terça-feira, 16 de setembro de 2014

PDM: tem de ser revisto obrigatoriamente no prazo de 2 anos

O Plano Estratégico de Desenvolvimento da Figueira da Foz foi aprovado ontem, em reunião de câmara, sob o genérico “Figueira 2030, território sustentável do Atlântico”
Este instrumento de trabalho define as estratégias para sectores como o ordenamento do território, ambiente, desenvolvimento, sociedade e cultura.
foto sacada daqui
Agora, "o PDM deverá ser revisto em 2 anos", conforme foi dito ontem na reunião extraordinária da câmara da Figueira da Foz...
Quem o disse, porém, sabia do que estava a falar, só que não o expressou, ou pelo menos, isso não passou na comunicação social que estava a cobrir a reunião camarária. Eu próprio, confesso, que assisti em directo via internet não dei conta que tal tivesse sido realçado. É que em vez de "deverá", o termo correcto é "terá".
Recorde-se que o Ministro do Ambiente, quase há um ano, afirmou que “os municípios têm três anos após a publicação da nova lei dos solos para integrar nos Planos Directores Municipais (PDM) programas que actualmente estão dispersos, sob pena de serem penalizados no acesso a financiamento”.
Ora, quem de 3 tira 1, restam 2, precisamente o "timing" apontado para esta revisão do PDM!..
Em outubro de 2013, na apresentação das linhas gerais da “Propostade Lei de Bases da Política de Solos, de Ordenamento do territórioe de Urbanismo”, em Lisboa, Jorge Moreira da Silva destacou que, após a publicação da lei, “é dado um prazo de três anos para que os PDM absorvam todas as regras que estão previstas noutros programas."
Portanto, um PDM que, em rigor, já anda para ser revisto desde 1989, ainda era presidente da Câmara figueirense Aguiar de Carvalho, passou pelos mandatos de Santana Lopes e Duarte Silva e nada aconteceu, passou pelo primeiro mandato de João Ataíde e nada aconteceu, agora, vai ter obrigatoriamente de ser revisto em dois anos – se a a nova lei, entretanto, não for alterada!.. 
Recorde-se, o que disse, há mais ou menos um ano, o Ministro: "os municípios que no prazo de três anos não façam esta integração não só terão uma suspensão das actividades de classificação do solo como haverá uma penalização que limita o acesso a subsídios e a financiamento comunitário”.
Em abono da verdade, devo dizer que não sei se o próximo PDM vai ser bonito e se a a revisão vai ser boa e bem feita. 
Sei, porém, que houve tempo para um amplo e longo debate público. O que, nestes anos todos – desde 1989 – não aconteceu. E isso não foi só responsabilidade deste executivo. 
Imagino, contudo, que muitas sugestões poderiam ter sido dadas e consideradas... 
Todos sabemos que não é uma tarefa fácil, mas, na Figueira, em 26 anos, vários executivos presididos por 4 autarcas - dois do PS e dois do PSD - não conseguiram realizar a revisão do PDM. 
Agora, vai ter de ser feita, obrigatoriamente, em dois. 
Contudo, para isso, alguém teve de decidir. 
E esse alguém não foi a Câmara Municipal da Figueira da Foz: foi o Governo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Revisão do PDM, um filme em exibição na Figueira desde 1998!..

...  «há material suficiente para pedir a reabertura do processo» - disse João Ataíde, na sessão extraordinária da Câmara Municipal da Figueira da Foz,  que terminou neste momento...
Depois de quase 26 anos de desilusão,  angústia e frustração, eis que, finalmente, o grande vencedor vai ser mesmo... a Figueira?
Sujeito a votação, foi aprovado por unanimidade, à excepção do ponto que define os objectivos estratégicos. 
O PDM deverá ser revisto em 2 anos, disse alguém na ocasião...
Vamos ser optimistas!..

Para se perceber realmente o verdadeiro estado de indigência e disfuncionalidade a que desceu a Figueira, basta passar pela Rua da República num dia em que caiam meia dúzia de pingos de chuva, como aconteceu há momentos...

foto Foz do Mondego Rádio

Victor Sacramento: "fiz a 3ª. classe e com 9 anos já ia com os velhos pescar para o rio. Aos 15 fui para as traineiras..."

Como deixei escrito em 30 de junho de 2012 aqui, conheço-o desde que tenho memória.
É primo direito do meu Pai, meu segundo primo, portanto.
Desde miúdo que me cumprimenta  da mesma maneira – “então primaço Tó…”  
E, ultimamente, logo a seguir: “como vai a tua Mãe?..”
Ainda hoje,  o "Querido avô" do Pedro Rodrigues continua uma figura, como, aliás,  a foto do Pedro Agostinho  Cruz,  fielmente retrata:  “alto; cabelo branco, literalmente, como a neve; forte como um touro - um homem do mar à moda antiga. Daqueles que já não se fazem”!.. 
Hoje,  as rugas do rosto e o preto que  veste (desde que lhe morreu a companheira de sempre,  não admite mais nenhuma cor no seu corpo),  são as chagas de uma  vida…
Hoje, 15-09-2014 o diário AS BEIRAS, na página 11, considera-o o protagonista”.
Vítor Pimentel 
"O antigo pescador de bacalhau andou 41 no mar. Hoje, com 83 anos, “é uma lenda viva… uma vida além mar!”. Assim é descrito na 4.ª revista “Con Textos” do Agrupamento de Escolas da Zona Urbana da Figueira da Foz, elaborada pela Escola Básica da Gala."
Como disse a determinada altura da entrevista que de deu à CON TEXTOS: "foi sempre uma vida difícil, com perigos. Era preciso uma boa condição física para conseguir puxar os bacalhaus mais graúdos, ás vezes ficava-se mal das costas e dos pulmões. O que valia muitas vezes era que os peixes comunistas que andavam por baixo por baixo e ajudavam o anzol a subir."

"Contradições intercalares" (pobre PS que devia ser um espelho na Aldeia e é apenas o espelho da "vila das maravilhas"...)

A freguesia de São Pedro, como é sabido, terá eleições intercalares no próximo dia 19 de Outubro.
Todo o processo que culminou com a demissão do executivo de António Samuel e a
necessidade de promover novas eleições foi inenarrável.
Tão inenarrável, pelo menos, quanto a constituição da lista que o Partido socialista vai candidatar nas eleições de Outubro, recentemente anunciada. Muitos daqueles que nas últimas autárquicas integraram a Lista Independente de São Pedro (LISP), fazem agora parte da lista do PS e foram extraordinariamente elogiados pela concelhia socialista, certamente num acesso de amnésia e incoerência. O Partido Socialista vem agora elogiar gente e parte de um passado que nunca apoiou e que criticou de forma aguerrida e contundente, tanto quando a LISP foi poder, como na campanha para as autárquicas de 2013, há menos de um ano. Frise-se “há menos de um ano”. 
É incrível como esses candidatos, que escolheram agora uma nova bandeira, passaram de bestas a bestiais e defenderão agora as cores de um PS que já os considerou incapazes e irreflectidos. Dá que pensar...
Saúdo a direcção concelhia do PSD por apresentar lista própria o que não acontecia desde 1997 e em especial João Bertier que teve a coragem de assumir uma candidatura pela positiva, sem necessidade de nenhum género de ajustes de contas. Desejo acima de tudo que a terra, cuja ascensão a Vila promovi, e a manutenção como freguesia defendi, saiba aproveitar para dar um passo em frente.”


Miguel Almeida, vereador da Somos Figueira, em crónica publicada nas BEIRAS.

Citando o El País...

«Un ex directivo del Santander liquidará los restos del Banco Espírito Santo»
Da Cunha es un experto en banca corporativa, especializado en operaciones financieras y con un perfil muy internacional. Durante 20 años años trabajó con el Santander, y, concretamente, junto a António Horta Osorio, en la génesis del Santander Totta en Portugal; posteriormente el Santander le destinó a Estados Unidos hasta que en octubre de 2013 se desligó de la entidad para fichar por Lloyd´s en Londres, junto a Horta Osorio.

domingo, 14 de setembro de 2014

Da Aldeia para a cidade...

Forte de Santa Catarina nos anos 70 - aguarela de Cunha Rocha
Do que que tenho assistido ao longo dos últimos 36 anos, constato que a informação local já conheceu melhores dias.
Nos dias que passam parece-me acomodada, amorfa, parda e desinteressante – oxalá que não, mas, talvez mesmo em vias de extinção.
Dirão os mais cínicos, que não se perderá grande coisa.
Não partilho, totalmente, dessa opinião: fará falta ao concelho, à política, à sociedade, à defesa de interesses (alguns deles...) legítimos, à divulgação do que a Figueira possa ter de bom, ou mau.

Ao longo dos 36 que posso recordar, por conhecimento directo, os políticos figueirenses, que à medida que foram arrastando o concelho para o abismo, também se encarregaram de ir amordaçando as opiniões e debate de ideias que se iam produzindo localmente.
Factualmente, posso afirmar sem temer ser desmentido que, desde o presidente Joaquim de Sousa, passando por Aguiar de Carvalho, Santana Lopes, Duarte Silva  e João Ataíde, o poder local sempre lidou mal com a opinião pública e, pior ainda, não gosta de ser contestado.

A informação local sempre foi frágil e com profundas debilidades na sua sustentação económica. Na Figueira, poucas pessoas lêem jornais e o mercado publicitário é restrito.
Lembro-me, aí pelos finais da década de setenta do século passado, que uma das formas dos jornais conseguirem equilibrar as contas era a chamada «publicidade institucional».
Na altura, publicavam-se na Figueira o Mar Alto – série II, A Voz da Figueira, o Diário de Coimbra – já produzia uma página diariamente sobre a Figueira -, O Figueirense, O DEVER e o BARCA NOVA.
Havia um acordo, digamos assim, táctico entre a Câmara e os jornais e, essa tal publicidade institucional era repartida tanto quanto possível igualitariamente pelo universo das seis publicações.
As coisas andaram assim até um dia em que numa das edições foi publicada qualquer coisa que desagradou ao “mayor” local e pimba – essa publicação foi riscada da partilha da publicação dos editais camarários.
A seguir, foi o que já se sabia: ficou economicamente na corda bamba e poucos anos depois fechou “a tasca”.
Podem rir a bandeiras despregadas, mas, entretanto, o panorama da informação figueirense pouco mudou. Ou, se mudou, porventura até terá sido para pior.

O episódio real que contei um pouco acima, pode ter graça mas, mas também contribuiu para empobrecer a Figueira e o resto do concelho – pouco a pouco, fomos remetidos para o silêncio opressivo, para o despotismo, para o sufoco social e, isso, não ajudou às soluções necessárias aos problemas locais.
A Figueira parou e a decadência foi inevitável. 
De sobra, temos cada vez mais areia. Na praia e na cabeça dos figueirenses...

Não tendo, como nunca tive, interesses políticos ou simpatias partidárias, compreendo os silêncios que se fizeram sentir ao longo dos anos na Figueira.
Isto, é a tal vidinha, também política, mas não só, à figueirinhas.

Stock da Cunha sucede a Vítor Bento no Novo Banco...

Há sempre uma solução: neste caso, melhor era impossível...
O país, no fundo, resume-se nisto: um stock da cunha!..

X&Q1217


Novos bancos estão a envelhecer a uma velocidade estonteante!..

Público: “Divergências com Carlos Costa e Governo sobre estratégia do Novo Banco levam à demissão de Vítor Bento”. 
Diário de Notícias: “Banco de Portugal trabalha para nomear nova equipa”...

Bom domingo

sábado, 13 de setembro de 2014

A minha colaboração no quarto número da revista CON TEXTOS do Agrupamento de Escolas da Zona Urbana da Figueira da Foz

Fica o meu obrigado a quem de direito: a Cova e a Gala têm um passado de que todos nos devemos orgulhar.
É bom ter memória. A nostalgia não é boa se não for acompanhada de lucidez. Sem lucidez a nostalgia é perigosa. A lucidez é que permite que a memória esteja no sítio que deve ocupar. 
A memória nostálgica é perigosa, é mesmo muito perigosa, porque significa imobilismo, significa amargura, significa sempre dor. Enquanto que a lucidez permite-nos assumir a memória voltando a dar-lhe vida como período do nosso passado que é útil e bom recordar.

Em tempo.
Lançamento da Revista Con Textos n.º4. Para ver a reportagem fotográfica, clicar aqui.

Na Aldeia... (XVIII)

Os barões bem instalados,
sucessivamente eleitos pela plebe "aldeana", 
andavam ultimamente frustrados,
por não poderem fazer o que lhes dava na real gana.

Tinham perdido o poleiro ambicionado,
por isso, ao arrepio do que permite a decência humana,
olvidaram-se do quanto apregoaram,
em campanhas em que enganaram! 

São as tais jogadas engenhosas,
daqueles que foram governando,
com manhas habilidosas.

O ano passado ficaram com as calças na mão,
tal foi a desilusão...

Porém, a recuperação foi breve e vai ser forte,
tal foi a falta de engenho e arte,
de quem conquistou o poder na ocasião...

Os mesmos de sempre – o sistema, para abreviar,
não conseguiram mais esperar,
tal era já a sede e a fome de mandar!..

Pela conquista do poder vale tudo na Aldeia!.. 
Para eles, todos deviam ter a mesma ideia...
A mim, se para tal tiver engenho e arte,
resta-me levar esta falta de vergonha a toda a parte! 

E.b.de Gala

A  EB de Gala, faz hoje o lançamento da revista Con Textos do Agrupamento de Escolas da Zona Urbana da Figueira da Foz.  A cerimónia tem lugar no Centro de Formação Náutico, na Gala, pelas 10h, depois de uma travessia de barco, no rio Mondego.

Abriu o mercado de transferências de outono?..

O Governador do Banco de Portugal já está a fazer contactos para substituir Vítor Bento, José Honório e João Moreira Rato na administração do Novo Banco. 
A notícia, surpreendente, é a manchete do Expresso deste sábado. 
Os três administradores manifestaram-se várias vezes indisponíveis para liderar um projecto diferente daquele para o qual tinham sido convidados. Carlos Costa quer vender o mais depressa possível, a equipa de Vítor Bento não concorda.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A morte é privada, o cadáver é público...

Problemas de sarjeta*, continuam a massacrar os comerciantes da baixa figueirense...

«Chuva sempre houve, não é novidade», indignava-se, ontem, de harmonia com o Diário de Coimbra, Isabel Sousa, uma das comerciantes da Rua da República mais afectada pela segunda inundação naquela artéria da baixa da cidade no espaço de cinco dias. 
«Fizeram a pedonalização contra a vontade dos comerciantes, “roubaram” 20 cm à altura da rua e nós é que sofremos os prejuízos, estamos fartos», lamentava, enquanto enxugava, desolada e sem grande sucesso, os móveis e as mercadorias danificados pela água que invadiu a sua retrosaria. 

Em tempo. 
Do dicionário. Significado de sarjeta*: "Escoadouro nas ruas para as águas, geralmente da chuva."  
"Estado de grande decadência."

Na Aldeia... (XVII)

Já apresentámos neste espaço, via comunicação social figueirense, três das quatro listas que vão concorrer às intercalares da freguesia de São Pedro de 19 de outubro próximo.
A meu ver, pelo que já se sabe, é absurdo o que está a acontecer na Aldeia: quem esteve de alma e coração com o PSD, durante largos anos, agora está com o PS!
Depois, temos aquela estranha lista do PCTP/MRRP!
Depois, como nenhum órgão da comunicação social figueirense deu a conhecer qualquer informação fundamentada sobre a lista da CDU às intercalares do próximo dia 19 de outubro na freguesia de S. Pedro, lista essa, aliás, que foi a primeira a ser presente ao Tribunal da Figueira da Foz - tal aconteceu na passada quinta-feira, dia 4 do corrente mês de Setembro - fica aqui a composição da lista CDU e a foto da "cabeça de lista".

Maria Manuela Ramos 53 anos - Operária Fabril;
Mário João Pimentel 40 anos - Operário Fabril / Trabalhador estudante;
Nelson Delgado 51 anos - Professor;
Maria de Lurdes Fonseca 58 anos - Auxiliar Acção Educativa;
Ruben Falco Costa 27 anos - Desempregado;
Jaqueline P. Laureano 25 anos - Desempregada;
Manuel Paixão 65 anos - Marítimo;
Domingos Matias Pereira 26 anos - Optometrista;
Conceição Laureano 49 anos - Empregada Balcão;
Samuel Patrão 29 anos - Designer Gráfico;
Cristina Miranda 49 anos - Auxiliar Limpeza;
Rita Mendes 32 anos - Recepcionista.

Por exclusão de partes, o voto na lista que tem como primeira figura a candidata Maria Manuela Ramos é, na actual conjuntura, a escolha natural de quem não se revê no estado de coisas a que chegou a Aldeia.
Portanto, é com toda a naturalidade que declaro, desde já,  que vou votar na Maria Manuela Ramos que vai concorrer numa lista CDU.
Faço-o, por muitas razões. Contudo, vou deixar aqui apenas expressas oito.
Muito mais do que querelas partidárias, futuros políticos ou profissionais dos profissionais da política local, ou dos filhos ou filhas, a única coisa que me interessa é a melhoria da vida de cada um de nós e da Aldeia.
Vamos então às razões:

1 – porque a Maria Manuela Ramos, é uma excelente candidata - é interessada, empreendedora e nunca esteve ligada ao «status quo» vigente na Aldeia.

2 – porque a Maria Manuela Ramos, se mostra capaz de reaproximar as novas gerações da Aldeia (que têm dado sinais crescentes de descrédito em relação à política e às instituições locais) de uma participação política, social e cívica que terá, num futuro próximo, uma configuração completamente diferente da que estamos habituados.

3 – porque a vitória (que sei difícil de acontecer, mas não impossível...) da Maria Manuela Ramos,  seria um sinal simbólico muito positivo para a Aldeia: constituiria uma prova de que a Aldeia pretendia olhar de frente para o futuro.

4 – porque a Maria Manuela Ramos tem poder de persuasão – porque não dizê-lo, mesmo de sedução... - que se revela trunfo decisivo para, nos dias que passam na Aldeia, mobilizar vontades e conseguir consensos.

5 - porque a Maria Manuela Ramos é uma Mulher combativa e corajosa.

6 - porque a Maria Manuela Ramos, pode não conseguir mudar a Aldeia... Mas, seguramente, ela própria, também não vai mudar.

7 - porque defender a abstenção,  é demitir-se dos problemas da Aldeia. 

8 - porque a malta de esquerda não se abstém: vai votar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Que orgulho caro Olímpio...



“A minha sorte na tropa foi ser barbeiro,
senão tinha batido com os costados em África.”

O «meu» barbeiro foi entrevistado!..

"Junto à estrada, a barbearia São Pedro excita a curiosidade – gosto de barbeiros, bons conversadores de ofício e normalmente bons “pisteiros” para a história e as histórias de cada terra.
Lá dentro, Olímpio Fernandes, homem de viçosos e pouco cansados 74 anos, recebe-nos com bonominia: “Ah, jornalistas, eu sempre fui jornalista amador, coitadinho de mim.”
Coitadinhos de nós todos, caro Olímpio, amadores do jornalismo, mais valia a navalha e o pincel de barbear que é ofício mais certo no soldo e nas boas histórias que passam na cadeira onde se dão as melhores entrevistas – a cadeira do barbeiro.
Foi exactamente isso que fiz, sentei-me ali, na mesma almofada coçada onde os pescadores e os pecadores de São Pedro desfiam as suas glórias e misérias e recordam a bravura de um mar que também é morte: “Aqui ouvi grandes histórias de homens que enfrentaram a morte no seu quotidiano. Isto é terra de pescadores e de gente rija, mas que aqui na cadeira do barbeiro faz o seu desabafo.” Mas desta vez, a história honra o barbeiro e não o cliente aventureiro. O barbeiro Olímpio Fernandes, antigo cabeleireiro de senhoras, jornalista amador, blogger, homem inquieto e por isso cidadão activo e figura das terras de São Pedro e além-mar." 

Para continuar a ler a entrevista de Rui Pelejão, ao "Olímpio, o barbeiro de Ernest Hemingway", basta clicar aqui.

"Suecos decepcionados com sistema de educação"

Um artigo do Diário Económico que devia ser do conhecimento de todos, em especial dos professores e encarregados de educação.

X&Q1216


Estou a perder o controle...

Este blogue está a tomar proporções alarmantes!
Estou a referir-me à enorme plateia que Outra Margem já consegue alcançar...
Se, a princípio, já lá vão quase oito anos, comecei por o divulgar junto dos meus amigos, actualmente é motivo de conversa em muito palco...
Será que ando a dizer assim tantos disparates?..

Na Aldeia (XVI)

Via Foz do Mondego Rádio, fica a notícia e a foto: "O Partido Socialista da Figueira da Foz entregou na passada segunda-feira, no Tribunal da Figueira da Foz, a lista de candidatos à Assembleia de Freguesia de São Pedro nas eleições intercalares que se realizarão a 19 de Outubro próximo." 
Nada mais a comentar, apenas registar o facto.
"É a Aldeia e o PS figueirense em todo o seu esplendor!.."

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Debates Antonio – António (II)

E vão dois.
Seguro e Costa estão a debater.
Primeiro tema: mudança.
Para que não restem dúvidas: não me parece que a mudança seja, em si mesma, um mal. Aliás, poucas coisas me parecem, em si mesmas, um mal.
Tenho para mim que o que se diz dos pássaros aplica-se na perfeição à mudança: mais vale uma na mão do que duas a voar...
A mudança pode ter várias interpretações.
Por exemplo, na minha juventude (anos sessenta do século passado) se fosse mal tratado por um tipo que andasse comigo na Bernardino Machado, mas morasse na Figueira, a malta da minha idade considerava o gajo um arrogante.
Já se fosse eu a fazer o mesmo ao gajo da Figueira, como era da Aldeia mais coladinha à cidade, era considerado um malcriado.
E é chegados aqui, isto é, ao segundo debate António - António, que sou obrigado a concluir que a mudança é um assunto complicado para caraças.
São 21 horas. Desisti e mudei de canal.
Bem vindos a Beirais.

Praia da Cova - a norte e a sul

fotos de António Agostinho, hoje cerca das 15 horas

Na Aldeia... (XV)

Na natureza, como sabemos,  as cobras mudam regularmente de pele.
Na Aldeia, o sistema, quando há necessidade, muda a pele à cobra.
No fundo,  o sistema na Aldeia tem-se em boa conta, e não considera, nem de perto nem de longe, que precise de ser mudado.
Quanto muito, como vai acontecer nas intercalares de 19 de outubro próximo, o sistema pode conceder  uma mudança cosmética, para que tudo possa continuar na mesma.
É fácil falar em novas realidades, em novos amanhãs que cantam, novos tempos até, mas todos sabemos, até porque já ouvimos essa cassete antes, que tal não se resolve com uma, duas, ou mais caras novas, ainda não gastas pelo protagonismo. 

Já os antigos diziam que "não era uma andorinha que fazia a primavera".
Na Aldeia, não se aprende:sistema, essa máquina, cuja única função é auto-preservar-se e aos seus, não deixa
Mais uma vez - se tal ainda fosse necessário - a Aldeia ficou a saber o que é o PS figueirense.
Os princípios que disseram que levaram à apresentação das suas demissões na interrupção do mandato que deveria estar em curso, afinal,  são os mesmos fins que levam à repescagem para a lista de 19 de outubro próximo de figuras que consideravam que a Aldeia tinha sido injusta com o PSD e com Duarte Silva nas eleições autárquicas de 2009, quando deram a vitória a Ataíde?..
Lembram-se?... As palavras, em 11 de outubro de 2009, foram estas.
"A Lista independente de São Pedro venceu novamente as eleições na Freguesia de São Pedro com 827 votos, conseguindo 5 mandatos, contra 4 do PS, assegurando a maioria absoluta. A votação foi das melhores de sempre senão a melhor, por isso a nossa terra está de parabéns nesse aspecto. Já os resultados para a Câmara Municipal tiveram um desfecho trágico e surpreendente, para a nossa lista, apoiada pelo PSD que fez cair a Figueira para o PS, ao fim de 12 anos. Duarte Silva deu muito a esta terra. Era a hora de retribuir. Fizemos tudo para que isso acontecesse, mas o povo foi ingrato e votou no partido. E aí a nossa terra não está de parabéns porque comprometeu muitas obras importantes, que só o futuro dirá se vão acontecer. Vamos lutar por elas, mesmo assim. Não baixaremos os braços. Obrigado a todos os que acreditaram em nós, e tornaram possível esta Vitória."
É a vida, é o sistema, é tudo o que quiserem...
É a Aldeia e o PS figueirense em todo o seu esplendor!.. 

"Vocações" e opções...

Tenho um amigo que anda há anos a convencer-me que, se quisermos ter sucesso numa determinada actividade, deveremos dedicar-nos a ela em regime de exclusividade.

A Figueira dispõe de referências em várias áreas, das quais a literatura parece ser uma das mais evidentes.
Vem isto a propósito da recente distinção à obra “As palavras que me deverão guiar um dia”, de António Tavares, cuja principal mensagem, “Olhar para trás, para os anos mais importantes das nossas vidas nem sempre se revela tarefa fácil”, hei-de descobrir quando tiver a oportunidade de ler o livro. É um motivo de orgulho para os figueirenses. Do que conheço do autor, não duvido de que continuará a obter sucesso na área que domina e de que mais gosta: a cultura.

Quanto à opinião do meu amigo, vou continuar a reflectir. Pode ser que tenha razão.”

Em tempo.
O ter lido, para fazer e trazer até aqui este resumo da crónica do eng. Daniel Santos, no jornal AS BEIRAS, trouxe-me à memória outras vocações que foram desbaratadas neste País.
A "talhe de foice", recordo o péssimo Presidente da Comissão Europeia que deu - e ainda é, embora, felizmente, já por pouco tempo -  Durão Barroso, que inviabilizou um Primeiro Ministro, com o tal "sentido de estado" que andou a apregoar, na campanha eleitoral aos eleitores... 
Depois, foi o que sabemos: Santana, Sócrates, Coelho...

Debates António - António...

Ontem, confesso, adormeci a ver e sonhei isto:
"Numa mesa de "políticos", entre um risoto de galinha do campo acompanhado por um tinto de Pias e o debate António – António, optaram por assistir ao risoto e debater a garrafa."
Resultado, neste momento:
"Seguro ganhou o debate. Apesar de garantir que faz política de forma diferente, Seguro usou os velhos truques: promessas sobre impostos e moralismos inconsequentes. O discurso é pobre mas é um discurso. Costa quer dizer coisas mais sérias. Mas ainda não sabe bem que coisas são essas."

Paulo Portas e juízes, à mesma hora, no Oásis Plaza da Figueira da Foz no dia 12!..

A inauguração oficial do Titanic está marcada para o dia 12 de Setembro às 18 horas e 30 minutos e compreende um jantar cocktail...
Paulo Portas vai estar presente... 
Esta edição será subordinada ao tema "A nova organização judiciária: desafios e dificuldades".
Para ficar a conhecer o programa (provisório), clicar aqui.
Curiosamente, no mesmo Oásis Plaza, segundo o programa dos senhores juízes, no dia 12, consta um jantar oficial ás 20 horas... 
Ele há cada coincidência!..

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Uma história figueirense: o outro lado do oásis... (II)

Na passada segunda-feira, dia 28 de julho, morreram muitos patos no Oásis da Praia da Figueira da Foz.
No dia seguinte, "fonte da autarquia figueirense contactou o Figueira Na Hora para esclarecer que o número de patos mortos ronda os 25 e não os cerca de 150 conforme avançado no local por populares e residentes nas imediações que foram acompanhando os trabalhos.
Quanto à causa da mortandade, a mesma fonte adiantou que só se irá pronunciar após conhecimento do resultado das autópsias que deverão acontecer amanhã."
Miguel Almeida, na reunião de câmara realizada ontem,  questionou o executivo acerca dos exames aos quais foram submetidos alguns dos patos que morreram no Oásis, conforme noticiado na comunicação social. O vereador da oposição procurou assim obter uma resposta conclusiva sobre a mortandade dos animais, dadas as várias versões e justificações que circularam sobre o acontecimento, estranhando a demora na divulgação dos resultados. 
Na ocasião, o presidente da Câmara e o vereador Carlos Monteiro esclareceram que ainda não há resultados das autópsias, mas que as análises feitas às águas do local não revelaram quaisquer substâncias ou valores que pudessem justificar a morte dos patos. 
Quando é que vai terminar o mistério da morte dos patos do oásis figueirense?

O comentário do dia...

Volto a utilizar apenas, e só, o espaço para lhe fornecer mais uma útil informação sobre as eleições intercalares da Aldeia/Vila. 
Como é sabido decorreu hoje pelas 14h no Tribunal da Comarca o sorteio das listas concorrentes ao acto de 19 de Outubro. 
Foram aceites 4 listas CDU, MRPP, PSD e PS. 
Após o escrutínio o Boletim de voto terá a seguinte composição: 
PS 
CDU 
MRPP 
PSD 
Seguir-se-à a verificação e legalidade dos respectivos candidatos e forças politicas para o processo ficar concluído. 
Em nota de rodapé duas observações a destacar... 
- a novidade da lista do MRPP, nunca concorreu á freguesia de S. Pedro. 
- o desaparecimento da coligação Somos Figueira. Evaporou-se mais depressa que o fumo. 

Não quero colocar "foice em seara alheia" fica para o amigo interpretar como entender. Os dados estão lançados, vai caber aos cidadãos de S. Pedro a melhor maneira de interpretar os beligerantes. 
Um Abraço 
Agostinho Cruz

Por ser verdade e para que conste...

Este, é um espaço de liberdade e reflexão, um espaço de debate aberto desde o seu primeiro dia – 25 de Abril de 2006.
O que, desde então, foi escrito, é público e está acessível.
Nunca me considerei o detentor da verdade, total e absoluta, seja ela qual for. 
Aos 60 anos, tenho mais dúvidas que certezas e mais perguntas que respostas.
É, sobretudo por isso que continuo por aqui.
Admito perfeitamente que muitos não gostem do mundo como o vejoque não gostem da minha visão ácida, mas alcalina...
Será ilegítimo fazer perguntas, só porque não se sabem as respostas?...
Será ilegítimo pensar que as coisas, concretas, não têm que ficar infinitamente na mesma?
Ou pensar que se algo está mal ou não funciona bem deve haver um culpado ou uma causa concreta e tangível?  
Carimbem-me como quiserem, mas carimbem-me por aquilo que escrevo não pelos clichés com que outros, mais ou menos ressabiados, seja por questões políticas,  ou reles dor de cotovelo, me pretendam atingir.
Já escrevi inúmeras vezes que não percebo nada desta política. Essa é a verdade.
Na minha vida tive dois desvios importantes: em 1985, quando a Aldeia ascendeu a freguesia, concorri numa lista independente e ganhei. Fiz parte, por isso, durante 4 anos do primeiro executivo de junta de freguesia de São Pedro. Com muita pena  e ao arrepio da minha vontade, sou bem capaz de ficar na história da Aldeia; em 2005, num acto eleitoral em que havia unanimidade na Aldeia em torno da lista do "regedor" (todos os partidos do sistema o apoiaram...), para não haver lista de partido único, concorri numa lista patrocinada pela CDU e fui eleito para a Assembleia de Freguesia.
Em quase 30 anos, estas foram as minhas únicas participações na política activa.
Não sei porquê, mas quando há eleições na Aldeia, muita gente acha que vou ser candidato.
É o que está acontecer, neste momento, em que está a decorrer a processo da eleição intercalar para a junta de freguesia de S. Pedro.
Ainda ontem na Figueira, uma jornalista conceituada, me disse - não perguntou - que eu era o cabeça de lista de uma lista!..
Negativo: neste processo não sou candidato a nada.
Entendam isto de uma vez por todas
Só avanço em condições muito excepcionais...
Eu continuo a ser o que sempre fui: um palerma na Aldeia.

O sistema...

“Aos poucos, a palavra voltou: “Sistema”.
Dantes, se por detrás de nomes pomposos de organismos vários se escondiam entidades abstractas e frias a palavra que acima cito, supera tudo. Quando nos enredamos em burocracias inultrapassáveis, é o Sistema ou, se enfrentamos injustiças clamorosas, é o Sistema.
Vai um caso. 1,40 euros de portagem; o visado não é notificado durante anos, mas um dia fica a saber que está a ser executado em 180 euros; reclama que não foi notificado e prova-o. Não adianta. O visado sofre uma penhora a dobrar: retiram-lhe dinheiro do reembolso do IRS e ao mesmo tempo do vencimento.
Vai às finanças e reclama. Pois, foi o Sistema!
Entretanto, chegam os custos administrativos no valor de 2,54 euros que, com juros, se transformaram em 49,66 euros. Ora, um 1,40 euros de uma portagem numa SCUT transformou-se num “roubo” de 229,66 cobrados a dobrar. E pergunta, ingenuamente, o visado: e quando me devolvem o retirado a dobrar? Ah, o Sistema não sabe! E devolvem com juros? Reclame! Mas já fiz várias reclamações e não me responderam, suspira o visado. Já viu o que era o Sistema estar a responder a tudo?
Imaginamos que o Sistema é uma máquina poderosa ramificada em muitas outras a arrematar cobranças para impressão, papéis absurdos que seguem para moradas que não interessa saber se existem ou não. Na altura da execução, saber-se-á onde está a vítima. O Sistema não falha!”

Crónica do vereador António Tavares, no jornal AS BEIRAS.

Em tempo.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neuro biologia e da cibernética. Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem qualquer tempo para pensar; de volta ao pasto como os outros animais (citação do texto «Armas silenciosas para guerras tranquila»)".

P.S.:
- é precisamente para isto que servem os carnavais, as passagens de ano e outras festas com que enchem as nossas vidas.

A inocência

saio hoje ao mundo,
cordão de sangue à volta do pescoço,
e tão sôfrego e delicado e furioso,
de um lado ou de outro para sempre num sufôco,
iminente para sempre


A poesia de Herberto Hélder, nos dias dilacerados que  correm na Aldeia, é das poucas coisas positivas que restam a quem por aqui vive. 
Servidões, além de um maravilhoso  livro de poemas, é também um extraordinário momento e uma celebração à vida. 
Aqui, ditos por Fernando Alves (a voz dos "Sinais" na TSF), ficam alguns poemas.
Não percam. 

Perante a realidade, percebem a complexa teia de interesses e dependências estabelecida entre particulares, partidos políticos e o próprio poder em exercício?..

"PSD foi o partido que mais tempo governou nas câmaras falidas. 
Nas 19 autarquias em crise, PSD venceu 95 eleições desde 1976. Socialistas surgem logo a seguir, com 90 mandatos conquistados. 
Jaime Marta Soares saiu da Câmara de Vila Nova de Poiares a garantir que não tinha quaisquer responsabilidades na situação financeira do município. Esteve lá 40 anos. 
Mas o social-democrata é apenas um exemplo da responsabilidade dos dois principais partidos na situação de iminente ruptura de 19 autarquias do país - dos 209 mandatos sufragados desde 1976 nas câmaras em ruptura iminente, PS e PSD governaram 90% do tempo. 
O i analisou os resultados eleitorais nas duas centenas de municípios a braços com uma dívida que está, no mínimo, 300% acima da receita média anual dos últimos três anos. PSD e PS são os principais responsáveis pela bancarrota em que as câmaras municipais mais endividadas do país se encontram. Somados entre si, os dois partidos conquistaram o poder 185 vezes."