"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Como a meter água se pode sobreviver na politica figueirinhas - Monteiro pode mesmo vir a ser presidente do PS Figueira e, quiçá, o próximo edil figueirense.

Carlos Monteiro, iniciou-se tarde na política activa, mas a tempo de ser um vencedor? 
Já esteve mais longe. Na política figueirinhas, cada vez mais sobra o refugo.

Carlos, desconhecido professor de biologia do secundário, estilo motoqueiro, simpatizante maoísta, surge na politica activa na candidatura autárquica 1997, como apoiante independente de outro Carlos, só que este, com o apelido de Beja. Mas, os Carlitos, para além de homónimos, maíostas, e mais tarde socialistas, ambos têm algo mais em comum: o desejo de serem presidente de câmara. 
O percurso de Monteiro, no partido, é altamente sinuoso...
Um autêntico salta pocinhas, fazendo alianças com adversários, e até inimigos. 
Nem dentro, nem fora do partido ganhou qualquer eleição. Numas eleições internas, a sua lista teve menos votos que o número de elementos que a compunham - 56. Ficou na história do partido. 
Foi candidato à Junta de São Julião, onde foi esmagado.

E, depois destes desastres, como ainda sobrevive politicamente?
Carlos, é um péssimo comunicador, técnica e politicamente mal preparado e sem jeito para a coisa. 
Mas, é um falso simpático, profeta sedutor de promessas, ainda que não as consiga cumprir. Como estratega, actua de forma isolada, tipo verdadeiro lobo solitário. É muito resiliente, e não desiste nunca da sua presa, mesmo com danos colaterais (faz tudo pelo seu objectivo primário).
Depois de ter sido dado como politicamente morto, após a derrota dos 56 votos, João Paredes, seu opositor deu-lhe mão, e chegou a fazer dele o seu número dois na concelhia do PS e até o indicou para número dois na lista de Ataíde nas eleiçoes de 2009. 
Monteiro, tinha dado nas vistas, na luta da água (mais cara do país), que rapidamente esqueceu quando chegou ao poder. 
Ainda em plena campanha de 2009, foi dos primeiros a trair Paredes, pois sabia que este jamais lhe daria no futuro o seu apoio a uma eventual candidatura à Câmara. 
Os seus mandatos como vereador, são um desastre. Neste caso, compensa meter água, até nos enfeites de natal...
Se compensa.

Dilema - dois lugares para uma só cadeira. 
João Portugal, também nunca escondeu a ambição de querer ser edil figueirense. 
Neste momento, o jovem politico, ex-deputado e actual presidente da concelhia do PS da Figueira, tem uma vida muito ocupada pelas áfricas, a tratar dos seus negócios, e por limite de mandatos não se pode recandidatar. 
Estrategicamente, os apoiantes de João Portugal vão "apoiar" Monteiro, para nas próximas eleições para a concelhia (daqui a dois anos) o apearem. 
Será assim? 
Talvez não, digo eu. 
Monteiro, como professor de biologia, sabe que é preciso dar milho aos patos e quem lidera é o dono do saco do milho. 
No último mandato, ao ficar com o pelouro da obras municipais (saco do milho), ficou com o apoio dos patos das freguesias e viu crescer a sua influência. 
Pelos vistos, ainda vai crescer muito mais, e daqui a dois anos é capaz de ser o único dono da capoeira.

E Ataíde, no meio disto tudo?
O edil quer fazer o último mandato sem o incomodarem com as coisas "piquenas" do partido e se possível, antes do fim do mandato, ter um lugar ao sol.
E a democracia interna no PS? Listas únicas?! E a oposição interna, onde fica?
Pois, o PS está mesmo no refugo. 
Quem podia fazer alguma coisa de diferente, ou está cansado, ou fora da terrinha. 

E os jovens? 
Quais? 
Os poucos que pensam que o dinheiro é a coisa mais importante do mundo e que já decoram o rebanho, ou aqueles que não se deixam arrebanhar e são ostracizados pelo poder vigente? 
Os jovens, neste PS figueirinhas, não contam para o totobola.

Nota de rodapé.
O ANC-Caralhete News apurou que David Paredes está a preparar uma candidatura alternativa a Carlos Monteiro (um ex-aluno versus ex-professor...), para "obrigar" a que, pelo menos, os orgãos reúnam estatutariamente. 
Pelos vistos, porém, não está a ser fácil. 
Uns já passaram para o lado do milho, outros receiam retaliações e atitudes persecutórias e, outros ainda, vejam lá, temem um mau resultado. 
Será que David Paredes não arranja uns míseros 56 votos? 
Não tem nada que saber, é só plagiar o percurso do ex-professor Monteiro. 
Mas, primeiro, é preciso saber, se David Paredes está disposto a ser lobo solitário. 
O tempo o dirá...

1 comentário:

Anónimo disse...

Cuidado este homem não pode ser lider de nada até na vanguarda é perigoso. Assim se vê onde chegou o PS qualquer mal formado serve para o poder...