "de todos os atores", tendo de ser "transversal a todas as áreas". Maria José Vicente alerta que são já cerca de dois milhões os portugueses em risco de pobreza e exclusão social, muito por conta do aumento do custo de vida, sobretudo na habitação."

A propósito de promessas...

Câmara diz que vai construir ponte sobre passagem de nível da Salmanha, mas Vítor Alemão continua descontente. Via Diário as Beiras, quarta-feira, 20 de setembro de 2023

«... o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, considerou que esta é uma obra prioritária. Até porque, já ali houve acidentes mortais, envolvendo viaturas e comboios. “Estamos a tratar da construção de uma travessia rodoviária aérea na passagem de nível da Salmanha. [Neste momento], estamos a ver os materiais e o traçado. Nunca ninguém fez isto, como muitas outras coisas no concelho, e essa [passagem de nível] até mexe com vidas humanas”, frisou Santana Lopes.

... o presidente da Junta de Vila Verde, Vítor Alemão, desvalorizou o anúncio como sendo uma obra que vai beneficiar os vilaverdenses. “Essa é uma obra estruturante para o concelho que não beneficia apenas a freguesia de Vila Verde”.»

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

A limpeza da praça

HABITAÇÃO: RASTILHO PARA MAIS PROTESTOS

"A lei da bastonada da PSP para reprimir as manifestações pela habitação no Porto, com manifesta desproporcionalidade, com a conivência activa de Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, é o rastilho para mobilizar mais protestos dos jovens.

P. S. Luís Montenegro continua a brincar com o fogo, com a cumplicidade de António José Seguro, no momento em que já ninguém se dá sequer ao trabalho de responsabilizar quem tutela as polícias."

O Metrobus deve chegar à Figueira da Foz?

Isabel Maia, via Diário as Beiras: "Não, se substituir a duplicação da ferrovia"

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Se ganhar eleições sem maioria, Carneiro quer "reciprocidade" do PSD

José Luís Carneiro foi ontem entrevistado no podcast Soundbite do PÚBLICO.
José Luís Carneiro espera “reciprocidade” do PSD se ganhar as eleições sem maioria. O líder do PS diz que o partido “tem dado provas de responsabilidade e de compromisso com os valores democráticos” e o que espera é que o “princípio da reciprocidade por parte do PSD” seja cumprido Daniel Rocha


«À frente nas sondagens, José Luís Carneiro não quer que o PS "contribua para criar qualquer crise política". Em entrevista ao podcast Soundbite do PÚBLICO, o secretário- -geral do Partido Socialista recusou "adicionar problemas graves" ao país criando cenários de instabilidade, ainda que, considera, "uma parte do PSD deseje eleições e queira uma crise política". Para o líder dos socialistas, "há muitos sociais-democratas que queriam que o PS fosse mais intransigente nas suas posições". A razão? Pоr quererem criar "uma circunstância política que permitisse fazer aquilo que sempre desejaram: uma aliança com o Chega". Carneiro defende que a viabilização anunciada pelos socialistas evita ter "o Orçamento nas mãos do Chega", e lembra que as quatro exigências colocadas ao primeiro-ministro sobre matérias vitais como a Constituição, pensões, os investimentos do PRR e o apoio a famílias e empresas atingidas pelas tempestades foram "afirmativamente" respondidas por Luís Montenegro. 
E se ganhar as eleições sem maioria? O líder do PS diz que o partido "tem dado provas de responsabilidade e de compromisso com os valores democráticos" e o que espera é que o "princípio da reciprocidade por parte do PSD" seja cumprido. José Luís Carneiro defende que a posição a tomar é a que garante que "não se perca o essencial daquilo que são os valores fundadores da nossa democracia onde PS e o PSD têm responsabilidades acrescidas na defesa desses valores".»