![]() |
| Imagem sacada daqui |
Seixas da Costa foi o embaixador português na UNESCO responsável por convencer aquela entidade de que a Barragem de Foz Tua era compatível com o Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial. Um ano depois foi trabalhar para a Mota-Engil, uma das construtoras da obra. Hoje é administrador da EDP Renováveis.
Paulo Portas, na altura líder do CDS/PP, foi o Ministro dos Negócios Estrangeiros que nomeou Seixas da Costa para o cargo. Paulo Portas vai agora para a Mota-Engil.
Assunção Cristas, do mesmo partido, era a Ministra do Ambiente quando autorizou o abate de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras. Prestou declarações erradas ao Parlamento, em 2011, dizendo que o paredão estaria feito, quando nada havia no terreno. Podia ter parado a barragem. Assunção Cristas, hoje presidente do CDSPP, vinha do escritório de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, onde trabalhou antes de ir para o Governo. Este firma de advocacia tem como cliente a concessionária da barragem de Foz Tua, a EDP.
Coincidências...
Ou melhor, como o «sistema e o tempo» provam que há sempre espaço para a renovação da espécie.
Nota de rodapé.
António Mota é decididamente o empresário do regime. Nos partidos do arco do poder, contrata políticos de todos os quadrantes.
Já nos anos 80, Duarte Lima, enquanto líder parlamentar do PSD, representava os interesses do grupo Mota. Pela Administração do grupo Mota, também passou o ex-ministro laranja Valente de Oliveira.
Também o ex-ministro Ferreira do Amaral, presidente da Lusoponte, esteve na sua esfera de influência. Rui Rio prestou-lhe tributo, condecorando-o. Estão (ou estiveram) sob investigação judicial os seus negócios com Luís Filipe Menezes...
Jorge Coelho, ex-governante nas obras públicas, presidiu durante anos a este poderoso grupo. A ele se juntaram outros responsáveis da governação socialista, desde o ex-secretário de Estado Luís Parreirão a Rangel de Lima, antigo presidente da Estradas de Portugal.
Mota pescou e continua a pescar também nas águas do CDS. Ao seu núcleo duro de gestão pertence António Lobo Xavier. Paulo Portas foi a Angola promover as relações entre a construtora e o governo de Eduardo dos Santos.
Pelas notícias de hoje, a promiscuidade entre o sector público e o privado, entre a politica e os negócios continua de vento em popa.
Para quando a aprovação de uma lei das incompatibilidades que acabe com esta pouca vergonha?






