domingo, 23 de fevereiro de 2014

Laranja, mais laranja não há... (V)

No momento em que publico este post, Passos Coelho ainda está a discursar na cerimónia de encerramento do XXXV Congresso do PSD, que se realizou no Coliseu dos Recreios de Lisboa este fim de semana.
Só tenho um comentário a fazer ao que já ouvi...
Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida. Temos de mudar de vida...

Laranja, mais laranja não há... (IV)

Ontem, pelos vistos, foi dia das surpresas!..
Segundo o Sol, “os congressistas preparavam-se para ir jantar quando ouviram anunciar que Marcelo era o próximo orador. Voltaram para trás para ouvir o momento mais emotivo e divertido do congresso...”
Marcelo contou que decidiu no avião que o trouxe da Madeira vir ao congresso. “Vim aqui por uma razão afectiva”, repetiu. Ainda hesitou, contou, quando uns amigos lhe disseram: “isto vai ser mal interpretado, parece que te estás a fazer a qualquer coisa”. Mais risos.
Não se ficou pelo registo emotivo. “Já que vim queria dizer três ou quatro coisas racionais”. Uma delas é que o PSD “continua a ser um partido livre”. “Eu sou a maior prova disso, quando falo todos os domingos”, ironizou.
Mas, ontem,  houve mais surpresas!..
Também por lá apareceram Mendes e Santana... Faltou a Manuela para o trio com muita lata ficar completo...
Precisamente o grande Relvas - o tal que ia para o Brasil!..

“O Ecoponto falhou”...

João Vaz, consultor de ambiente e sustentabilidade, na crónica semanal no jornal AS BEIRAS.
“Na Figueira da Foz, um concelho relativamente próspero, as taxas de reciclagem não ultrapassam os 10%. Ou seja, 90% dos “recursos” que deitamos no contentor não são aproveitados. Em Itália e Espanha, países com cultura cívica idêntica à nossa, há cidades que apresentam taxas de 50% de reciclagem...”
Os números são os números... 

Bom domingo

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Laranja, mais laranja não há... (III)

E o teu PSD tem sido a desgraça do bolso da esmagadora maioria dos portugueses!..

Laranja, mais laranja não há... (II)

 “Não deixar ninguém para trás" era uma promessa de Passos, quando se lançou nas eleições de 2011.
Até Marcelo está no Congresso!..
Mas, agora, está a falar Passos...
Vou dar uma volta.
Depois, se me apetecer, vejo o resumo...

Laranja, mais laranja não há...

Via RTP informação fiquei há poucos minutos a saber que Miguel Relvas encabeça lista de Coelho à Comissão Nacional...

"Taxa de pobreza em Portugal é das mais elevadas da UE"

Era só para recordar que Portugal, infelizmente, não está melhor...
Bom dia.

E não é anedota!..

O sem abrigo de 33 anos foi detido pela PSP por suspeita de furto, no passado dia 16, em Lisboa. Presente a tribunal, o juiz constituiu-o arguido com termo de identidade e residência. Uma ironia do sistema. É que esta medida de coação não foi concebida a pensar nas pessoas que não têm residência. O homem detido no Beco da Galheta não tem casa, vive nas ruas, mas fica obrigado pelo tribunal a não mudar de residência nem dela se ausentar por mais de cinco dias sem comunicar a nova morada ou o lugar onde possa ser encontrado. Quando foi detido pela PSP no Beco da Galheta, em Lisboa, o sem abrigo tinha na sua posse 1165 euros em dinheiro, uma carta de condução roubada e cartões de memória micro USB. Questionado pelos agentes, disse ter encontrado os bens na via pública. Os bens foram apreendidos à ordem do Ministério Público.

Felizes por mais uns tempos...

"Julgo que ninguém tem dúvidas de que estamos melhor, mas pagou-se um preço muito elevado por estarmos melhor", declarou Pedro Passos Coelho, ontem à noite, na intervenção de abertura do XXXV Congresso do PSD, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, em que fez um balanço dos últimos dois anos.
Disse o que era aguardado. Esta semana,  o PSD tem feito tudo  para nos fazer crer que o crescimento da Economia, deixou de ser incipiente para ser na verdade uma retoma verdadeira e sustentada.
Para eles e para o CDS, um sucesso.
Para nós, cidadãos portugueses normais, não vai passar de mais austeridade e fome, como veremos já a seguir.
Mas eles sabem da poda e montaram o espectáculo com um cenário de luxo.
Trouxeram a revista The Economist a Portugal para organizar um Seminário, com  estrelas internacionais do mundo das Finanças, criteriosamente seleccionadas.
Nada  ficou ao acaso na preparação psicológica do espectáculo em cena este fim de semana no Coliseu dos Recreios: o congresso do PSD de artista único, o cantor  falhado e dado pouco à verdade, Dr. Pedro Passos Coelho.
O ambiente foi  cuidadosamente montado – vão ser narradas muitas estórias, com acusações aos partidos da oposição e aos sindicatos, que vão passar para o país pelas televisões, rádios e jornais da maneira planeada pela máquina de propaganda do PSD.
Porém, uma coisa é a ficção e outra a realidade, pelo que este pode ser  o último Congresso laranja a eleger  o cantor falhado Pedro  Passos Coelho.
Ele  não governa mas continua convencido que governa, mas a realidade é que não governa e os portugueses conhecem-nos cada vez melhor.
A esperança e a  alegria de viver que o Portugal de Abril nos trouxe, desapareceu com ele.    
Mas nada é definitivo e Passos vai sair de cena  mais rápido do que pensa.
Entretanto, porém, teremos  teatro neste  fim de semana.
Nas paredes, desapareceram os cartazes dos concertos. Deram lugar a uma série de posters com frases de glória e éden: "Mercado de trabalho recupera!", "Confiança dos consumidores renovou máximos!", "Exportações continuam a subir!".
Tudo cheio de pontos de exclamação para sublinhar o regozijo laudatório e fermentado com parágrafos de economês.
O  pano subiu ontem à noite no Coliseu  e eles ainda vão ser felizes  por mais uns tempos!..

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Mais um problema para a Europa...

«Vou destruir-te como me destruíste», terá dito ValérieTrierweiler a Hollande...

A apagada e vil tristeza a que chegou o futebol distrital em Coimbra...

O Vigor está indignado com a forma como tem sido tratado pela Associação de Futebol de Coimbra e seu Conselho de Arbitragem  e não foi de modas: pediu a demissão do presidente e do vice-presidente da direcção da AFC e também do CA.
Recorde-se: tudo começou no jogo Vigor-Poiares, que terminou com a expulsão de seis jogadores locais.
Entretanto, no sábado,  no jantar de aniversário do Vigor, tudo se agravou.
Mário Fernandes, presidente do emblema de Fala, dirigiu-se à AFC “não a agradecer, antes pelo contrário”, por entender que o Vigor “deve merecer mais respeito e tem sido mal tratado pelo CA e pela própria direcção da AFC”.
As críticas do presidente Mário Fernandes não caíram bem junto de Fernando Ferreira, vice-presidente da AFC, que se encontrava presente no jantar.
No dia seguinte, o dirigente da associação que tutela o futebol distrital escreveu no seu facebook a seguinte mensagem: “A ingratidão. Foi como fui brindado numa noite que devia ser de festa, mas substituída por atoardas e falta de respeito com a instituição que represento”.
Apolino Pereira, o eterno  presidente do CA, comentou: “Pois não sei do que se tratou, mas eu infelizmente sou pequenino, mas com umas enormes costas, e os comentários dos ignorantes esbarram na couraça da minha indiferença. Há abutres e mal intencionados em todos os quadrantes. Os cães ladram e a caravana avança! Força Fernando”.
No mesmo dia, a AFC enviou um faxe ao Vigor, terminando a reserva de utilização do pavilhão para a realização dos treinos de árbitros de futsal, mas não sem antes de Horácio Antunes ter enviado um sms a Mário Fernandes ainda na noite do jantar, com o seguinte texto: “Não tens vergonha nenhuma, nem educação”.
Confrontado pelo jornal AS BEIRAS com as declarações do Vigor, Horácio Antunes, presidente da Associação de Futebol de Coimbra, esclareceu:  “na altura, transmiti a Mário Fernandes, sempre com máximo de amizade, porque, além da figura institucional sempre existiu forte relacionamento de amizade, que não era possível qualquer actuação por parte da direcção da AFC, porquanto havia relatórios assinados, quer do árbitro quer de um observador, e que só o Conselho de Arbitragem  e o Conselho de Justiça, em sede própria, poderiam intervir”.
Foi, aliás, o que sucedeu, disse ainda  Horácio Antunes, lembrando os castigos aos “jogadores expulsos, treinador e dirigentes no banco, todos com a pena mínima aplicável, porque insultos ao árbitro têm pena de dois a seis jogos”...
Perante isto, que acabei de ler no jornal AS BEIRAS, apenas tenho a dizer o seguinte: anda para aí muita algazarra e as coisas estão a correr mal. Mas,  nunca se esqueçam, que ainda podem vir a correr pior...
A promiscuidade entre o futebol e a política é grave, mas, mais grave que isso, é a própria promiscuidade e a falta de coragem...

A demagogia e a propaganda no seu melhor. Não fosse a realidade e o meu voto no PSD estava assegurado...

Na véspera do 35.º congresso do PSD, que começa esta sexta-feira em Lisboa, o líder da bancada parlamentar Luís Montenegro considera que "a vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor" e acredita que os portugueses saberão reconhê-lo nas legislativas!..

Miró

“Em 1999 fiz uma exposição de pintura, na Galeria da Livraria Portuguesa, pertencente ao Instituto Português do Oriente, em Macau.
Este facto nada teria de comum com a questão levantada pela “exportação” de quadros de Miró, não fora a circunstância de me ter sido exigido, para a saída das telas, de uma declaração, ou licença, da entidade oficial competente para o efeito, de que os trabalhos poderiam sair de Portugal. As obras de Miró, um dos maiores pintores do surrealismo, ao lado de Dali e Max Ernst, ainda ninguém entendeu como “viajaram” legalmente, até Londres.”


António Augusto Menano, escritor, hoje, na sua habitual crónica das sextas no jornal AS BEIRAS.

Futebol distrital: no domingo há jogo grande na Cova-Gala

Depois de há dois domingos ter tido uma derrota expressiva em S. Silvestre (5-1) na jornada do último fim de semana  o Cova-Gala folgou.
O  S.Silvestre,  na  difícil deslocação a Coimbra, venceu um tanto surpreendentemente a Académica por 2-0, aplicando assim a primeira derrota ao primeiro classificado.
Depois de amanhã, domingo, pelas 15 horas disputa-se a última jornada desta fase.
Para obter o segundo lugar o Cova-Gala tem de vencer a Académica, no Cabedelo e esperar que o Vinha da Rainha perca pontos em S.Silvestre.
Neste momento, o GDCG ocupa o  3º  lugar com 30 pontos, mais dois que S.Silvestre, 4º  com 28 pontos, menos um do que o Vinha da Rainha, 2º - 31 pontos e menos oito do que a Académica 1º -38 pontos.
Mais pormenores aqui.

O Portas não passa de um plagiador. O irreversível já vem de longe!..


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

No fundo o reajustamento é isto:

Portugal, como sabemos,  é um dos países europeus com mais concentração de rendimentos nas famílias mais ricas: um décimo das famílias portuguesas concentra 27,3% do rendimento global amealhado por todas durante um ano.
Portanto, está-se mesmo a ver que o que Portugal está a precisar é de baixar salários entre 2% e 5%!..
Conclusão e moral da história: os sacrificados são sempre os mesmos - os que trabalham.
Tem sido sempre sempre assim e, pelos vistos, não pode  ser de outra maneira...

Teatro no Clube Mocidade Covense


Festival da lampreia e do sável até domingo num restaurante perto de si...

A Associação Figueira com Sabor a Mar inaugurou a primeira temporada de eventos gastronómicos com o Festival da Lampreia e do Sável. O evento gastronómico serve-se à mesa dos 11 restaurantes aderentes, até ao próximo domingo.

Para sul da Praia do 5º molhe, na Cova-Gala...


Esta foto do Pedro Agostinho Cruz, mostra bem aquilo que quem se deslocar ao local, vê com preocupação: a duna primária entre a Cova e a Costa de Lavos está a desaparecer. O mar há dois meses que entra com facilidade no pinhal.
A foto de cima, do mesmo fotógrafo, data de 2010 e mostra o areal imenso, que se estendia, entre a praia do 5º. molhe, na Cova e a Costa de Lavos.
Era uma paisagem avassaladora, de tão bonita!..
Inspirava ao descanso, à tranquilidade e à renovação do corpo e da mente.
Oxalá que volte a ser assim, natural e bonita.
Os homens governantes, muitas vezes, com intervenções pouco felizes, transformam e estragam.

E o 25 de novembro de 1975 terá acontecido?..

Afinal, parece que o  PREC foi muito mais longo do que se pensava...
A acreditarmos no mavioso Vasco Graça Moura, ainda estava em curso quando Jorge de Sena morreu, em Julho de 1978!

Em Os Irmãos Karamazov, o mais velho deles afirma: "Se Deus não existe, tudo é permitido." Deus existe mesmo para esta súcia que tripudia na política e no espírito, no amor pelos outros, na consciência e na fé, com desenvolto desprezo?

"O ministro Mota denuncia um rosto de santo de altar, atormentado e macerado, como convém à clemência exposta. O ministro Mota não é uma criatura de Deus: é um adjectivo. Diz-se militante do CDS, mas não propende para "democrata-cristão", tendo em conta a violência dos decretos que assina. Será, quando muito, um servente do ideário neoliberal, que tem desgraçado o País e destruído o que de melhor a pátria possui: a história e a juventude. Depois, pelo que se ouve e diz, vai às missas de domingo, acaso pedir as bênçãos do céu e a absolvição a Jesus."

BAPTISTA-BASTOS

"Compreende-se a desilusão de Passos Coelho, um jovem forma-se numa das melhores universidades portuguesas lá para os quarenta anos, tem uma carreira brilhante de gestor das empresas de lixo do padrinho e quando está na força da idade sujeita-se a servir o país e nem ganha para umas lascas de bacalhau..."

É pouco, mas é de boa vontade: "Toma lá uma lasca"...

Como se dizia antigamente: "ainda estão mais baixos que a peseta..."


Carnaval 2014 Cova-Gala!..


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Seguro

Ontem,  Seguro foi a Cascais dizer aos mercados para  não se preocuparem com o que ele diz  aos indígenas.
A sua discordância com Passos faz parte do jogo.
Os mercados podem ficar descansados. Nada do que ontem disse Seguro foi de molde a assustar os “investidores” e as “grandes lideranças europeias”. A conversa anti-austeritária é para funcionário público ver, pensionista ver, desempregado ver, cidadão com o salário cortado ver.”

FIGUEIRA ANTIGA - INÍCIO DA PROTECÇÃO DA COSTA

Testemunho comovente

O escritor João Tordo publicou ontem no seu blogue uma carta ao pai, o músico Fernando Tordo, que aos 65 anos emigrou para o Brasil.
Termina assim:
“Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar. E alguns de nós até aí estão para insultar, do conforto dos seus sofás, quem, por não ter trabalho aqui - e precisar de trabalhar para, aos 65 anos, não se transformar num fantasma ou num pedinte - pegou nas malas e numa guitarra e se foi embora. Ontem, ao deitar-me, imaginei-o dentro do avião, sozinho, a sonhar com o futuro; bem-disposto, com um sorriso nos lábios. Eu vou ter muitas saudades dele, mas sou suspeito. Dói-me saber que, ontem, o meu pai se foi embora.”

O jornalismo que vamos tendo...

Nem tudo é mau... Fica um exemplo de bom jornalismo.
Todavia, também nem tudo é bom... Fica um exemplo de mau jornalismo.

«A ética é estar à altura do que nos acontece» *

“Analisando o comportamento actual dos partidos, a questão da ideologia interessa-lhes cada vez menos. O que conta é o interesse do grupo, como se de uma simples competição se tratasse. Faz sentido que entre os partidos que concorrem aos órgãos autárquicos, haja uma linha tão forte que os divide, quando todos prometeram defender os interesses do seu concelho?
Não há muitos anos, na Figueira da Foz, com o Presidente Aguiar de Carvalho foi possível juntar no executivo representantes de várias tendências partidárias e não me consta que o concelho tenha perdido com a solução.
Será que os responsáveis não entendem que a sua função é a de gerir o melhor possível o concelho e isso se faz também considerando as diferenças de opinião, sobretudo quando a maioria representa uma parte tão ínfima do eleitorado?
A recente experiência do movimento Figueira 100% é exemplo da forma como os partidos encaram esta situação. A única tentativa de aproximação colocada pelo partido vencedor foi a de que poderia haver “um lugar” para o movimento! Nunca os vencedores estiveram preocupados em discutir os programas, com vista a um entendimento.
Não fora o sentido de responsabilidade dos seus representantes, completamente ao arrepio do comportamento tradicional dos partidos, e a Figueira teria decerto saído prejudicada.”
* O título é de Gilles Deleuze
    O texto é do eng. Daniel Santos, e constitui parte da crónica “Esquerda, Direita”, hoje publicada no jornal AS BEIRAS.

Museu Marítimo de Ílhavo

foto António Agostinho. Outras fotos aqui  e   aqui.
O Museu Marítimo de Ílhavo alberga uma vasta colecção de objectos relacionados com a pesca à linha do bacalhau e com as fainas agro-marítimas da Ria de Aveiro com destaque para as diversas artes de pesca da laguna.
O vastíssimo acervo deste Museu subdivide-se em três grandes colecções: colecção de cultura material relativa à pesca à linha do bacalhau, colecção da etnografia da ria de Aveiro e colecção de arte.
Temporalmente, estas colecções abarcam o final do século XIX até ao século XX. Incidindo sob a área geográfica de Portugal, reflectem a vivência marítima e a influência da pesca nas populações ribeirinhas. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol indignado com comportamento da SAD da Naval"

Para ler o comunicado clicar aqui.

Paredão da Vagueira

foto António Agostinho
Vagueira é zona de risco. A povoação, celebrada pela sua bela praia e pela arte xávega, vive protegida por obra de defesa costeira que exige permanente investimento.

Gostei de ler...

"A Vontade"

Se não fosse o nó górdio do problema...

António Tavares, vereador PS, hoje nas Beiras.
“A Bloom Consulting, uma empresa de consultadoria que elabora e edita estudos, fez sair, recentemente, um ranking das cidades portuguesas. A análise teve em conta três áreas: Negócios, Visitar e Viver.
Cada uma delas assentava num conjunto de indicadores que permitem medir a sua importância. Na primeira, tinha-se em conta o número de empresas, o crescimento empresarial e a percentagem de empresas per capita, entre outros. Na segunda, contavam, por exemplo, o número total de dormidas e a taxa de ocupação hoteleira. Na terceira, a taxa de crescimento da população, a taxa de desemprego,  o índice de poder de compra, a criminalidade, a saúde e os estabelecimentos de ensino superior.
Neste ranking nacional a Figueira da Foz aparece em 48.º lugar, uma boa posição atendendo ao facto de existirem 308 municípios no país.
Na região Centro, a cidade está em 10.º lugar, num total de 100 concelhos, com Torres Vedras e Ovar à frente, para além das capitais de distrito, como Coimbra ( 1.ª), Aveiro, Leiria, Viseu e Castelo Branco.
Curioso é verificar a pontuação pelas diferentes áreas: em Negócios, a Figueira é 24.ª, em Visitar, é 8.ª, em Viver, 11.ª. Significa que a cidade está bem posicionada do ponto de vista da atracção turística, possui boas condições de vida, mas a dinâmica empresarial não é o seu ponto forte. Alcobaça, Pombal, Lourinhã, Peniche, Óbidos, Ílhavo, Vagos e Arruda dos Vinhos, por exemplo, estão à nossa frente.
As nossas belezas naturais e as boas condições para se viver não são suficientes para termos mais empresas e mais crescimento. Se todas as áreas são para melhorar, esta última deve merecer a atenção de todos os decisores, em particular dos órgãos autárquicos, da ACIFF, da administração e da comunidade portuária.”

Pena terem-se esgotado, presumo eu, os caracteres disponibilizados pelo jornal, pois, a meu ver, a crónica ficou incompleta.
Eu, teria terminado assim.
Querem uma cidade onde apetece viver?
Não precisam ir longe: Figueira da Foz.
Gente feliz e culta, que gosta de divertir-se e consumir. Uma cidade alegre e tolerante.
Os figueirenses (atenção: não confundir com figueirinhas...) são civilizados, têm dinheiro, tratam-se bem e tratam bem.
Se vierem para estas  bandas, nos próximos tempos,  podem ver teatro na Casa do Paço, grandes  exposições no CAE, a cultura das freguesias e jogar no Casino, dar uma volta pelas magníficas e cuidadas estradas da Serra da Boa Viagem e das Lagoas e deliciaram-se com as portentosas vistas, experimentar a gastronomia local – a lampreia é imperdível.
Isto por exemplo.
Só temos praticamente um problema: a dinâmica empresarial não é o  ponto forte da Figueira.
Pois, eu, se me é permitido, acrescentava mais um: na Figueira, desde que tenho memória, o nó górdio do problema tem sido haver muito quem não veja a diferença entre candidato bandido e candidato a bandido.
Ela existe, mas muitos  nunca a viram.
E  este não é um problema de uns poucos – sejam figueirenses ou figueirinhas.
Tem sido  um problema dos outros todos – figueirenses e figueirinhas.
Sem excepção.