Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

sábado, 10 de maio de 2008

Grupo Desportivo Cova-Gala: uma Assembleia Geral para memória futura


Realizou-se hoje, pelas 15horas e 30 minutos, na sede do Grupo Desportivo Cova-Gala, na presença de 15 sócios, a Assembleia-Geral Extraordinária convocada pelo Presidente da Assembleia-Geral José dos Santos Dias Vidal, tendo como ponto único “autorizar a direcção do clube a fazer a justificação notarial do terreno urbano, tendo por base o artigo urbano matricial nº 1456 de S. Pedro”.
José Vidal, depois de ter lido a acta da última Assembleia fez passar a mensagem de que ontem teve uma reunião com o presidente da Câmara Dr. Duarte Silva e com o presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro, Carlos Simão.

O autarca da freguesia da margem sul do Mondego, de uma forma clara e evidente, justificou o porquê dessa reunião. Afirmou: “a reunião foi no sentido de descansar a Direcção do Cova-Gala, eu sei o que se passa, conheço o caso profundamente, estou completamente descansado, tranquilo sobre este assunto mas penso que a direcção é que tem de tomar uma posição.” Ao ouvir estas palavras o vice-presidente do clube, António Samuel, disse: “o Carlos Simão gosta tanto do Cova-Gala como nós, ninguém gosta mais deste clube do que ele e não creio que faça algo para o prejudicar. Confio inteiramente no Simão. Era capaz de me atirar ao poço com ele porque sabia que me ia ajudar.”
Entretanto, em cima da mesa continuava a questão base desta Assembleia: a legalização dos terrenos do campo, isto porque “neste momento os terrenos não são de ninguém” afirmou José Vidal.
A Direcção do clube conseguiu há dias um papel na Conservatória que poderá ser importante para este processo.
Contudo, Carlos Simão "mostrou-se algo céptico em relação ao documento...”.
Face a tudo isto e ao contrário da maioria dos presentes, José Vidal mostrou-se disposto a avançar com o processo da legalização dos terrenos.

Porém, surgiu uma proposta feita pelo vice-presidente do Clube, António Samuel, de imediato defendida pelo presidente da junta, que consistia em retirar da ordem de trabalhos o único ponto em discussão nesta assembleia foi a votação. Foi aprovada, sendo justificada pelo Carlos Simão da seguinte maneira “ou sim ou sopas, este processo não é fácil, não vamos prejudicar a evolução deste processo, até porque é bastante benéfico para o clube, se não querem no sítio do campo avançará a construção de uma escola. Isto de registar terrenos não é nada fácil, registei agora doze terrenos para a junta de freguesia com um valor e património incalculável e sei o quanto custa, agora vocês é que têm de tomar uma posição. E já…”.
Assim sendo, o ponto único da realização desta Assembleia foi retirada da ordem dos trabalhos.
A Direcção do Cova-Gala vai continuar, como fez até hoje, a aguentar e a esperar que o campinho venha!...
Segundo Carlos Simão, “esta foi sem dúvida a decisão mais acertada, foi muito importante para o desenrolar do trabalho que andamos a fazer e claro para o Cova-Gala.”

Considerações finais:
1 – Citando Carlos Simão. A decisão “foi acertada e importante para o trabalho que a junta de freguesia anda a desenvolver”.
A ver vamos?!...
2- Citando novamente Carlos Simão. "Será importante para o Grupo Desportivo Cova-Gala".
Quem estiver, neste momento, completamente seguro disso que avance ….
3-Que mal poderia advir em registar uns terrenos onde o Cova-Gala está há trinta anos, e que não são de ninguém, neste momento?
Quem souber, que esclareça …

16 comentários:

Anónimo disse...

O meu muito obrigado ao Pedro, pelo excelente trabalho e pelo respeito que demonstrou pelo GRUPO DESPORTIVO COVA-GALA.

Anónimo disse...

Era muito caro registar.
Vai-se fazer ali uma escola o que é melhor que o campo já que terá la´ criancinhas de ambos os sexos todos os dias e como apareceram quase todos os sócios na assembleia a proposta foi retirada por maioria e os que não compareceram depois vão andar por aí a cantar e a mandar postas contra os que lá estiveram que foram os que estiveram interessados nos assuntos do clube.

Anónimo disse...

A questão das relações entre os políticos e o futebol na nossa Terra está a ganhar novos e inovadores contornos.
Estou em crer, aliás, que a breve prazo, face às eleições autárquicas do próximo ano, algo de novo e extraordinário irá acontecer.
Mas há um problema de fundo: essa questão suscita na opinião pública local reacções contraditórias.
Ao contrário do que muita gente pensa, há gente atenta ....

Anónimo disse...

Todos sabemos os males que resultaram para o nosso futebol do triângulo nebuloso - Futebol, empreiteiros e Autarcas.
Quem trilha esse tortuoso e perigoso caminho arrisca-se, no mínimo, a ter de enfrentar situações menos transparentes.
Qualquer detentor de um cargo público deveria pugnar pela transparência, e
pelo fim das relações menos claras entre poder autárquico e o futebol.
A prudência recomendava que a separação das águas fosse total e absoluta.
Face ao que se passou na última assembleia geral do Cova-Gala, eu, que estive presente, pergunto: o que move, realmente, a Juta de Freguesia de são Pedro?

Anónimo disse...

Os gajos dos blogues são uma cambada...
trazerem isto para a praça pública!...
Os terreenos eram vendidos pela câmara e o cova-gala entretanto, tal como aconteceu com o Buarcos, ía à vida e a história de sucesso acabava aqui.
Só que estes gajos dos blogues são uns chatos..
Já não tenho paciência para aturar estes cabrões...

Anónimo disse...

Pois, pois, como diz aqui um atento anónimo, há gente ataenta.
deve ser a ver as novelas, ou no cinema ou a ver filmes em casa ou no café.
Quinze participantes na AG é muita gente ataenta.

Guimaraes disse...

Quanto a atirar-se ao poço, se levar uma boiazita talvez não seja pior.....

António Agostinho disse...

Por motivos profissionais, graças ao belo trabalho do Pedro, acabei de ter noção do que ocorreu na Assembleia do GDCG.
Venho aqui apenas para desejar sorte e feicidades ao GDCG, que bem vai precisar...

Anónimo disse...

Os resquícios de 5o anos de ditadura, fizeram dos covagalenses um povo domesticado e mansinho, com alguns laivos de masoquismo, autênticos cordeirinhos em relação a esta união local de interesses instalados, de lobos políticos e raposas velhas e matreiras, que vão conseguindo perpetuar-se no poder local, á custa de todas as manobras possíveis para que tudo se mantenha imutável.
Viva o Simão.

Anónimo disse...

Já agora: a escola fica no meio do campo ou na grande área?

Anónimo disse...

Será que só a Junta de Fregueisa tem o direito de usurpar terrenos à custa da lei do uso de capião?
Há trinta anos, desde 1977, que os terrenos são do Cova/Gala, a mesma lei dá-lhe os mesmo direitos.
Será que o sr. Manuel dos Caracóis, já morreu há trinta anos?
Que responda quem perceber esta pergunta.

Anónimo disse...

Os meus parabéns pelo Blog.
Conteúdo informativo e Cultural. Dá as notícias que mais ninguém dá sobre a nossa Terra. E isso parece incomodar quem gostava de ter o diáfano manto do silêncio para ter campo de acção ilimitado e mãos livres.
Continuem assim pois a Cova-Gala necessita disso como pão para a boca.

Anónimo disse...

Carlos Simão: “esta foi sem dúvida a decisão mais acertada, foi muito importante para o desenrolar do trabalho que andamos a fazer e claro para o Cova-Gala.”
Primeiro, “para o desenrolar do trabalho que andamos a fazer...”

Mas que blog tão irritante...

Anónimo disse...

Transparência é o que se quer,menos mariquices de alguns,sobretudo aqueles que só criticam,e nunca ajudam em nada.
15 sócios que só apareceram,num momento tão importante para o clube!!!
Que vergonha!!!
A Cova Gala merece muito mais,mais própriamente o GRUPO DESPORTIVO DA COVA GALA,e as pessoas que sempre lutaram por esta colectividade unica na nossa terra.

Anónimo disse...

Como se viu na assembleia, até pelo nervosismo do presidente da junta, a espada está apontada desde há muito ao coração dos interesses do Cova-Gala.
E muita gente com responsabilidade dentro do Cova-Gala, que agora cala e consente, sabe disso. Mesmo aqueles que, agora, por qualquer oportunismo circunstancial, se demitiram de pensar pela sua cabeça.
“Definam-se e JÀ”, determinou o presidente. Se não “têm uma escola no campo”.
O que é isto se não um ultimato ditatorial?
Manda quem pode, obedece quem é fraco ...
Isto, é a Cova-Gala, não o Clube, mas a Terra no seu conjunto, no seu melhor...
Por aqui, a única coisa que é exequível e que interessa é o que o presidente, pensa, quer e impõe.

Anónimo disse...

Vou ser breve na análise desta assembleia:

1. Realço o papel de José dos Santos Dias Vidal, que na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, sócio do Clube e covagalense, ao tentar colocar o Grupo Desportivo Cova-Gala como parte directamente envolvida no processo, cumpriu cabalmente o seu papel. Se mais não conseguiu foi porque os sócios assim não quiseram.
2. Lamentar o papel da Direcção, em especial do seu Vice-Presidente, António Samuel Matias, sócio fundador, que com a sua intervenção na Assembleia, na prática, retirou deste processo o Cova-Gala como parte directamente envolvida e interessada.

Para memória futura, como muito bem é titulado o post, a grande ilação a retirar desta Assembleia foi esta.