"O país de que tantos tinham saudades chegou.
Está aí para que todas/os o possam ver.
Uns batem. Outros aplaudem e rejubilam.
Por agora, alguns apanham.
Não tardará, muitos mais voltarão a ser perseguidos e silenciados.
Tudo isto pela mão e bastão de um governo que perdeu o pé. E o tino. E a decência. E a memória. E a voz. E os votos.
Por cada voto que perdem mais acentuam a violência contra quem ousa resistir.
Em pânico, com sondagens que prenunciam a morte do PSD, restou-lhes a violência e a brutalidade sobre uma multidão pacífica, que exercia os seus direitos constitucionais.
Bateram em mulheres e crianças.
Arrastaram mães pelos cabelos.
É isto a ordem? Quem são os desordeiros, afinal?
Não carregam contra quem foge aos impostos.
Não carregam contra quem faz contratos de arrendamento clandestinos.
Não carregam contra promotores imobiliários que destroem o espaço público, à volta dos prédios de luxo que constroem.
Não carregam contra quem fecha o acesso a praias públicas.
Não carregam contra quem compra malas de 50 mil euros.
Carregam sempre sobre os mesmos.
A culpa é de quem os deixa. De quem não saiu de casa para descer a Avenida, de quem silenciou quando ouviu uma alarvidade no balcão do café. De quem acha sempre que não lhe vai tocar.
E de certos partidos, que assobiam para o lado.
Tenho uma vergonha profunda do país em que nos querem tornar.
Medo, não. Os meus filhos não merecem as trevas que os avós e bisavós já viveram.
Cheira a ditadura, pela manhã".
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