Um exemplo:
Câmara Corporativa.
Pena que, daqui a alguns meses, quando estiverem no poder percam qualidade.
O dirigente socialista António Costa alertou hoje que se o PS pensar como a direita, acabará por governar como esta, enaltecendo os governos de Guterres e Sócrates e considerando que os socialistas são europeístas mas não podem ser "euro ingénuos".
sábado, 10 de janeiro de 2015
À atenção do novel presidente da Aldeia
Mesmo
na Aldeia, a História também está na rua e está bem visível na fachada
destas Alminhas.
Quem
transformou a imaginação em realidade, estava longe de adivinhar que
estaríamos – desde há longos anos, como mostra a foto.
As
ruas da Aldeia têm várias cicatrizes e mazelas, que se manterão
até que os poderes públicos e privados assim o permitam e
autorizem.
Dada
a inércia, até parece que nos esquecemos que estas Alminhas são
uma edição de um só exemplar, irrepetível – que, portanto, a
meu deveria ser preservada no seu estado original.
Quem
consentiu ou legitimou a entidade que colocou aquelas caixas nas
Alminhas,
uma
pequena edificação de 1917
e um raro vestígio do nosso passado, ainda praticamente intacto na
Aldeia?
Isto
é o progresso? O progresso não trouxe conhecimento técnico, e
científico, e histórico, e tecnológico? O progresso não aumentou
a visão de conjunto?
Insurgimo-nos
contra a devastação do património no Iraque por causa da guerra,
mas na Aldeia de que nos serve a paz se não existe bom senso?
Reponha-se
urgentemente a dignidade ao raro vestígio ainda existente do passado
da Aldeia – se possível, já!..
Todos Charlie?..
«Ligo a televisão e vejo a Assembleia da República que não deixou falar os "capitães de Abril" e que está tão chocada com esta falta de respeito pelo direito de expressão. Julgava que, para a presidente da Assembleia da República, "os carrascos" eram os que faziam barulho nas bancadas para o povo.»
"Não me levem a mal, ou levem, mas vou ser Charlie: por favor, jornalistas portugueses a dizer que são o Charlie quando nem coisos (tomates) têm para não fazer favores ao Governo etc., tenham dó. Não, não são todos Charlie. Pelo contrário, há meia dúzia que são e ainda bem que há. Agora não se façam passar por eles. Hoje somos todos Charlie Hebdo, mas amanhã voltamos ao que éramos. Aos jornais, televisões, etc., que aparecem a dizer-se Charlie, pergunto: quantas semanas durava o Charlie Hebdo em Portugal antes de ser cancelado por causa de chatices com a Igreja, Angola ou o Governo? Força, Charlie. Quantos jornais portugueses teriam coragem ou vontade de publicar os "cartoons" do Charlie? Espero que estes jornais que se dizem Charlie, durante a semana toda publiquem os "cartoons" na capa."
"Vivemos num país em que o Presidente da República, como representante de todos os portugueses, não vai ao enterro de um escritor (Nobel) porque não gosta dele, ou que não dá os parabéns a outro que canta fado porque não canta o que ele gosta, e que deve estar a deitar cá para fora um comunicado sobre a importância de aceitar a liberdade de expressão e a diferença."
João Quadros, «Não somos todos Charlie»
"Não me levem a mal, ou levem, mas vou ser Charlie: por favor, jornalistas portugueses a dizer que são o Charlie quando nem coisos (tomates) têm para não fazer favores ao Governo etc., tenham dó. Não, não são todos Charlie. Pelo contrário, há meia dúzia que são e ainda bem que há. Agora não se façam passar por eles. Hoje somos todos Charlie Hebdo, mas amanhã voltamos ao que éramos. Aos jornais, televisões, etc., que aparecem a dizer-se Charlie, pergunto: quantas semanas durava o Charlie Hebdo em Portugal antes de ser cancelado por causa de chatices com a Igreja, Angola ou o Governo? Força, Charlie. Quantos jornais portugueses teriam coragem ou vontade de publicar os "cartoons" do Charlie? Espero que estes jornais que se dizem Charlie, durante a semana toda publiquem os "cartoons" na capa."
"Vivemos num país em que o Presidente da República, como representante de todos os portugueses, não vai ao enterro de um escritor (Nobel) porque não gosta dele, ou que não dá os parabéns a outro que canta fado porque não canta o que ele gosta, e que deve estar a deitar cá para fora um comunicado sobre a importância de aceitar a liberdade de expressão e a diferença."
João Quadros, «Não somos todos Charlie»
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Morreu Joaquim Gil, advogado e colaborador da comunicação social local e distrital
O advogado Joaquim Gil, 60 anos, foi encontrado sem vida pela mulher, na noite de quinta-feira, junto à entrada da casa de banho, na sua habitação da Figueira da Foz.
Foi vítima de morte súbita.
Joaquim Gil, o último Director do extinto jornal o Figueirense, exercia advocacia em Coimbra e na Figueira da Foz.
Era conhecido também pela sua participação em órgãos de informação figueirense e distrital.
Via Figueira na Hora.
Foi vítima de morte súbita.
Joaquim Gil, o último Director do extinto jornal o Figueirense, exercia advocacia em Coimbra e na Figueira da Foz.
Era conhecido também pela sua participação em órgãos de informação figueirense e distrital.
Via Figueira na Hora.
A passarinha da Cátia Palhinha...
"Agora um assunto que pode parecer cozinha caseira. Mas não é. Embora seja um tema nacional é bem o exemplo do que é a desregulação real em que vivemos. O BES foi sujeito a toda a espécie de testes por parte da troika (e a troika é composta pelo FMI, BCE e UE, entidades que deveriam estar munidas de ferramentaria sofisticada para detectar tramóias, números camuflados, manipulação de indicadores, etc) e a conclusão foi que era um banco sólido, resistente a qualquer crise. Para além disso, estando cotado, o banco estava sujeito ao escrutínio da Bolsa, era acompanhado pelo Banco de Portugal e, como qualquer empresa, era sujeito a auditorias.
E, no entanto, tal a qualidade de todos esses mecanismos, foi o que se viu: o total descalabro. O que significa que os actuais mecanismos de regulação e vigilância são tretas, poeira para os olhos da populaça, uma coisa para fazer de conta que sim.
Mas ouvimos alguém a vir para a rua a exigir que poucas vergonhas destas não voltem a acontecer? É o ouves.
E o desfiar a evidências continua.
Esta semana ouvimos o revisor de contas do GES dizer que era bem pago mas que não queria prejudicar a amizade pessoal de um administrador pelo que preferiu não olhar para as contas. Mas alguém, nas redes sociais e arredores, pergunta: então para que servem os revisores de contas? É o perguntas.
E o contabilista da ESI disse que sim, manipulou as contas (embora sob instruções de Ricardo Salgado) e com o conhecimento de José Castella, controller do GES. E, no entanto, nunca ninguém deu por nada nem os próprios administradores e membros da família.
E, pelo clandestino relatório da auditoria forense, fica a saber-se que
"Reunião entre no BES, entre o CFO da PT SGPS, Eng. Luís Pacheco de Melo, Dr. Carlos Cruz, diretor financeiro da PT SGPS, e o CFO do BES, Dr. Amílcar Morais Pires sobre a continuação das aplicações existentes em papel comercial emitido pela Rio Forte. O Eng. Luís Pacheco de Melo refere que a reunião ocorreu a pedido do Dr. Henrique Granadeiro. O Dr. Amílcar Morais Pires refere que a reunião ocorreu a pedido do Dr. Ricardo Salgado e ainda que este teria afirmado que, no essencial, já estaria tudo acordado sobre o tema entre o Dr. Ricardo Salgado, o Dr. Henrique Granadeiro e o Eng. Zeinal Bava"
Ou seja, meio mundo sabia a bandalheira que por ali havia de encobrimento de prejuízos, transvases de dinheiro entre partes relacionadas, GES e BES, PT e BES, PT e Rioforte, ESI e não sei quê, uma confusão.
Mas sabia mais ou menos - e, como já muitas vezes referi, até nem me choca acreditar que sabiam ao de leve, pela rama. Quem é que dali trabalhou alguma vez a sério? Quais daqueles que enchem a boca para dizer que só nas empresas privadas é que se trabalha a sério e que os portugueses gostam de viver acima das suas possibilidades, é que alguma vez se deteve a trabalhar a sério, a analisar números, a pedir comprovantes, a pedir explicações, a fazer contas? Não errarei muito se disser que, se calhar, nenhum deles. Muitos daqueles que temos ouvido a falar e dão pontapés na gramática como se não houvesse amanhã, provavelmente nem a tabuada sabem. Ganham ordenados monstruosos, prémios obscenos, são condecorados por Cavaco Silva, são honrados com a distinção de doutores honoris causa pelas Universidades (que ajudam a financiar), animam seminários, participam em conferências, participam em roadshows entre a alta finança, almoçam e jantam convidando-se uns aos outros, fazem viagens, participam em torneios de golf, patrocinam causas beneméritas, sponsorizam trinta por uma linha, e são todos a favor da sustentabilidade, da responsabilidade social, têm detalhados códigos de ética, coisas assim, mas, trabalhar, trabalhar, para isso não têm tempo.
Nada disto seria grave por aí além se, quando as coisas se descontrolaram, tudo não tivesse sido vertiginosamente arrastado para um buraco negro. As maiores empresas do País viram-se reduzidas a cinzas. O GES é um grupo fantasma, o banco foi espoliado e os accionistas viram-se roubados, e vamos ver a que mãos vai parar. A PT, que era uma das empresas bandeira de Portugal, está quase destruída, exposta aos abutres. Milhares de empregos se perdem nesta voragem, muita da autonomia autonómica desaparece, e a honradez do tão propalado empresariado português está na lama.
E tudo, uma vez mais, se passou à vista desarmada, perante os olhos cegos dos portugueses. Mas os portugueses nunca vêem nada, nunca desconfiam de nada, aceitam todas as mentiras, acatam todas as ordens, vergam-se a todas as humilhações. No dia em que acontece alguma desgraça agitam-se, as redes sociais animam-se, repetem-se uns aos outros, espantam-se, revoltam-se, solidarizam-se mas, dois dias depois já se esqueceram de tudo e já estão prontos para se inflamarem com a próxima causa e, quando não é isso, é RIPs por todo o lado de cada vez que alguém morre, seja escritor de que nunca ouviram falar, cantor estrangeiro, qualquer um.
E isto são os portugueses mais evoluídos porque a larga maioria quer é saber da passarinha da Cátia Palhinha, do ódio entre o Carrilho e a Bárbara Guimarães..."
(daqui)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
João Proença?!..
Carlos Silva, excelso e ilustre sindicalista, que só depois de devidamente autorizado por Ricardo Salgado, chegou a secretário-geral da UGT, propôs a António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, o nome de João Proença, ex-secretário-geral da UGT, para presidir ao Conselho Económico e Social.
António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, achou a ideia "uma sugestão interessante, que merece uma apreciação positiva".
António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, achou a ideia "uma sugestão interessante, que merece uma apreciação positiva".
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
A taxa do desemprego...
É tão simples como isto...
Após a revelação do embuste, a taxa de desemprego voltou a crescer em Novembro.
Após a revelação do embuste, a taxa de desemprego voltou a crescer em Novembro.
Nada de novo...
Depois
do anunciado aumento dos juízes, camuflados como subsídios de
exclusividade, eis mais do mesmo: “300 técnicos superiores das Finanças podem ser aumentados”!
Depois
de jovens contra velhos, empregados contra desempregados,
funcionários públicos contra trabalhadores do sector privado, o
governo decidiu que seria boa ideia por funcionários públicos
contra funcionários públicos...
Independentes...
Em Portugal, nos últimos tempos, muitos independentes andam por aí.
Primeiro, temos os juízes - são sempre independentes.
Depois, nas televisões, os comentadores são sempre independentes – mesmo Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Santos Silva, Manuela Ferreira Leite...
Os jornais são todos independentes – menos o Avante, claro!..
Vivemos num País de independentes, eu incluído, onde ninguém tem uma ligação óbvia ao poder político, por motivos ideológicos ou simplesmente clubísticos, de amizades chegadas e objectivamente promiscuas...
Somos todos uns santinhos independentes!
Hoje na sua crónica no jornal AS BEIRAS, o eng. Daniel Santos escreve algo com o qual concordo, “importa assim reconhecer que não há propriamente independentes. O que há, isso sim, são cidadãos intelectualmente honestos que colocam à frente de tudo o interesse da comunidade onde se inserem. Defendendo- se e defendendo os seus congéneres. Como disse Agostinho da Silva, «eu não voto por rótulos. (...) Eu não quero saber das campanhas eleitorais para nada. Eu quero saber das ideias que as pessoas têm e da maneira como depois as vão defender e praticar.»”
Primeiro, temos os juízes - são sempre independentes.
Depois, nas televisões, os comentadores são sempre independentes – mesmo Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Santos Silva, Manuela Ferreira Leite...
Os jornais são todos independentes – menos o Avante, claro!..
Vivemos num País de independentes, eu incluído, onde ninguém tem uma ligação óbvia ao poder político, por motivos ideológicos ou simplesmente clubísticos, de amizades chegadas e objectivamente promiscuas...
Somos todos uns santinhos independentes!
Hoje na sua crónica no jornal AS BEIRAS, o eng. Daniel Santos escreve algo com o qual concordo, “importa assim reconhecer que não há propriamente independentes. O que há, isso sim, são cidadãos intelectualmente honestos que colocam à frente de tudo o interesse da comunidade onde se inserem. Defendendo- se e defendendo os seus congéneres. Como disse Agostinho da Silva, «eu não voto por rótulos. (...) Eu não quero saber das campanhas eleitorais para nada. Eu quero saber das ideias que as pessoas têm e da maneira como depois as vão defender e praticar.»”
O trânsito na sede do concelho e um problema chamado Figueira Parques
![]() |
| foto sacada daqui |
A Figueira Parques, ao que presumo, foi criada por forma a regulamentar o estacionamento na Figueira da Foz. Ao que parece, com tanto sucesso, que já estendeu a sua actividade à freguesia de S. Pedro!..
Na altura, os seus criadores devem ter visto a Figueira Parques como uma verdadeira galinha dos ovos de ouro da Câmara figueirense.
O que não se tem vindo a verificar: por exemplo, em 2013 o Resultado Líquido foi “somente 7 493,98 €”.
À semelhança do que se passava noutras cidades, os políticos da altura - e os actuais... - devem ter pensado que nada melhor que concessionar o estacionamento na cidade, como se o simples facto de o concessionar, significasse, à partida, regulamenta-lo.
A cidade, passados todos estes anos, continua de facto com um enorme problema para resolver, que se chama trânsito.
Como se constata, actuar apenas do lado da concessão, não resolve o problema, antes pelo contrário, agrava-o. Se numa primeira fase de implementação, os condutores passavam os carros para as ruas adjacentes e não concessionadas, actualmente a cidade alargou a zona de parquímetros, o que tornou mais difícil a fuga ao pagamento do estacionamento para quem tem de se deslocar à sede do concelho, sem infringir a lei.
Existem muitos problemas em torno da eficácia da Figueira Parques, a começar pelo não cumprimento do objecto que ditou a criação da empresa em 1995 - “melhor gerir a rotatividade do estacionamento na via pública, angariar verbas para manter em bom estado de conservação as vias e a sinalização, assim como investir em novos locais de estacionamento.”
Pelo menos, no que concerne a “manter em bom estado de conservação as vias e a sinalização estamos mais do que conversados”...
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Como diria Bush, "estas mortes são apenas efeitos colaterais"...
"Nestas últimas semanas, morreram duas pessoas nas urgências devido à demora na assistência. O bastonário da Ordem dos Médicos diz que até podem ter morrido mais mas que as famílias não terão percebido o que aconteceu e a quem imputar responsabilidades. Pois é. Doentes que morrem abandonados num banco de urgência, horas depois de serem admitidos (na semana do Natal, por exemplo, vários esperaram mais de 24 horas) são vítimas directas da austeridade, naquela que cortou selvaticamente nos recursos materiais e nos humanos, nos médicos e nos enfermeiros."
daqui
daqui
Eles continuam a andar por aí...
Santana tem uma obsessão: quer ser
Presidente da República.
Por
isso, desde 2003 que anda por ai a fazer ondas – apenas porque sim,
ou por causa do barulho das luzes.
Desta
vez, Santana admite candidatar-se contra Guterres, ou até contra
Marcelo...
Desde
20013 nisto, e ainda não percebeu o óbvio: o que Santana admite é
candidatar-se a Belém contra Santana.
O
passar dos anos e a experiência na Misericórdia não mudaram
nada...
O Nobre está descartado por natureza.
De vez em quando é bom recordar que a Figueira tem atletismo... (II)
A figueirense Carolina
Fernandes, de 13 anos,
fechou o ano de 2014 a bater
um novo recorde nacional
de lançamento de peso,
atingindo os 14,62 metros,
marca que repetiu durante
a prova, realizada em Pombal.
A marca anterior da atleta da Sociedade União Operária dos Vais (SUO Vaias), também record nacional, era de 14,46m.
O seu treinador é o professor Fonseca Antunes.
Fica, mais uma vez, a pergunta...
E se a Figueira tivesse condições?...
A marca anterior da atleta da Sociedade União Operária dos Vais (SUO Vaias), também record nacional, era de 14,46m.
O seu treinador é o professor Fonseca Antunes.
Fica, mais uma vez, a pergunta...
E se a Figueira tivesse condições?...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
O problema que nos afecta, enquanto cidadãos de Portugal: a classe dos "nossos" políticos...
Carlos Caldas, médico que lidera um laboratório no instituto de investigação sobre cancro, em Cambridge...
A culpa é das “pessoas que nos desgovernam”.
“Há responsabilidades morais que começam no senhor que ocupa o Palácio de Belém, que, quando foi primeiro-ministro, acabou com tudo no que era produção e cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos”, afirmou o cientista, referindo que a culpa é também dos “dirigentes actuais, que têm um pedigree que começa nesse senhor”.
A culpa é das “pessoas que nos desgovernam”.
“Há responsabilidades morais que começam no senhor que ocupa o Palácio de Belém, que, quando foi primeiro-ministro, acabou com tudo no que era produção e cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos”, afirmou o cientista, referindo que a culpa é também dos “dirigentes actuais, que têm um pedigree que começa nesse senhor”.
A obsessão de Santana...
De acordo com o Diário de Notícias, “Pedro Santana Lopes admite que pode haver dois candidatos da direita à primeira volta das presidenciais de janeiro de 2016 e não exclui avançar mesmo que Marcelo Rebelo de Sousa o faça.”
Há uma terrível tentação, em política e na nossa política, de ver as coisas não como elas realmente são, mas como gostávamos que elas viessem a ocorrer.
Em Santana há muito que isso já não é novidade.
Mais uma vez, o debate sobre o escrutínio presidencial foi lançado por ele nas hostes sociais-democratas. Sem que (tal como tinha acontecido com Durão Barroso em 2003), Passos Coelho, o presidente do partido se ter pronunciado sobre o assunto.
Agora, devem suceder-se as proclamações de apoio ao auto proclamado pré-candidato Santana na corrida a Belém.
Em 2003, então com 47 anos de idade, Santana Lopes corporizava, à direita, o ideal de uma nova geração.
Em 2015, com 58 ou 59, Santana Lopes continua a apresentar-se como alguém que dá uma ênfase especial ao lado emocional da política, muito para além do entendimento politicamente correcto do cargo de Presidente da República como mero garante do funcionamento regular das instituições.
Mas a vida, mais uma vez, não está fácil para Santana: as sondagens não são famosas e Marcelo dará seguramente um bom cabeça de lista da família politica da direita...
Há uma terrível tentação, em política e na nossa política, de ver as coisas não como elas realmente são, mas como gostávamos que elas viessem a ocorrer.
Em Santana há muito que isso já não é novidade.
Mais uma vez, o debate sobre o escrutínio presidencial foi lançado por ele nas hostes sociais-democratas. Sem que (tal como tinha acontecido com Durão Barroso em 2003), Passos Coelho, o presidente do partido se ter pronunciado sobre o assunto.
Agora, devem suceder-se as proclamações de apoio ao auto proclamado pré-candidato Santana na corrida a Belém.
Em 2003, então com 47 anos de idade, Santana Lopes corporizava, à direita, o ideal de uma nova geração.
Em 2015, com 58 ou 59, Santana Lopes continua a apresentar-se como alguém que dá uma ênfase especial ao lado emocional da política, muito para além do entendimento politicamente correcto do cargo de Presidente da República como mero garante do funcionamento regular das instituições.
Mas a vida, mais uma vez, não está fácil para Santana: as sondagens não são famosas e Marcelo dará seguramente um bom cabeça de lista da família politica da direita...
Estou a entrar em depressão profunda...
61 já cá cantam!
É a segunda vez que celebro o meu aniversário com o algarismo «6» na casa das dezenas...
domingo, 4 de janeiro de 2015
Na véspera dos 61...
Gostava de ter mais tempo e mais algum dinheiro.
Tempo para usar o tempo e o dinheiro da forma mais ajuizada, sem esquecer a auto-estima, os amigos e a família...
Mas, o que gostava mesmo, era de ter um blogue que não fosse lido por ninguém...
sábado, 3 de janeiro de 2015
Faltam 362 dias!..
Todas as manhãs, quando acordo, sinto que é um Dia Novo.
É por isso que, estes Anos Novos, fixos, que transformam a vida numa preocupação comercial, não me dizem nada.
O meu objectivo passa por as horas da minha vida serem todas novas - ainda que como consequência das anteriores...
Na Figueira há-de ser sempre carnaval*...
Autarquia está “satisfeita” e pretende investir mais no espectáculo piromusical...
Em tempo.
Sábado, 03 de Janeiro: 22H00 Concerto com Emanuel - Praceta Ledesma Criado. *
Em tempo.
Sábado, 03 de Janeiro: 22H00 Concerto com Emanuel - Praceta Ledesma Criado. *
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Mensagens presidenciais...
"Devo ainda referir que circunstâncias várias, para que, felizmente, não concorri, fizeram diminuir a minha movimentação e o número de presenças em cerimónias inaugurais e comemorativas. Mesmo assim não estive demasiadamente parado".
Janeiro de 1974. Américo Tomás "dixit"...
"Rejeito em absoluto uma ideia demagógica e populista, que alguns pretendem incutir na opinião pública, segundo a qual os partidos e os seus dirigentes se alheiam dos interesses do país e das aspirações dos cidadãos. Devemos recusar o populismo e fazer um esforço de pedagogia democrática, tendo presente que os partidos políticos são essenciais para a qualidade da democracia e para a expressão do pluralismo de opiniões.
Mas esse esforço de pedagogia democrática só pode ser feito através da força do exemplo. Os partidos e os agentes políticos têm de demonstrar, pela sua conduta, que são um exemplo de transparência, de responsabilidade e de civismo para os Portugueses."
Janeiro de 2015. Cavaco Silva "dixit"...
Janeiro de 1974. Américo Tomás "dixit"...
"Rejeito em absoluto uma ideia demagógica e populista, que alguns pretendem incutir na opinião pública, segundo a qual os partidos e os seus dirigentes se alheiam dos interesses do país e das aspirações dos cidadãos. Devemos recusar o populismo e fazer um esforço de pedagogia democrática, tendo presente que os partidos políticos são essenciais para a qualidade da democracia e para a expressão do pluralismo de opiniões.
Mas esse esforço de pedagogia democrática só pode ser feito através da força do exemplo. Os partidos e os agentes políticos têm de demonstrar, pela sua conduta, que são um exemplo de transparência, de responsabilidade e de civismo para os Portugueses."
Janeiro de 2015. Cavaco Silva "dixit"...
“Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte”...
As coisas, neste novo ano, continuam simples em Portugal: desde o vulgar trabalhador até aos detentores dos cargos políticos, quando exercidos em exclusivo, continua a não ser possível enriquecer com os actuais salários.
Por isso, não se pode aspirar a viver em médias casas, passear em médios carros e gozar médias férias - no fundo, usufruir de um nível de vida médio, com um salário, mesmo que seja de político.
Não pode.
Ponto.
Quando assim acontece, quando não é lotaria, nem herança, nem bens próprios anteriores, ou a família a pagar, é outra cosia.
E essa coisa não é boa.
Esta coisa, evidente e percebida por qualquer português que tenha passado uma vida de trabalho em Portugal, não necessita de explicações, pois é fácil de entender.
Mas, em Portugal, também temos a outra coisa - a classe dos milionários, uma classe pequena mas crescente...
Guerra Junqueiro, in Pátria - deu a explicação.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e estes, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, a-pesar-disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...) “
Por isso, não se pode aspirar a viver em médias casas, passear em médios carros e gozar médias férias - no fundo, usufruir de um nível de vida médio, com um salário, mesmo que seja de político.
Não pode.
Ponto.
Quando assim acontece, quando não é lotaria, nem herança, nem bens próprios anteriores, ou a família a pagar, é outra cosia.
E essa coisa não é boa.
Esta coisa, evidente e percebida por qualquer português que tenha passado uma vida de trabalho em Portugal, não necessita de explicações, pois é fácil de entender.
Mas, em Portugal, também temos a outra coisa - a classe dos milionários, uma classe pequena mas crescente...
Guerra Junqueiro, in Pátria - deu a explicação.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e estes, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, a-pesar-disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...) “
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
2105 está a andar depressa demais...
O primeiro dia do ano já vai em mais de metade...
Resta-nos pensar que 2015 ainda vai ter mais 364 dias!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Ano novo?..
Muito menos, a felicidade e a dignidade passam por um carrão ou por cartões de crédito.
O
ano prestes a finar-se, 2014, foi duro para a generalidade de todos nós. Ficámos mais pequenos, mais pobres, mais desesperados e mais à deriva.
O ano que hoje acaba, mostrou-me, mais uma vez, que a felicidade e a dignidade passam por outras coisas mais ao nosso alcance, mas não menos difíceis e importantes de alcançar.
Nomeadamente, por andar de cabeça erguida e a coluna vertebral direita.
O ano que hoje acaba, mostrou-me, mais uma vez, que a felicidade e a dignidade passam por outras coisas mais ao nosso alcance, mas não menos difíceis e importantes de alcançar.
Nomeadamente, por andar de cabeça erguida e a coluna vertebral direita.
Passam também por, em qualquer
circunstância, tentarmos dar o nosso melhor.
O que sabemos que é difícil, pois vivemos numa sociedade - e numa cidade - em que o medo se transformou num instrumento ideológico ao dispor da classe dominante. Resta resistir.
Quem tem experiência de vida e memória sabe que já passámos por pior.
Entretanto, fica o desejo do possível 2015 para todos.
Muito bem...
No último dia do ano o líder do PS foi a Évora para visitar José Sócrates no estabelecimento prisional de Évora, onde o ex-primeiro-ministro está em prisão preventiva.
À saída, António Costa defendeu a existência de meios para a investigação poder executar o seu trabalho e a garantia dos direitos de defesa, tendo apelado a que se deixe a «justiça funcionar em todos os seus valores».
Uma história figueirense e portuguesa...
"Recentemente, o surfista
Garrett McNamara
pronunciou-se sobre
as excelentes condições que
a costa portuguesa oferece
para a prática do surf.
O recordista mundial opinou
que há muitos talentos em
Portugal, muitos surfistas que
são muito bons, pelo que o
país poderá em breve ter um
campeão do mundo… “em
ondas pequenas e em ondas
gigantes”.
Também afirmou que o vento
aqui é complicado e que, em
lado nenhum do mundo,
chegam ondas tão grandes e
com tanta frequência.
Ouvi as suas declarações na
televisão e logo me ocorreu a
comparação com a actual situação
do país e, em particular,
da Figueira.
Vieram-me à mente os
nossos campeões, dispersos
por esse mundo fora, na área
do desporto, da ciência, da
literatura, das empresas, no
mundo do trabalho. Ultrapassando
“ondas gigantes”.
Como também a Figueira e
as suas potencialidades, em
particular na área que ele tão
bem domina: o mar. Nas suas
diversas vertentes.
Também metaforicamente,
senti os ventos adversos que
sopram por estas paragens
e as sucessivas ondas de austeridade
que vêm afectando a
generalidade dos portugueses.
No final do ano e início do
seguinte, faço votos que a
reflexão de McNamara seja
premonitória e que se dê início
a um processo de reversão
que vença as ondas gigantes
e os ventos adversos.
A solução está nas mãos de
todos e de cada um de nós. Os
problemas só se resolvem se
os enfrentarmos, tal como o
surfista enfrenta as ondas."
O texto é do Eng. Daniel Santos e foi publicado hoje no jornal AS BEIRAS.
O título é da responsabilidade do autor do Outra Margem.
O texto é do Eng. Daniel Santos e foi publicado hoje no jornal AS BEIRAS.
O título é da responsabilidade do autor do Outra Margem.
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