quarta-feira, 27 de março de 2013

Autárquicas 2013 na Figueira... (da série, o que já lá vai e o que ainda aí vem…)


“Miguel Almeida é candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz. Mau candidato dizem uns, candidato possível dirão outros. O melhor candidato, disseram mais de 100 militantes do PSD na passada sexta-feira e por unanimidade, o que é um sintoma premonitório do estado do PSD local. No entanto, não devemos subestimar Miguel  Almeida. Mas também não o devemos sobrestimar.
Como não gosto de fulanizar o debate político, direi apenas que lhe reconheço algumas qualidades como pessoa e candidato, mas que tais não serão suficientes para evitar a previsível penalização que o povo vai infligir ao PSD nas próximas eleições autárquicas…”
Todos sabemos, por conseguinte,  que, ainda,  há um défice de candidaturas na Figueira… 
Não sabíamos, porém, mas ficámos a saber, depois desta crónica de António Jorege Pedrosa, é que, para colmatar este défice, ficou “agora muito claro que a Figueira da Foz merece algo diferente daquilo que os principais partidos teimam em lhe dar"...
Fica, portanto,  reforçada "a convicção que não era má ideia apresentar uma alternativa aos figueirenses para a gestão dos destinos do nosso concelho.”
“Ora bolas”: 100% de acordo!..

Silêncio, que vai continuar a haver teatro

“Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construi-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida. Actores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!” 

Em tempo.
Mensagem escrita por Augusto Boal, em 2009, a propósito do Dia Mundial do Teatro.

Um político é um homem como os outros: sonha...

Esta cidade é mesmo assim.
Vai votar forte,
fortemente,
em mim.

Será mais dívida? 
Certamente...
E mais show? 
Evidentemente…
Figueirense, que é figueirense,
gosta assim!

Esqueçam quem foi gastador...
Enfim…
Figueirense, que é figueirense,
merece a dor...
Vota em mim!

terça-feira, 26 de março de 2013

Esta novidade tem uma moral não despicienda

“Cinco.
É este o número de projetos que estão em curso na Figueira da Foz na área da comunicação. Todos eles com ligações a profissionais credenciados. E são muitos.
Não é uma mera página do face ou blog com alguém que se acha jornalista e que, sem responsabilidades efectivas, lança para aí uns comentários.
Não é um espaço de uns posts "bonitinhos" com alguns links pelo meio mas que depois de espremidos, nada têm.
Estou a falar de projetos de gente séria, com provas dadas no "mercado". E será precisamente este "mercado" que irá ditar a continuidade ou fim de alguns destes projetos.
A qualidade dos mesmos será o factor determinante. Convém reter que existem bons profissionais neste concelho para além daqueles que até agora têm (tentado) dominar e monopolizar as atenções.
Aguardemos. Está mesmo na hora...

Políticos figueirenses!.. Quem não os conhecer que os compre…


Os políticos, na Figueira, em Lisboa, no Porto, em Coimbra, na Vila de S. Pedro ou na Conchichina, gostam de órgãos de informação amestrados.
Por isso mesmo, não gostam de blogues. Odeiam-nos, mesmo.
O que os políticos odeiam nos blogues, não são os disparates que às vezes publicamos…
O que eles receiam,  mesmo,  é a opinião livre, aquilo a que eles não estão nada habituados…
Aos anos, e tenho de recuar aos  idos princípios dos anos 80 do século passado (do século passado...)  – vejam lá o cota que eu sou, ainda nem havia blogues!...  – que eu sei o que a casa gasta aqui pela Figueira...
(Sabe do que eu estou a falar doutor Joaquim de Sousa – estou a referir-me ao Barca Nova -  ou quer que lhe faça um desenho?... Ironicamente, ou talvez não, Santana Lopes, muitos anos depois,  fez o mesmo ao Linha do Oeste…)
Bom adiante…
Para os políticos, liberdade é:  “os outros pensarem como eles..”
Claro que os blogues vieram atrapalhar um pouco a vida dos políticos.
Mas não só: a vida dos jornalistas, também já teve melhores dias.
O valor do silêncio está como a bolsa: em baixa.
Antes dos blogues, os jornalistas podiam calar-se.
E, o silêncio, tinha um preço.
Agora, porém, na era dos blogues, o silêncio dos jornalistas já não é tão valioso...
Temos pena…
A Figueira, com todo o respeito e compreensão que possamos  ter pela difícil vida dos jornalistas locais, é um exemplo disso - e evidente...
No jornalismo figueirense, tem de se obedecer ao politicamente correcto.
E quem mijar fora do penico tá tramado…
Contudo, eu, pessoalmente, embora nunca tivesse navegado nessas águas, na qualidade de cidadão e ex-jornalista, até compreendo:  o jornalista figueirense,  paga renda, água, luz, tem filhos, gosta de andar de carro, comer fora, etc.
Só há uma coisa que ainda me intriga: a importância que os políticos – e não só -,  aqui na Figueira, continuam a dar aos blogues…

Mais do mesmo...

Jorge Silva Carvalho, o ex-espião que passou documentos secretos a empresas privadas, espiou jornalistas, enviou clippings ao Dr. Relvas e deu sugestões para o programa de Governo, vai voltar a trabalhar directamente com o Dr. Relvas, seu confrade maçónico. 

Via Arrastão

Alguém está a ver o filme de "pernas pró ar"...

.... duas notas sobre Chipre

1- O modelo de resolução da banca cipriota impõe perdas a todos os seus credores: accionistas, obrigacionistas e depositantes com mais de 100 mil euros em depósitos. Todos? Todos não, porque os empréstimos do Eurosistema - 9 mil milhões de euros a toda a banca - são totalmente preservados, sendo transferidos para o novo banco entretanto criado e, por isso, garantidos pelos contribuintes cipriotas.
2- O resgate a Chipre está a ser vendido como o castigo europeu a um paraíso fiscal no seio da zona euro. Luxemburgo (banca com balanços 23 vezes o seu PIB)  e Malta (banca com balanços 8 vezes o seu PIB) são os próximos?

Via Ladrões de Bicicletas

É coisa rara, mas ainda acontece...

"Ainda há quem valorize o nosso trabalho..."

Em tempo.
Um abraço para o "velho" camarada Rogério Neves

Uma patusca parceria publicóprivada na Figueira, disfarçada de benemerência patrocinada?..


Pelo que se pode ler clicando na imagem do lado direito, o município cedeu os terrenos por 25 anos e vai prestar apoio técnico... 
A Soporcel ofereceu as árvores...
E a Celbi forneceu o composto...
Todavia, o  Rotary   é que “criou o  primeiro parque florestal urbano do mundo”!..
Espectáculo...
“Este é o género de fenómenos apenas possível num meio cultural labrego que cultiva com gosto alarve o entretenimento cretino e padece de um fascínio mórbido pelo inaudito dos recordes do Guiness Book - um antro de uma cidadania abúlica e basbaque, de tal modo permissiva e acrítica que é incapaz já até do escárnio; quanto mais da reflexão, do reparo, da crítica, do protesto ou, muito humildemente que seja, de questionar o poder local por alienar, pelo tempo de uma geração, património público que lhe cabe gerir para benefício de todos.”

Em tempo.
"- para que quer a autarquia o Horto Municipal, se este não é capaz de criar e gerir um parque florestal urbano?
- que competências (botânicas, de engenharia florestal, de poda, de propagação de espécies por enxertia ou mergulhia, de conservação de sementes, etc.) exibe o Rotary Club que o capacitam para “criar” e gerir um parque florestal urbano?"

Show de Fé!..


segunda-feira, 25 de março de 2013

Os lobbies já vêm de longe

José Gomes Ferreira esteve na edição de hoje do Primeiro Jornal e explicou que ''o último'' beneficiário dos preços praticados pelas empresas de distribuição de energia e considerados elevados pela Troika, é o sector financeiro e enquanto o governo não disser que quem "manda" no país não são os banqueiros e as empresas que estão na bolsa nada muda.
Entretanto, " há sectores que não sentem a crise...  E isto já vem do tempo do Salazar"... 

E que tal, ao menos, um pouco de decoro*?..

Decência; respeito próprio; dignidade.
Em tempo.
CDS-PP o que tem estado com um pé dentro  e outro fora do governo desde que o caldo entornou.
CDS-PP o de antes do caldo ter entornado.

X&Q1167


Este Selassie!..

Em entrevista à Lusa, por telefone,  a partir da sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, Abebe Selassie, volta a demonstrar algum desalento das instituições internacionais sobre as reformas no mercado de produto e, apesar de elogiar a tentativa do Governo, diz que a “troika” vai estar atenta aos desenvolvimentos nestes sectores e se necessário revisitar o que já foi feito.
Mau…
Ou isto não  está  a correr nada bem, como eu já desconfiava, ou então Selassie não deve conhecer o terreno…
Lixar o “portuga” normal, é uma coisa…
Agora,  meter-se na vidinha de um  homem impoluto, figura incontornável e de proa do  empreendedorismo lusitano, como o senhor doutor António Mexia, isso já é demais…
Desampara mas é a loja óh Selassie…

Ao fundo, a Figueira...


domingo, 24 de março de 2013

BPN

foto Pedro Agostinho Cruz
O Estado pediu o arresto dos bens de Aprigio Santos. 
O empresário, segundo o semanário Expresso, tem uma dívida de 140 milhões de euros à Parvalorem, sociedade que concentra os créditos do ex-BPN.

Os "desinteressados, isentos e objectivos" comentadores que temos…

Ontem na SIC, Luís Marques Mendes, que é um  comentador político desinteressado, isento e objectivo, a quem nunca passou pela cabeça vir a candidatar-se a nada, nem no passado, nem no presente, nem no futuro,  afirmou não duvidar que este regresso do anterior primeiro-ministro Sócrates esteja ligado a uma candidatura a Belém dentro de dois anos…
Perante a afirmação de Marques Mendes, de que Sócrates não vai “mudar de vida” nem pretende ser comentador político,  mas apenas usar a televisão como instrumento para realizar  o seu objectivo que é limpar a sua imagem, “reabilitar-se para daqui a ano e meio, dois anos ser candidato a Presidente da República”, a jornalista que contracena com ele não fez o que se impunha.
Que era tão simples como isto: questionar  Marques Mendes sobre o que é que ele próprio pretende com a sua presença na televisão – primeiro na TVI24 e agora na SIC.
Não estará ele,  também, como Marcelo, Santana, Costa, Jorge Coelho e tantos outros, a usar e a televisão como instrumento de influência para objectivos próprios, incluindo uma candidatura à Presidência da República.
A jornalista limitou-se a balbuciar,  “timidamente”,  que Sócrates iria ter  o estatuto que ele próprio,  Marques Mendes, tem na SIC.
Este nem se dignou dar-lhe resposta…
Isto, para o jornalismo e para os jornalistas, é perverso…

Quem dantes tanto dizia, agora nem pia ...

O dirigente democrata-cristão Telmo Correia afirmou hoje que várias vozes da Comissão Política Nacional do CDS-PP defenderam a necessidade de uma remodelação governamental e que o presidente do partido, Paulo Portas, apenas ouviu...

O Reitor da Universidade de Lisboa diz que se avizinham tempos como aqueles "que Abril fechou" - um discurso muito crítico de Sampaio da Nóvoa, numa cerimónia de homenagem pelos cem anos de Álvaro Cunhal. Mais de cem personalidades juntaram-se na Aula Magna da Reitoria de Lisboa para lembrar o líder histórico do PCP...

Aqui.

Inauguração da exposição de Joana Vasconcelos

Nota:
- Outras fotos aqui

No país da "garotada"...

Secretário de Estado Adjunto,
 Carlos Moedas
Tiago e João são os mais recentes especialistas na equipa de acompanhamento do memorando da troika. Um tem 21 anos, o outro 22.
No currículo de Tiago Ramalho, de 21 anos, consta, segundo foi publicado em Diário da República, a conclusão da licenciatura em Economia, em 2012, na Universidade Nova de Lisboa. A experiência profissional do novo especialista do gabinete de Moedas resume-se a um parágrafo: um estágio profissional não remunerado no Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e Emprego, entre setembro e dezembro do ano passado. 
Já João Vasconcelos Leal, de 22 anos, fez um estágio no mesmo gabinete, entre junho e agosto de 2011. A concluir o mestrado em Administração de Empresas, o jovem inclui ainda no currículo a conclusão, em 2008, do ensino secundário. 
Ambos vão receber 995,51 euros brutos mensais. 
Tiago Ramalho, porém, acumula uma vasta experiência enquanto comentador, tendo escrito em jornais e no blogue "Jamais", com o eurodeputado do PSD Paulo Rangel. 
O gabinete de Carlos Moedas justifica as contratações pelo "excelente currículo académico" de Tiago Ramalho e João Vasconcelos Leal, que se licenciaram em Economia com 16 e 15 valores, respetivamente, o que "lhes confere alguma competência"
No Correio da Manhã tem mais pormenores.

Bom domingo

sábado, 23 de março de 2013

Téquinfim!..

Penso que foi Cardoso Pires que um dia escreveu que "toda a polémica é uma encenação"
Mas, agora - téquinfim!..,  já está no jornal.

A concelhia do PSD da Figueira da Foz e o plenário de militantes aprovaram, na noite de sexta-feira, por unanimidade, a indigitação de Miguel Almeida, 42 anos, como candidato à câmara municipal nas próximas eleições autárquicas. 
Presente na sessão, o presidente da distrital de Coimbra do PSD, Marcelo Nuno, considerou Miguel Almeida “a pessoa ideal para voltar a colocar a Figueira no mapa”. O dirigente social-democrata lembrou que o candidato “é uma pessoa da terra, que conhece a Figueira da Foz como as palmas das suas mãos”, considerando que Miguel Almeida alia experiência em funções autárquicas “ao mérito pessoal, profissional e político".

Autárquicas 2013 na Figueira... (da série, o que já lá vai e o que ainda aí vem…)

foto sacada daqui
Bem vindo candidato Miguel
Depois de anunciado formalmente pelo cómico de serviço, como estava escrito nos astros, foi ontem confirmado: Miguel Almeida é candidato.
Também sou figueirense.
Por isso,  depois de muito reflectir,  se tal fosse meu desiderato, tomaria  a decisão de me auto-excluir da possibilidade de vir a ser candidato a presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz - isto, apesar de considerar tratar-se de um cargo apetecível e fantástico.
Estou certo que o PPD/PSD confirmou, ontem, um grande candidato  capaz de colocar a Figueira no lugar que ela amplamente merece!
É verdade,  que quase um mês depois  de ter sido  anunciado (vamos lá saber como isso aconteceu!..)  em primeira mão,  para todo o mundo (espectáculo!..)   por um cómico no serviço público de televisão!
Em outubro, a bem da Figueira, têm a palavra os figueirenses…

Quanto à prática estamos mais do que conversados...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Óscar Lopes


Morreu Óscar Lopes. Não sei se na secretaria de Estado da Cultura o conhecem. É provável que nas próximas horas lhe dediquem as costumeiras linhas apesar de Lopes não ser um "evento" ou um sapato gigante enfiado numa sala. Há uns anos, numa feira do livro em Cascais, arranjei o "par" que me faltava dos seus livros de ensaios editados pela Inova, do Porto, Ler e Depois. O outro intitula-se Modo de Ler". Ler e Depois foi publicado em 1969. Ou seja, em pleno "fascismo". Lopes nunca escondeu a sua "formação" ideológica (marxista) mas nunca fica diminuída a escrita. Pelo contrário, lêem-se referências a autores que só nas décadas seguintes surgiram sob o signo de "grandes referências". Ou de outros, como Heidegger, cujo "modo de ler" de Óscar Lopes ajuda a compreender mesmo através de demoradas e perspicazes notas "de pé de página". Lopes era irmão de Mécia, a mulher de Jorge de Sena, que, para felicidade dela, ainda reside nos Estados Unidos. Com António José Saraiva escreveu a mais reeditada História da Literatura Portuguesa. Dividiram bem o trabalho e, dos dois, há uma recolha relativamente recente da correspondência. O seu desparecimento é mais um no lastro de perda em que mergulhámos enquanto "cultura" e sociedade. As coisas são o que são.

Leituras…


Não sei se é da idade, mas leituras destas deixam-me emocionado. 
Feliz mesmo.
Por tudo, mas também, e muito, pelo brilhantismo no cumprimento de promessas  feitas à região centro em anterior campanha eleitoral, pelo pio deputado João Serpa Oliva do CDS, eleito por Coimbra.
 “Fiquei completamente perplexo quando soube, ontem, que o ex-Primeiro ministro José Sócrates passará a ser comentador regular da RTP, a televisão paga por todos nós.
Como se não bastasse já os incríveis tempos de antena que todos os dias a referida televisão dedica à oposição deste país e às desgraças, insultos e toda a ordem de mentiras, desde manifestações com cinco pessoas que transformam rapidamente em 500, até ouvir grupelhos invariavelmente ligados à Intersindical e que nem pouco mais ou menos representam o todo nacional.
Se isto já é insólito, o que dizer do referido ex-PM que nos deixou na bancarrota e assinou com a ‘troika’ um acordo que se veio a demonstrar ser totalmente desastroso.”
Tal como Serpa Oliva, também gosto e tenho respeito por "Grândola Vila Morena".
Gostava era de ter a certeza de que, mais tarde ou mais cedo, a minoria insignificante que a hostiliza se convencerá que está a ofender os princípios democráticos que já deviam estar definitivamente implantados em Portugal.

Autárquicas 2013 na Figueira... (da série, o que já lá vai e o que ainda aí vem…)

Precisa de uma razão  para perceber a necessidade da recandidatura de João Ataíde à Câmara Municipal da Figueira da Foz em Outubro de 2013?..
Ei-la:

Em tempo.
Garanto uma coisa: jamais votarei em candidatos autárquicos que fumem charuto, sejam anunciados pelo Fernando Mendes ou conduzam um tuning… 
Na minha opinião (que vale o que vale), um candidato que fuma  charuto, é anunciado pelo Fernando Mendes ou gosta de conduzir um  tuning,  fica logo identificado: não passa de um bimbo.

Depois de Sócrates...

...  será que o próximo comentador da RTP vai ser Passos Coelho?..

quinta-feira, 21 de março de 2013

Justiça na Figueira: falta de meios?.. Claro que não, falta de salas de audiências...

Lido no jornal As Beiras.
"Em janeiro último, o antigo presidente da Figueira Domus  Vítor Jorge foi constituído arguido, pelo Ministério Público da Figueira da Foz, que o acusa de dois crimes de difamação agravada com publicidade e calúnia contra Filipa Vaz Serra, que à época era administradora executiva da mesma empresa municipal.
Entretanto, Vítor Jorge, que aguarda julgamento com termo de identidade e residência, pediu a abertura da instrução. E ontem, durante a manhã foram ouvidas, no Tribunal da Figueira da Foz, três testemunhas: João Ataíde (presidente da câmara) Carlos Monteiro (antigo presidente do Conselho de Administração da FD) e Isabel Figueiredo (antiga administradora não executiva da FD). As restantes testemunhas (cinco) seriam ouvidas no período da tarde, mas tal não aconteceu. O julgamento foi adiado para dia 9 de abril, às 14H30, por falta de condições da sala disponibilizada pelo tribunal, porque as salas de audiências estavam ocupadas."

Mais actual do que nunca...

S. Bento, Lisboa, Abril de 1985. No Parlamento fumava-se, e a então deputada comunista Zita Seabra comia, enquanto Carlos Carvalhas, à sua frente nesse plano televisivo, discursava interpelando um ministro do PS (quem seria?) que chamara aos estudos então realizados pelo PCP sobre as vantagens e desvantagens da adesão de Portugal à União Económica Europeia “uma cortina de fumo cujas opções se radicavam em razões ideológicas” – o velho argumento que é pau para toda a obra quando o objectivo é tergiversar. Respondendo a esse ministro, Carlos Carvalhas lembrava que “a Europa não [era] a CEE – a CEE [era] a Europa dos monopólios e não a dos trabalhadores [hoje chamamos-lhes cidadãos] – e nem sequer um clube, e muito menos um clube caritativo”, pois seria nalgum ponto necessário começar a contribuir – pagando como os outros. Tecera ainda esse ministro considerações sobre o modelo do PCP, o que levara Carvalhas a lembrar que esse modelo estava “consubstanciado na Constituição da República”. Interessante também para nós hoje aqui, 28 anos depois e a braços com o pesadelo que conhecemos, é saber que o PS usou por esses dias, para defender a adesão à UE (e CEE era uma sigla mais honesta), as palavras da propaganda de sempre: desafiochoque, e  – o PS tinha fé na CEE. Por fim, a CEE (a UE, vai tudo dar ao mesmo, à mesma Europa sem um programa político) era para o PS, na súmula que nada significava a não ser a ruína certa daí a uns anos, “a opção europeia”. Perguntava então Carlos Carvalhas: “Portugal perde ou não parcelas significativas da sua soberania com a integração europeia? Há ou não vastos sectores da economia portuguesa que serão arruinados com a integração? [Vão ou não] o aumento da dívida externa e do desemprego ser os resultados palpáveis desta integração?” O resto aqui.

Via Aventar

A guerra dos sabe-se lá quantos anos


A  austeridade serve para tudo, até para fulanos como este, nos contarem “estórias” de terror…
Felizmente, ainda há quem nos abra os olhos…
Leiam o que se segue. São 2 minutos…

“Há uma crise mundial e há uma crise especificamente europeia, muito distintas embora com uma raiz comum. A mundial, que deflagrou vai para seis anos ao rebentar a bolha do subprime, não tem uma única origem, mas várias. Uma das mais relevantes é o elevadíssimo nível de dívida acumulado pelas famílias, pelas empresas e pelos estados. (…)

Abolindo-se como se aboliu a distinção entre banca comercial e banca de investimento e admitindo-se ao mesmo tempo níveis baixíssimos de autofinanciamento das instituições financeiras, criou-se a montanha de dívida que agora pesa sobre todos nós.

Se as economias crescessem, gerar-se-iam recursos suficientes para pagá-la. Mas de onde virá o crescimento, se nem famílias, nem empresas, nem estados têm condições para gastar mais? Exigir-se que a dívida seja inteiramente paga equivale, portanto, a condenar a economia a permanecer estagnada durante uns vinte a trinta anos.

Parece inegável que o desbloqueamento das economias ocidentais exige uma desvalorização generalizada da dívida, seja através de negociações caso a caso, seja através de um aumento generalizado dos preços (vulgo inflação). Uma operação desse tipo implicaria, porém, uma massiva redistribuição de rendimentos dos credores para os devedores, razão por que é obstinadamente recusada por quem detém as rédeas do poder político e económico.

Viremo-nos agora para o outro lado do problema, ou seja, para a crise especificamente europeia. Ao contrário da anterior, esta é, na sua essência, uma crise política com um pretexto económico, fabricada de todas as peças pelo governo alemão coadjuvado pelo BCE (…)”…

Em tempo.
E não me agradeçam a mim.
Agradeçam ao JOÃO PINTO E CASTRO

Exílio

Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades

                   Sophia de Mello Breyner Andresen

Autárquicas 2013 na Figueira... (da série, o que já lá vai e o que ainda aí vem…)