"Era o título da excelente reportagem de Ana Leal, transmitida pela TVI em 2012, que indiciava a existência de abusos sobre o serviço docente e administrativo exigido aos professores, práticas fraudulentas para melhorar a posição nos rankings nacionais de avaliação de escolas, negligência na segurança dos estabelecimentos e favorecimento na atribuição de turmas e nos contratos de associação.
No concelho da Figueira, o grupo GPS detinha: o Colégio de Quiaios, a Escola Profissional e o Instituto Tecnológico e Profissional. Sabia-se também que várias candidaturas políticas figueirenses tinham sido financiadas por directores do grupo GPS.
Na altura intervim na Assembleia Municipal sobre o assunto e acrescentei a existência de queixas e de denúncias locais sobre eventuais abusos de que seriam vítimas professores e a forma como as turmas eram distribuídas entre o Colégio de Quiaios e as escolas públicas mais próximas.
Este colégio recebia na altura cerca de dois milhões de euros por ano. Para além disso beneficia de transporte escolar que o coloca em situação vantajosa em comparação com a Escola da Alhadas.
Quem está preocupado com o futuro do Colégio de Quiaios só se pode queixar da gestão do grupo GPS. Avaliem a exuberante e desregrada bella vita do presidente do grupo entre Mondego e Lis. Não me parece que ele esteja muito preocupado."
Dinheiros públicos, vícios privados, mais uma excelente crónica de Rui Curado da Silva, hoje publicada no jornal AS BEIRAS.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Quim Barreiros: mais uma vez no Santo António da Figueira...
Quim Barreiros, gosta de cantar e de rir ...
Tem um coração à maneira
e o Santo António, na Figueira,
gosta de o ver e ouvir...
O PS de Costa, a redescoberta da social-democracia e o funcionamento da "geringonça"...
"...O estado dos ajustes directos é o estado neoliberal por excelência. O estado que despreza a formação e a competência, que valoriza muito os "nossos", a quem confere direitos especiais. Afinal, continuará alto o preço a pagar pela inércia politica.
As medidas que, através do Código da Contratação Pública, favoreceram o recurso indiscriminado aos ajustes directos, foram promovidas pelo Governo de Sócrates. A direita da Troika, da implosão do Estado Social, vivaça, não lhes tocou. Ninguém muda o que está bem, o que lhe convêm. Manteve tudo como estava. A "geringonça" tem agora a palavra, mas tem optado pelo silêncio. Há que social-democratizar a contratação pública, diria eu."
Via Vias de Facto - jose guinote
As medidas que, através do Código da Contratação Pública, favoreceram o recurso indiscriminado aos ajustes directos, foram promovidas pelo Governo de Sócrates. A direita da Troika, da implosão do Estado Social, vivaça, não lhes tocou. Ninguém muda o que está bem, o que lhe convêm. Manteve tudo como estava. A "geringonça" tem agora a palavra, mas tem optado pelo silêncio. Há que social-democratizar a contratação pública, diria eu."
Via Vias de Facto - jose guinote
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