terça-feira, 13 de maio de 2008

A propósito dos terrenos do campo de jogos do Cova-Gala... Mas, não só!..

Crónica de
antónio agostinho

Nestes dias que antecedem a brasa do verão, a Cova-Gala faz lembrar um “banquete urbanístico”, pronto a ser servido de mão-beijada.
Sempre atentos, os grandes empreendedores da construção civil, depararam-se aqui com um novo “oásis”. Contudo, há sempre quem permaneça sempre insaciável, há sempre quem pretenda mais e mais.
Pelo rumo que as coisas estão a tomar, aqui pela Cova-Gala, no geral, acabaremos por ficar “empacotados”!..
Porém, alguns, poucos, irão ficar “empanturrados” com esta autêntica “orgia urbanística de betão”...

A junta de freguesia de S. Pedro, navegando aliás nas águas do executivo camarário figueirense, tem uma ideia de desenvolvimento local simples e redutora, que só ainda não percebeu quem não quis: cimento, cimento, sempre mais cimento, cimento!...
O lobby da construção civil, cumprindo o seu dever e sempre atento aos seus interesses, está de olho aberto e operacional às zonas apetecíveis. Nomeadamente, aos terrenos onde há 30 anos o Grupo Desportivo Cova-Gala tem a sua “oficina” (construída, a pulso, pelo trabalho, esforço e dedicação de gerações de covagalenses) e os terrenos do famigerado Alberto Gaspar & Ca. Lda. ...

Colocado perante esta realidade de terra queimada e, ao que parece, irreversível, quem ousa ser do contra, isto é, quem tem a desfaçatez o arrojo e a pouca vergonha de ter ideias próprias e diferentes, é alvo de mesquinhas insinuações ...
Nomeadamente, "que existem razões políticas na contestação!.." Como se isso, a ser verdade, numa Terra pertencente a um Portugal livre e democrático desde 1974, fosse sequer questionável ou censurável...
Essa, é a forma mais primária e básica de reagir.

Felizmente, existem alguns que tresmalharam do rebanho e pensam o futuro da sua Terra pela sua própria cabeça, com a consciência completamente livre de interesses individuais ou de grupo.
E, esse direito, ninguém, mas ninguém mesmo, lho vai, nem pode, tirar.
O poder, qualquer poder, é uma coisa extremamente frágil. Por isso, quando um fulano se coloca aos gritos perante uma assembleia, sorrio, e lembro-me que daqui a uns anos, não muitos, ninguém se lembrará dele!..
É a vida.

3 comentários:

Velha Guarda Anos 60/70 disse...

Tinha algumas reticências,mas devo dizer que concordo de uma maneira geral com a opinião pessoal do Agostinho.
Vamos aguardar para ver.
Só espero que já não seja tarde demais.

antónio disse...

Amigos vamos lá centrar a questão no essencial e evitar os ataques pessoais aos peões, como muito bem fez o blogueiro.
Até porque já vi apoios declarados que mudaram...
Na actual LISP, para lá do romantismo do militante fiel e do amor à camisola desinteressado, a maior parte dos que lá permanecem, quer poder.
E o poder neste momento é o Rei. O resto é o deserto, total e absoluto.
A presença do Rei é como o sol, quando estamos longe dele, há apenas a noite eterna...
É o que os peões sentem medo. E abrigam-se debaixo do manto protector do Rei. Sem ousar questionar NADA.
Se for necessário até se atiram para o fundo de um poço. Mesmo sem bóia.

Adosindo Basófias disse...

Olhe caro senhor Agostinho, saio aqui da minha modorra das aulas de agricultura biológica, para lhe dar uma sugestão, para os terrenos. Cá pensando melhor esta é de borla e não levo nenhum euro por isso. Num senhor, não aceito um centimo. Ora então cá bai ela: se o clube ficar sem o campo vão jogar pra onde, foi a pregunta que eu fiz e respondi logo aos meus botões: debe encerrar. Fechar ou então ir prá Murraceira. Num beijo outro destino.
Cumu é que ESSES SENHOIRES vão conseguir construir o que quer que seja junto do mar? Cumu é que será possÍbel? Será que em Lisboa a gente num consegue por um palito na engrenagem SE DENUNCIAR esta palermice pegada que é erguer seja o que for na orla costeira? Ou será que a senhora presidente de Lavos quer mudar a sua rica cazinha prá Cova-Gala? Ós depois quando o mar lhes molhar os pés é o Ai Jesus que já se sabe. Querem todos uma muralha para protger. Quem paga a muralha? O ÈRàrio Público, pois então. E eles que fizeram ao dinheiro do negócio? Enterram-no na areia? Num me parece: Pois então.
Ora as batatas não se semeiam, plantam-se. Vou ali cumprar o Borda D'Àugua para ver o que vou semear este mês. Ò senhor Agostinho desculpe lá este desabafo, mas isto é cá du mê curso, mas como já tinha a carta fechada não apaguei esta parte. Os probremas da BORDA DE ÁGUA será o tema da minha próxima rendacção. Fique bem e tenha um caldo de galinha sempre à mão.