sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Mesmo um anjinho, como eu, percebe que quem governa o concelho é João Ataíde e que a oposição é uma miséria...

Depois de dois mandatos a ignorar a importância que a autarquia poderia ter na promoção do desenvolvimento concelhio, quem gere a câmara figueirense tem agora um desafio para enfrentar.
Seria interessante que o senhor  presidente da autarquia, em vez de andar a cercear o debate político, com reuniões à porta fechada, por exemplo,  explicasse aos cidadãos figueirenses, como encara o futuro da cidade cujo desenvolvimento lhe cabe promover. 
Que ideias tem, com que recursos conta, o que pretende fazer?
Mas é também tempo para a oposição reflectir: como é possível que uma equipa tão incompetente consiga, oito anos depois de nada ter para apresentar de relevante e estrutural, além da bandeira da dívida, cuja história verdadeira, aliás, há-de um dia ser contada, ganhar as eleições  com uma maioria absolutíssima? 
Os abusos, os almoços, os jantares e a manipulação eleitoral da miséria económica e cultural não dá para explicar tudo.
A oposição perdeu,  porque também não foi suficientemente competente e os partidos devem reflectir sobre se escolheram bem os candidatos, se a forma como funcionam internamente é entendida pelos eleitores, se os seus modelos se adequam aos desejos da população. 
É bom e urgente que o façam, sob pena de dentro de quatro anos voltarem a perder...

Recordando Andreas Ding, um Pastor Evangélico que fez muito pela juventude da Cova e Gala

Para ler melhor clicar na imagem
O pastor Andreas Ding, nasceu em Pforzheim (Alemanha), estudou teologia no seu país natal e foi ordenado no ministério pastoral em 1995 pela Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal (IEPP), onde exerceu funções até 2008. 
O Pastor Andreas Ding dirigiu a comunidade da Igreja Evangélica Figueirense durante 12 anos. 
Fez parte da Direcção do Centro Social da Cova e Gala, no princípio do século XXI, onde o conheci e fui seu colega de duas Direcções que tinham o Pastor João Neto como Presidente. 
A partir de 2008, juntou-se à Fliedner Foundation como capelão da escola, mas em agosto de 2009, entrou numa comunidade monástica luterana chamada Christusbrudershaft (Irmandade de Cristo), onde serviu até ao dia da sua morte, que ocorreu em 16 de Agosto de 2014. 
Era um Homem de uma cultura enorme, mas também de acção, como o demonstra este "Projecto Esperança", de que foi o principal obreiro.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pedro Cruz: “Detesto o politicamente correto, não tenho feitio para isso e falo dos assuntos sem pinças”.

Há pessoas que gostam de uma certa exposição... 
Outras, como é o caso do Pedro Agostinho Cruz, nem por isso. 
Quem o conhece bem sabe que  prefere observar. 
Não por simples curiosidade, mas para tentar perceber como as pessoas agem, sem as tentar julgar. 
Observar... Apenas! Com discrição e reserva.
Deu uma interessante entrevista ao Figueira na Hora (eu sei que sou suspeito...) que pode ser lida clicando aqui.

Com a devida vénia respigo a pergunta final de Jorge Lemos: "que diferença existe do Pedro de há 10 anos e o Pedro de hoje?"
A resposta foi esta.
"Bem, aos 19 anos já andava com uma máquina fotográfica na mão. Já conhecia e lidava com o stress diário dos jornais e redacções.
Eu sei que é parvo, mas passados 10 anos continuo a achar que posso mudar o mundo com as minhas fotografias.
Continuo a fazer o que gosto, como gosto e tenho a sorte de algumas pessoas gostarem.
Continuo a acreditar que posso fazer coisas boas a partir da minha cidade. Hoje, vejo que há gente que caminha também nessa estrada e isso deixa-me satisfeito.
Para concluir, continuo a dormir descansado e isso nos dias de hoje é um privilégio."

Depois de ler a entrevista do Pedro Agostinho Cruz, um jovem de 29 anos de idade, interroguei-me...
Que tipo de vida levamos?
Quem nos leva a levar este tipo de vida? 
A quem aproveita?
Passamos a vida a trabalhar: trabalhamos, trabalhamos, trabalhamos para que possamos ultrapassar as necessidades que nos criam. 
Aqueles óculos fantásticos; aquele relógio magnífico que dá horas certas como outro qualquer; aquela T-Shirt capaz de nos fazer sentirmo-nos nós; o popó dos nossos sonhos que nos leva rapidamente ao engarrafamento; aquela casa que será nossa ao fim de 30 anos e que nessa altura não valerá um centavo, tendo pago por ela, em suaves prestações, mais do dobro do seu preço; aquele telemóvel, descartável dentro de 6 meses, que até fala para as estrelas; aquelas férias paradisíacas que acabam em tormento, mas que sempre se podem contar aos amigos; aqueles sapatos com um design atraente que não duram mais que uma estação; um PC com múltiplas funções, continuando a usar as que já dominávamos; e a net sem fios, em que se pode navegar até no café...

Tudo isto, nos dias de hoje, é o que nos distingue uns dos outros.
E, nós, não só os jovens, vaidosos, desfrutamos de todas estas vantagens, que não são mais que necessidades artificiais criadas, para que uma vez consumidas, não possamos abdicar delas. 
O sistema funciona na perfeição. 
O dinheiro não chega? Qual o problema? Recorre-se à banca, que são uns estabelecimentos muito simples, que vendem dinheiro, com garantias reais como é de bom tom, e nos ajudam a colmatar o deficit para que o status se mantenha. 
Corre tudo sobre rodas porque somos números que se podem introduzir num sistema informático, com os devidos alertas, quando a luz vermelha se acende.

E viver? Alguém pensa em viver? E sentimentos? Que valor têm eles na nossa sociedade avançada?
Foi essa a diferença de visão que mais me chamou a atenção nesta entrevista do Pedro Agostinho Cruz.
"Não tenho medo de estar exposto, ser criticado, ou seja lá o que for. A minha forma de estar é assim.
Detesto o politicamente correto, não tenho feitio para isso e falo dos assuntos sem pinças.
Eu sei que tenho uma relação muito especial com os fotógrafos da cidade, mas ainda não percebi porquê, confesso.
Faz-me confusão a passividade e a falta do olhar deles sobre temas que exigem de nós, que nos fazem crescer a todos os níveis. Temos de assumir posições, responsabilidades, etc.
Claro que é mais fácil e cómodo alimentar a nossa quintinha da comunidade virtual com fotografias bonitas que possam ser traduzidas em likes ou seguidores. Opções!.."

É isso mesmo: opções.
É preciso saber o que queremos para nós e para os outros. As opções são cada vez mais claras e necessárias! Não nos podemos refugiar na impotência...

A tradição, na Figueira, continua a ser o que sempre foi: há vivos que estão mortos...

"Foi empossada a nova administração da Figueira Domus."

Nota de rodapé
Resta desejar bom trabalho.
A necessidade e o engenho conseguem, por vezes,  autênticos milagres.

O outono continua bonito na minha terra. Logo que possa, vou voltar a apreciar este "sol"...

O vinho licoroso “Sol engarrafado”, que entre as décadas de 50 e 70 do século passado pôs o nome da Figueira da Foz nas bocas do mundo, está de volta, através do armazenista e distribuir de bebidas local Dapaval.
O regresso tem hora, dia e local: 17H00 do próximo sábado no Casino Figueira e insere-se na segunda edição do evento Figueira Doce Figueira, organizado pela Associação Figueira com Sabor a Mar.

Via AS BEIRAS

Deputada Ana Oliveira questiona Ministro da Saúde...


Intervenção no debate, na especialidade, das propostas de Orçamento do Estado e Grandes Opções do Plano para 2018 da deputada figueirense eleita por Coimbra na lista do PSD.
Para ver e ouvir, clicar aqui.

Perdoem o regresso

A penitência, nas nossas vidas,  é um extra...
Clarificando: a penitência é um sinal próprio de uma sociedade débil e amorfa como a figueirense.
Para quê, por conseguinte,  aborrecermos  com a profundidade dos problemas e grau de exigência, quem ocupa funções na gestão da causa pública?
Aproveitemos mas é o milagre outonal que nos continua a trazer esplendorosos raios de sol e vivamos com a certeza de que continuam a gozar connosco, mas sem que de tal constatação retiremos consequências.
Depois de alguns dias de retiro, por razões de força maior, vou continuar...
Com calma, pois ainda estou em regime hospitalar...
Não sei o que se tem passado pela Aldeia, mas presumo que tudo esteja a andar sobre rodas.
Aproveitemos, pois os milagres deste outono, sobretudo o bom tempo, e continuemos a assobiar para o lado...
Embora devagar estou de regresso...
Para já, fica um pedido de desculpas antecipado aos que já pensavam que se tinham visto livre de mim, pelo meu  regresso, que, espero, não demore muito: é só o corpo o permitir. O espírito, continua o mesmo de sempre.
Com esta minha estadia no hospital, comprovei aquilo que já sabia: se quer saber quantos amigos você tem, dê uma festa. Se quer saber a QUALIDADE deles, fique doente.
Comprovei que além de um rico homem, sou um homem rico: tenho muitos amigos e de QUALIDADE.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

"A generosidade democrática do PS na Assembleia Municipal"...

"O PS abdicou de um lugar na Comissão Permanente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz a favor do BE, que, caso contrário, ficaria sem representação, tendo em conta a percentagem de votos obtida nas eleições autárquicas de 1 de outubro último. 
Assim, os socialistas têm seis elementos, o PSD três, a CDU um e os bloquistas um
A generosidade democrática socialista manifestada aos bloquistas poderá não ter sido um acto isolado e espontâneo surgido na reunião de líderes da assembleia municipal. O PS e o BE, recorde-se, formaram “geringonças” para os executivos das freguesias de Buarcos e São Julião e Marinha das Ondas, autarquias onde o partido da rosa renovou o mandato sem maioria absoluta
João Portugal foi eleito, por unanimidade, líder dos socialistas na Assembleia Municipal da Figueira da Foz. O PS tem 27 deputados (15 directos e 12 presidentes de junta, que têm assento naquele órgão por inerência de funções).
Teotónio Cavaco, do PSD, também se submeteu a votos junto dos seus pares, tendo sido eleito com oito votos a favor, um contra e uma abstenção.
A CDU reparte a liderança entre as duas eleitas para a assembleia, Silvina Queiroz e Adelaide Gonçalves. 
O BE, por sua vez, só pode contar com Cristopher Oliveira, uma vez que só elegeu um deputado. 
A assembleia municipal conta ainda com o independente Carlos Batata, presidente da Junta do Bom Sucesso." 

Via AS BEIRAS

O "alternativo diabólico"...

Toda a gente que conheço (eu incluído), necessita de ter algo a que se sinta ligado, duma maneira dupla. 
Precisa de depender desse algo e, ao mesmo tempo, precisa que isso não seja autónomo dele, ou seja, que  dependa de dele. 
É esta dualidade de sentimentos que intensifica os afectos de que necessitamos para ir sobrevivendo.

O alternativo, que regista e realça o mau que há nos outros, não tem de ser  necessariamente bom. 
Eu, se fosse destes, sabia que tinha, pela menos, um dom. 
De certeza que não convencia  (ou convencia pouco...), porque, nesta altura, não dá para se acreditar apenas no que um fulano diz. 
Contudo, conseguia certamente entrar em concorrência aos que  vão  proferindo disparates de envergadura monumental.  

domingo, 12 de novembro de 2017

Somos animais de hábitos: quando algo impede a sua habitual manifestação, tem de se fazer soar a campainha de alarme...

Ao cuidado da vereadora do desporto: "não há casas de banho para o público no campo de treinos" 
- Via Valdemar Salvaterra

Subserviência em política...

Subserviência mais comum: é a que aceita servilmente as directrizes do mais forte, na convicção de que quanto mais se identificar com ele maiores são as hipóteses de beneficiar de um tratamento de favor. 
É a lógica do “bom aluno”, no sentido mais pejorativo do conceito. 
É a covardia política levada ao seu expoente máximo.

Nota de rodapé.
Eu sei que o Eça está velho (morreu há cento e dezassete anos. Uma pessoa devia voltar-se para trás, para a estante, retirar um Eça e ler. Se não tiver um à mão — é uma vergonha...) e eu também não me ando a sentir lá muito bem. 
Mas, não resisto a citá-lo, mais uma vez...
 “O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. O tédio invadiu as almas. A ruína económica cresce. O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. O Estado tem que ser considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo”.

Coluna Social...


"Os difíceis mas muito bem tratados greens da Curia, receberam mais uma prova a contar para a OM do clube figueirense, com a presença de três dezenas de jogadores. Curioso o facto dos dois primeiros lugares das duas tabelas, terem sido ocupados pelos mesmos jogadores, o figueirense David Cavaco e o conimbricense Marco Rosmaninho. Em gross, o David obteve 28 pontos contra os 26 do Marco e em net ambos obtiveram 35 pontos, sorrindo a vitória ao David em virtude da melhor 2ª volta. Na tabela real, foram seguidos pelo Arsénio Almeida, Fernando Pimentel e Filipe Rigueira todos com 25, enquanto que na abonada, os lugares seguintes foram ocupados pelo Amílcar Almeida e Mário Abrantes também com 35." 

Nota de rodapé.
Não tenho nada a favor do futebol. Não tenho nada contra o ténis e o golfe.
Que isto fique bem clarificado.
Apenas constato que há pequenas curiosidades que nos dão um prazer imenso. 
São gostos que ninguém nos pode tirar. 
Os Trabalhadores gostam de jogat futebol.
Os Directores gostam de jogar ténis.
Os Administradores (incluindo presidentes de câmara) gostam de jogar golfe.
Resumindo: 
Quanto mais se sobe na hierarquia social, mais  pequenas são as bolas utilizadas na prática desportiva...

os anjinhos caídos

A verdade é que Rui Duarte pode não ser nenhum anjo e pode nem sequer ter caído, excepto em tentação. Isto é, ele pode ser simplesmente um típico português, um homem comum, um figueirense de lineu: alguém que, muito prosaicamente, sem ingenuidade nem inocência, prefere um penacho na mão do que outro a voar. Fiz-lhe o retrato, quase-robot porque é um caso-tipo, para o meu Album Figueirense, embora os anjinhos caídos desta estória sejam outros.

Mas a estória foi assim: cansado de se ver sempre relegado para segundo plano por um ex-pescador reformado e semi-analfabeto, o arquitecto Rui Duarte terá decidido avançar - tornando pública a vontade de se candidatar à Junta - contra o preferido pelo aparelho do seu partido. Este, receando perder uma eleição onde os votos se dispersariam por duas candidaturas irmãs, resolveu a coisa de uma penachada: oferecendo-lhe uma sinecura numa empresa camarária em troca da desistência da candidatura (uma saída de sendeiro, mas para cima). Perante isto, Duarte fechou a boca e agarrou o penacho com as mãos ambas - o homem comum, como dizia Sir Herbert Read, "não assalta a bastilha onde a beleza está em clausura. Tem senso prático, como se costuma dizer"

É aqui que entram as altas expectactivas. A ascenção de Duarte (nada ilusória, muito real, meu caro Agostinho) foi, certamente, a sua queda – apenas em tentação - mas foi sobretudo a queda dos “muitos” que queriam ver nele mais do que um figueirinhas comum a fazer pla vidinha. Cairam abrupta, brutal, aparatosamente, desamparados na real - os anjinhos. A moral desta estória é que existem mesmo anjinhos caídos. E são socialistas; e figueirinhas, claro. Mas nenhum deles é o nóvel administrador da Figueira-Domus.

Daqui

sábado, 11 de novembro de 2017

A decadência das sociedades foi um tema que Federico Fellini tratou magistralmente. Rever os seus filmes (actualíssimos) é perceber como o Rei vai nu há vários anos... Infelizmente, cá pela Figueira, não aprendemos nada com o Mestre!

Tempus dominus rationis est

Madrinha, é uma madre baixinha que tem muitos afilhados?..

FOI!
Não vejo motivo para tanto “alarme” pelo facto de o presidencial fala-barato nos tentar impingir e dona “Cavaca” como MADRINHA.
Na verdade, ele está a falar de outra realidade. É uma língua lá deles.
Ela é a “madrinha” apenas por inerência… por ser casada com aquele que foi “O Padrinho” por muitos anos.
SÃO COISAS E DESIGNAÇÕES LÁ DA MÁFIA.

Samuel Quedas
Ainda bem que Marcelo chamou a si a competência para designar madrinhas e escolheu essa espécie de Virgem de Boliqueime para todos termos madrinha. 

Com sorte até o Santana Lopes vai ser amadrinhado, agora que parece que sobreviveu ás facadas e que conseguiu sair vivo e mais ou menos lúcido da tentativa de homicídio do deus menino, ainda no colo da parteira. 

Que mais poderemos desejar, temos um presidente que nos dá beijinhos e que nos esclarece todos dos dias e a toda a hora sobre todos as notícias de Portugal, das províncias ultramarinas e do mundo, que nos arranja madrinhas para que não tenhamos quem cuide espiritualmente de nós, temos agora a protecção da N.S. da Conceição, padroeira da nação, mais a sua representante terrena, agora nossa madrinha

Somo um país e um povo cheios de sorte! De onde virá este cheiro a bafio que estou sentindo?

A coragem do Rui...

(Aviso prévio: qualquer semelhança com a realidade figueirense, não é mera coincidência...)

Sabem para onde foi o Maurício?.. 
Sabem para onde foi o Tiago? 
Porque é que o Rui não haveria de ir para onde foi? 
Quantas vezes, não nos desejámos já libertar daqueles condicionalismos em que fomos enformados e que não nos deixam ser tão autênticos como gostaríamos de ser? 
Apesar de apregoarmos a nossa independência dos costumes, alguns de nós ficam agarrados, toda a vida, às gavinhas que nos asfixiam e das quais não nos soltamos nunca... 
Depois, os velhos estão velhos: gostam de aconselhar porque perderam a capacidade de dar maus exemplos!.. 
Quem é que, na Figueira, liga ao Eça? 
“O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência.” 
Na Figueira, o tempo da minha geração passou, assim como os costumes que trouxemos... 
Agora, é o tempo da rapaziada pseudo liberal... 
Estou a sentir-me cada vez mais isolado, numa Aldeia onde o que interessa na vida é a competição, esse papel sujo que é o dinheiro, que alguns políticos utilizam para manter o nome limpo.

O que ficou provado com o caso Rui Duarte?

Na Figueira, o que tem que tergiversar tem muita força.
Ponto final. Parágrafo.

Definitivamente: em dias assim, gosto da pacatez!..

Esta neblina, associada às primeiras luzes do dia, é fantástica. 
Começar um sábado com uma foto assim é ganhar uma manhã de cama! 
Levantar cedo, correndo o risco de não encontrar as condições ideais, em certos dias, é demais para o meu espírito securitário!
Fiquei-me pela janela do meu quarto...

Há quanto não ouvem isto?

Sentir e cheiro...

Confesso que tenho saudades de sentir o ruído da crepitação da chuva e de cheirar o perfume da terra lavada que vem a seguir.

Viver não é mais do que isto... E já é muito!

«Lutar pela vida é afirmar que é vivendo que somos felizes. A felicidade é uma decisão que podemos tomar na nossa vida. Quem a toma, é feliz toda a vida, seja qual for a desgraça que lhe possa acontecer».

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Quentes e boas...

Há dias em que ando ainda mais preguiçoso -  mas hoje não! 
Hoje acordei bem disposto...
Vou aproveitar o que resta do dia. 
Hoje, se tudo correr bem, até este friozinho me vai fazer jeito...
Está frio e apetece-me caminhar. 
Para onde vou? 
Não sei, apetece-me só caminhar. 
Porque o faço? 
Não faço ideia, sei apenas que me apetece caminhar, devagar e a ouvir os meus passos a calcar o chão endurecido e frio, a acompanhar a cadência que vai pautando os pensamentos. 
Falo pouco...  É o que dizem!
Pois... Não sou músico, mas gosto de música...


Cabedelo, 10 de Novembro de 2017, 13 horas, 30 minutos e alguns segundos...

foto António Agostinho
Estamos em tempo de mar chão... 
No outono e a esta hora a praia é de novo nossa.
Há muito, apesar do tempo bom, que estamos fora da época, e  os banhistas  foram para as suas terras.
Esta é a minha praia de areias douradas por um sol de novembro, lindo...
Fica-me à mão, mesmo ali a dois passos de minha casa. 
Não sejam "imbejosos": sim, sou um privilegiado, tenho que o confessar! 
Há coisas que não têm preço e eu possuo, todos os dias, esta maravilha mesmo defronte dos meus olhos...
Apetece por o pé na praia! 
A vida ao ar livre, para mim, é um apelo constante. 
É o momento de  responder ao apelo e caminhar praia fora com o  melhor sorriso. 
Passear na areia molhada?
Claro... 
Banhar-me nestas águas ainda geladas é que não!.. 
Tudo teve o seu tempo...

Manuel Rascão Marques, é candidato à Ordem dos Solicitadores

Via Diário de Coimbra

GABINETE DE APOIO À PRESIDÊNCIA... (mais continuação...)

A curiosidade matou o ladrão, diz o Povo. 
Contudo, todos temos algo de cuscos, mas se o formos numa dose q.b., não é daí que virá mal ao mundo. 
Para mais, neste caso concreto, está em causa uma figura que, ao que parece, vai ocupar um cargo público.
É sempre através do gosto pelo conhecer que nos vamos munindo de meios de esclarecimento e de análise do progresso.
Para já, ficam dois pormenores, sobre Nuno Matos, putativo novo chefe de gabinete do presidente da câmara municipal da Figueira da Foz. A saber.
1. É amigo (pelo menos no facebook) de João Portugal.
2. Tem mais "uma boa e revolucionária ideia" para apresentar ao presidente Ataíde: Orçamento Participativo Jovem!..

Nota de rodapé.
Para ver melhor as imagens, basta clicar em cima.

GABINETE DE APOIO À PRESIDÊNCIA... (continuação)

Via AS BEIRAS

Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

"Acusa Teodora Cardoso, doutora, líder do Conselho das Finanças Públicas, verdadeira "gordura do Estado", o Governo de tirar proveito da "conjuntura internacional" para devolver rendimentos às pessoas e às famílias enquanto cumpre os "mínimos olímpicos" das regras orçamentais, o que só demonstra inteligência e bom-senso da parte do Governo por não ir mais além do que aquilo que lhe é permitido. Já do Governo anterior, que tirou partido da conjuntura internacional para empobrecer as pessoas, as famílias, o país, e transferir rendimentos do trabalho para o capital, Teodora Cardoso, doutora, não acusou nada, o que diz muito mais sobre ela própria e sobre o preconceito ideológico onde vive do que sobre o Governo que exigiu mais que os máximos exigidos para não cumprir nenhuma das metas a que se propôs."

daqui

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Tarado não é toda a pessoa normal pegada em flagrante?..


Que ingratos que fomos!.. 
O governo de Passos/Portas era tão bom, tão bom, mas tão bom, que até "proibia a legionela"!..

Que boa ideia!.. Depois, não se esqueçam de fazer implodir o "mono" da foto abaixo…

"Ainda este ano, a administração do porto da Figueira (APFF), vai lançar o concurso para a construção de um edifício polivalente no cais comercial, junto à antiga entrada do porto comercial. A nova infra-estrutura, servirá para acolher «serviços múltiplos, como a Administração do Porto, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Autoridade Sanitária e operadores», explicou ao Diário de Coimbra, Luís Leal. O responsável portuário, realça que o objectivo passa por «melhorar a zona do cais comercial, criando um espaço novo», sendo que, a construção deverá iniciar-se durante o 2.º trimestre de 2018 e estar concluído no final do ano. «Será um “tirar monos”», disse, referindo-se às múltiplas edificações que existem na área, algumas já bem degradadas. A intervenção, acrescentou, «irá permitir um reordenamento do cais comercial e melhorar as operações que ali são efectuadas», designadamente as áreas «para alocação da mercadoria que sai e que chega»."

Quinta da Matiôa, em Tavarede: a gestão autárquica por objectivos eleitoralista é "fantástica"...

O problema foi herdado da gestão camarária PSD, antes de João Ataíde ter ganho as autárquicas de 2009... 
Contudo, depois de  8 anos da "fantástica" gestão de João Ataíde aquela urbanização continua sem solução à vista.

Furtado recheio de 16 apartamentos na Figueira da Foz
Foto: Jota Alves/AS BEIRAS

"Foram furtados sifões, esquentadores, exaustores, sanitas e torneiras de 16 apartamentos da Quinta da Matiôa, em Tavarede, freguesia urbana da Figueira da Foz. A queixa foi apresentada na PSP daquela cidade pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) no dia 6 deste mês. Os autores introduziram-se nas habitações através de arrombamento, tendo provocado largas centenas de euros de prejuízo. Esta não foi a primeira vez que os apartamentos desabitados daquela urbanização, como foi o caso mais recente, foram “visitados “ pelos amigos do alheio. De resto, é longo o historial de furtos, incluindo tampas de saneamento, estores, portas e janelas."

Não se coloquem num beco sem saída! Têm soluções à vossa disposição... Sejam os arquitectos do vosso destino na parte em que o podem enformar.


Cem anos depois...

"Revolução de Outubro: Ideais e valores para o nosso tempo", é um texto de Jerónimo de Sousa publicado no Diário de Notícias, que vale a pena ler. Para tal basta clicar aqui.
Não é que, a meu ver, tenha grande valia intelectual ou por acrescentar algo à ideologia ou princípios que norteiam o PCP. Quem lê, sabe que, desde Álvaro Cunhal nada mudaram.
Contudo, é  um artigo que é lido com agrado, pois é um contributo para se compreender porque razão o PCP não mudou - e ainda bem -,  por mais que o mundo tenha mudado.

Não gosto de escrever sobre comunismo. 
Não gosto, por uma razão simples: escrever sobre comunismo ou sobre uma religião é quase a mesma coisa.
E não gosto de escrever sobre dogmas...
Há muito que deixei para trás a inevitabilidade da solução única, da verdade única e do pensamento único que nos continua a asfixiar...
Por isso, é que há uma coisa que gostava de entender e ainda não entendi: na bagunçada em que se encontra o mundo, será  que uma economia planificada não funcionaria melhor, em proveito das pessoas, do que esta economia de mercado?..

Falemos então de capitalismo.
O que é o capitalismo? 
É isto.
Terça-feira, no centésimo aniversário da Revolução de Outubro, Trump declarou o “dia nacional das vítimas do comunismo”
No dia seguinte, foi em viagem oficial de negócios à China...

Nota de rodapé.
Dizem que tudo o que nos contaram do comunismo era mentira.
Mas o pior não é isso. 
O pior é que tudo o que nos contam do capitalismo é verdade!..

Gostaria que vissem isto como um sinal de esperança...

"Os vereadores do PSD votaram contra a requalificação da frente marítima de Buarcos e do Cabedelo, obras adjudicadas à construtora Luís Frazão. 
Os autarcas social-democratas, liderados por Carlos Tenreiros, através de nota de imprensa daquela vereação, justificaram a decisão com uma declaração de voto, na qual manifestam o seu “desagrado com a génese do projecto, pelo que, em consciência, não podiam deixar de votar contra todos os actos que surjam no âmbito dessas obras”
As empreitadas, no entanto, foram aprovadas pela maioria socialista da Câmara da Figueira da Foz." 
- Via AS BEIRAS

Na Figueira, existem alguns jornalistas. 
Porém, na Figueira, não temos imprensa!..
Liberdade significa coragem e responsabilidade. 
É por isso que tanta gente tem medo dela...
O meu problema é simples: todos os dias, na Figueira, o que vejo nos jornais, na rádio, na TV  é sempre e só, a voz do sistema.
As questiúnculas internas do sistema figueirinhas não alimentam a minha vontade de intervenção cívica e política, nem tomo partido sobre elas. 
A minha preocupação vai contra esta sistemática discriminação, aceite como coisa mais natural deste mundo. 
Interessa-me o conteúdo da liberdade de expressão e não apenas a forma.
Isso sim, isto é que me preocupa.

Uma exposição de Alfredo Pinheiro Marques

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Já houve um tempo em que, na Figueira, a política era um sítio bem frequentado…

Imagem sacada daqui
Fica uma advinha.
Qual é o partido político, neste momento, na Figueira, mais parecido com a frequência de um bar da noite lisboeta?
Querem uma pista!
Anda  muita gente de faca na liga e já há a registar alguns feridos...