terça-feira, 7 de outubro de 2014

Um sábado, à noite, que Passos Coelho não vai esquecer...

Ricciardi deve ter feito tudo para que este momento fosse registado pelas objectivas dos fotógrafos, para mostrar ao país que ele ainda manda e Passos Coelho, como sempre aconteceu com outros políticos antes dele, lhe obedece.
Eles podem ter perdido um banco, mas não perderam o poder sobre a classe política. 
O banqueiro criou um enorme burburinho na sala pelo seu reaparecimento depois do colapso do Banco Espírito Santo. José Maria Ricciardi jantou na mesma mesa de Passos Coelho...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A propósito do centenário do SUOVAIS

foto José Santos, via Figueira na Hora
Em 2012  a situação do desporto na nossa cidade era esta: "esta figueira da foz deve ser única neste país desportivo, senão vejamos: tem um atirador olímpico que não tem sitio para treinar. tem uma equipa profissional de futebol que não tem campo próprio nem sede. tem vários campeões nacionais de atletismo (suovais) que treinam na praia. Perante isto o nosso presidente da câmara deve estar orgulhoso."
Entretanto, nada melhorou: o atirador olímpico foi para Lisboa. A equipa profissional, desceu de divisão e continua a não ter campo próprio nem sede. O SUOVAIS continua a treinar na praia e continua a ter campeões...
Parabéns ao SUOVAIS pela comemoração dos cem anos de vida e pela capacidade de resistência.

Um dia depois da passagem dos 37 anos de existência do Grupo Desportivo Cova-Gala


Ontem, o Grupo Desportivo Cova-Gala completou 37 anos de vida. 
Os sonhos, as dedicações e os rostos permanecem, ano após ano.
As dificuldades, as vitórias e derrotas e as promessas também – até o campo é o mesmo, o que é lastimável e  lamentável! 
Ao longo destes 37 anos, naquele pedaço de saibro, de 60 de largura por 110 metros de comprimento, largas centenas de jovens deram asas ao sonho de praticaram a modalidade de que gostam – o futebol. 
Lastimável e lamentável, foi não ter havido planeamento e trabalho genuíno e desinteressado em prol da juventude da freguesia, mas, prioridades eleiçoeiras. Ao lado do campo do Grupo Desportivo Cova-Gala nasceu, há pouco mais de um ano, uma invenção do poder local - um campo sintético para futebol de formação, sem luz e sem sistema de rega!.. 
Entretanto, o Grupo Grupo Desportivo Cova-Gala continua a sonhar com o campo prometido. 
O Grupo Grupo Desportivo Cova-Gala merece o campo prometido. Neste momento, é o único clube que participa na divisão de honra da Associação de Futebol de Coimbra que disputa os jogos em casa num pelado. 
O Cova-Gala continua a lutar todos os anos para sobreviver. 
A Cova e Gala devia ser mais do que uma terra de rotundas idealizada por cabeças quadradas. 
O Grupo Grupo Desportivo Cova-Gala dificilmente formará "craques". No entanto, uma coisa é certa: apesar de todas as dificuldades e contrariedades, o Grupo Grupo Desportivo Cova-Gala continua diariamente a formar Homens!.. 
Até quando?.. 
Essa, neste momento, é a incógnita...

Não há dinheiro, estamos em crise, cortam nos ordenados, pensões, no SNS, mas...

Que eu saiba, temos uma maioria, uma presidente da Assembleia da República, um Tribunal Constitucional, um Tribunal de Contas, um Governador do Banco de Portugal, um Procuradora-Geral da República, uma UGT, uma oposição, tudo patrocinado por este Presidente da República, conivente com os atentados à Constituição da República e ao Estado de Direito e cúmplice da destruição do Estado Social.
Sabem o que falta?...

Um drama nacional que está a afectar também os pescadores do nosso concelho: a paragem inédita da pesca da sardinha em Portugal, interdita desde 19 de setembro até ao fim do ano, vai ter consequências catastróficas


domingo, 5 de outubro de 2014

GDCG perde em casa frente ao Eirense

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..."o senhor Beja e outros pentelhos."

"Isto vem a propósito de um pentelho que se propôs (cheio de eufemismos, como um genuíno figueirinhas) insultar-me sem o fazer: o desinfeliz (que diz chamar-se Rui Beja e se supõe uma espécie de porta-voz oficioso da Câmara Municipal) “presume” que eu sou “profundamente ignorante” porque “não quer crer” que “haja má-fé” no teor deste cartoon, que me foi suscitado por esta notícia, e que editei no blog do meu amigo Agostinho.
.
Ora quanto a fé, batatas – não fui agraciado com qualquer delas; nem boa, nem má, nem assim-assim – e receio que não haja nada a fazer.
Já quanto a ignorância, fui apanhado, reconheço-o - há, de facto, demasiadas coisas que ignoro. Contudo, sei que nada sei, e isto tem-me permitido aprender, tomar conhecimento, entender uma data de outras coisas intangíveis a lambe-cus como o senhor Beja. Por exemplo esta: a democracia é (ou devia ser) o governo através da discussão. Ora uma sessão de esclarecimento não é o mesmo que uma discussão pública  – uma é verticalde cima pra baixo; outra é horizontal, uma coisa entre iguais – na primeira, o consenso é o triunfo de quem dá as respostas (em geral já prontas); no segundo o consenso é a satisfação das aspirações, ou da simples curiosidade, de quem faz as perguntas, ou seja, a democracia.
.
Outra das coisas que me tem permitido o reconhecimento da minha ignorância (e que visivelmente também não está ao alcance do senhor Beja) é o entendimento da função do humor em sociedade: a mim desopila-me o fígado e permite-me comentar a iniquidade do mundo com um olhar distanciado e uma certa urbanidade; isto é, sem ceder a arroubos mais primários, como o insulto soez ou a bomba. Mas igualmente sem eufemismos. Eu mato a cobra e mostro o pau."

Fernando Campos, via o sítio dos desenhos

Passeando pela outra margem, manhã cedo...

fotos António Agostinho

Porque é que Portugal continua a ser um país de sucesso para os INCOMPETENTES?


Com a vossa licença e pedindo desde já as minhas desculpas públicas

hoje vou ser, propositadamente, POLITICAMENTE INCORRECTO!
Estamos no dia 5 de Outubro de 2014.
Dia do segundo 5 de Outubro que não é feriado.
Mas é DOMINGO!
O 5 de Outubro de 2013, foi SÁBADO, lembram-se?
O que significa que, em 5 de Outubro de 2015, quando VOLTAR A SER FERIADO é a PRIMEIRA VEZ que vai calhar em DIA DE SEMANA.
Portanto: quando esta lei dos feriados finalmente teria resultado (as Pessoas TRABALHAREM de BORLA), os FILHOS DA PUTA que a criaram, já estarão NO OLHO DA RUA (e o seu aborto de lei já terá sido REVOGADO)!
Assim esperamos...
Ironias do destino?
Talvez.
(ideia original sacada daqui)

sábado, 4 de outubro de 2014

No país do faz de conta...

A coligação não está em perigo por causa de negociatas mal-amanhadas e mal explicadas à roda de submarinos, carros de combate e espingardas metralhadoras; a coligação não está em risco por causa da credibilidade do primeiro-ministro valer menos que uma ponta de cigarro encharcada na borda do passeio por causa de negociatas mal-amanhadas e mal explicadas à roda de uma Tecnoforma e duma 'ongue' inventada para sacar fundos comunitários para o bolso de meia dúzia de espertalhões; a coligação não está em perigo por o Ministério da Educação estar ao Deus-dará e por a vida de milhares de professores e de alunos e de famílias continuar em suspenso ou em marcha à ré; a coligação não está em perigo por a Justiça ter sido suspensa e sofrido o maior retrocesso desde os tempos de D. Maria; não. A coligação está em perigo por causa da ginástica acrobática do vice-pantomineiro a correr atrás do partido perdido dos contribuintes que as eleições são já em 2015 e 2015 e já para o ano e para 'já para o ano' faltam já menos de seis meses.
daqui

Nem sempre foi assim...

... mas, nesta fase da minha vida, o que sinto, escrevo. 
O que penso, escrevo. 
O que respiro, escrevo. 
É esta a minha existência. 
Escrever. 
É esta a minha tortura, a minha alegria, a minha maldição … 
Que mais posso desejar da vida?..

Na Aldeia... (XXVII)

Muitas vezes, ao longo dos anos, também aqui pela Aldeia, os partidos foram desvalorizados nas eleições locais. 
Em 2005, PS, PSD não apresentaram listas partidárias e optaram por dar apoio expresso à LISP. 
Aqui pela Aldeia, cheguei a pensar que esses partidos estavam reduzidos a uma formalidade, sem qualquer relevância prática. 
Porém, eu sabia que não iria ser assim. Aliás, apesar dessa manobra de diversão que aconteceu, ao longo dos últimos 20 anos, a Aldeia foi sendo construída à imagem e semelhança dos partidos. 
Tanto assim foi, que tal como acabámos por permitir que os partidos sejam a desgraça que são, também acabámos por permitir que a Aldeia acabasse por ser a desgraça actual. 
Um partido é uma organização política que pode ter responsabilidades governativas na Aldeia. 
Portanto, o que lá se passa, é matéria de interesse para todos os Aldeões e não só para os militantes, ou simpatizantes. 
Contudo, pouca gente liga aos partidos. 
Bom, mas deixemos os entretantos e vamos aos finalmentes: o Partido Socialista e a lista que vai apresentar nas eleições intercalares na Aldeia e sobre a confusão que para ali vai. 
Como é que querem governar a Aldeia decentemente e conceder-lhe o direito à evolução, progresso e desenvolvimento, se eles próprios, enquanto lista, são a confusão personificada?.. 
O cabeça de lista que desenrascaram, não é o líder – quando muito, é o que estava mais perto do líder. 
Mas candidato a presidente da junta já é. 
Líder é que não é mesmo. 
Mas pronto. 
São estes, muito provavelmente, os futuros governantes da Aldeia. 
Mas duvido que isto preocupe alguém na Aldeia...

Como é bom viver neste cantinho à beira mar plantado!..

Enquanto, na Alemanha, alguns são detidos, em Portugal, onde sabemos a eficácia da justiça, não existem sequer indícios de ilegalidades...

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Coisa nunca vista ....E o ministro não se demite?..

CRIATIVA - Encontro de Criadores da Figueira da Foz, arranca hoje e decorre durante todo o fim de semana


Reparem na "viragem à esquerda do PS de Costa"...

"Francisco Assis sugeriu coligação entre PS e PSD"... 
O eurodeputado defendeu na RTP Informação a formação de um novo Bloco Central - entre o Rato e a São Caetano à Lapa.
A acontecer, tal como o previsto neste blogue em 24 de julho passado, deverá passar mais ou menos por isto...
Penso que toda a gente já percebeu o que vem aí: um acordo entre partidos. 
Rui Rio e António Costa, na linha de partida para preencher a vaga, “defendem um entendimento de regime para o país”
É a lei da oferta e da procura a funcionar. Para mostrarem que se conseguem pôr de acordo, tentam, desde já, fazer estragos nos respectivos partidos... 
Grande começo que, porventura, os deverá levar longe. Cavaco deve andar satisfeito... 
E nós, vamos na onda?.. 
"A questão  básica tem a ver com a confiança". 

Portanto, será que a partir daqui a história vai deixar de ser parcialmente ficcionada?..

"Tecnoforma – com humor"

O humor é algo corrosivo, de fractura ao politicamente correcto, para suscitar o riso.
Se não fosse assim, «depois das explicações do PM sobre o caso Tecnoforma, receber dinheiro por trabalhar quase passava a ser falta de educação e egoísmo. Uma pessoa até se sentia mal por, ao fim do mês, ir receber o ordenado. (...)».

Na Aldeia... (XXVI)

A foto foi sacada daqui
Como fui feliz aqui!..
Esta imagem permanece no meu subconsciente, porque as imagens da juventude, marcantes e determinantes, fixaram afectivamente e para todo o sempre, o lado para onde olho em primeiro lugar, numa conversa sobre a Aldeia. 
É para esse lado que a maior parte dos covagalenses olha.
Porque foi assim que aprendemos a olhar em primeiro lugar e não há amor como o primeiro. 
Principalmente se esse amor, tem razões que a razão desconhece.

Tema "será discutido na próxima reunião da autarquia camarária"...

Como já tinha explicado ontem, o menu serve-se sempre embrulhado em papel bonito. 
O ornamento é conversa da treta para entreter os tansos do costume.
«Preço da água vai subir no litoral para poder descer no interior».

Que pouca vergonha!..

Que azar o meu: no banco, a minha conta, está com tão pouca roupa, que, por vezes, até penso que pode chegar ao striptease!.. 
Tal como o primeiro ministro, não gosto nada destas poucas vergonhas...
Era só o que faltava!..

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Viva o Estoril...

José Couceiro, treinador do Estoril.
«O sonho alimenta a vida»...
Pelo sonho é que vamos. 
E assim aconteceu...
Deu dois secos ao Panathinaikos!..

Anda Ricardo, fala...

 "...Os tipos garantem que há uma parte que teve de ser entregue a alguém em determinado dia“.
Como recorda o Observador:
"O negócio da compra dos dois submarinos pelo Estado português à Man Ferrostaal, em 2004, está a ser investigado há mais de oito anos. Até à data, foram constituídos arguidos no processo os três gestores da Escom, por suspeitas de corrupção ativa, tráfico de influências e branqueamento de capitais. Ainda não se conseguiu descobrir o rasto do dinheiro, apesar de existirem suspeitas de que um total de 1.1 milhões de euros, provenientes da comissão paga à Escom, tenha sido depositado nas contas do CDS-PP, entre 27 e 30 de dezembro de 2004."

O que interessa é o lucro do sector privado... O resto, é a habitual conversa da treta

Resumindo e concluindo a notícia hoje publicada no jornal AS BEIRAS.
Tendo em vista, a futura privatização há que tornar o cozinhado mais apetecível: juntam-se os 19 subsistemas existentes em apenas 5
Colocam-se os consumidores do litoral a pagar o lucro que o privado vai ter de ter com os consumidores do interior. 
Resultado: dinheiro, muito dinheiro em caixa.
Serviço Público é com o Estado, o privado é para ter lucro. 
Serve-se embrulhado em papel bonito.
O ornamento é conversa para entreter os tansos do costume.
«Preço da água vai subir no litoral para poder descer no interior».

A calamidade causada pelas inundações trouxe à tona as diferenças que continuam a ser uma característica da sociedade figueirense...

imagem sacada daqui
A Figueira é uma cidade dividida em duas: uma, o "Bairro Novo", relativamente chique, rica e mais ou menos livre de inundações; outra, descuidada, desertificada, pobre, feia e causticada por inundações constantes - a cidade velha que "fica nas zonas baixas"
São situações como esta que me fazem temer o que aconteceria na Figueira num caso de calamidade total imaginada por José Saramago em «O Ensaio Sobre a Cegueira», para mim, o seu melhor livro. Quem já leu, por certo se recorda. Quem ainda não leu, deve fazê-lo o mais urgente possível. 
Podemos não simpatizar com o Saramago, Homem, mas enquanto escritor tem méritos indiscutíveis. Há três obras dele que me marcaram profundamente: além de «O Ensaio Sobre a Cegueira», também o «Memorial do Convento» e «O Ano da Morte de Ricardo Reis» são livros magníficos que recomendo sempre com entusiasmo.

Na Aldeia... (XXV)

O decepcionante estado da Aldeia e o livro Portugal, Hoje O Medo de Existir, de José Gil...
É uma radiografia impressiva da nossa mentalidade e dos nossos comportamentos enquanto indivíduos e comunidade. Nas palavras do autor: «nada acontece, nada se inscreve na história ou na existência individual, na vida social ou no plano artístico.» 
José Gil aponta o dedo a uma sociedade fechada interiormente, a um país praticamente resignado e impotente em que o espaço público é fechado e sem debate político, onde a crítica «descamba maioritariamente no insulto pessoal ou no elogio sobrevalorizante»...
«Pensamos tão pouco, e de forma rotineira, geral e superficial...»
Também na Aldeia os males são públicos e notórios - desconhecimento das regras básicas de funcionamento da democracia, resignação perante os dissabores, medo de agir e conformismo geral.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Vidas longas, blogues e coronéis...

Há vidas tão bem vividas e prolongadas, que até dão para confeccionar blogues, ter leitores, seguidores e detractores... 
Essa, é a razão simples que o autor deste blogue releva. 
A censura na Figueira continua a existir... 
Nunca deixou de existir, aliás.... 
O que é mudou depois do 25 de Abril de 1974? 
Dantes, a censura, era sobretudo o Exame Prévio - que era feito por uns certos coronéis reformados ... 
Agora, são outros os coronéis - os “coronéis” de um sistema que entretanto se implantou, que exercem a censura em nome de valores com os quais sempre encheram a boca, mas para inglês ver... 
A matéria informativa é seleccionada - e é dessa selecção que depende a credibilidade de um divulgador de notícias, seja jornal, rádio, tv ou agência nacional. 
Como muito bem têm sabido todos os políticos que passaram pelo poder, uma das primárias aplicações desta noção básica, torna-se essencial para a preservação da imagem positiva do poder que está - de passagem, como todo o poder sempre esteve na Figueira... 

Na Aldeia... (XXIV)

Aqui na Aldeia estamos a entrar em tempo de campanha eleitoral. 
São estranhas, extraordinárias e intercalares, mas são eleições, embora as campanhas, na Aldeia, já não sejam o que foram.
No tempo das vacas gordas, as campanhas para as eleições autárquicas, aqui na Aldeia, eram muito mais divertidas e participadas. 
Havia sempre quem disponibilizasse para a festa um porquito no espeto, umas sandes de carne assada, sumos, cerveja e vinho. 
Nesse tempo, era um regalo ser candidato a autarca na Aldeia. 
Nesta coisa de eleições locais, os meus conterrâneos queriam saber era do petisco e dos líquidos.  Foram dias e dias de animação no parque de Merendas...
Assim se construíram e cimentaram na Aldeia óptimas carreiras políticas. 
A Aldeia tinha os melhores fregueses do mundo: contentavam-se com pouco, não faziam exigências e eram generosos no dia das votações... 
Nada disto teria importância se tivesse havido, ao menos, uma feira do livro... 
Mas, para quê?.. 
Os livros só fazem mal às vistas...
Também poderia ter sido inaugurado um «Museu da Aldeia», sério, pedagógico, que servisse precisamente para se conhecer o passado e, isso sim, colocaria a terra no mapa e seria uma excelente maneira de festejar a Liberdade, que nos trouxe a freguesia de São Pedro em 1985. 
Com música pimba, porco no espeto, sumos, cerveja e vinho, acabámos «promovidos» a isto...

O idiota útil, mas com agenda escondida?..


José Pacheco Pereira: "na última semana antes das eleições primárias,
houve um encontro secreto entre o secretário-geral da UGT e o
primeiro-ministro. Segundo diz o oráculo governamental, Passos
Coelho convenceu o secretário-geral da UGT a aceitar o acordo
 sobre o salário mínimo. Tudo quanto é ministro, do primeiro ao último,
incluindo o ministro-viajante Paulo Portas foi lá à concertação social
(que eles desprezam todos os dias, a não ser quando têm a UGT no bolso)
para marcar a grande vitória do governo."
 "Negociado e assinado à socapa pela UGT, na pessoa do secretário-geral Carlos Silva, o homenzinho, crescidinho, do sindicalismo responsável e com "sentido de Estado",  o aumento miserável do salário mínimo nacional em €20 mensais é temporário, só vale até 31 de Dezembro de 2015, acaba depois das eleições legislativas e das fotografias de Carlos Silva, secretário-geral da UGT, ao lado de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Pedro Mota Soares. Pior que ser correia de transmissão é ser idiota útil e carregar toda a vida na consciência, se a tiver, o peso da destruição do sindicalismo, da contratação colectiva e da descapitalização da Segurança Social."

A máquina do poder

"O que realmente se passa por dentro das campanhas eleitorais dos três maiores partidos portugueses e ninguém vê? Que truques utilizam? Como enchem os comícios de gente? Como decidem os temas dos discursos consoante as sondagens? Como encenam eventos com militantes que passam por cidadãos independentes? O que, de facto, acontece nos bastidores? As maquilhadoras que andam sempre atrás dos líderes, o champanhe que se abre em centros de idosos, as conversas de charme com os jornalistas que acompanham a caravana eleitoral, a preparação dos diretos para os telejornais ou o polémico dinheiro que serve para pagar as campanhas. Estes são alguns dos temas que nos permitem perceber como funciona A Máquina do Poder." 

Via Esfera dos Livros

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Carta aberta a um presidente de câmara que quer ser ministro – de preferência da justiça...

Exmo. Senhor: 
Antes de tudo, os meus mais respeitosos cumprimentos a V. Exª. 

1. Agora, que já está eleito o seu elevador, inscreva-se urgentemente no PS. Vá aparecendo na sede do partido, ma não fale muito nesta fase. 
2. Depois de estar inscrito, não demonstre a sua opinião pessoal nas reuniões do partido. A melhor receita para ir longe é deixar que os outros se queimem com as suas opiniões...Vá andando e vendo. Aprenda com o seu vice-presidente...
3. Quando se iniciar a próxima campanha eleitoral, dado que a sua âncora é o candidato, continue a colar-se a ele que nem uma lapa. 
4. Entretanto, o que não é difícil, vá continuando a aparecer, cá pela Figueira e no distrito, várias vezes na comunicação social. 
Sobretudo, não esqueça as fotografias.  
O seu status social irá aumentar. Não esqueça: quem não é visto, é esquecido! 
5. Se assim fizer não se preocupe: agora que está eleito o seu candidato, V. Exa. será recompensado, pois ele gosta de cuidar dos que cuidam dele. 
6. Assim que tenha poder dentro do partido tenha cuidado: fale, mas não saia do politicamente correcto dentro da organização. 
7. Não esqueça de candidatar-se a um órgão partidário de fantochada. 
Os partidos – todos os partidos - têm dezenas de órgãos de fantochada. 
8. Agora, é fundamental que o novo chefe do partido e os que o rodeiam achem que V. Exa. é uma mais valia.
Se assim conseguir que aconteça, tem o caminho aberto para subir na hierarquia partidária. 
9. Cada caso é um caso, mas não esqueça que o seu é caso especial.
Não precisa, portanto, de calcorrerar o percurso habitual: primeiro assessor, depois deputado – e por aí adiante até chegar a Ministro. 
Se seguir este meu desinteressado conselho, V. Exa. será certamente recompensado pelo trabalho em prol do partido. 
O seu ego poderá naturalmente subir e ser avistado lá por Lisboa. 

Desde já, parabéns.
De V. Exa.
Muito atentamente
António Agostinho