Quase
todos os dias cruzo com alguma coisa da qual deixo aqui nota,
para um dia recordar...
sábado, 17 de maio de 2014
PS, PSD e CDS são hoje Dupont e Dupond...
José Pacheco Pereira, no Público:
«Nas eleições europeias não se discute a Europa porque a Europa que existe não interessa aos seus apoiantes que seja discutida. E a discussão da Europa que se pretende fazer, nas candidaturas do “arco da governação”, na comunicação social ainda mais europeísta, nos meios dos negócios, no “arco dos fundos”, não tem objecto, nem existe, é uma fábula. É a Europa virtual do wishfull thinking para os bem-aventadados e aquela cuja retórica serve os empregos e os negócios dos que estão “por dentro”. (...)»
«Nas eleições europeias não se discute a Europa porque a Europa que existe não interessa aos seus apoiantes que seja discutida. E a discussão da Europa que se pretende fazer, nas candidaturas do “arco da governação”, na comunicação social ainda mais europeísta, nos meios dos negócios, no “arco dos fundos”, não tem objecto, nem existe, é uma fábula. É a Europa virtual do wishfull thinking para os bem-aventadados e aquela cuja retórica serve os empregos e os negócios dos que estão “por dentro”. (...)»
Os stewards e os bombeiros....
“O que mais me surpreende não é a composição daquela figura, nada tenho também contra as mulheres de pelo
na venta o que surpreende é que logo tenha recomeçado o coro das propostas fraturantes firmando-a como a “vitória da diversidade e da tolerância”.
A “mulher barbuda” de feira popular era degradante e um atentado à dignidade humana a “mulher com barbas” Conchita Wurst é a afirmação da diferença do género, claro!
Propostas fraturantes? Não me fraturem!
Depois da ressurreição da mulher barbuda só tenho que tecer loas à nossa Susy e à sublime obra poética de Emanuel!”
Joaquim Gil, advogado, hoje no jornal AS BEIRAS
Em tempo.
Se o assunto fosse futebol, diria que os stewards não são menos intervenientes no jogo do que os bombeiros. Se o bombeiro entra em acção para retirar o jogador lesionado, o steward entra, por exemplo, para retirar alguém que pode lesionar o jogador.
Considerando o que tenho considerado sobre a canção da Suzy ("uma coisa importante para a Figueira", na opinião do poder!.. Vá lá, na minha, para ser bonzinho, entre as coisas pouco importantes com que o poder se deveria preocupar...), confesso que perante o que acabei de ler na crónica do advogado e cronista Joaquim Gil, hoje, estou dividido na hierarquia da canção que deveria ter ganho a Eurovisão, se houvesse justiça neste mundo.
Mas, quem havia de advinhar que iríamos ter de perder, assim?..
Não liguem, isto passa!
A “mulher barbuda” de feira popular era degradante e um atentado à dignidade humana a “mulher com barbas” Conchita Wurst é a afirmação da diferença do género, claro!
Propostas fraturantes? Não me fraturem!
Depois da ressurreição da mulher barbuda só tenho que tecer loas à nossa Susy e à sublime obra poética de Emanuel!”
Joaquim Gil, advogado, hoje no jornal AS BEIRAS
Em tempo.
Se o assunto fosse futebol, diria que os stewards não são menos intervenientes no jogo do que os bombeiros. Se o bombeiro entra em acção para retirar o jogador lesionado, o steward entra, por exemplo, para retirar alguém que pode lesionar o jogador.
Considerando o que tenho considerado sobre a canção da Suzy ("uma coisa importante para a Figueira", na opinião do poder!.. Vá lá, na minha, para ser bonzinho, entre as coisas pouco importantes com que o poder se deveria preocupar...), confesso que perante o que acabei de ler na crónica do advogado e cronista Joaquim Gil, hoje, estou dividido na hierarquia da canção que deveria ter ganho a Eurovisão, se houvesse justiça neste mundo.
Mas, quem havia de advinhar que iríamos ter de perder, assim?..
Não liguem, isto passa!
Adeus troika?..
![]() |
| imagem daqui |
E o futuro?
A austeridade nunca produziu milagres e Portugal não é excepção. Cortar salários não resolveu o problema porque o problema nunca foi os salários altos. Cortar pensões não trouxe sustentabilidade ao sistema, porque não é essa a causa da insustentabilidade. Cortar a eito no Estado Social não melhorou a sua eficácia, porque a ineficácia, além de estar por comprovar, não vem com certeza do sobrefinanciamento. A austeridade produziu outras coisas. Produziu a pobreza, o desemprego e a emigração que minam a sustentabilidade do Estado Social e da economia. Produziu ainda dívida pública, e com ela os oito mil milhões de euros de juros que todos os anos voam para fora do país, agravando a nossa Balança de Pagamentos com o exterior muito para além do que os tais vistos dourados podem compensar.
Hoje, cumpre-se finalmente Portugal. Um novo 1640!
Não, não chega, é preciso mais. Sim, um novo 25 de Abril!
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Diversão na arena!..
Mais
do que uma comédia coreográfica, um deslumbre, uma ambiguidade, um
recuo, uma imagem patética, esta foto causa-me tédio e enfado...
A técnica...
"Primeiro
vem um ministro esclarecer, desvalorizando
a "inverdade" com uma mentira.
Quase
sempre o ministro câmara de eco, Luís Marques Guedes, quando as
notícias são péssimas, sempre o vice-primeiro-ministro botões de
punho-pepsodent, Paulo Portas, quando a mentira tem uma base de
verdade. Depois, quando
a verdade vem à tona,
já é tarde demais porque, o esclarecimento, da "inverdade"
com a mentira ou da mentira com uma base de verdade, já passou em
todas as rádios e em todas as televisões a todas as horas certas em
todos os telejornais e em todos os blocos noticiosos e há sempre as
alminhas de boa-fé que ouviram a verdade a que temos direito mas que
já não ouvem a verdade ela própria porque nem sequer passa na
comunicação social, ela própria câmara de eco do ministro câmara
de eco."
daqui
“Grandes fortunas crescem milhões nos 3 anos de troika”
Como
se verifica, "a austeridade não pesou na riqueza das famílias mais
abastadas de Portugal."
Está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira, como diria o outro...
«Ensinai aos vossos filhos o trabalho, ensinai às vossas filhas a modéstia, ensinai a todos a virtude da economia. E se não poderdes fazer deles santos, fazei ao menos deles cristãos».
Ou acham que é o momento para perguntas parvas?..
As eleições estão aí...
Está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira, como diria o outro...
«Ensinai aos vossos filhos o trabalho, ensinai às vossas filhas a modéstia, ensinai a todos a virtude da economia. E se não poderdes fazer deles santos, fazei ao menos deles cristãos».
Ou acham que é o momento para perguntas parvas?..
As eleições estão aí...
quinta-feira, 15 de maio de 2014
We are unity and we are unstoppable
![]() |
| foto Pedro Agostinho Cruz |
“Foi
desta forma que Conchita
Wurst rematou o seu discurso de vitória do Festival da Eurovisão.
Numa Europa de memória curta, contaminada por sentimentos
nacionalistas, apelar à unidade e relembrar que as liberdades
individuais são imparáveis constitui um discurso quase
revolucionário tendo em conta o perfil popular dos espetadores da
Eurovisão.
Do
outro lado do Atlântico, o equivalente popular da Eurovisão é o
Super Bowl, a final do Campeonato de Futebol
Americano. A noite do Super Bowl serve de pretexto para famílias e
amigos confraternizarem em frente à
televisão uma vez por ano. Em 2004, a simples exposição de um seio
de Janet Jackson durante o intervalo do
Super Bowl desencadeou uma gigantesca onda de escândalo nos EUA.
Na
Europa, antes de Conchita Wurst, avozinhas e netas reunidas à frente
do televisor já tinham dado a vitória,
em 1998, ao travesti israelita Dana International e, em 2006, ao
grupo de heavy metal finlandês Lordi. É nestes momentos que a
Europa mostra o seu potencial de tolerância, que me faz sentir bem
neste continente.
À
escala da nossa cidade, excetuando alguns episódios menores, devo
confessar que me sinto agradavelmente surpreendido
por não terem ocorrido manifestações públicas de ódio ou de
intolerância quando alguns dos nossos conterrâneos revelaram uma
sexualidade menos convencional. Mais me agrada quando estes podem trabalhar
num ambiente de pleno respeito. Ainda muito está por fazer, mas isto
é de facto imparável.”
Rui Curado da Silva, investigador,
hoje no jornal AS BEIRAS.
Confirma-se o que já se sabia que iria acontecer: Miguel Almeida vai deixar a presidência do PSD/Figueira...
Miguel Almeida não irá candidatar-se a novo mandato a presidente da Comissão Política Concelhia do PPD/PSD da Figueira da Foz.
Todavia, está nos seus planos manter-se como vereador até final do mandato...
O PSD local, nas últimas autárquicas, caiu de podre, ou seja, encolheu até à sua base de apoio fiel, tendo perdido o voto do chamado eleitorado flutuante. Portanto, chegou o momento de fazer o óbvio: mudar alguma coisa, para tudo ficar na mesma.
Nada há a comentar. Apenas aceitar o PSD/Figueira como ele é.
Já cansa "malhar" nos políticos locais - o que, aliás, é normal porque são eles quem, de facto, têm o poder de mudar alguma coisa na cidade e no concelho.
E Miguel Almeida teve poder durante muitos anos.
Por isso mesmo, encontra-se entre os principais responsáveis pelo estado de degradação a que chegou a nossa cidade.
Nos últimos anos, como todos nos apercebemos, até pelo que ouvimos na rua, baixaram muito as expectativas da população figueirense quanto a ser servida (até parece piada...) por bons políticos.
Todavia, está nos seus planos manter-se como vereador até final do mandato...
O PSD local, nas últimas autárquicas, caiu de podre, ou seja, encolheu até à sua base de apoio fiel, tendo perdido o voto do chamado eleitorado flutuante. Portanto, chegou o momento de fazer o óbvio: mudar alguma coisa, para tudo ficar na mesma.
Nada há a comentar. Apenas aceitar o PSD/Figueira como ele é.
Já cansa "malhar" nos políticos locais - o que, aliás, é normal porque são eles quem, de facto, têm o poder de mudar alguma coisa na cidade e no concelho.
E Miguel Almeida teve poder durante muitos anos.
Por isso mesmo, encontra-se entre os principais responsáveis pelo estado de degradação a que chegou a nossa cidade.
Nos últimos anos, como todos nos apercebemos, até pelo que ouvimos na rua, baixaram muito as expectativas da população figueirense quanto a ser servida (até parece piada...) por bons políticos.
Homem a sério!
"O beijo de Carriço a Rakitic".
O médio português deixou-se conduzir pela euforia do momento - o triunfo frente ao Benfica e festejou a conquista do troféu...
"PSD/CDS e PS votam muito em sintonia na Europa"
Uma verdade tantas vezes escamoteada, esta, a que está hoje em destaque na primeira página do jornal Público.
Mas, neste momento, a poucos dias de votarmos para as Europeias, mais importante do que o embaraço momentâneo que isto possa ocasionar, o importante é recordar as ideias de Francisco Assis e o seu posicionamento no PS.
Assis, considera o PS um partido de poder, do "bloco central", de que farão parte também o PSD e CDS, o que não é nada de novo - o PS assinou o memorando da troika com a direita, e, acima de tudo, aprovou o tratado orçamental já sob a liderança de Seguro. O tratado orçamental limita, de forma evidente, o tipo de políticas que serão tomadas pelos Governos que se seguirão. Ao impor um limite muito estreito ao défice - 0,5% de défice estrutural - na prática o tratado evita que se possam implementar políticas keynesianas de aumento do investimento público em tempo de crise, perpetuando em letra de lei o austeritarismo germânico.
O PS de Seguro e Assis sabe o que faz. E o que fez foi recolocar-se mais à direita no espectro político, aproximando-se do PSD e do CDS.
Francisco Assis, o "cabeça de lista" ao Parlamento Europeu escolhido por Seguro, sempre afirmou pertencer ao "bloco central", o tal que tem governado este país há 38 anos e que nos trouxe até aqui, onde estamos.
Assis, considera o PS um partido de poder, do "bloco central", de que farão parte também o PSD e CDS, o que não é nada de novo - o PS assinou o memorando da troika com a direita, e, acima de tudo, aprovou o tratado orçamental já sob a liderança de Seguro. O tratado orçamental limita, de forma evidente, o tipo de políticas que serão tomadas pelos Governos que se seguirão. Ao impor um limite muito estreito ao défice - 0,5% de défice estrutural - na prática o tratado evita que se possam implementar políticas keynesianas de aumento do investimento público em tempo de crise, perpetuando em letra de lei o austeritarismo germânico.
O PS de Seguro e Assis sabe o que faz. E o que fez foi recolocar-se mais à direita no espectro político, aproximando-se do PSD e do CDS.
Francisco Assis, o "cabeça de lista" ao Parlamento Europeu escolhido por Seguro, sempre afirmou pertencer ao "bloco central", o tal que tem governado este país há 38 anos e que nos trouxe até aqui, onde estamos.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Terceiro mundo...
«Entre a falta de ideias e fechar o país para as eleições, há o discurso típico de um hospício e não de um país civilizado. Não há debate político nem alternativas e tudo não passa de uma exibição de luta livre para conquistar espectadores. O que interessa é o ruído e não a substância. E esta é, por um lado, uma Europa do sul arruinada e destruída socialmente pela austeridade cega. E, por outro, a possível entrada em Bruxelas de um forte pelotão de eleitos que querem destruir esta Europa. Ou seja, a capacidade de atracção da UE, que prometia riqueza e futuro para todos os povos, e que agora distribui pobreza e incerteza em nome da contabilidade, desintegrou-se. E agora só resta saber quem apanha os cacos.
Mas em Portugal a campanha é anedótica, como se a troika não continuasse a pairar por cá e se a vitória ou derrota do Governo não fosse algo sem valor porque todo o arco do poder tem de beber vinagre e cumprir o Tratado Orçamental.»
Fernando Sobral, no Negócios
Esplanadas
“...dispor
de uma esplanada na Figueira da Foz é hoje um desejo que parece não
estar ao alcance de todos, atendendo ao valor das taxas que,
acrescidas ao valor do arrendamento ou do IMI, acabam por constituir um
encargo pesado para os comerciantes.
A
Câmara Municipal, amarrada embora ao cumprimento do Plano de
Saneamento Financeiro, decidiu desenvolver alguns
projectos para valorização da cidade, o que significa que dispõe
de algumas disponibilidades.
Talvez
se possa permitir libertar algumas obrigações aos agentes
económicos.
Pode
ser a ocasião para adoptar uma solução semelhante àquela que a
Câmara de Oliveira do Hospital tem vindo
anualmente a aprovar: a isenção do pagamento de taxas de ocupação
do espaço público para efeito de
esplanadas.
Os
comerciantes, os figueirenses e os turistas agradeceriam. E a cidade poderia ganhar um pouco da vivência que tem vindo a perder.”
Daniel Santos, engenheiro civil, hoje, no jornal AS BEIRAS
Uma rua para Joaquim Namorado
"Joaquim
Namorado pode vir a ter uma rua com o seu nome em Coimbra. A proposta
ainda não foi formalizada à Comissão de Toponímia mas a maioria
do executivo municipal (PS e CDU) já se manifestou favorável à
ideia.
O
matemático e poeta vai ser alvo de um programa de homenagem, por
ocasião do centenário de nascimento.
Nascido
a 30 de junho de 1914, em Alter do Chão, Joaquim Namorado passou a
maior parte da vida em Coimbra, onde foi docente universitário e,
acima de tudo, figura incontornável do neo-realismo literário e da
intervenção intelectual oposicionista, o que lhe valeu, de resto,
dissabores com o regime do Estado Novo.
A
iniciativa da homenagem a Joaquim Namorado é da responsabilidade do
PCP de Coimbra. Anteontem, na reunião do executivo, o vereador da
CDU informou que o programa comemorativo deverá, em breve, ser
tornado público. Para Francisco Queirós,
faz todo o sentido que a Câmara de Coimbra se associe à homenagem,
designadamente, atribuindo o seu nome a uma rua da cidade, no que foi
seguido pelo presidente e pela vice-presidente do município."
P.
M. AS BEIRAS
terça-feira, 13 de maio de 2014
Os manipuladores são terrivelmente desgastantes...
Brincadeira...
Teresa Leal Coelho, que acompanhou
Vale Azevedo na Direcção do Benfica, como vice-presidente, não tem
manchas no curriculum.
Ainda por cima, é uma pessoa bem disposta e danada para a brincadeira.
Ontem, a Universidade Política de Verão da JSD ficou marcada por um desabafo da vice-presidente do partido. Quando introduzia o convidado Paulo Mota Pinto, Teresa Leal Coelho disse que o deputado tinha no currículo a "mancha" de ter sido juiz do Tribunal Constitucional.
Mais tarde explicou à SIC que a afirmação não passou de uma brincadeira. No mesmo encontro, o ministro adjunto Poiares Maduro garantiu que o Governo não antecipa dificuldades em relação à análise do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento do Estado.
Ainda por cima, é uma pessoa bem disposta e danada para a brincadeira.
Ontem, a Universidade Política de Verão da JSD ficou marcada por um desabafo da vice-presidente do partido. Quando introduzia o convidado Paulo Mota Pinto, Teresa Leal Coelho disse que o deputado tinha no currículo a "mancha" de ter sido juiz do Tribunal Constitucional.
Mais tarde explicou à SIC que a afirmação não passou de uma brincadeira. No mesmo encontro, o ministro adjunto Poiares Maduro garantiu que o Governo não antecipa dificuldades em relação à análise do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento do Estado.
Terra queimada...
Lido na imprensa...
Finanças travam a classificação de imóveis como monumentos para vendê-los; o ministro da Economia foi à China vender os transportes de Lisboa e Porto e a EGF.
Finanças travam a classificação de imóveis como monumentos para vendê-los; o ministro da Economia foi à China vender os transportes de Lisboa e Porto e a EGF.
Martin Schulz
“...
o candidato socialista a presidente da Comissão Europeia, Schulz foi livreiro e editor. Quando esteve em Lisboa fez questão de
visitar as livrarias da baixa e durante 12 anos teve e dirigiu uma
livraria em Wurselen.
Não
fez vida académica nem passou por conselhos de administração de
grandes empresas, tampouco por cargos governamentais. Começou na
política como autarca e foi presidente da câmara da sua cidade,
antes de ser parlamentar europeu.
Insiste
em duas ideias fundamentais: combater a má repartição da riqueza e
pôr as multinacionais a pagar impostos nos locais onde geram os
lucros. Depois de Durão Barroso dificilmente virá pior, mas é uma
esperança, para
já, perceber que existe uma diferença muito grande no discurso
político, e não só, de um e outro.”
António
Tavares, vereador socialista, hoje, no jornal AS BEIRAS.
Em
tempo.
Os
dois candidatos mais fortes à sucessão de Durão Barroso que vão sair das eleições de 25 de Maio próximo, deverão ser o conservador
Jean Claude Juncker e o socialista alemão Martin Schulz.Os dois já participaram em vários debates e, ao contrário do que opina o vereador e militante socialista António Tavares, há poucas diferenças entre ambos.
Recentemente,
Juncker e Schulz estiveram frente-a-frente num debate organizado por
uma televisão francesa e ficou patente que ambos consideram que a
mutualização da dívida ao nível europeu é um assunto que não
estará no horizonte da Zona Euro nos próximos anos. O que não
surpreende, tendo em conta que Juncker participou em todas as
discussões e decisões europeias dos últimos 20 anos na qualidade
de Primeiro-ministro do seu país; e que Schulz é de um partido que
agora integra a coligação que governa a Alemanha, de braço dado
com Angela Merkel.
Mas
os dois coincidem na identificação do que deve ser a
prioridade política europeia: o crescimento económico e o combate
ao desemprego. A distinção, porém, é sobretudo retórica, com Juncker a
defender que se não fosse a acção da União Europeia os efeitos da
crise teriam sido muito mais violentos, enquanto Schulz culpa os
Governos da União pelos actuais 26 milhões de desempregados.
Para
o diminuir, o socialista alemão e ainda presidente do Parlamento
Europeu defende o desenvolvimento e reforço da chamada Garantia
Jovem, um instrumento copiado do modelo germânico que prevê a
concessão de um estágio, formação ou emprego a um jovem num prazo
de apenas quatro meses.
Schulz
culpa a direita europeia por ter sido “generosa a salvar os bancos
com o dinheiro dos contribuintes” e reclama para o Parlamento os
louros pela criação da união bancária, que deverá reforçar a
vigilância e evitar a repetição de uma nova crise.
Martin
Schulz quer igualmente acabar com os paraísos fiscais na União e
combater a evasão fiscal e garante que, se for presidente da
Comissão, obrigará as grandes empresas a pagar impostos no país em
que efectuam os lucros e não onde a carga fiscal é mais favorável.
Identifica
as PMEs como o motor do crescimento europeu e defende genericamente a
melhoria das condições de acesso ao crédito. Quer igualmente que
seja criado um salário mínimo em cada país, apesar de esta não
ser uma competência da União.
O
discurso de Martin Schulz, o amigo alemão do PS, é normalmente adaptado ao público a que se destina. Quando
esteve em Portugal o candidato alemão não se esqueceu de criticar a
“troika” e de defender um maior controlo democrático na sua
actuação.
Numa coisa, porém, concordo com António Tavares: "depois de Durão Barroso dificilmente virá pior".
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Reconhecimento da fidelidade
“Conheço
o Azenha Gomes há vários anos, trabalhamos juntos em muitas
ocasiões e tenho-o como um exemplo a
seguir, como alguém que ama a sua terra, honra as suas raízes e
procura fazer as coisas acontecerem, em vez
de se abster de participar na vida activa do nosso concelho. É este
caminho de renúncia ao comodismo e à inércia
e de entrega à cidadania que temos de cultivar.
Aqui
deixo a minha singela palavra de reconhecimento a Azenha Gomes e o
desejo de que muitos possam seguir o seu grande exemplo.”
Miguel
Almeida, vereador Somos Figueira, hoje no jornal AS BEIRAS.
Em
tempo.
Fica
sempre bem uma palavra de reconhecimento.
Para
mais, reconheça-se e registe-se, a importância de Azenha Gomes nas
últimas autárquicas no apoio dedicado, fiel e eficaz que deu a Miguel
Almeida e à coligação Somos Figueira.
Miguel
Almeida não ganhou, mas teria certamente obtido um resultado ainda
pior, não fora o precioso contributo de Azenha Gomes.
Na
ilha deserta em que Miguel Almeida se meteu com essa candidatura, foi
muito importante o «manual de construção de botes» que Azenha
Gomes lhe proporcionou...
Só
que Miguel Almeida, na conjuntura em questão, precisava mesmo era
da “Bíblia”...
domingo, 11 de maio de 2014
Pensando na Figueira
Mesmo longe, há qualquer coisa que cheira mal,
muito mal mesmo, nesta história do estacionamento pago pelos utentes
do Hospital da Figueira.
Já
deu para perceber
de onde veio a ideia. Só ainda não deu para perceber de onde veio a
ideia de a Câmara se meter no assunto, tipo “tudo ao molho e fé
em Deus”.
Um
partido é (ou devia ser) um agrupamento ideológico, uma congregação
de pessoas - os militantes - em torno de um conjunto de ideais
fundamentais.
Deveria
ser apenas a elas que se respeitaria fidelidade. Nunca a pessoas,
direcções ou mesmo programas eleitorais.
Esses
vão e vêm numa mudança própria do regime democrático; as ideias
base, os princípios fundamentais, esses ficam no longo prazo.
A
meu ver, um militante tem o direito - diria até o dever - de
criticar uma dada direcção ou programa se achar que ele fere as
bases ideológicas do partido. Independentemente de haver ou não
eleições à porta.
Isto
seria o ideal; a realidade figueirense e portuguesa é outra
conversa.
Eu quase que aposto que uma boa parte dos militantes do PS figueirense não sabe quais os pilares ideológicos do seus partido; quase que aposto que a maior parte está no PS por ser soarista ou socratista, aguiarista ou outra coisa qualquer de ocasião - não por ser, ou sequer saber, o que é ser socialista.
Eu quase que aposto que uma boa parte dos militantes do PS figueirense não sabe quais os pilares ideológicos do seus partido; quase que aposto que a maior parte está no PS por ser soarista ou socratista, aguiarista ou outra coisa qualquer de ocasião - não por ser, ou sequer saber, o que é ser socialista.
É
nisto que se transformaram os partidos políticos portugueses:
agrupamentos com base em fidelidades pessoais, quase sempre de
natureza clientelar, interesseira ou de divinização de um líder que se torna
inquestionável.
Agora,
temos Ataíde – isto é o poder!
Depois
de Aguiar, que teve um longo “reinado”, alguém se lembra dos
rostos ou dos nomes dos candidatos do PS que perderam 3 actos
eleitorais entre 1998 e 2009 na Figueira?
Neste
contexto, é perfeitamente natural que criticar uma direcção
partidária local signifique traição ou quebra de fidelidade. Mas
isso não é próprio de uma democracia.
A
maior prova é, talvez, o clima de silenciamento que acaba por gerar
e, em momentos infelizes, institui-lo oficialmente, como foi o caso
do bem sucedido caso do estacionamento pago no Hospital da Figueira
da Foz, sito na Gala.
Prova evidente e completamente esclarecedora, foi o que se passou na Assembleia Municipal, onde muita gente da bancada do PS local teve dobrar a cerviz para votar o “conforto” expresso ao presidente Ataíde!..
Prova evidente e completamente esclarecedora, foi o que se passou na Assembleia Municipal, onde muita gente da bancada do PS local teve dobrar a cerviz para votar o “conforto” expresso ao presidente Ataíde!..
É certo que
ninguém é obrigado a estar num partido e que, se não concorda com
o seu modo de funcionamento, pode sempre sair. Mas,
talvez, seja mesmo isso que explique porque é que os partidos se
tornaram tão pouco interessantes (para usar um eufemismo) e porque é
que muitas pessoas de valor estão fora deles, enquanto lá dentro
acotovelam-se clientes à espera de favores.
sábado, 10 de maio de 2014
A terapia da escrita não é a vida real, mas a vida real na política é uma fantasia...
“Quando
saímos do país e visitamos o resto da “Europa civilizada”, de
imediato sentimos uma diferença: as
estradas estão pintadas, as passadeiras são visíveis, os peões
estão protegidos.
Os
portugueses já estão habituados ao desleixo na manutenção da via
pública e em particular da sinalização das
ruas e estradas, e por isso poucos são os que protestam.
A
Divisão de Trânsito contribui para o cenário: a sua ação é
quase invisível.
Tirando
algumas lombas e meia dúzia de vias bem sinalizadas, o panorama
geral é mau. A notícia de uma
pessoa que faleceu num acidente rodoviário, em Brenha, há poucos
dias, deveria comover-nos. Tratasse de
alguém que faleceu, supostamente, devido à incúria e falta de
atenção dos outros, sejam as autoridades ou
os condutores.
Muitos
eleitores esperam (?) que o atual executivo tenha capacidade para
corrigir várias insuficiências em
matéria rodoviária. A prevenção dos acidentes também se faz com
coisas simples: pintura das rodovias, passadeiras
marcadas e elevadas, ilhas de atravessamento, cruzamentos bem
sinalizados, passeios mais largos
e protegidos do estacionamento abusivo, etc.
Falta
informação: onde ocorre a maioria dos acidentes e porquê? E os
atropelamentos?
Que
medidas estão programadas para evitar acidentes? Existe um Plano
Municipal de Prevenção Rodoviária? Quais os objetivos locais em
matéria de redução da sinistralidade?
Quantos
quilómetros de rodovia estão em mau estado, e por isso são
perigosos, e quantos quilómetros nunca viram
a tinta que demarca o eixo de via?”
Em tempo.
O título é da responsabilidade do autor deste blogue.
O texto da crónica é do engenheiro João Vaz,
consultor
de ambiente e sustentabilidade, e foi publicado hoje no jornal AS BEIRAS.
Espero
que o vereador do pelouro do Trânsito, Carlos Monteiro, não pense
que o eng. João Vaz, com esta crónica, ou eu com este título, lhe está a denegrir a imagem!
“Chumbo do Constitucional será perturbador”...
Em entrevista ao Expresso, Pedro Passos Coelho volta a pressionar os juízes...
Admite subir impostos para segurar a última tranche do FMI (€900 milhões).
Afinal, a direita só sabe governar com o dinheiro dos outros!..
Admite subir impostos para segurar a última tranche do FMI (€900 milhões).
Afinal, a direita só sabe governar com o dinheiro dos outros!..
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Subscrever:
Mensagens (Atom)















