O decepcionante estado da Aldeia e o livro Portugal, Hoje O Medo de Existir, de José Gil...
É uma radiografia impressiva da nossa mentalidade e dos nossos comportamentos enquanto indivíduos e comunidade. Nas palavras do autor: «nada acontece, nada se inscreve na história ou na existência individual, na vida social ou no plano artístico.»
José Gil aponta o dedo a uma sociedade fechada interiormente, a um país praticamente resignado e impotente em que o espaço público é fechado e sem debate político, onde a crítica «descamba maioritariamente no insulto pessoal ou no elogio sobrevalorizante»...
«Pensamos tão pouco, e de forma rotineira, geral e superficial...»
Também na Aldeia os males são públicos e notórios - desconhecimento das regras básicas de funcionamento da democracia, resignação perante os dissabores, medo de agir e conformismo geral.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Vidas longas, blogues e coronéis...
Há vidas tão bem vividas e prolongadas, que até dão para confeccionar blogues, ter leitores, seguidores e detractores...
Essa, é a razão simples que o autor deste blogue releva.
A censura na Figueira continua a existir...
Nunca deixou de existir, aliás....
O que é mudou depois do 25 de Abril de 1974?
Dantes, a censura, era sobretudo o Exame Prévio - que era feito por uns certos coronéis reformados ...
Agora, são outros os coronéis - os “coronéis” de um sistema que entretanto se implantou, que exercem a censura em nome de valores com os quais sempre encheram a boca, mas para inglês ver...
A matéria informativa é seleccionada - e é dessa selecção que depende a credibilidade de um divulgador de notícias, seja jornal, rádio, tv ou agência nacional.
Como muito bem têm sabido todos os políticos que passaram pelo poder, uma das primárias aplicações desta noção básica, torna-se essencial para a preservação da imagem positiva do poder que está - de passagem, como todo o poder sempre esteve na Figueira...
Essa, é a razão simples que o autor deste blogue releva.
A censura na Figueira continua a existir...
Nunca deixou de existir, aliás....
O que é mudou depois do 25 de Abril de 1974?
Dantes, a censura, era sobretudo o Exame Prévio - que era feito por uns certos coronéis reformados ...
Agora, são outros os coronéis - os “coronéis” de um sistema que entretanto se implantou, que exercem a censura em nome de valores com os quais sempre encheram a boca, mas para inglês ver...
A matéria informativa é seleccionada - e é dessa selecção que depende a credibilidade de um divulgador de notícias, seja jornal, rádio, tv ou agência nacional.
Como muito bem têm sabido todos os políticos que passaram pelo poder, uma das primárias aplicações desta noção básica, torna-se essencial para a preservação da imagem positiva do poder que está - de passagem, como todo o poder sempre esteve na Figueira...
Na Aldeia... (XXIV)
Aqui na Aldeia estamos a entrar em tempo de campanha eleitoral.
São estranhas, extraordinárias e intercalares, mas são eleições, embora as campanhas, na Aldeia, já não sejam o que foram.
No tempo das vacas gordas, as campanhas para as eleições autárquicas, aqui na Aldeia, eram muito mais divertidas e participadas.
Havia sempre quem disponibilizasse para a festa um porquito no espeto, umas sandes de carne assada, sumos, cerveja e vinho.
Nesse tempo, era um regalo ser candidato a autarca na Aldeia.
Nesta coisa de eleições locais, os meus conterrâneos queriam saber era do petisco e dos líquidos. Foram dias e dias de animação no parque de Merendas...
Assim se construíram e cimentaram na Aldeia óptimas carreiras políticas.
A Aldeia tinha os melhores fregueses do mundo: contentavam-se com pouco, não faziam exigências e eram generosos no dia das votações...
Nada disto teria importância se tivesse havido, ao menos, uma feira do livro...
Mas, para quê?..
Os livros só fazem mal às vistas...
Também poderia ter sido inaugurado um «Museu da Aldeia», sério, pedagógico, que servisse precisamente para se conhecer o passado e, isso sim, colocaria a terra no mapa e seria uma excelente maneira de festejar a Liberdade, que nos trouxe a freguesia de São Pedro em 1985.
Com música pimba, porco no espeto, sumos, cerveja e vinho, acabámos «promovidos» a isto...
São estranhas, extraordinárias e intercalares, mas são eleições, embora as campanhas, na Aldeia, já não sejam o que foram.
No tempo das vacas gordas, as campanhas para as eleições autárquicas, aqui na Aldeia, eram muito mais divertidas e participadas.
Havia sempre quem disponibilizasse para a festa um porquito no espeto, umas sandes de carne assada, sumos, cerveja e vinho.
Nesse tempo, era um regalo ser candidato a autarca na Aldeia.
Nesta coisa de eleições locais, os meus conterrâneos queriam saber era do petisco e dos líquidos. Foram dias e dias de animação no parque de Merendas...
Assim se construíram e cimentaram na Aldeia óptimas carreiras políticas.
A Aldeia tinha os melhores fregueses do mundo: contentavam-se com pouco, não faziam exigências e eram generosos no dia das votações...
Nada disto teria importância se tivesse havido, ao menos, uma feira do livro...
Mas, para quê?..
Os livros só fazem mal às vistas...
Também poderia ter sido inaugurado um «Museu da Aldeia», sério, pedagógico, que servisse precisamente para se conhecer o passado e, isso sim, colocaria a terra no mapa e seria uma excelente maneira de festejar a Liberdade, que nos trouxe a freguesia de São Pedro em 1985.
Com música pimba, porco no espeto, sumos, cerveja e vinho, acabámos «promovidos» a isto...
O idiota útil, mas com agenda escondida?..
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| José Pacheco Pereira: "na última semana antes das eleições primárias, houve um encontro secreto entre o secretário-geral da UGT e o primeiro-ministro. Segundo diz o oráculo governamental, Passos Coelho convenceu o secretário-geral da UGT a aceitar o acordo sobre o salário mínimo. Tudo quanto é ministro, do primeiro ao último, incluindo o ministro-viajante Paulo Portas foi lá à concertação social (que eles desprezam todos os dias, a não ser quando têm a UGT no bolso) para marcar a grande vitória do governo." |
"Negociado e assinado à socapa pela UGT, na pessoa do secretário-geral Carlos Silva, o homenzinho, crescidinho, do sindicalismo responsável e com "sentido de Estado", o aumento miserável do salário mínimo nacional em €20 mensais é temporário, só vale até 31 de Dezembro de 2015, acaba depois das eleições legislativas e das fotografias de Carlos Silva, secretário-geral da UGT, ao lado de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Pedro Mota Soares. Pior que ser correia de transmissão é ser idiota útil e carregar toda a vida na consciência, se a tiver, o peso da destruição do sindicalismo, da contratação colectiva e da descapitalização da Segurança Social."
A máquina do poder
"O que realmente se passa por dentro das campanhas eleitorais dos três maiores partidos portugueses e ninguém vê? Que truques utilizam? Como enchem os comícios de gente? Como decidem os temas dos discursos consoante as sondagens? Como encenam eventos com militantes que passam por cidadãos independentes? O que, de facto, acontece nos bastidores? As maquilhadoras que andam sempre atrás dos líderes, o champanhe que se abre em centros de idosos, as conversas de charme com os jornalistas que acompanham a caravana eleitoral, a preparação dos diretos para os telejornais ou o polémico dinheiro que serve para pagar as campanhas. Estes são alguns dos temas que nos permitem perceber como funciona A Máquina do Poder."
Via Esfera dos Livros
Via Esfera dos Livros
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Esta foi seguramente uma das mais rápidas investigações criminais jamais realizadas em Portugal...
"Tecnoforma: Passos inocentado em 48 hora"...
PGR terá emitido despacho em apenas dois dias (!)...
Entretanto, jornal Público prossegue a investigação.
PGR terá emitido despacho em apenas dois dias (!)...
Entretanto, jornal Público prossegue a investigação.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Carta aberta a um presidente de câmara que quer ser ministro – de preferência da justiça...
Exmo. Senhor:
Antes de tudo, os meus mais respeitosos cumprimentos a V. Exª.
1. Agora, que já está eleito o seu elevador, inscreva-se urgentemente no PS. Vá aparecendo na sede do partido, ma não fale muito nesta fase.
2. Depois de estar inscrito, não demonstre a sua opinião pessoal nas reuniões do partido. A melhor receita para ir longe é deixar que os outros se queimem com as suas opiniões...Vá andando e vendo. Aprenda com o seu vice-presidente...
3. Quando se iniciar a próxima campanha eleitoral, dado que a sua âncora é o candidato, continue a colar-se a ele que nem uma lapa.
4. Entretanto, o que não é difícil, vá continuando a aparecer, cá pela Figueira e no distrito, várias vezes na comunicação social.
Sobretudo, não esqueça as fotografias.
O seu status social irá aumentar. Não esqueça: quem não é visto, é esquecido!
5. Se assim fizer não se preocupe: agora que está eleito o seu candidato, V. Exa. será recompensado, pois ele gosta de cuidar dos que cuidam dele.
6. Assim que tenha poder dentro do partido tenha cuidado: fale, mas não saia do politicamente correcto dentro da organização.
7. Não esqueça de candidatar-se a um órgão partidário de fantochada.
Os partidos – todos os partidos - têm dezenas de órgãos de fantochada.
8. Agora, é fundamental que o novo chefe do partido e os que o rodeiam achem que V. Exa. é uma mais valia.
Se assim conseguir que aconteça, tem o caminho aberto para subir na hierarquia partidária.
9. Cada caso é um caso, mas não esqueça que o seu é caso especial.
Não precisa, portanto, de calcorrerar o percurso habitual: primeiro assessor, depois deputado – e por aí adiante até chegar a Ministro.
Se seguir este meu desinteressado conselho, V. Exa. será certamente recompensado pelo trabalho em prol do partido.
O seu ego poderá naturalmente subir e ser avistado lá por Lisboa.
Desde já, parabéns.
De V. Exa.
Muito atentamente
António Agostinho
Antes de tudo, os meus mais respeitosos cumprimentos a V. Exª.
1. Agora, que já está eleito o seu elevador, inscreva-se urgentemente no PS. Vá aparecendo na sede do partido, ma não fale muito nesta fase.
2. Depois de estar inscrito, não demonstre a sua opinião pessoal nas reuniões do partido. A melhor receita para ir longe é deixar que os outros se queimem com as suas opiniões...Vá andando e vendo. Aprenda com o seu vice-presidente...
3. Quando se iniciar a próxima campanha eleitoral, dado que a sua âncora é o candidato, continue a colar-se a ele que nem uma lapa.
4. Entretanto, o que não é difícil, vá continuando a aparecer, cá pela Figueira e no distrito, várias vezes na comunicação social.
Sobretudo, não esqueça as fotografias.
O seu status social irá aumentar. Não esqueça: quem não é visto, é esquecido!
5. Se assim fizer não se preocupe: agora que está eleito o seu candidato, V. Exa. será recompensado, pois ele gosta de cuidar dos que cuidam dele.
6. Assim que tenha poder dentro do partido tenha cuidado: fale, mas não saia do politicamente correcto dentro da organização.
7. Não esqueça de candidatar-se a um órgão partidário de fantochada.
Os partidos – todos os partidos - têm dezenas de órgãos de fantochada.
8. Agora, é fundamental que o novo chefe do partido e os que o rodeiam achem que V. Exa. é uma mais valia.
Se assim conseguir que aconteça, tem o caminho aberto para subir na hierarquia partidária.
9. Cada caso é um caso, mas não esqueça que o seu é caso especial.
Não precisa, portanto, de calcorrerar o percurso habitual: primeiro assessor, depois deputado – e por aí adiante até chegar a Ministro.
Se seguir este meu desinteressado conselho, V. Exa. será certamente recompensado pelo trabalho em prol do partido.
O seu ego poderá naturalmente subir e ser avistado lá por Lisboa.
Desde já, parabéns.
De V. Exa.
Muito atentamente
António Agostinho
domingo, 28 de setembro de 2014
Não deixa de haver alguma ironia no facto...
Pinto da Costa: "Senti-me vigarizado" por Passos Coelho e Cavaco Silva no caso BES...
O mal menor?..
Hoje, durante o dia, falei com vários militantes e simpatizantes do PS que foram votar...
Conhecidos os resultados (Seguro acaba de se demitir em directo na RTP1), penso que, neste momento, a maioria deles, é "gente feliz com lágrimas"...
Conhecidos os resultados (Seguro acaba de se demitir em directo na RTP1), penso que, neste momento, a maioria deles, é "gente feliz com lágrimas"...
Na Aldeia... (XXII)
Faltam 20 e poucos dias.
Será que a estratégia vencedora, vai acabar por ser, baralhar e dar de novo... o velho?
Sem baralho novo!
Já deu para ver que o jogo está viciado e as cartas marcadas.
Há jogo por debaixo da mesa e as regras foram alteradas.
Já os espectadores interessados, e putativos participantes, parece-me que uns estão frustrados, outros desmotivados - mas todos zangados.
No fundo, é mais do mesmo: tudo se repete, até os maus comportamentos vão estar em crescendo.
Com sabemos, os jogadores que ganharam na última jornada, acabaram destronados do pódio. A Aldeia, sem sólidas regras de conduta, ficou aparentemente num beco sem saída.
Porém, em democracia há sempre alternativa e as pessoas ouvidas.
Então foi assim: para evitar a continuação da agonia da Aldeia, e das suas gentes, estas intercalares, mais de uma inevitabilidade, foram mesmo uma urgência.
Por conseguinte, a última palavra vai ser nossa.
Segundo a opinião da generalidade dos analistas locais, se os houver, os debates sobre a Aldeia vão ser vazios de conteúdo político e a coisa vai piorar lá para o final, quando a conversa endurecer e, da troca de ideias, se passar para a troca de galhardetes pessoais e, depois, para os boatos e os quase insultos.
Nestas eleições intercalares para escolher o “regedor”, no que falta cumprir ainda desta legislatura na Aldeia, a aparente ausência de estratégias é, no mínimo, estranha e confrangedora.
Vamos acreditar nos eleitores e pensar positivo...
Será que a estratégia vencedora, vai acabar por ser, baralhar e dar de novo... o velho?
Sem baralho novo!
Já deu para ver que o jogo está viciado e as cartas marcadas.
Há jogo por debaixo da mesa e as regras foram alteradas.
Já os espectadores interessados, e putativos participantes, parece-me que uns estão frustrados, outros desmotivados - mas todos zangados.
No fundo, é mais do mesmo: tudo se repete, até os maus comportamentos vão estar em crescendo.
Com sabemos, os jogadores que ganharam na última jornada, acabaram destronados do pódio. A Aldeia, sem sólidas regras de conduta, ficou aparentemente num beco sem saída.
Porém, em democracia há sempre alternativa e as pessoas ouvidas.
Então foi assim: para evitar a continuação da agonia da Aldeia, e das suas gentes, estas intercalares, mais de uma inevitabilidade, foram mesmo uma urgência.
Por conseguinte, a última palavra vai ser nossa.
Segundo a opinião da generalidade dos analistas locais, se os houver, os debates sobre a Aldeia vão ser vazios de conteúdo político e a coisa vai piorar lá para o final, quando a conversa endurecer e, da troca de ideias, se passar para a troca de galhardetes pessoais e, depois, para os boatos e os quase insultos.
Nestas eleições intercalares para escolher o “regedor”, no que falta cumprir ainda desta legislatura na Aldeia, a aparente ausência de estratégias é, no mínimo, estranha e confrangedora.
Vamos acreditar nos eleitores e pensar positivo...
Agostinho da Silva, um pensamento a descobrir
sábado, 27 de setembro de 2014
Santa Barbara bendita...
Por mim, seria Sol a rodos meio ano e, no outro meio, valentes trovoadas e chuva, muita chuva...
Por mim, seria Sol a rodos meio ano e, no outro meio, valentes trovoadas e chuva, muita chuva...
(... neste momento, está mesmo sobre a vila.)
E Montemor aqui tão perto...
Li
isto, há tempos já não sei onde: “a uma democracia, não basta
que os seus cidadãos seja honestos: é também necessário que o
possam parecer”.
Li isto hoje no jornal AS BEIRAS: "Emílio Torrão (PS), eleito nas autárquicas de setembro do ano passado, classificou
de danosa a gestão do seu antecessor, Luís Leal (PSD), depois de
terem sido apresentados os resultados da auditoria externa realizada
pela Delloite, que aponta para uma dívida de 34,4 milhões de euros,
à data de 31 de outubro de 2013.
Li isto hoje no jornal AS BEIRAS: "Emílio Torrão (PS), eleito nas autárquicas de setembro do ano passado, classificou
de danosa a gestão do seu antecessor, Luís Leal (PSD), depois de
terem sido apresentados os resultados da auditoria externa realizada
pela Delloite, que aponta para uma dívida de 34,4 milhões de euros,
à data de 31 de outubro de 2013.
Neste
contexto, a sessão acabou por ser bastante conturbada,
revelando a existência de 29,4 milhões de euros de dívida
registada, mais cerca de cinco milhões em compromissos assumidos mas
não facturados e outras dívidas não contabilizadas ainda na
contabilidade."
Foi
já durante a discussão política dos resultados apresentados que o
anterior presidente da câmara, Luís Leal, actual deputado municipal,
disse que não discutia assuntos com um “impreparado, incompetente
e imbecil”, referindo-se ao actual líder do executivo, que saiu
imediatamente da sala como forma de protesto. O
presidente da Assembleia Municipal, Fernando Ramos, acabou por cortar
a palavra a Luís Leal e repreender a sua atitude.
Em
declarações à agência Lusa, o auditor Luís Barbosa disse que o
município de Montemor-o-Velho não consegue libertar meios para
amortizar a dívida e deve “partir para um processo de
renegociação”.”
Perante isto, um cidadão não enfeudado na política partidária, pergunta-se: uma democracia é isto?
Não, não é.
Em Portugal, porém, actualmente, é. E basta ver exemplos como este.
Basta ver, com olhos de ver, para verificarmos em que grau de democracia nos encontramos: no grau zero, de facto, e, talvez de direito.
Perante isto, um cidadão não enfeudado na política partidária, pergunta-se: uma democracia é isto?
Não, não é.
Em Portugal, porém, actualmente, é. E basta ver exemplos como este.
Basta ver, com olhos de ver, para verificarmos em que grau de democracia nos encontramos: no grau zero, de facto, e, talvez de direito.
Ontem na Zona Industrial da Gala
«É uma honra recebê-lo», disse ontem Avelino Gaspar, o empresário responsável pela criação do grupo Lusiaves, no discurso com que recebeu Cavaco Silva.
Ontem, como faço em muitos outros dias, nas minhas caminhadas diárias, passei junto às instalações dos novos pavilhões do centro de incubação da Lusiaves, que ontem à tarde foram inaugurados na Zona Industrial da Figueira da Foz.
E, ontem, também fiquei agradecido ao professor Cavaco Silva.
É que ontem, ao contrário dos outros dias, cerca das 15 horas, que foi a hora em que por lá passei de bicicleta, respirava-se perfeitamente, quando o normal, ao contrário de ontem, era haver um cheiro pestilento e nauseabundo, que era o que respirava normalmente, até ontem, no topo sul da zona industrial da Gala.
Espero, por isso, que dias como o de ontem se repitam a partir de agora todos os dias, e que o dia de ontem não seja, apenas, um sinal triste de que a reforma de que Portugal precisa não passa só pela política, mas também pelas mentalidades, inclusive da dos "alegados" sectores mais dinâmicos da sociedade...
Ontem, como faço em muitos outros dias, nas minhas caminhadas diárias, passei junto às instalações dos novos pavilhões do centro de incubação da Lusiaves, que ontem à tarde foram inaugurados na Zona Industrial da Figueira da Foz.
E, ontem, também fiquei agradecido ao professor Cavaco Silva.
É que ontem, ao contrário dos outros dias, cerca das 15 horas, que foi a hora em que por lá passei de bicicleta, respirava-se perfeitamente, quando o normal, ao contrário de ontem, era haver um cheiro pestilento e nauseabundo, que era o que respirava normalmente, até ontem, no topo sul da zona industrial da Gala.
Espero, por isso, que dias como o de ontem se repitam a partir de agora todos os dias, e que o dia de ontem não seja, apenas, um sinal triste de que a reforma de que Portugal precisa não passa só pela política, mas também pelas mentalidades, inclusive da dos "alegados" sectores mais dinâmicos da sociedade...
Na Aldeia... (XXI)
Actualização:
ATENÇÃO ALTERAÇÃO DE LOCAL DEVIDO AO MAU TEMPO: a apresentação vai ser no Clube Mocidade Covense.
Daqui
ATENÇÃO ALTERAÇÃO DE LOCAL DEVIDO AO MAU TEMPO: a apresentação vai ser no Clube Mocidade Covense.
Daqui
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
«Striptease bancário» é coisa de pobre
«Trata-se de um direito de reserva da minha vida pessoal. (...) Se cada vez que alguém fizer insinuações tiver de fazer o striptease da minha conta bancária para deleite de leitores de jornais, isso não faço». (Passos Coelho).
«O Governo decidiu que os beneficiários do rendimento social de inserção [ficam sujeitos a] (...) novas regras, de "maior controlo, maior combate à fraude, maior combate ao excesso", (...) apesar de o RSI ser a prestação social objeto de controlo mais rigoroso em Portugal, incluindo a admissão de violação do sigilo bancário dos seus beneficiários. Ser beneficiário do RSI dá direito, por definição, a ser-se suspeito de fraude e de preguiça. Até prova em contrário que cabe ao próprio evidenciar.» (José Manuel Pureza).
Via Ladrões de Bicicleta
Tudo como dantes, quartel general em abrantes...
Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá...
Mas, entretanto, o essencial continua por esclarecer.
Nomeadamente: quanto recebeu em despesas de representação? (presumo que haja limite para essas despesas...); porque não declarou essa verba quando fez o requerimento?; qual a compatibilidade dos montantes recebidos com o regime de exclusividade?
Gostava também de saber se Pedro Passos Coelho, até ao fim do debate, ainda vai dizer “que é preciso alguém nascer duas vezes para ser tão honesto como ele”, mas não vou esperar pois está um sol tão bonito lá fora e a minha paciência tem limites...
Mas, entretanto, o essencial continua por esclarecer.
Nomeadamente: quanto recebeu em despesas de representação? (presumo que haja limite para essas despesas...); porque não declarou essa verba quando fez o requerimento?; qual a compatibilidade dos montantes recebidos com o regime de exclusividade?
Gostava também de saber se Pedro Passos Coelho, até ao fim do debate, ainda vai dizer “que é preciso alguém nascer duas vezes para ser tão honesto como ele”, mas não vou esperar pois está um sol tão bonito lá fora e a minha paciência tem limites...
Em tempo.
Via Delito de Opinião, "A paz quer-se pôdre".
Já se ouve por aí dizer a propósito do que tem saído na Imprensa sobre a Webrand/PSD e a Tecnoforma/ Passos Coelho que "qualquer dia ninguém vem para a política, porque ninguém é santo". São desabafos laranjinhas, mas se fossem outros os apertos logo mudariam de cor. O que interessa é perceber que mais do que reflectirem um nervosismo "clubista" denunciam uma total indiferença pela coisa pública. A preocupação não se foca nos eventuais dolos, mas nos putativos infractores, vistos neste contexto como vítimas de uma caça às bruxas. Esta é a nossa cultura cívica. Temerosa, reticente e dual. Se para moralizar o sistema é preciso escrutinar os nossos, o melhor é deixar estar.
Oxalá que o mau cheiro não incomode Sua Excelência e a respectiva comitiva...
O Presidente da República, Cavaco Silva, visita hoje, pelas 15H30, o Centro de Incubação do Grupo Lusiaves, no Parque Industrial da Figueira da Foz.
Oxalá que "a inspecção aturada", entretanto realizada pela câmara municipal, tenha chegado à origem do cheiro nauseabundo que se respirava por aqueles lados, a fim de evitar o incómodo à ilustre figura, e respectiva comitiva, que hoje vai estar no topo sul da zona industrial da Gala.
Se calhar temos o que merecemos no nosso concelho: nem sequer alcançámos ainda a maturidade que separa o trigo do joio...
A notícia é da edição de ontem do jornal AS BEIRAS.
Nesta semana, os vereadores Miguel Almeida e António Tavares, nas suas habituais crónicas de opinião no jornal AS BEIRAS abordaram o assunto. Também nesta semana, o eng. Daniel dos Santos abordou o assunto.
Segundo a notícia "o plano estratégico para o desenvolvimento do concelho não vai ser objecto de discussão pública", o que é de lamentar, pois "o que está em causa - cito de novo o eng. Daniel Santos -é a clarificação dos objectivos que pretendemos para a Figueira e os caminhos que a eles conduzirão."
Nesta semana, os vereadores Miguel Almeida e António Tavares, nas suas habituais crónicas de opinião no jornal AS BEIRAS abordaram o assunto. Também nesta semana, o eng. Daniel dos Santos abordou o assunto.
Segundo a notícia "o plano estratégico para o desenvolvimento do concelho não vai ser objecto de discussão pública", o que é de lamentar, pois "o que está em causa - cito de novo o eng. Daniel Santos -é a clarificação dos objectivos que pretendemos para a Figueira e os caminhos que a eles conduzirão."
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Já tinha pensado nisto...
O PSD quer manter-se no poder e sabe que dificilmente o conseguirá com Pedro Passos Coelho. Que jeito daria se caísse agora. Que jeito daria apresentar-se a eleições, deixa cá ver, por exemplo com alguém como Rui Rio no seu lugar. António Costa, o António mais bem posicionado para ganhar a corrida no PS, até fez o favor de assumir publicamente que um entendimento com o PSD de Rui Rio é uma ideia que lhe agrada muito. E é uma ideia que com toda a certeza ainda agradará mais a Cavaco Silva, que poderá sair do seu torpor a qualquer momento. Não é todos os dias que surge uma oportunidade destas para insuflar uma coligação com expressão parlamentar suficiente para rever a Constituição e pulverizar o que ainda resta do que conquistámos em democracia. Já vimos de tudo, é impossível prever se Passos Coelho resistirá a mais esta ou não. Mas que faz sentido que caia agora, quer-me cá parecer que sim. Seria a forma mais airosa de aguentar o regime durante mais uns tempos. Pelo menos até que não sobre nada que valha o suficiente para alimentar a fome de poder.
A hora do fantoche, via O país do Burro
A hora do fantoche, via O país do Burro
Nostalgia do verão...
O verão – este verão – terminou há poucos dias.
Poucos dias depois de ter terminado este verão, quem já viveu, como eu,
inúmeros Verões, fica com a sensação que, depois do verão, todos
os Verões são o mesmo verão.
Este
verão que terminou há poucos dias, porém, teve uma
particularidade: mostrou que, mesmo no verão, em termos
climatéricos, pode haver verão e ausência de verão.
Os
Verões passaram
um após outro – já lá vão sessenta. Mais do que isso, porém, tenho a
sensação de que voaram.
Contudo,
a realidade é que eu é que fui passando. Eu é que voei.
O
verão, melhor os Verões ficam para sempre.
Eu,
por acaso, tenho a certeza que não!..
"O rei vai nu"!.. Não liguem, tudo isto não deve passar apenas de um problema de memória... O RSI não permite que as pessoas se desenvolvam. Já pedir subsídios indevidos à AR apenas revela grande capacidade de empreendedorismo...

"Passos Coelho escondeu, há cerca de vinte anos, umas massas ganhas numa empresa, não as declarando ao fisco e tendo-as recebido a latere do seu estatuto de deputado, que o obrigaria à exclusividade. Cometeu, assim, várias ilegalidades, embora naquele tempo não incidissem ainda sobre nenhuma delas o juízo censório que hoje as condena às penas do inferno, cada uma delas agora mais gravemente punida do que um homicídio qualificado, cometido com requintes de malvadez. Por mim, que entendo não existirem, no plano metajurídico, crimes económicos contra o estado e que defendo que os únicos crimes desse género são os que o estado insistentemente comete contra a propriedade privada, Passos Coelho não seria incomodado. Até porque, como ele, nessa altura, antes e depois, muitos outros fizeram igual ou pior, isto admitindo que é mau e merecedor de responsabilização jurídico-criminal não entregar coercivamente ao estado aquilo que legitimamente nos pertence.
O problema é outro e está no facto de Passos Coelho chefiar um governo que promoveu o maior saque fiscal de que há memória aos contribuintes portugueses, e que ameaça os incumpridores com as penas do inferno, cuja execução efectiva tem sido motivo de especial orgulho dos responsáveis pelo ministério da tutela, desde logo do respectivo secretário de estado, por sinal saído das hostes do “partido dos contribuintes”.
Ora, mais do que a duplicidade de atitudes (quanto aos critérios, só nos poderemos pronunciar depois de haver uma conclusão sobre os factos), o que incomoda aqui é a hipocrisia do poder em relação a muita gente honesta que não entrega ao estado aquilo que ganha, por razões, por vezes, de mera sobrevivência, o que não terá sido certamente o caso de Passos Coelho, caso o tenha feito.
Vejam-se, por exemplo, os milhares de gestores de empresas em risco de falência, que pagam salários com o que deveriam entregar ao estado, para ver se conseguem salvar as empresas e os postos de trabalho, e que se vêem a braços com processos-crime, condenações, penhoras e penas de prisão. É para esta realidade de um país falido e asfixiado fiscalmente que os governos deveriam olhar quando põem os seus responsáveis a dizer baboseiras sobre a evasão fiscal e o que vão fazer a quem a comete. Até porque, quando menos se espera, em cima do melhor pano cai a nódoa.
Via Blasfémias
“A CDU é uma alternativa ao poder na freguesia de São Pedro”
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| foto Pedro Rosa |
No seguimento do processo que ditou
o afastamento de António Samuel como presidente da Junta de
Freguesia de São Pedro – autarca que terá usado verbas
públicas para fins privados – a CDU apresentou hoje à tarde a
lista que concorre à presidência deste órgão autárquico.
Manuela Ramos, a cabeça de lista, promete “honestidade, competência e transparência» na gestão elecando como prioridade “a pressão” a exercer junto das entidades competentes na protecção da orla costeira.
“Mais dois ou três anos e tudo se complica, alguém vai ter de ser pressionado, é preciso ter os olhos voltados para este problema”, disse a candidata.
Antes, Silvina Queiroz o anterior executivo afirmando que “os últimos tempos demonstraram claramente que os eleitos não estiveram à altura das suas responsabilidades ao permitirem que continuassem ou se instalassem práticas altamente reprováveis, ilegítimas e ilegais, de administração dos valores públicos colocados à sua guarda”.
A comunista recusa “a ideia insistentemente propalada de que os partidos e os políticos não todos iguais”, acreditando que os eleitores de São Pedro “saberá separar o trigo do joio” e “responderá de forma condigna” ao acto eleitoral de 19 de outubro próximo.
“A CDU - defendeu Silvina Queiroz - “é uma alternativa ao poder de São Pedro”. Via Figueira na Hora
Manuela Ramos, a cabeça de lista, promete “honestidade, competência e transparência» na gestão elecando como prioridade “a pressão” a exercer junto das entidades competentes na protecção da orla costeira.
“Mais dois ou três anos e tudo se complica, alguém vai ter de ser pressionado, é preciso ter os olhos voltados para este problema”, disse a candidata.
Antes, Silvina Queiroz o anterior executivo afirmando que “os últimos tempos demonstraram claramente que os eleitos não estiveram à altura das suas responsabilidades ao permitirem que continuassem ou se instalassem práticas altamente reprováveis, ilegítimas e ilegais, de administração dos valores públicos colocados à sua guarda”.
A comunista recusa “a ideia insistentemente propalada de que os partidos e os políticos não todos iguais”, acreditando que os eleitores de São Pedro “saberá separar o trigo do joio” e “responderá de forma condigna” ao acto eleitoral de 19 de outubro próximo.
“A CDU - defendeu Silvina Queiroz - “é uma alternativa ao poder de São Pedro”. Via Figueira na Hora
Via AS BEIRAS
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