.

"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos" na Figueira.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

25 de novembro

para ler melhor clicar na imagem
Hoje, pelo menos para a minha geração,  é um dia a não esquecer. 
Foi num dia 25 de novembro, já lá vão 41 anos, que  terminou o sonho de uma geração - a minha - que acreditava num mundo melhor.

Nesse dia, em Portugal, a democracia sofreu  uma derrota histórica.
As suas consequências, ficaram visíveis pelos governos que se seguiram. Porém, só depois da governação de Passos/Portas, a partir de 2011, é que nos apercebemos da realidade em toda a sua dimensão.

Na derrota de há 41 anos, não se pode acusar a direita de ser responsável por nada. 
A responsabilidade foi nossa - da esquerda. 
A responsabilidade pertenceu aos que na euforia de vitórias de curta duração foram sectários, triunfalistas e não tiveram capacidade para fazer e consolidar alianças que, num espírito de compromisso democrático, garantissem a vitória.

A História, sem deturpações, é conhecida. A partir do momento em que o genuíno MFA se fraccionou, depois de já terem sido politicamente eliminados os elementos espúrios que por oportunismo político tinham alinhado no 25 de Abril, ficou selada a derrota. 
Tudo começou e acabou ai.

Importa também sublinhar que, nem todos, embora fossem poucos, os que estavam com o 25 de novembro concordaram, posteriormente, com os seus desenvolvimentos.
Muitos nem suspeitavam da amplitude das mudanças que estavam a promover como protagonistas activos.

É evidente, que havia, na maioria conjuntural que se formou há 41 anos, gente perfeitamente integrada na lógica da direita e ao serviço das suas estratégias.
Outros há, e são muitos, que nesse tempo estavam do lado das forças que foram derrotadas, mas, hoje, renegam esse passado...
Esses, são os que desprezo...

2 comentários:

Anónimo disse...

Dia de luto para a democracia portuguesa.

V.Borges

Anónimo disse...

Que falta fazes para uma nova revolução,perseguições fascistas agora são mais que muitas,e ainda há pouco estava num outro blog a ouvir dizer bem por um comparsa de Carlos Monteiro,vereador do desporto e mais não sei quê,que este era uma pessoa que ouvia todos,que anda no terreno,responde a todos,que se preocupa,enfim baboseiras e mentiras em defesa de um ditador,que mais não é que um falhado e desesperado artista político,que pelos vistos não vai tratar da vida a tempo da reforma.
Ouve as pessoas,anda no terreno,responde aos telefonemas,que se preocupa,que executa!!!
Um individuo "inteligentíssimo" que concretizou tudo na empresa municipal de onde foi corrido por prometer e não executar nada de jeito,bem, que pisa o terreno é verdade,pois não sai do casino para ouvir as pessoas e se certificar das lacunas que tem que providenciar para o futuro.
O meu PS,está entregue a meninos que já não o são,e que cresceram no vício político com que hoje se descredibiliza os Partidos.
Agora qualquer independente toma conta de qualquer partido,numa falta de identidade política impressionante,renegando a história e os valores criados com o surgimento do 25 de Abril de 1974.
Tenham dó,haja coragem,Carlos Monteiro,João Portugal,e companhia têm que ser colocados a andar para fora do que se projetou para servir o Povo,e não o interesse pessoal de cada um...
Porque anda em silencio João Portugal?
Porque Carlos Monteiro não se manifesta na escolha do próximo candidato à Câmara,que sonhava ser ele?
Porque Tavares mudou de estratégia,e vai dar à sola politicamente?
Caramba,se eu não soubesse que estava a falar de gente séria,até ia pensar que os seus rabos de palha são mais manobráveis do que aquilo que eles próprios esperavam.
Aqui não estou a ofender ninguém,mas como militante,gostava que se refletisse,para que aconteça mais rápido aquilo que vai acabar por acontecer num futuro próximo.
Pelo menos guarde-se este meu comentário,para me dar razão na altura.
Com o devido respeito,este é um comentário de anônimo,de alguém que se desse a cara iria ser perseguido sem dó nem piedade.
Viva a liberdade,embora que a minha fé já seja pouca.