domingo, 9 de agosto de 2015

Ameaça irrevogável?..


Em tempo.
Paulo Portas tem tanto direito a participar nos debates, como segundo partido minoritário duma coligação, como eu…
Se o CDS abdicou de ter voz, a escolha foi sua.

O abrupto

"Estou bem acompanhado no meu radicalismo visto que todas as frases entre aspas são de Francisco Sá Carneiro.
São frases com principio, meio e fim. Com ideias, contexto e substância. Não são soundbites .
Como ele, não tenho feitio para vítima, por muitas campanhas que se façam. Como ele "nunca me senti tão sozinho e nunca tive tanta certeza de estar tão certo". Certo estava, sozinho é que não."
"No dia em que se fizer a história da blogosfera portuguesa, há um blogue que será sempre incontornável: o abrupto. Há anos que Pacheco Pereira nele escreve persistentemente, sem qualquer receio dos ódios que gera, principalmente no seu próprio partido. Raras vezes estou de acordo com ele, mas aprecio imenso a profundidade das suas análises e a sua incansável luta pelas ideias que defende.

Recordo especialmente um momento célebre desse blogue: aquando da escolha desastrada de Santana Lopes para Primeiro-Ministro, Pacheco Pereira limitou-se a publicar uma frase no abrupto: "Pobre país… o nosso". A frase teve honras de notícia nas televisões e marcou para sempre o governo de Santana Lopes, conduzindo-o depois ao patético episódio do discurso sobre o bebé na incubadora. Nessa altura se viu o efeito que o abrupto poderia causar.

Devido à sua influência, Pacheco Pereira e o abrupto são frequentemente alvo de ataques na blogosfera. Não lhe causam danos de maior. Pacheco Pereira tem a pele dura e sabe que uma voz livre tem sempre mais influência do que as habituais vozes do dono. Precisamente por isso, foi recentemente objecto de um ataque ainda mais soez que passou pela colocação de falsos cartazes, exibindo-o com uma metralhadora na mão, como um putativo candidato radical às presidenciais. Pacheco Pereira publicou o cartaz no abrupto, e seguramente o mesmo não deixará de integrar o seu precioso arquivo, como mais um exemplo da guerrilha política no séc. XXI.

Só tenho pena que ultimamente a actualização do abrupto não esteja a ocorrer com a frequência que merecia. Mas todos os dias blogues nascem e morrem e o abrupto permanece."

"Já o Sócrates dizia que a sua sabedoria era limitada pela sua própria ignorância"…


Em tempo.
Há cada Mauro Xavier lá pelo PSD Lisboa!..
Qualquer presidente de concelhia, mesmo um jotinhadeveria saber politicamente o mínimo:  até em Lisboa, uma Câmara Municipal não tem competência para conceder, ou retirar, confiança política a um eleito para uma Junta de Freguesia.
É tão simples: são órgãos autárquicos diferentes! Eleitos em listas diferentes!

O fracasso do planeamento das potencialidades da Figueira

João Vaz, consultor de ambiente, na sua habitual crónica ao sábado no jornal AS BEIRAS
"Verifica-se na Europa que as cidades prósperas apresentam um centro pedonal vivo onde a lógica do automóvel omnipresente é subvertida e as zonas periféricas estão cheias de espaços verdes. A tendência é minimizar o espaço concedido às ruas, estradas e estruturas de suporte ao automóvel, limitando-as.
Neste aspecto, a Figueira fracassou: os espaços à beira-rio/mar são consagrados ao automóvel, do Cabo Mondego à Gala. Nas praias e dunas, foram construídas estradas. Destruiu-se a paisagem natural que caracterizava a Figueira em troca de “vias de acesso rodoviárias e marítimas”. O actual poder autárquico (PS) persiste na ideia do automóvel enquanto “medida de todas as coisas”. O que se comprova pela forma como continuam a ser feitos os passeios e o desprezo pelas vias ciclísticas e pedonais. Infelizmente, a oposição (PSD, CDU) não pensa de forma alternativa."
Foto de António Agostinho: o Cabedelo em Agosto