terça-feira, 15 de novembro de 2016

Resta o silêncio...

Agora por aqui, pelo molhe sul, ouço o silêncio... 
Outro tipo de silêncio, mas  silêncio. 
O silêncio da angústia, de quem perdeu tudo, até a vida. 
O silêncio da azáfama da vida que se foi.   
O silêncio tumular do desaparecimento!

Apesar de tudo, temos que continuar a manter bem vivo o direito à revolta e à indignação...

Como eu te percebo João Traveira!..
Contudo, não podemos desistir, pois só assim poderemos contribuir  para criar as condições para que as coisas, um dia, possam mudar!
Todos os dias vemos, lemos ou ouvimos factos que nos chocam. 
Esta foi uma lição de vida, que não devemos nem podemos esquecer. 
Temos de continuar a gritar a revolta e a indignação que tal acontecimento nos causou. 
Ao menos, haverá sempre alguém que nos há-de ouvir!
Depois de tudo ter falhado, também a justiça não funcionou...
"Que país de merda!"

Um dia, o presidente Ataíde vai perceber que o pecado capital da "sua" maioria foi "tentar asfixiar uma pessoa" para "poupar oxigénio"...

Miguel Almeida, o senhor desta foto, foi, a meu ver,
o verdadeiro motivo que precipitou João Ataíde para
 a armadilha das reuniões à porta fechada. Os figueirenses
nunca vão acreditar e, muito menos  "entender que, nos dias
de hoje, os municípios vivem num ambiente de
concorrência entre si, e o momento em que alguns assuntos
estratégicos podem ser tornados públicos, deve ser
detalhadamente estudado e programado”
.
Assim como os figueirenses não percebem como
 é possível, no dia 24 de agosto de cada ano, que
"um senhor, bem engravatado e  cheio de sentimento,
vá  prestar homenagem ao patriarca da liberdade
 Manuel Fernandes Tomás e, em outubro, proíba os jornalistas
de assistirem e fazerem o seu trabalho numa reunião de câmara!"
Na Figueira,  cada vez mais se verifica o afastamento dos cidadãos da vida e da coisa pública.
Aliás, para sermos mais precisos e em abono da verdade, os gestores da coisa pública é que se encarregaram de afastar os cidadãos.

Em nome  do pragmatismo, a maioria absoluta conquistada por João Ataíde, em 2013, acreditou no sonho que todos aceitariam a suspensão da democracia, em nome do bem do concelho.

Foi assim: a segunda-feira, dia 4 de novembro de 2013, passou a ser uma data histórica na Figueira da Foz - foi o dia, desde que vivemos em democracia, em que, na nossa cidade, se realizou a primeira reunião da câmara à porta fechada.
Tal, registe-se, ficou a dever-se a uma imposição da maioria absoluta de João Ataíde obtida nas autárquicas do dia 29 de setembro de 2013.
Tamanho desencanto magoa muitos figueirenses  - mas, ainda mais do que o desencanto, principalmente a crescente consciência dele... 

Mas, se a política, enquadrada nos partidos, desapareceu da vida figueirense, sublinhe-se que toda a revolução começou sempre por ser individual, e está a acontecer no íntimo de muitos de nós, em cada minuto dos dias que passam.

Para as pessoas, as leis e os regulamentos que criam obstáculos à Liberdade, são como o oxigénio. As leis e os regulamentos que criam obstáculos à Liberdade - que foi o que a maioria absoluta de João Ataíde efectivamente fez... - mudam a qualidade e a pureza do oxigénio que permite que as pessoas respirem e vivam...
E as pessoas, nem que seja apenas por uma questão de sobrevivência,  hão-de acabar por reagir, pois as pessoas não conseguem respirar com facilidade um oxigénio sem qualidade e altamente poluído.

É pelo pensamento que sempre começa a revolução.
Um dia,  os figueirenses,  vão acordar. 
Quando tal acontecer, não vão aceitar mais a multiplicação de discursos e proclamações de belos e grandes princípios democráticos que redundam, sempre, num profundo imobilismo político.
Os figueirenses, um dia, vão perceber que basta fazer o óbvio – pensar antes de votar.

“The Gift”, Dillaz e Dengaz animam festa de fim-de-ano. Na Figueira é sempre carnaval...

Tendo como “cenário” o Jardim Municipal,  foi ontem apresentado o programa de animação para a época natalícia e festejos de fim-de-ano.
O investimento total ronda os 200 mil euros.  O “clima de festa” começa a 28 de Novembro, com a campanha da ACIFF (promovendo o comércio tradicional) e a 3 de Dezembro inicia-se a 2.ª edição do “Jardim do Natal”, que terá mais actividades e atracções com o destaque a recair sobre a “pista de gelo ecológica”, para “miúdos e graúdos”. Música, dança, contos encenados e outras diversões farão parte de um espaço com diversas “casinhas”, onde produtores locais mostrarão os seus produtos, diariamente das 10h00 às 18h00 e onde não vai faltar o presépio, os “animais da quinta”, insufláveis, passeios de pónei e uma árvore de Natal feita com material reciclado pelos alunos das escolas do concelho. Um espaço que João Ataíde diz ter «um conceito alargado de família».
foto Diário de Coimbra

Esta, é a notícia que foi dada num jardim e que dá conta que a Figueira vai ter 40 dias para animar o Natal e a passagem de ano. Pode ser lida com mais pormenores, clicando aqui
Ora, um jardim, embora sem coreto, apela à natureza!..
E na natureza, a  adrenalina sobe. Como mostra a fotografia, as caras dos políticos fecharam-se, impenetráveis, como que a esconder se os jogadores vão, ou não, assumir o jogo... 
Se forem a jogo, terão de jogar cada carta  de forma exímia. 
Será esse o sortilégio do jogo, pois existe sempre um outro lado, que pode ser mais ou menos oculto. 
Diz o "Povo que quem vê caras, não vê corações!" 
Não estou a afirmar que qualquer dos políticos na foto são falsos. 
Nada disso. 
Apenas que sobre o assunto, têm uma reserva de intimidade que é só deles...

Como seria bom ter respeito pela memória!..

“A recente polémica figueirense a propósito da falta de rigor quanto à designação “Praia”/“Cais” da sardinha (ou a inexplicável falta de originalidade da instalação com que se pretendeu homenagear a comunidade piscatória) é reveladora do infelizmente tradicional despudor com que se altera e omite a memória, nossa, coletiva, identitária – Le Goff sugeriu que as memórias coletivas trazem consigo um espaço comum de encontro a determinado facto histórico, atribuindo-lhes um carácter simbólico. Ora, sem memória o futuro fica mais pobre.“
Nota de rodapé.
A nostalgia não é boa se não for acompanhada de lucidez. Sem lucidez a nostalgia é perigosa. A lucidez é que permite que a memória esteja no sítio que deve ocupar.
A memória nostálgica é perigosa, porque significa imobilismo, significa amargura, significa sempre dor. Enquanto que a lucidez permite-nos assumir a memória voltando a dar-lhe vida, como período do nosso passado, que é útil e bom recordar.
A imagem desta foto já desapareceu há anos. 
Pelos vistos, apenas sobrevive na memória de alguns.
O progresso levou este postal da nossa cidade.
Era tão bonita a baixa da Figueira da Foz.
É bom conhecer o passado, ter boa memória e não esquecer...