José Couto, via Diário as Beiras: "Parece ser um enorme equívoco"
"Parece ser um enorme
equívoco.
Parece que as instituições que
deviam contribuir
para que o projeto
pudesse decorrer
de forma correta,
dentro do quadro legal e regulatório dos incentivos e fundos europeus, se estorvaram e permitiram que este caos se instalasse.
Não podemos esquecer que a avaliação do AICEP, considerou este projeto da Bioadvance um PIN. O enquadramento no conjunto de pressupostos definidos – entre eles a relevância estratégica e valor do investimento –, proporcionou um tratamento especial e prioritário em termos de prossecução administrativa e forneceu aos vários órgãos da tutela uma áurea de credibilidade.
Porém, a avaliação do projeto sob perspetiva económica e financeira, considerou-o viável para obter os incentivos e fundos da UE que eram destinados à Inovação Industrial e Transição Energética, não sendo exigível o estudo de impacto ambiental, apenas provar que o tinha iniciado.
O que temos: uma obra realizada, um investimento que poderá estar perto das duas dezenas de milhões de euros, mais de três milhões de euros de fundos já adiantados e uma fábrica parada. Há, provavelmente, um aproveitamento da empresa, num contexto pouco claro de falta de coordenação e de responsabilidades pouco esclarecidas, que permitiu que várias entidades públicas não detetassem irregularidades e permitindo este desfecho.
Aliás a deteção destas brechas determinou alterações no PR2030, para que não sucedam este tipo de erros e se garanta a sustentabilidade ab initio. Resta saber quem vai desmontar aquele equipamento. Esperamos que se entendam no tempo curto e certo."
Não podemos esquecer que a avaliação do AICEP, considerou este projeto da Bioadvance um PIN. O enquadramento no conjunto de pressupostos definidos – entre eles a relevância estratégica e valor do investimento –, proporcionou um tratamento especial e prioritário em termos de prossecução administrativa e forneceu aos vários órgãos da tutela uma áurea de credibilidade.
Porém, a avaliação do projeto sob perspetiva económica e financeira, considerou-o viável para obter os incentivos e fundos da UE que eram destinados à Inovação Industrial e Transição Energética, não sendo exigível o estudo de impacto ambiental, apenas provar que o tinha iniciado.
O que temos: uma obra realizada, um investimento que poderá estar perto das duas dezenas de milhões de euros, mais de três milhões de euros de fundos já adiantados e uma fábrica parada. Há, provavelmente, um aproveitamento da empresa, num contexto pouco claro de falta de coordenação e de responsabilidades pouco esclarecidas, que permitiu que várias entidades públicas não detetassem irregularidades e permitindo este desfecho.
Aliás a deteção destas brechas determinou alterações no PR2030, para que não sucedam este tipo de erros e se garanta a sustentabilidade ab initio. Resta saber quem vai desmontar aquele equipamento. Esperamos que se entendam no tempo curto e certo."

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