quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
"A comédia dos quiosques", um filme em exibição na Figueira há mais de 2 anos!
Onde é que já lá vai o prazo de execução da obra (90 dias!)...
Hoje, o jornal AS BEIRAS regista que "a empreitada para a substituição e construção de novos quiosques, num total de 15, contabiliza cerca de dois anos de atraso."
Para a autarquia figueirense, "os incumprimentos dos prazos justificam-se com alterações técnicas ao projecto, ao pedido de adiamento das obras pelos concessionários e a atrasos por parte do construtor e único concorrente do concurso público lançado pela Câmara da Figueira da Foz".
Os projectos para os três modelos (simples, duplo e “americano”) foram elaborados por técnicos da autarquia, o que implicou mais tempo para o fabrico das estruturas, uma vez que não existiam modelos pré-fabricados.
Neste momento, “só” falta instalar dois quiosques.
Entretanto, um terceiro encontra-se em fase de conclusão.
Este, situado na praça 8 de Maio, começou a ser instalado no dia 20 de novembro do ano passado. Inicialmente, a autarquia previa que fosse construído um quiosque por semana, mas os prazos foram-se dilatando...
O vereador Carlos Monteiro em declarações que podem ser lidas na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, afirma "que tem havido falta de mão-de-obra especializada, o que também estará na origem dos atrasos."
Segundo o mesmo jornal, "ao que tudo indica, a empreitada geral, na qual o município investiu cerca de 320 mil euros, deverá ficar concluída no primeiro semestre do corrente ano."
Neste processo, há ainda a realçar a polémica gerada em torno do modelo “americano”, cuja autoria do projecto original é reivindicada pelo Clube Náutico da Figueira da Foz, que acusa a câmara de plágio.
A Figueira é uma comédia...
Porém, não podemos deixar de continuar a acreditar que, na Figueira, apesar de todas as resistências, enganos e mal entendidos, os quiosques são o futuro da nossa cidade.
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
Da série "A comédia dos quiosques", um filme em exibição na Figueira há mais de 3 anos!
No dia 18 de dezembro, pelas 10.00 horas, a Câmara Municipal da Figueira da Foz, vai realizar, no Edifício dos Paços do Município, Av. Saraiva de Carvalho, uma hasta pública com vista à “atribuição do direito de ocupação e exploração de quiosques municipais localizados em espaços públicos”, num total de quatro espaços.
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| imagem sacada daqui |
• Rua D. José I, junto à Escola 2/3 Dr. João de Barros;
• Rua Joaquim Sotto Mayor, junto ao Coliseu Figueirense;
• Rua do Hospital, na Gala - São Pedro;
• Rua de Moçambique, junto ao Centro de Saúde da Figueira da Foz."
Nota.
A política do quiosque...
Entretanto, "a política do quiosque continua..."
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Dos quiosques às cafetarias
Os vereadores do PS que ontem participaram na reunião de câmara fizeram reparos à estética das cafetarias que o Município da Figueira da Foz vai instalar na ribeirinha praça da Europa. Em termos urbanísticos, destacou Rui Carvalheiro, “o visual não é o mais adequado para o local”. Susana Pereira concordou e, por outro lado, sugeriu que as estruturas fossem envidraçadas, para proporcionar contacto visual com a foz. O presidente da autarquia, Santana Lopes (FAP), concordou que o projeto pode ser alterado, tendo o vereador executivo João Martins ficado incumbido de contactar a empresa que fornece as estruturas."
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
A comédia em torno da autoria de projecto pra quiosque!
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| imagem sacada daqui |
Vamos à "estória" do americano.
A Câmara da Figueira da Foz tem novos projectos para os quiosques da cidade.
O processo de demolição dos que se encontravam abandonos já foi iniciado, sendo os espaços colocados, nas próximas semanas, em hasta pública.
Como já havia explicado, em reunião de câmara, a vereadora Ana Carvalho, existem três projectos – a simulação de um americano, arquitectura simples e duplo (forma de hexágono).
O Clube Náutico da Figueira da Foz, através de uma nota de imprensa, contesta declarações recentes da vereadora, a um órgão de comunicação social.
A autarca disse que “técnicos da autarquia desenvolveram três projectos”.
No documento, assinado pelo presidente da direcção do CNAFF, Miguel Amaral, lê-se que “o projecto de quiosque americano não foi desenvolvido pelos técnicos da câmara, mas antes corresponde a uma ideia e obra apresentada” pelo clube “junto da autarquia, em 22 de agosto de 2014, num pedido de implementação de um quiosque a localizar-se no passeio da avenida de Espanha”. O CNAFF alega que se trata de uma obra da autoria da arquitecta Joana Tenreiro Dinis. E lamenta que “câmara tivesse recorrido a trabalhos de terceiros e procure apropriar-se do mesmo, exibindo-o publicamente como sendo seu, sem que tenha pedido autorização ou colhido o respectivo consentimento por parte do seu autor”.
Neste sentido, pode ler-se ainda na nota de imprensa do Clube Náutico, a arquitecta “pondera apresentar uma queixa junto das entidades competentes por usurpação e violação de direitos de autor”.
Contactada, pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a vereadora Ana Carvalho esclarece: “Não houve plágio”.
“A ideia inicial do quiosque ser tipo americano partiu do vereador Carlos Monteiro, há uns anos, e o projecto implementado é do arquitecto das obras municipais Nuno Melo”.
Esperamos que as mudanças, no sector dos quiosques, continuem.
Não podemos deixar de continuar a acreditar que, na Figueira, apesar de todas as resistências, enganos e mal entendidos, os quiosques são o futuro da nossa cidade.
A Figueira é uma comédia...
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Notícia de primeira página do Diário de Coimbra: "na Figueira, novos quiosques são instalados para a semana"
A não esquecer: o prazo de execução da empreitada é de 90 dias!..
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Onde é que já lá vai o prazo de execução da obra (90 dias!)...
Entretanto, a comédia em torno dos quisoques figueirenses continua!
O PSD, na última reunião de câmara, que se realizou na passada segunda-feira, lembrou que a instalação dos novos quiosques está atrasada.
O executivo camarário socialista justificou o atraso com a falta de cumprimento do prazo por parte do empreiteiro.
Entretanto, já foram instalados os três “americanos”, enquanto os restantes deverão ser colocados até abril.
sábado, 21 de junho de 2014
Silêncios e cartas
No primeiro grupo, e para não sair da Figueira, temos os que não percebem “nada de ciclismo”...
Na Figueira, quem precisa - e são tantos, tantos... - cala-se.
De preferência, fazendo muito ruído para entreter e continuar.
Por saber que na Figueira ter razão antes do tempo, ainda que complicado, é o menos: não se pode é querer saber da razão.
terça-feira, 28 de março de 2017
A máquina de agitação e propaganda da Câmara de maioria absoluta de Albino Ataíde não pára!...
E continua!..
Quase em cima do inicio época balnear!
"Requalificação/Valorização das Praias do Sul do Concelho - Remodelação dos Balneários da Praia da Leirosa
Valor do preço base do procedimento 66.957.76 EUR
PRAZO DE EXECUÇÃO DO CONTRATO Empreitadas de obras públicas Prazo contratual de 45 dias contados."
Nota de rodapé.
Ficamos aguardar se ficam prontas antes da época balnear!
Normalmente as empreitadas do Município cumprem os prazos: lembram-se da comédia em torno dos 90 dias dos quiosques!..
terça-feira, 17 de setembro de 2019
A política do quiosque continua...
| Quiosque junto ao Coliseu Figueirense. Quiosque junto ao parque infantil das Abadias! Fotos sacadas daqui. |
Em 2016 foram investidos cerca de 300 mil euros na construção quiosques.
Desses, dois continuam fechados. Desde 2016 que vão a hastas públicas e ninguém os quer.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
O caso da isenção das taxas em Buarcos e São Julião...
Conforme demos conta aqui, os eleitos do PSD na Assembleia de Freguesia de Buarcos e São Julião, liderados por Carlos Tenreiro, solicitaram uma assembleia extraordinária deste órgão para ver esclarecidos os detalhes da animação de verão organizada por comerciantes. Essa assembleia realiza-se hoje, pelas 19 horas e 30 minutos, na Escola do 1.º Ciclo do Viso. Em causa estão os eventos realizados por concessionários de quiosques do jardim Dr. Fernando Traqueia, com vedação de espaços públicos e cobrança de entradas e isenção de taxas municipais, que como o vídeo demonstra teve enorme afluência.
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| Para ver melhor, basta clicar em cima das imagens |
Isto, no mínimo, é algo de estranho: de harmonia como o Artº. 4º. do Contrato de Concessão, cabe ao concessionário suportar os custos inerentes à animação de verão, nomeadamente o pagamento de artistas, taxas e licenças com direitos de autor, ruído, policiamento, etc.
Conforme se verifica pelo teor do ofício da Câmara da Figueira, a Junta de Freguesia de Buarcos beneficiou da isenção das taxas, quando pelo contrato de concessão elas deveriam ter sido pagas pelo concessionário!..
A Junta chutou para canto e informou que apoiou a organização, partindo do princípio de que as entradas não eram pagas, o que não aconteceu...
Vamos lá ver o que acontece na reunião extraordinária, a realizar mais logo ao fim da tarde...
sexta-feira, 17 de julho de 2020
happy endings...
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| imagem via Diário de Coimbra |
Senhor presidente, já que está quase com a tesoura na mão, pode muito bem aproveitar para mais algumas inaugurações. Pode começar, pela Rua dos Combatentes e acabar no Cabedelo, passando pela baixa, pela rotunda onde está a estátua do pescador, em Buarcos e pelo estádio Bento Pessoa. Pode inaugurar os quiosques (não dei conta que tivessem sido inaugurados...) e a ciclovia até Vila Verde. Para dar bom aproveitamento à tesoura há que inaugurar tudo o que está por inaugurar, nomeadamnte o projecto para o Jardim Municipal.
2021 está à porta. Os figueirenses vão compensá-lo, inaurando-lhe um novo mandato autárquico. Não há nada como happy endings...
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
segunda-feira, 19 de dezembro de 2022
Lembram-se do bulício da "baixa"?
Crónica publicada na edição do mês de Novembro da Revista ÓBVIA
Era o Mercado. A Lota. Os autocarros na Praça Velha. Mercearias, tascas, lojas de produtos eléctricos, material para a pesca, drogarias, casas de fazendas, farmácias, bancos, livrarias e papelarias, barbearias, quiosques, companhias de seguros, sapatarias, retrosarias, stands de carros, de motas e de bicicletas, os armazéns de produto alimentares e de vinhos.
A vida na Figueira gravitava em torno da baixa. A grande superfície comercial era a Rua da República. Nos últimos 25 anos tudo mudou: embora a agonia já viesse um pouco mais de trás, a "baixa" figueirense morreu com o incêndio na Associação Naval 1º de Maio no dia 4 de Julho de 1997.
No final de 2022, a desertificação da "baixa" é visível a olho nu. O comércio tradicional foi cilindrado. Só o Pingo Doce tem três lojas na cidade, o Lidl duas, o Jumbo uma, o Continente duas, o Intermarché uma e o E.Leclerc uma. Já tivemos o Minipreço. Para o ano teremos o Mercadona.
Nada aconteceu, porém, por acaso. Tudo foi planificado na morte da das zona histórica da cidade. Os que, ao longo dos anos, foram derramando "lágrimas de crocodilo" com o encerramento de mais um café ou uma antiga loja na baixa da Figueira, esqueceram-se que esse desaparecimento não foi fruto de um qualquer acaso. Foi cuidadosamente premeditado e calculado por muitos. A saber: urbanistas, industriais, comerciantes, empresas de distribuição, lobistas, ministérios vários (obras públicas, planeamento, ordenamento do território, etc.) e presidentes de câmara e vereadores de urbanismo democraticamente eleitos.
Cada estabelecimento que fechou as portas obedeceu a um plano para transformar a organização do território urbano figueirense e, também da economia, com impactos sociais, culturais e ecológicos.
Este novo planeamento do território, que acabou por ser também uma nova forma de estratificar a sociedade, foi sempre apresentado como uma questão meramente económica e técnica.
Não política. Todavia, ainda que os políticos jamais o admitam (porque isso seria no fundo reconhecer a finalidade histórica das suas políticas), a concentração oligopolista do mercado único, que as suas democráticas leis favorecem, é a característica central da economia neoliberal.
A criação de zonas comerciais através de shoppings, hipermercados e grandes armazéns de distribuição, na periferia das cidades, enquanto cria novas centralidades desconectadas da cidade antiga, acaba por destruir as antigas centralidades que ficam transformados em autênticos desertos humanos. A cidade antiga definha à medida que a vida se transfere para as redes viárias que desaguam nos novos centros periféricos. Vejam em que é transformaram as circulares urbanas nos últimos anos. Vejam onde se instalaram as várias cadeias de distribuição, nacionais e internacionais, que abriram superfícies comerciais na Figueira da Foz.
O automóvel converteu-se no protagonista central desta urbanidade. Esta realidade, imposta em todos os países “ricos” a partir dos anos setenta do século passado, espalhou-se e acabou por chegar à Figueira da Foz.
Na Figueira, o transeunte foi substituído pelo condutor que todos os jovens sonham ser mal atingem os 18 anos.
Andar a pé ou de bicicleta na Figueira é desprestigiante.
Isso teve consequências. Os habitantes perderam um relacionamento diário com a cultura que caracteriza e define historicamente a cidade: a velha arquitectura, jardim, praças, esplanadas e cafés com vida colectiva, lugares de memória, museu, associações, bibliotecas, teatros.
O convívio nos espaços de socialização informal (nos cafés, mercearias, tabernas, mercado e no pequeno comércio) desapareceu quase por completo.
Nas grandes e médias superfícies o convívio e a partilha não existem.
Para que serviram os milhões gastos?
Tal como noutras cidades, na Figueira os poderes esvaziaram a baixa.
Nem para destino de mercadoria turística a baixa figueirenses tem utilidade.
quinta-feira, 26 de março de 2020
A crise económica e social e o papel de uma câmara municipal...
"Iremos isentar integralmente do pagamento de rendas todos os estabelecimentos comerciais em espaços municipais, sejam da Câmara ou de empresas municipais, que se encontrem encerrados. Esta medida vigorará até ao próximo dia 30 de junho e abrange também todos os quiosques e lojas instalados em espaços municipais que permaneçam abertos", adiantou Fernando Medina.
A medida irá abranger também todos os espaços comerciais a operar na área do Porto de Lisboa, "sem prejuízo das particularidades específicas dos contactos geridos por aquela entidade".
As instituições de âmbito social, cultural, desportivo e recreativo que estejam instaladas em espaços municipais também ficarão isentas do pagamento de rendas até 30 de junho.
Além disso, continuou o presidente da Câmara de Lisboa, que falava numa conferência de imprensa transmitida 'online', será suspensa a cobrança de todas as taxas relativas à ocupação do espaço público e publicidade a todos os estabelecimentos comerciais, com exceção de estabelecimentos bancários, instituições de crédito e seguradoras.
Esta medida foi tomada em articulação com as juntas de freguesia e abrange igualmente "todas as taxas de ocupação de espaço público", sejam de âmbito municipal ou de âmbito das juntas, sendo que o período de suspensão da cobrança tem início retroativo em 01 de março de 2020 e terminará em 30 de junho de 2020.
"Os estabelecimentos cuja licença anual caduque durante esse período de suspensão só terão de solicitar essa renovação e efetuar o respetivo pagamento a partir de 30 de junho", explicou Fernando Medina.
A Câmara de Lisboa decidiu também adquirir regulamente os produtos frescos dos produtores que comercializavam nas feiras agora encerradas e entregá-los às associações com trabalho social na área de Lisboa.
Por outro lado, será suspensa até 30 de junho a entrada em vigor da disposição relativa à proibição de uso de plástico não reutilizável, "de forma a não dificultar o fornecimento em regime de 'take-away'".
Cá pela Figueira também estamos a perder rendimentos. Penso (oxalá esteja enganado), que há o risco de termos casos de fome no concelho muito em breve.
A uma queda brutal do rendimento de muitas famílias, já se começa a verificar o aumento dos preços de produtos essenciais, como as carnes de frango e de porco. Se juntarmos, por exemplo, a isto o brutal preço da água na nossa terra, bem como o aumento das rendas dos bairros sociais dos últimos anos, o panorama futuro é preocupante.
Acresce ainda que muitas das nossas pequenas empresas comerciais, o principal pilar da economia do concelho, estão fechadas e muitas delas correndo um sério risco de falência.
Quem trabalha a recibos verdes (fotógrafos, artistas plásticos, músicos, advogados, etc.) em que a peça principal da máquina são eles próprios, vão enfrentar também grandes dificuldades.
Enfim, o concelho, tal como o País e o Mundo, vai entrar em recessão.
Dentro das possibilidades, o nosso Município poderia fazer alguma coisa de concreto. Por exemplo, a suspensão do pagamento das rendas em todos os fogos municipais até 30 de junho, isenção de rendas de estabelecimentos comerciais e de instituições em espaços camarários.
Registe-se:
"O Município da Figueira da Foz fornece refeições escolares a crianças/alunos do Escalão A de Ação Social Escolar (ASE) e para as situações excecionais dos filhos dos profissionais de saúde, das forças e serviços de segurança e de socorro e de outros serviços essenciais que estão a frequentar a Escola de referência designada pela DGEstE - Centro Escolar S. Julião Tavarede."
Mas, registe-se também que isso aconteceu "em cumprimento das orientações emanadas pelo Governo - Ministério da Educação" que deu orientações "para aferir da necessidade do fornecimento de refeição escolar no período de 16 de março a 13 de abril."
Sublinhe-se, mas em termos de apoio ao rendimento das pessoas e empresas é pouco...
Há muito trabalho pela frente senhor presidente e senhores vereadores da câmara municipal da Figueira da Foz.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Da série, a Figueira está sem chama. Os figueirenses, parecem-me desiludidos, resignados e cansados... (3)
"Adoro cidades e vilas com vias pedonais aprazíveis.
Vão existindo várias de norte a sul, e estas artérias sempre se distinguem pelo movimento de pessoas que aqui e ali param para uma conversa e elo ambiente cosmopolita de cafés e esplanadas que atraem visitantes. Por outro lado, são normalmente vivas do ponto de vista comercial.
É este quadro que desde há muito sonho para a Rua da República: a sua transformação em via pedonal buliçosa, promovendo uma maior interação entre os transeuntes e o convite a compras, fora das claustrofóbicas e impessoais superfícies de maior dimensão. Ao longo do aproximado meio km da rua, muitas têm sido as lojas a encerrar, mantendo-se alguns resistentes, teimando em apresentar produtos de qualidade, resistindo apesar da pressão das demasiadas superfícies que “assolam”a cidade.
A artéria sempre se afirmou pelo seu comércio, já quando se chamava R. das Lamas ou R. do Casal das Lamas ou quando adoptou o nome de R. do Príncipe Real, talvez pela proximidade do belíssimo teatro Príncipe D. Carlos, de tão curta e infausta história! Ganhou o actual topónimo em 1910 e por ela desfilaram republicanos de boa cepa, com destaque para a pequena Cristina Torres, à data com dez anos.
Sim, defendo a rua como pedonal, até pela existência de duas artérias paralelas, a Fernandes Tomás e a Saraiva de Carvalho, sufi cientes para o escoamento do trânsito que entra na cidade. E imagino um incremento do comércio nesta via estruturante, histórica, com a implantação de pequenos quiosques, bares e as imprescindíveis esplanadas, acauteladas do vento que por ali volteia!
Sei que os comerciantes deverão ser consultados sobre a matéria e que poderão existir vozes discordantes. Mas bem alertados para o sucesso deste tipo de ruas noutros locais do País, poderão ficar convencidos.
Obviamente caberá à Câmara Municipal um papel vital no processo e aproveito para aplaudir as iniciativas promovidas recentemente na Rua República. Fez alguma falta o tráfego?
Não se mobilizaram as pessoas para usufruírem da “novidade”?
A velhinha República só terá a ganhar com uma alteração profunda do seu paradigma, sendo o seu repovoamento outra questão a reflectir."
Via Diário as Beiras
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Amanhã realizam-se duas sessões da Assembleia de Freguesia de Buarcos e São Julião...
Em causa estão eventos realizados por concessionários de quiosques do jardim Dr. Fernando Traqueia, com vedação de espaços públicos e cobrança de entradas e isenção de taxas municipais. A principal força política da oposição, que lidera a coligação Somos Figueira, afiança que estas contrapartidas da concessão (organização de eventos) não estão contempladas no respectivo contrato e exige que a junta apresente as contas relativas à animação.
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, o executivo da Junta de Buarcos e São Julião (PS) afirmou, através de Rui Duarte, que esta autarquia “disponibilizou apoio (isenção de taxas) aos eventos em causa e a outros que, como este, contribuam para a promoção turística da freguesia”.
O PSD queixa-se ainda que a assembleia extraordinária não foi convocada nos prazos regimentais, estranhando, por outro lado, que a mesma tenha sido marcada para o mesmo dia da sessão ordinária – amanhã, às 19H30 e 21H00, respectivamente, na Escola do 1.º Ciclo do Viso.
A presidente da mesa da assembleia, Isabel Maranha Cardoso, justificou, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, que as duas sessões foram agendadas no mesmo dia e horários próximos “para não obrigar as pessoas a duas deslocações e evitar custos logísticos”.»
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
... 90 dias (2 meses + 29 dias)?..
Entretanto, foi assinado o contrato de empreitada “Mobiliário Urbano para o Concelho –Quiosques”...
domingo, 21 de fevereiro de 2016
A política do quiosque...
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| imagem sacada daqui |
Esta administração camarária ou não tem ideias, ou para as ideias que tem, era bem melhor que não as tivesse.
Tal como Jaime Lerner, acho que as cidades devem ser discutidas mas no mundo inteiro. Os cidadãos de uma cidade devem ser cidadãos no mundo. Como tal não me incomoda que os políticos que gerem uma cidade venham de outras terras.
Contudo, detesto pessoas que não gostam da sua cidade. Se os senhores da câmara estão tão isentos de ideias, que já não sabem fazer política, porque insistem em atitudes primárias e de gosto duvidoso?
Se não gostam desta terra, porque já têm a vossa, porque não se vão embora?
Para que queremos nós vereadores da cultura cultos e políticos hábeis?
Para que queremos nós autarcas de esquerda, que mais parecem de direita?
Ou será que a política e a cultura morreram às garras do pato-bravismo ligeiro, não havendo lugar para quem quer dar cor e sentido às ideias e a vida?


















