| Foto OUTRA MARGEM |
De norte a sul observam-se praias sem areia ou com quase todo o areal submerso na maré
cheia, dunas devastadas e estruturas
balneares esventradas ou transformadas em destroços flutuantes. E
mesmo com a recuperação natural
que se espera que a primavera trará, estima-se que podemos vir a ter
muitas praias irreconhecíveis no
próximo verão.
“Houve um recuo particularmente brutal junto ao Bairro dos Pescadores, na praia de Mira”, no distrito de Coimbra, descreve o geólogo Paulo Baganha Batista. "Em apenas cinco dias, o mar avançou perto de sete metros, quando nos cinco meses anteriores avançara pouco mais de três.”
“Houve um recuo particularmente brutal junto ao Bairro dos Pescadores, na praia de Mira”, no distrito de Coimbra, descreve o geólogo Paulo Baganha Batista. "Em apenas cinco dias, o mar avançou perto de sete metros, quando nos cinco meses anteriores avançara pouco mais de três.”
A zona costeira entre Espinho e a
Figueira da Foz é das mais suscetíveis a fenómenos de erosão, devido ao défice sedimentar associado às
barragens do rio Douro. A situação tem sido agravada por intempéries que tornam o mar ainda mais energético.
Paulo Batista e Carlos Coelho, dois especialistas em dinâmicas costeiras da Universidade de
Aveiro, concordam que as alimentações artificiais de areia executadas
nos últimos anos “têm ajudado a
mitigar parte dos danos”, já que os
sedimentos permanecem depositados na zona submersa e poderão
progressivamente alimentar as
praias.
Porém, Carlos Coelho teme
que “a tendência seja termos áreas
de praia cada vez mais pequenas”, já
que “os impactos destes temporais
são muito significativos”.
Nota de rodapé.
Pela Aldeia, no que à erosão costeira diz respeito, a situação a sul do quinto molhe tem estado calma.
Esperemos que assim aconteça nos próximos anos.
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