Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Flexibilidade e insegurança - assim, podem contar comigo!..

Paulo Teixeira Pinto, ao que dizem o rosto visível da revisão constitucional papagueada por Passos Coelho, em 2007 saiu do BCP com uma indemnização de 10 milhões de euros, à cabeça, e com o compromisso de receber até final de vida uma pensão anual equivalente a 500 mil euros.
Recorde-se, que com 46 anos, Paulo Teixeira Pinto, foi considerado "inapto" por uma Junta Médica, com uma reforma de 35.000 € mensais!..
Foi o próprio que em carta enviada ao Público, referiu que passou "à situação de reforma em função de relatório de junta médica".
Recorde-se, também, que estas juntas médicas são as mesmas que recusam reformas a trabalhadores com Cancro.
“Hoje, lá mais pela noite, graças a Passos Coelho, surgirá aos olhos dos portugueses um Sócrates renascido das cinzas do incêndio que o líder do PSD ateou.”

6 comentários:

Guimaraes disse...

Não poiam ter escolhido melhor imagem.
E uma imagem vale mais que mil palavras...

Migdar disse...

Tanto quanto é público a indemnização e a reforma a que se refere são e foram pagas pelo BCP que é uma instituição privada que tem o seu próprio plano de pensões.
Não é, portanto, um problema dos contribuintes.
Quanto à junta médica pouco á a dizer. A corrupção sempre foi muita e os beneficiários foram, acima de tudo funcionários do estado e de empresas públicas. Eram os únicos a quem uma reforma por invalidez compensava. Tanto exageraram com as falsas baixas e doenças que o sistema virou-se. É justo. Não.
Paulo Teixeira Pinto tem Parkinson. Quer o quê?

António Agostinho disse...

Meu caro, por quem sois!..
Eu não quero nada, pelo contrário até estou profundamente agradecido ao PTP.
Quer saber porquê?
Tramou, e de que maneira, o PPC. Quer saber porquê?
Lá vai.
O problema dos homens excepcionalmente inteligentes, como parece ser o do seu ídolo PTP, é que criam mundos alternativos, muito próprios deles, que não atendem às necessidades básicas das populações: emprego, educação, saúde, etc. É também apanágio destes homens muito inteligentes terem feito uma carreira socioprofissional, que lhes permite ter acumulado altos rendimentos e daí extrair 7, 9, 12 mil contos mês, ou seja, aquilo que para estes homens dotados é uma mensalidade corresponde ao comum dos tugas ao exercício de vários anos de trabalho. Por isso, para eles, que estão de barriga cheia, torna-se fácil fazer propostas, sobre a "desestatização" daquelas áreas sociais em sede de revisão constitucional onde actualmente o Estado social tem uma intervenção regulatória de cariz fortemente social, praticando aí a tal equidade social que não existiria caso essa mão assistencial do Estado não tivesse lugar.
Neste quadro, já se percebeu que PPC pouco ou nada sabe de direito, ao contrário de PTP, que apesar da incapacidade, a partir de 2008 até passou a ser consultor da Abreu Advogados (http://www.abreuadvogados.com/qs_eq_detail.php?cat=CON&aID=608), mas como ia escrevendo PPC é, até, um economista modesto, licenciado aos trinta e tal anos, e o que veicula publicamente é-lhe soprado por homens, como o eloquente Ângelo Correia, o já já referido PTP, agora, também, apesar da incapacidade poeta e livreiro (de qualidade, ao que dizem!..), pouca coisa sobra ao candidato a PM que hoje anda a brincar às revisões constitucionais, enquanto que os portugueses de carne e osso enfrentam o problema do desemprego e a crise económica e financeira em todos os seus aspectos e dimensões.
Isto para dizer, que do meu ponto de vista, há que ter cautelas com as áreas do emprego, da saúde e educação, onde o PSD não deve brincar aos experimentalismos jurídico-constitucionais só porque PPC não sabe como arredar Sócrates do poder...
Acresce ainda, evidentemente que do meu ponto de vista, que neste momento tocar no equilíbrio de poderes, conferindo mais poderes ao PR, parece-me má ideia e cheira a parcialidade para aproveitar a boleia de Cavaco...
Talvez não fosse má ideia, digo eu, PPC ouvir alguns juristas, e aqui Santana Lopes poderia ser-lhe útil...
PPC quis demonstrar ter ideias originais, mas acabou por revelar toda a sua inutilidade ao agendar uma questão que não é essencial, nem necessária, ao funcionamento do nosso sistema político...
Deste modo, levianamente do meu ponto de vista, deu um tiro no pé e alienou o seu emergente capital político, ao pretender abater áreas sensíveis dentro do PSD – emprego, saúde, ensino, etc....
Tornou público aquilo que eu já adivinhava: PPC não passa um mero "papagaio" das intimidades que Ângelo e PTP veiculam no âmbito de conversas privadas cujo fito é, naturalmente, também servir interesses privados a que a generalidade dos portugueses são alheios.
Como vê, não quero nada... Apenas estou grato ao PTP.
Cumprimentos

Migdar disse...

Meu caro
Nunca fui dado a ídolos. Em todo o caso sempre lhe digo que é mais fácil concordar com algumas coisas que diz no comentário do que no post.
A minha questão é sempre a mesma. Não confundir a proposta com o proponente. Se for necessário analisar o percurso do dito tudo bem.
Só é pena que se continue a banalizar a questão da doença do senhor trazendo a mesma para um debate que é político. Não é correcto.

António Agostinho disse...

Eu não banalizei nada, muito menos a doença de um ser humano...
Apenas referi um facto público, que aliás foi tornado público até pelo próprio: à situação de reforma em função de relatório de junta médica".
Posso ter - e tenho certamente, muitos defeitos, mas respeito profundamente uma doença de um ser humano, mesmo que ele seja meu opositor político...
Que isto fique completamente esclarecido.
Cumprimentos.

Migdar disse...

Em momento algum foi minha intenção dar a entender que tinha banalizado a doença do senhor.
Se porventura foi essa a ideia com que ficou desde já as minhas desculpas.
O meu objectivo é sempre o mesmo. Discutir a validade de uma determinada proposta.
Cumprimentos.