Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

domingo, 30 de dezembro de 2018

A mesma anedota de sempre....

Hoje, o domingo está para coisas leves e bem humoradas,  com loas ao sol e ao bom tempo, na boa, com piadas, levezinhas,  tipo laracha...
É o que se impõe com um dia destes... Raios... E  não me ocorre nada...
Bom, vendo melhor...


Crónica publicada no jornal AS BEIRAS
"No final de 1996, várias pessoas ilustres da terra reuniram-se na Assembleia Figueirense para discutir a Figueira. A iniciativa “Colóquios Alberto Pessoa – Figueira da Foz, ano 2000” teve como finalidade contribuir para a “inadiável discussão pública sobre o futuro do desenvolvimento da Figueira da Foz”. Hoje, passados mais de 20 anos, é útil revisitar este caderno que encontrei na Casa Rádio. Útil, porque percebemos o que pensavam na altura muitos dos decisores. Curiosamente, alguns dos autores vieram a assumir o poder local, mas não lograram concretizar as suas ideias. Por exemplo, um ex-vereador manifestava-se pela “Cidade das 10 mil árvores”, assumindo ainda a protecção das linhas de água e a interligação entre as pessoas e o meio natural. Pretendia, e bem, que as linhas de água não fossem entubadas e ainda que se “evitassem loteamentos de lucro fácil para a autarquia”. Apesar das boas intenções, sucedeu exactamente o oposto nos anos em que o ex-vereador esteve no poder. Surgiram outros actores políticos, mas persistem os mesmos desafios. O maior deles é conceber uma visão da cidade e do concelho que seja partilhada e assumida por vários detentores de interesse e actores locais, com um alcance intergeracional. Foi isso que conseguiram os arquitectos Ribeiro Teles e A. Pessoa, desenhar uma cidade que ainda hoje representa modernismo e bom relacionamento entre a natureza e a ocupação humana. Falta-nos visão, um arquitecto que seja arrojado, dedicado à Figueira, projectando acima dos interesses mesquinhos, pensando no ano 2050."

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