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"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos" na Figueira.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Felizes por mais uns tempos...

"Julgo que ninguém tem dúvidas de que estamos melhor, mas pagou-se um preço muito elevado por estarmos melhor", declarou Pedro Passos Coelho, ontem à noite, na intervenção de abertura do XXXV Congresso do PSD, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, em que fez um balanço dos últimos dois anos.
Disse o que era aguardado. Esta semana,  o PSD tem feito tudo  para nos fazer crer que o crescimento da Economia, deixou de ser incipiente para ser na verdade uma retoma verdadeira e sustentada.
Para eles e para o CDS, um sucesso.
Para nós, cidadãos portugueses normais, não vai passar de mais austeridade e fome, como veremos já a seguir.
Mas eles sabem da poda e montaram o espectáculo com um cenário de luxo.
Trouxeram a revista The Economist a Portugal para organizar um Seminário, com  estrelas internacionais do mundo das Finanças, criteriosamente seleccionadas.
Nada  ficou ao acaso na preparação psicológica do espectáculo em cena este fim de semana no Coliseu dos Recreios: o congresso do PSD de artista único, o cantor  falhado e dado pouco à verdade, Dr. Pedro Passos Coelho.
O ambiente foi  cuidadosamente montado – vão ser narradas muitas estórias, com acusações aos partidos da oposição e aos sindicatos, que vão passar para o país pelas televisões, rádios e jornais da maneira planeada pela máquina de propaganda do PSD.
Porém, uma coisa é a ficção e outra a realidade, pelo que este pode ser  o último Congresso laranja a eleger  o cantor falhado Pedro  Passos Coelho.
Ele  não governa mas continua convencido que governa, mas a realidade é que não governa e os portugueses conhecem-nos cada vez melhor.
A esperança e a  alegria de viver que o Portugal de Abril nos trouxe, desapareceu com ele.    
Mas nada é definitivo e Passos vai sair de cena  mais rápido do que pensa.
Entretanto, porém, teremos  teatro neste  fim de semana.
Nas paredes, desapareceram os cartazes dos concertos. Deram lugar a uma série de posters com frases de glória e éden: "Mercado de trabalho recupera!", "Confiança dos consumidores renovou máximos!", "Exportações continuam a subir!".
Tudo cheio de pontos de exclamação para sublinhar o regozijo laudatório e fermentado com parágrafos de economês.
O  pano subiu ontem à noite no Coliseu  e eles ainda vão ser felizes  por mais uns tempos!..

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