terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A não perder...

O jornalista, escritor, guionista e humorista, Ricardo Araújo Pereira, vai estar hoje, pelas 21h30, no Auditório  Municipal, para apresentar "A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar - Uma espécie de manual de escrita humorística",  um livro editado pela Tinta da China.
Citando o autor.
«Esta é a minha hipótese: humor, ou sentido de humor, é, na verdade, um modo especial de olhar para as coisas e de pensar sobre elas. É raro, não porque se trate de um dom oferecido apenas a alguns escolhidos, mas porque esse modo de olhar e de raciocinar é bastante diferente do convencional (às vezes, é precisamente o oposto), e a maior parte das pessoas não tem interesse em relacionar-se com o mundo dessa forma, ou não pode dar-se a esse luxo. Somos treinados para saber o que as coisas são, não para perder tempo a investigar o que parecem, ou o que poderiam ser. Este livro procura identificar e discutir algumas características dessa maneira de ver e de pensar.»

Qual Caracas?.. A Figueira é que é uma cidade boa pra Caraças!..

Figueira da Foz
"Em intervalos da música natalícia, que brota das colunas espalhadas pelo espaço público citadino, ouve-se, de quando em vez, uma mensagem do senhor Presidente da Câmara. 
Qual Coreia do Norte...
Também por cá o “querido líder” fala às massas utilizando a sonorização pública. 
Técnicas..."
Miguel Almeida

A propósito de "desintestinar": na Figueira, há muito cara de cu que desconhece muita coisa que o intestino conhece na perfeição... E, já agora: começo a ter problemas em arranjar humor para tanta merda "obrada"!..

"Sem mais delongas, gostaríamos que os ilustres autarcas puxassem pelo seu bestunto e nos explicassem porque é que mandaram apagar parte da iluminação, que nunca é demais, por todo o concelho e, ao invés, implementaram a iluminação no areal da praia da Figueira da Foz?
Não percebemos esta dualidade de critérios, parece-nos a velha prática corrente: tira-se das freguesias e coloca-se na cidade.
Concluímos, mais uma vez, que a nossa Câmara Municipal anda a tratar-nos por trouxas.
Ah! Talvez a iluminação não seja para iluminar os grãos de areia, mas sim para indicar a “pista oásica” para orientar o pato-bravo a aterrar no aeroporto do Lopes.
Mas já que nos tratam por trouxas, malbaratando o dinheiro de todos nós, porque não largarem por ali, naquele areal imenso, uns gambozinos para as pessoas se entreterem? Pelo menos seria mais imaginativo e mais original que as modernices dos pokémons. 
Pois é, ficamos irrascíveis quando nos querem desintestinar!... Já não conseguimos ter humor para tanta burrice!.."
Manuel Cintrão

Bom Natal para todos


Que brilhe, nem que seja uma pequena luz... 
Que brilhe para todos nós, incluindo os pescadores sem nada nas redes...

A Figueira tem um presidente "inteligente"

Em declarações aos jornalistas à margem da reunião do executivo ontem realizada, João Ataíde recusou que a autarquia esteja, ela própria, a violar o regulamento municipal por si aprovado.
"Não é a Câmara que não cumpre o regulamento municipal, quem não cumpre é a Naval. O regulamento não é peremptório. Define que o pagamento é devido e, em caso de incumprimento, caberá a nós, executar [a dívida]. Posso executar, como posso deixar que eles não joguem lá. Obviamente, deixo-os jogar, porque o interesse relevante é a prática desportiva", argumentou João Ataíde. 
O n.º 2 do artigo 18.º do regulamento, relativo ao pagamento de taxas das utilizações regulares do complexo desportivo, refere que estes devem ser efetuados "até ao dia 10 do mês a que diz respeito, não sendo permitida a utilização das instalações após esta data".
"Se o objetivo for acabar com a Naval, então pego nas rendas - não cumpre as rendas, sai. Mas eu não quero acabar com a Naval, a Naval está em particular dificuldades", referiu João Ataíde. 
O presidente da Câmara não esclareceu se a autarquia vai manter a situação de incumprimento da Naval 1.º de Maio, clube que está sujeito a um Plano Especial de Revitalização (PER): "Depende, mantenho a dívida se porventura mantiverem um serviço de relevante interesse público. Não é nosso propósito resolver [o contrato], porque há centenas de miúdos que estão a jogar futebol. A relação é de incumprimento contratual, poderão ser executados apenas para o pagamento coercivo dos custos em falta", frisou. 
Questionado sobre se a situação é justa para outros clubes do concelho que cumprem os pagamentos da utilização do complexo desportivo, também no futebol de formação, João Ataíde argumentou que é "justo em termos de serviço público". 
"É justo em termos de preservar e respeitar todos os miúdos que ali jogam futebol. Se isto levar a uma situação de incumprimento que se torne absolutamente insolúvel, depois a Câmara terá de aferir as medidas que tem a tomar", alegou. 
Já a questão da deterioração do estádio municipal José Bento Pessoa - campo relvado que foi arrendado à Sociedade Anónima Desportiva (SAD) da Naval 1.º de Maio, para ser utilizado pela equipa de futebol sénior, que compete no Campeonato de Portugal de futebol - foi esta segunda-feira levantada pela oposição no executivo. 
A autarquia cedeu a utilização do estádio à SAD da Naval a troco do pagamento de 100 euros mensais, ficando o clube responsável pela manutenção do espaço, mas o acordo não foi cumprido e o relvado tem estado impraticável para a prática de futebol. 
Em resposta às questões levantadas por Miguel Almeida, vereador do movimento Somos Figueira, João Ataíde lembrou que foi feito um acordo para a manutenção das estruturas, "mas a evolução não é nada boa"
Aos jornalistas, o autarca disse que a questão "não é cobrar a dívida" e que não pretende "precipitar uma decisão", porque isso "poderá ser absolutamente inconveniente à Naval"
"Não queria causar-lhes dificuldades, gostaria que tivessem êxito. O que me interessava é que a Naval pudesse estar numa posição relevante no campeonato e que mantivesse as estruturas minimamente aceitáveis. Se nenhum destes objetivos está a ser atingido, teremos eventualmente de tomar uma decisão", frisou, não se comprometendo, no entanto, com eventuais prazos.

Nota de rodapé.
Como todos sabemos, nas touradas "o inteligente", é aquele que detém o poder, controla os tempos e manda substituir os artistas...
João Ataíde, revelou-se "o inteligente" deste segundo executivo de maioria absoluta PS: está sempre atento ao desenrolar da "corrida"...
E, em última análise, a última palavra é sempre a sua. 
Mesmo quando quando mandou outros falar por ele...
Reconheço a inteligência superior do actual presidente da câmara da Figueira da Foz.
Só um "inteligente" teria conseguido colocar alguém a
defender como "serviço público", a colocação de um hospital dentro de um parque de estacionamento...

Nova era nos espreita: de aT para dT...

"Candidato republicano foi escolhido pela maioria dos Grandes Eleitores, avançam os meios de comunicação social norte-americanos."
Este ano,  a passagem de ano vai ser mesmo aquilo dizem ser e nunca dei conta de que o era..
Este ano, vamos ter mesmo, para além de uma passagem de ano, a passagem para uma nova era. 
De Antes de Trump, até 2016, vamos passar para Depois de Trump, em 2017.
A passagem de ano prestes a acontecer, não será, portanto, apenas a passagem de mais um dia.
Será uma data, que terá de ser observada com outros olhos e à luz de uma nova visão...
Como sou pessoa  pouco propensa a pessimismos vou vivê-la com a esperança interior de que as coisas mudem para melhor... 
Mas, o melhor, é não me iludir muito.
Dentro de 11 dias começa um novo ano. 
Mas, desta vez, creio que algo será mesmo diferente: não acontecerá,  apenas, um dia mais na sucessão dos dias... 

Por vezes, a perspectiva da Aldeia, vinda do outro lado, pode trazer-nos uma agradável surpresa!..

No Cabedelo, basta olhar e ver, até onde a vista alcança, e ficamos com a alma cheia de um contentamento que não é fácil de descrever, mas que uma sensibilidade arguta e aguçada, como a da Isabel Maria Coimbra, consegue transmitir. 
Foi, penso eu, uma forma diferente e boa de reencontro interior e anterior. Isto é, que remonta a anos atrás, quando o Cabedelo era a praia de eleição da Isabel Maria Coimbra, a autora do excelente texto que passo a citar.

MOMENTO SALVÉ CABEDELO: 
foto Isabel Maria Coimbra
"Já pensámos, fotografámos ou desenhámos um mar alaranjado do sol poente onde não há lugar para enjoo. 
Muitos, contam histórias vividas à beira mar com heróis verdadeiros ou inventados. 
Outros, procuram longe de casa praias e mares invulgares na busca de instantes diferentes e felizes. 
Alguns, os sonhadores, já imaginaram embarcar entre peixes e cheiro a maresia. 
O certo é que procuramos sempre algo de novo na imensidade salgada do mar. Algo que nos reconforte e recompense do abandono e da insensatez da acção do Homem no litoral, que tem tido consequências desastrosas na orla marítima. 
(…)
A “aldeia” é pequena e a viagem é curta.
Basta atravessar a ponte para a outra margem que logo chegamos à rotunda da Gala. Viramos à direita e seguimos a via, curvando ligeiramente à esquerda uns metros à frente. 
Prosseguimos o caminho virando novamente à direita e uma placa de sinalização indica-nos o Cabedelo e o Parque de Campismo
A rua, estreita de Verão para acolher o trânsito e os viajantes, parece agora ampliada. O piso acrescentado ao antigo alcatrão revela que o Município não tem aquele canto de terra no top de preferências ou prioridades turísticas
No primeiro contacto de fim de trajecto avistamos, do lado contrário da borda do mar, a Escola de Surf
Lançamos um olhar fortuito em redor para termos a certeza que não chegámos ao fim do mundo numa mesma cidade. Estacionamos a viatura numa espécie de parque de estacionamento, feito à pressa e sem carinho, num terraplanado irregular. Assim que nos aproximamos do paredão sentimos um forte (e único) sabor a mar. 
foto António Agostinho
O lugar convida a uma conversa sem rumo. 
Seduz à contemplação daquele belo recanto aconchegado pelo calor do Sol. 
Não há vento.
Nem frio. 
Nem ruído que perturbe a paz de um final de tarde a reter em boa memória. 
No cimo das pedras vêem-se umas esculturas interessantes feitas por um francês, que lembram algo místico. 
A simplicidade é perfeita. 
Não é todos os dias que capturamos um pôr - do -sol luminoso poisado na leve ondulação do oceano mas...aconteceu hoje na esplanada do café bar do Parque de Campismo do Cabedelo. 
Se a vida tem horas salutares de convivência e dias felizes de descanso… que seja aqui. 
Um lugar a revisitar. Perto. Lindo. Tranquilo… tristemente longe dos interesses de uma autarquia como local a preservar e a socorrer com urgência.
Muito obrigada ao excelente anfitrião Antonio Agostinho, pelo amor à terra que o viu crescer, pela conversa despretensiosa e pela tarde na “outra margem” no bar do Cabedelo."