Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

domingo, 14 de junho de 2009

Grupo Desportivo Cova-Gala sem Direcção


Antes de mais uma explicação.
Este trabalho está pronto desde sábado. Todavia, para defesa da Instituição e dos seus interesses desportivos, só foi publicado hoje, depois da final desta tarde do campeonato ditrital da I divisão disputada em Soure, frente à Académica.

Passemos, então, ao relato do que se passou na Assembleia Geral do Grupo Desportivo Cova-Gala, realizada no sábado passado, pelas 15horas e 30 minutos, na sede da Colectividade, na presença de 23 sócios, convocada pelo Presidente da Assembleia-Geral, José dos Santos Dias Vidal, com a seguinte ordens de trabalhos:

1º Apresentação do relatório de contas do Exercício 2008/2009 e o parecer do Conselho Fiscal.
2º Eleição dos novos Corpos Gerentes para o biénio de 2009/2011.
3º Tratar de quaisquer outros assuntos de interesse para a colectividade.

Depois da leitura da última acta (nº62), aprovada por unanimidade, ouviram-se alguns comentários dos técnicos sobre as suas equipas, e uma sessão de agradecimentos a todos aqueles que tornaram possível o sucesso desta época desportiva.
Relativamente ao primeiro tópico da ordem de trabalho (Apresentação do relatório de contas do Exercício 2008/2009 e o parecer do Conselho Fiscal), este foi aprovado por unanimidade, porém José Vidal frisou a ideia de que “gastámos mais do que recebemos nesta época”. Fábio Silva, presidente até sábado, do Grupo Desportivo Cova-Gala destacou o facto de a Câmara Municipal não ter dado nenhuma verba este ano à colectividade: “a câmara municipal da Figueira da Foz não deu um tostão este ano ao Cova-Gala, ou seja, promessas atrás de promessas e nada”.
Quanto à eleição dos novos corpos gerentes, para o biénio de 2009/2011, a Direcção cessante não apresentou nenhuma lista. “Estamos em má situação” afirmou o presidente da Assembleia Geral, José Vidal. Fábio Silva, não apresentou nenhuma lista pelos seguintes motivos: “não apresento nenhuma direcção, nem a vou procurar, ou seja, levo isto muito a sério. E contar com ajudas de presidentes de câmara e de junta não é fácil, ou melhor, é correr um grande risco. “. Fábio Silva mostrou-se ainda indignado em relação às promessas feitas no que respeita ao “novo campo” do Cova-Gala. “Vi projectos, e ouvi muita coisa… A culpa essa é dos espanhóis, ingleses, sei lá. É só promessas…”.

No entanto, este deixou um apelo aos autarcas: “se eles querem ajudar o Cova-Gala, então têm que ajudar muito mais, é que ajudaram muito pouco. A Junta ainda ajudou na limpeza do campo, agora a câmara foi zero...”. Fábio Silva, vai mais longe e afirma: “todas as colectividades são ajudadas menos o Cova-Gala não sei bem porquê. Contudo, agradeço do fundo do coração, a todos os directores que sempre estiveram ao meu lado”.

José Vidal, mostrou o seu desgosto com a situação ao afirmar: “penso que o Fábio devia ter feito algo mais no que respeita às preocupações da nova direcção. Não há sensibilidade por parte desta direcção, todos temos de trabalhar, ou seja, ir á luta por aquilo que queremos. Temos de ser um pilar, um grupo”. O presidente da assembleia-geral confessou: “para mim fazer esta assembleia, hoje, é um desastre. Temos amanhã um jogo importantíssimo, onde podemos escrever mais uma importante página na historia deste clube.”
Rui Camarão, técnico da equipa sénior quando confrontado com esta situação manifestou-se: “o presidente da colectividade devia tentar salvaguardar o futuro. Não continua, ok, tudo bem já fez a sua parte. Vamos dar tempo ao tempo…”
Tó Samuel, vice-presidente do Grupo Desportivo Cova-Gala apontou o dedo a José Vidal: “penso que o Vidal falhou, no momento em que não houve a apresentação de nenhuma lista a assembleia devia ter sido suspensa por 30 minutos na tentativa dos sócios constituírem, ou não uma lista”.
Dados os 30 minutos, e sem a proposta de nenhuma lista, o vice-presidente do clube propôs a elaboração de uma comissão administrativa: “a partir do momento em que não há nenhuma lista proponho a constituição de uma comissão administrativa, sendo o seu responsável o presidente da assembleia a geral”.

José Vidal, quando confrontado com esta possibilidade, respondeu: “eu estou fora dessa comissão”.
Dadas as circunstancias, Fábio Silva assumiu a responsabilidade desta comissão administrativa: “eu não me importo de ficar á frente da comissão até dia 20 deste mês, data da próxima assembleia-geral, se até lá não houver comissão, não sei, entregue-se as chaves ao presidente da junta…”
A comissão administrativa ficou assim constituída: Fábio Silva, João Leal, Zé Pimentel, Lurdes Pereira, João São Marcos, Tó Samuel, Marina Almeida e Pedro Fernandes.
Todavia, Fábio Silva deixou claro uma ideia: “isto não é a nova direcção, é sim, uma comissão que irá trabalhar na tentativa de arranjar até sábado dia 20 uma nova direcção…”
A elaboração desta comissão foi votada por unanimidade.

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