segunda-feira, 13 de junho de 2016

Quando é que as pessoas, na Figueira, vão acordar mesmo?..

Pergunta de J´Alves, do jornal AS BEIRAS
"Que balanço faz do trabalho de João Ataíde?"
Resposta de Daniel Santos
"O presidente da câmara ufana-se do sucesso financeiro, mas todos os outros tinham obrigatoriamente de fazer esse trabalho, a não ser que fossem incompetentes."

Nota de rodapé.
A entrevista, feita a Daniel Santos pelo jornalista do diário AS BEIRAS, pode ser vista e ouvida, na íntegra, clicando aqui.

Desleixo...

Fotos António Agostinho.Mais fotos aqui.
À atenção de quem de direito:
Câmara Municipal da Figueira da Foz e Junta de Freguesia de S. Pedro.

Há uma frase feita que diz que a natureza tem horror ao vácuo.
O mesmo é escrever, que quando o homem se desleixa, a natureza vai paulatinamente retomando o seu lugar, apagando as construções humanas que entraram em conflito com ela... 
A estrada que liga a Gala ao Cabedelo, a partir do Campo de futebol do Grupo Desportivo Cova-Gala, é um dos bons exemplos do desleixo dos poderes públicos acima mencionados... 
A via foi invadida pela areia em grande parte do seu percurso. 
Num dia normal, já não é fácil circular de carro, motoreta ou bicicleta por aquela via.
Num dia de enchente nas praias da margem esquerda do Mondego, como foi o caso de ontem, é o caos completo...

Felizmente, temos dias: "Marcelo decide sempre atendendo às sondagens de popularidade."

Marcelo e a História, uma crónica de OCTÁVIO RIBEIRO, Director do Correio da Manhã.
"10 de Junho, Marcelo fez desfilar tropas e agraciou gente comum de exemplar coragem. Este novo modelo de cerimónia merece elogio pelo seu verdadeiro espírito republicano. Garante ainda que os novos comendadores não serão manchete nos meses seguintes em laivos de escândalo com colarinhos brancos. Autor de excelentes discursos, Marcelo sacudiu a naftalina habitual nestas cerimónias e devolveu o Dia de Portugal aos portugueses. Alguns agentes da esquerda irão vociferar contra a militarização das cerimónias. Para estes, os falcões só são bonitos se voarem nos céus de Moscovo ou de Pequim. Os nossos, mesmo demasiado escassos, só atrapalham estes agentes do internacionalismo proletário e outros falsos pacifistas de pacotilha. Com decisões como a da formatação deste 10 de Junho, Marcelo age a pensar no português médio e na imagem do dia em directo. Esta vertigem de agradar ao cidadão comum no dia que passa é uma das essências da democracia representativa. Marcelo decide sempre atendendo às sondagens de popularidade. Depois, o acaso e as circunstâncias ditarão qual o seu lugar na História."

Nota de rodapé.
Temos dias, como sabemos.
Podem ser límpidos, turvos, azuis, cinzentos...
A inquietar-nos temos a tristeza, o desalento que nos atormenta o corpo e a alma, a indignação que nos tolda o pensamento e, por vezes, nos faz errar. 
Contra nós, essa é a realidade.

E a nosso favor o que temos? 
Apenas nós mesmos e a criatura mítica que produzimos: a palavra, essa impossibilidade linda. 
Porém, a palavra não salva ninguém. 
Contudo, ajuda, galvaniza, transmite confiança. 
Faz lutar e acreditar na perseverança.

Em tempo.
Não sei se deram conta que evitei a palavra esperança...