segunda-feira, 27 de abril de 2015

O País e a Figueira!.. A Figueira e o País!.. E os discursos de circunstância do 25 de Abril!..

Quem por aqui tem passado, certamente já percebeu que não sou adepto “de todos ao molho e fé em Deus”, seja na política ou na religião.
No entanto, acredito na bondade, na generosidade, na tolerância, venero a beleza da natureza, gosto da vida, sobretudo, procuro olhar para as pessoas com respeito – em especial, para aquelas que começam por se respeitar a elas próprias no quotidiano.
Desde muito novo que entendo que é para contribuirmos para que a vida de todos seja melhor que vale a pena viver.

Não sei – pelo menos eu ainda não descobri - se existe alguma linha política ou religião que torne isto possível. Não sei - nem isso me interessa - pois não tenho necessidade de fazer parte de nenhum “rebanho”
Não tenho palavras que me hão-de guiar um dia - que o mesmo é escrever, não tenho guiões... - e não gosto de caminhar por carreiros. 
Gosto – sempre gostei - de optar pelo trilho que considero o meu, de fundamentar a opinião com o que aprendo no estudo e com o que vou aprendendo com a experiência vivida.
Depois, analiso e comparo a prática de quem acede ao poder, com o que foi deixando pelo caminho enquanto preparava o assalto ao cargo político.

Tem acontecido o óbvio: os políticos, que antes de lá conseguirem chegar, fizeram parte dos meus conhecimentos, deixaram de me conhecer...
Sem me isentar de defeitos, tenho constatado que essa gentinha é grotescamente banal. No lugar de uma consciência moral, muitos possuem uma vertigem narcísica que tudo absorve e exige aos outros.
Depois, os actos de mentira, logro, ocultação, são mera predação desprovida de grandeza, causando dano apenas aos outros. Para eles ficam as mordomias e os privilégios. Estas criaturas menores pensam que são portadores de imunidade total e, por isso, não suportam quem não pense exactamente como eles.
Olho para isso e vejo uma tragédia moderna, um espectáculo vil e uma miséria sem conceito que está a penalizar tudo e todos.

O 25 de Abril foi uma coisa boa, disso não se pode ter dúvidas. O PREC, as nacionalizações, o que se passou antes do 25 de novembro, era inevitável que acontecesse: vivíamos um período transitório, com diferentes facções a querer tomar o poder, é normal que um período desses traga dissabores a alguns.
De facto e na realidade, para ser politicamente correcto, antes do 25 de Abril vivíamos numa ditadura.
Nunca tivemos economia a sério, nem uma verdadeira política de desenvolvimento económico.
Portanto, o gatinhar da democracia e o que veio a seguir e continuou até aos dias que passam - o servilismo deslumbrado de uma classe política pouco culta – tinha de dar nisto... 

A seguir ao tempo de um proteccionismo caduco e em grande parte falido (antes do 25 de Abril) seguimos para um período de euforia despesista, gerida por gente que não estava preparada para governar. 
O período mais nefasto para o País, pós 25 de Abril, a meu ver, foi o período cavaquista. 
A troco de fundos e subsídios, Cavaco Silva aceitou acabar com o que restava de tecido económico português e inviabilizou o que podia nascer e prosperar em sustentabilidade. 
Fechou a indústria, acabou com a frota pesqueira, pôr os campos agrícolas em pousio... O que é que poderia acontecer de mais negativo a um País que estava a percorrer os primeiros passos no caminho da democracia e do desenvolvimento moderno?...

Um País não tem futuro com políticos de aviário, tipo pessoal das jotas, amigos de amigos de amigos, pessoal do avental, ex-autarcas em fim de carreira, funcionários de bancos puxados para lugares cimeiros nos partidos, advogados ao serviço e avençados de toda a espécie... Enfim, gentinha que cultiva o chico-espertismo e a demagogia em vez de cultura política.

E como o texto já vai longo, termino com uma interrogação que, tal como a reflexão acima, me foi sugestionada após a leitura da crónica do vereador Somos Figueira, Miguel Almeida, publicada hoje no jornal AS BEIRAS: olhamos para a Figueira e vemos a tomar conta dos destinos do concelho, gente com maturidade política, com sentimento de servir, com cultura política democrática, com competência e com experiência de gestão?  

5 comentários:

Anónimo disse...

Na politica para ganhar prometesse tudo na cidade só faltou prometer que a foz do rio Mondego ia mudar de sitio.

Anónimo disse...

Já reparei que, manifestando-se expressamente como de esquerda, está curiosamente sempre ao lado dos croniqueiros de direita cá da terra. Ora é deste Miguel "Alpeida, ora do Daniel "Peido", ora do falecido Gil. Afinal você de vermelho não tem nada. A sua cor verdadeira é mesmo laranjinha, por fora e por dentro :D

Antonio Agostinho disse...

Hoje, estou tão bem humorado, que até permito que um canalha cobarde atropele, não só a mim, mas algumas pessoas às quais V. Exa., seja lá quem for, não chega sequer aos calcanhares.
Não esqueça este conselho que lhe dou de borla.
Atropelar um adulto é igual a atropelar uma criança. Com uma desvantagem: a criança, além de não votar, teve muito menos tempo para fazer amigos que te podem lixar quando precisares dos votos.
Detesto canalhas cobardes e anónimos que gostam de caluniar!
Mas, quem dando a cara e assumindo, discordar de mim e o diga abertamente, merece a minha atenção e admiração.
A mim não me interessam as pessoas que andam na política. Interessam-me as políticas que essas pessoas implementam – essas sim, têm a ver com a qualidade das nossas vidas.
Se quiser aparecer para termos uma conversinha ao vivo, diga alguma coisa: até lhe deixo o meu número de telemóvel para combinarmos – 969693306.
O meu nome é Tó – para os Amigos.

Anónimo disse...

Caro anónimo das 16.10 acho que você deve ir mudar de ferraduras essas devem andar a apertar-lhe os cascos.

A Arte de Furtar disse...

Só por coisas...assim a modos que melga, lembrei-me desta música do PI de la Serra.


Pi de la Serra – “Se os filhos da puta voassem nunca veríamos o sol!”

«Si algú se sent al•ludit, i té ales que no voli (Si alguien se da por aludido y tiene alas, que no vuele)

El refrà que cantaré es adagi de carrer, ja me'l deien al bressol (El refrán que cantaré es adagio de la calle, ya me lo decían en la cuna)

Si els fills de puta volessin no veuríem mai el sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

Potser ens ajupim sovint, (Puede que nos agachemos a menudo,)

no es per hàbit ni caprici (no es por costumbre o capricho)

Que es per esquivar el calbot, (Es para esquivar la colleja,)

i esperar el moment propici tan si es vol com si no es vol (y esperar el momento propicio tanto si se quiere como si no)

Si els fills de puta volessin no veuríem mai el sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

Al camp la fruita es podreix, (En el campo la fruta se pudre,)

hi ha massa intermediaris (hay demasiados intermediarios)

No hi ha planificació (No hay planificación)

Això diuen els diaris i així resa el camperol (Eso dicen los periódicos y así reza el agricultor)

Si els fills de puta volessin no veuríem mai el sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

A Suïssa han ingressat, (En Suiza han ingresado,)

mils de milions a cabassos (Miles de millones a espuertas)

Després diuen que es l'obrer, (Después dicen que es el obrero,)

el culpable dels fracassos i la manca de control (el culpable de los fracasos y la falta de control)

Si els fills de puta volessin no veuríem mai el sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

A ciutat anem de cul, (En la ciudad vamos de culo,)

ningú s'aclareix tot falla (nadie se aclara y todo falla)

Ja no podem respirar, (Ya no podemos respirar,)

tothom mes o menys la balla de l'Agost fins al Juliol (Quien más quien menos la baila desde agosto hasta julio)

Si els fills de puta volessin no veuríem mai el sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

Surten al carrer estant, (Salen a la calle,)

cansats de falses promeses (cansados de falsas promesas)

Sona un tret com un fuet, (Suena un tiro como un latigazo,)

i cau mort, les mans esteses, (Y cae muerto con las manos extendidas)

deixa dona, fill i dol (Deja mujer, hijo y duelo)

Si els fills de puta volessin no veuríem mai el sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

Heu d'oblidar si podeu, (Hay que olvidar si podéis,)

aquests 40 anys de gloria (estos 40 años de gloria)

A mi no em preocupa gens, (A mi no me preocupa,)

perquè tinc mala memòria i el cap dur com un pinyol (porqué tengo mala memoria y la cabeza muy dura)

Si els fill de puta volessin no veuríem mai els sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

La unitat no te destí, (La unidad no tiene destino)

l'univers no es cap llimona (El universo no es un limón)

Tinc un passaport que diu: (Tengo un pasaporte que dice:)

Ha nascut a Barcelona i per tant es espanyol (Ha nacido en Barcelona y por tanto es español)

Si els fills de puta volessin no veuríem mai el sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

Jo cada cop veig mes clar, (Cada vez lo veo más claro,)

el poble diu el que pensa (el pueblo dice lo que piensa)

Hem aprés aquest proverbi (Hemos aprendido este proverbio)

I amb mútua complaença cantem com un home sol (y con mutua complacencia cantemos como un solo hombre)

Si els fills de puta volessin no veuríem mai el sol (Si los hijos de puta volasen nunca veríamos el sol)

https://youtu.be/xEUYJ_mjYks

Quico Pi de la Serra celebra 70 anys i un dia amb un concert a la sala Luz de Gas

É um bocadinho extenso...eu sei, mas a vida também não está fácil para verticalidades.
O coração bate do lado esquerdo e é no lado esquerdo da vida que eu estou!

Obrigado "Outra Margem"!