quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A ideologia, pura e dura, na Assembleia Municipal da Figueira da Foz


Foto Luís Ribeiro

Hoje, pensava eu, ninguém se atreve a aplaudir o unanimismo.
A vida é constituída exactamente de diversidade que se deve manifestar em todos os domínios.
A troca de ideias e a discussão civilizada não nos devem perturbar, antes devem ser a regra a seguir como a atitude insubstituível.
Hoje, como sempre costumo fazer sempre que posso, fui assistir à sessão da Assembleia Municipal da Figueira da Foz e vim de lá completamente descansado.
Nada mais normal,  portanto, que  num órgão que não consegue discutir, com profundidade e esclarecimento qualquer questão relevante ou algo de útil para o nosso concelho, em várias horas de discussão estéril, aprovar por maioria uma saudação ao 25 de Novembro.
Nada mais natural também que, um órgão que não consegue, com profundidade e esclarecimento, discutir qualquer questão relevante ou algo de útil para o nosso concelho, em várias horas de discussão estéril, reprove um voto de pesar pelo falecimento de um ex-Presidente de uma República com que temos óptimas relações comerciais – no caso Fidel Castro.
Esta sessão da Assembleia  Municipal da Figueira da Foz, realizada no dia 15 de Dezembro de 2016, para mim foi uma sessão completa.
Completa, em  termos de completa mesmo, isto é, encheu-me as medidas; e em termos de agrado completo, isto é, nesse campo também me encheu as medidas.
Como dá para ver, o pluralismo está assegurado na Figueira.
Ter a consciência limpa é um sério sintoma de péssima memória.
E os políticos figueirenses, hoje, na Assembleia Municipal da Figueira da Foz, na sua esmagadora maioria, lá estiveram para mo confirmar.
A terminar:  gostei muito – e consegui entender – a intervenção do presidente Ataíde sobre o voto de pesar pela morte de Fidel Castro, que não foi aprovado pela Assembleia.
Sobretudo, demonstrou sentido de Estado.

Calma...

Já que ser coerente, significa para alguns ignorantes, "ser tão ignorante hoje como há 50 anos", apenas coloco esta legenda, em mais esta foto maravilhosa do meu saudoso Amigo Gilberto Vasco: "PRAIA DA SARDINHA".
Ponto final. Parágrafo.

Aos senhoritos desta maioria absoluta, recomendo chá de louro: cura bicos de papagaio...

"Talvez indispostos pela pressão da comunicação social e redes sociais, lá veio ontem a resposta da CMFF, via e-mail do Gabinete da Presidência, através dum texto, sem timbre da autarquia, sem estar assinada e num tom deselegante, numa apresentação, quanto a nós, indecorosa e indigna para quem tem a incumbência de representar o nosso Município." Carlos Tenreiro
Para ler melhor clicar na imagem 

Nota de rodapé.

Esta gente dos paços do município ignora muita coisa.
Nomeadamente. A saber: o chá é a antítese da queca!..
O chá, no início, costuma estar quente e acaba frio. A queca, começa fria e, comigo, costuma acabar quente
Que falta de chá que deve haver no primeiro piso dos paços do município!..

O negócio do plasma: suborno e tráfico de influências...

Paulo Lalanda de Castro, até ontem responsável máximo pela Octapharma em Portugal, apresentou a demissão na sequência de buscas que tiveram lugar nas instalações da farmacêutica, relacionadas com a investigação sobre o negócio do plasma, esmiuçado pela jornalista Alexandra Borges (TVI), há pouco mais de um ano, na peça que podem ver em cima, cuja visualização é altamente recomendada...

Via Aventar

A democracia, não raras vezes, tem destas coisas: coloca o poder nas mãos de uma maioria absoluta incompetente...

«... olhando a Figueira percepciona-se uma cidade que continua apática e incapaz de incapaz de reinventar as suas novas funções. Na ausência de uma comunicação política objectiva e capaz, que nos mostre mais do que os olhos de qualquer cidadão Figueirense vê, o que salta à vista são “enfeites urbanos” de gosto duvidoso, estatuária avulsa, pintura mural nem sempre apropriada, azulejaria se calhar desnecessária, ajardinamentos “démodé” e passadiços luminosos…
A participação democrática dos cidadãos na vida das suas comunidades legitima as escolhas das equipas autárquicas e as políticas públicas implementadas por elas. É preciso mais pois o que se vê …“É muito poucochinho!”»
- Isabel Maranha Cardoso, economista, via o jornal AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
Resumindo e concluindo. Nestes 40 anos de poder local, a Figueira e o seu concelho, infelizmente por culpa da maioria dos figueirenses - os que votaram sempre nos mesmos e os que se abstiveram -, é a demonstração viva de que democracia também pode ser um sistema que garante que  podemos escolher não sermos governados melhor do que merecemos!..
Que o mesmo é dizer: "é muito poucochinho"...
Se a política na Figueira é sempre mais do mesmo, isto é, eleição após eleição, o esperado sempre acontece, o que é falta ao figueirense para conseguir fazer aquilo que qualquer ser humano consegue fazer com facilidade?..
Ser capaz de aprender algo com a experiência!..
Tal como sabe que fazer amor não se pode confinar a escrever uma carta, o figueirense também tem de aprender que para fazer música não se pode limitar à leitura da  teoria musical...
Mas, digo eu, nunca é tarde para o figueirense aprender...

Abraham Lincoln: A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo...


Hoje, dia 15 de dezembro de 2016, pelas 15 horas, 
realiza-se uma sessão da Assembleia Municipal.

A América não pára de nos surpreender!

DETALHE DE VISUALIZAÇÃO DO MAPA DAS ÁRVORES DE NOVA YORK
Nova York mapeou todas as suas árvores. E é possível saber a importância de cada uma delas...
Projecto mostra arborização das ruas da cidade em detalhes e calcula seus benefícios ecológicos e económicos.
Na avenida Sheffield, no Brooklyn, em Nova York, existe uma árvore da espécie Fraxinus (freixo, em português, ou ash, em inglês). Só ela retém 3,7 mil galões de água de chuva anualmente - e poupa aos cofres municipais, por ano, US$ 348 dólares ao reduzir a emissão de gases poluentes.