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Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, na Web Summit Foto: MARIO CRUZ/EPA |
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
Rita Marques, secretária de Estado do Turismo: há falta de mão de obra porque trabalhadores exigem “melhores condições”
Presidente da República convoca eleições antecipadas para 30 de janeiro de 2022
Via RTP
«"Uma semana e um dia depois da rejeição do Orçamento para 2022 encontro-me em condições de vos comunicar que decidi dissolver a Assembleia da República e convocar eleições para o dia 30 de janeiro de 2022", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa.
O AZAR DO NOVO VEREADOR DAS OBRAS MUNICIPAIS...
Hoje de manhã, próximo do Jardim Municipal, dois amigos à conversa.
— Mas que se passa com esta cidade? Há obras por todo o lado. Valha-me deus...
— É o progresso...
— Cuidado aí... Chegue-se mais para cá.
E, entretanto, foram andando em direcção à margem do rio, frente à marina.
— Arre, sente-se bem que chegamos à beira-rio, que humidade!
— Aperte bem o casaco, veja lá. Não deve dar jeito adoecer agora...
Voltando à conversa entre os dois amigos...
— Temos então que a câmara cá da terra tinha uma maioria absolutíssima e parecia lançada para um novo mandato. Tanto assim era, que pela oposição habitual se apresentou desportivamente um bom candidato perdedor.
— Estou a ver... Pessoa séria, que não queria mesmo ganhar, mas que fez o frete ao partido de se queimar nas eleições.
— Mas apareceu um candidato fora da caixa, um tal de Santana - e lixou a coisa toda...
— Sério?
— Hum... E depois, que aconteceu?
— A oposição fora da caixa tomou conta disto...
— Ganharam?
— Ganharam. Por meia centena de votos, mas ganharam.
— E agora? O que vão fazer a estas obras?
— Vão terminá-las... E se já estão atrasadas!
— Então isto acabou por sobrar para o novo vereador das obras municipais. Quem é o desgraçado?
— O Manuel Domingues...
— Mas esse, na Assembleia Municipal, não votou contra as obras?
— Penso que votou...
— É preciso ter azar...
Aproxima-se a hora do almoço.
— Cuidado aí, isto anda tudo em obras, talvez seja melhor mudarmos de passeio.
— Cuidado: vêm lá três cães. Será seguro?
— Estão com trela?..
Santana Lopes está a seguir o guião por si próprio anunciado no acto da tomada de posse
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
Recuperação de edifícios municipais é “prioridade” para Santana Lopes na Figueira da Foz
"A recuperação de edifícios municipais, como o Mosteiro de Seiça ou o Paço de Maiorca, para que as pessoas os possam visitar, é uma “prioridade” para o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes.
A recuperação de edifícios estende-se ao Paço de Maiorca – adquirido para o município precisamente por Santana Lopes há mais de 20 anos. Em 2008, o executivo do PSD aprovou uma parceria público-privada para ali edificar uma unidade hoteleira, a obra acabou abandonada e o processo judicial que se seguiu terminou com o município da Figueira da Foz a ter de pagar cerca de cinco milhões de euros à massa insolvente da sociedade. “Que o Paço de Maiorca vai ser recuperado não tenham dúvida nenhuma, a orientação é recuperar”, garantiu Santana Lopes. Sobre o edifício do século XVIII, que pertenceu aos Viscondes de Maiorca, o autarca revelou que na sequência de parceria público-privada “muito má” foram construídos, em anexo ao edifício principal, mais de 30 apartamentos, e existe uma “ponderação a fazer”, sem adiantar, de momento, mais pormenores sobre um eventual destino a dar ao Paço.
Portugal aguenta uma maioria absoluta?
Alguém tem coragem de desmentir esta afirmação?...
Lembremo-nos de que nessa época a União Europeia, o FMI, o Banco Central Europeu, o Presidente da República, as confederações patronais, os partidos da direita e os comentadores mais influentes nos media berravam em uníssono por manter a orientação geral das políticas de Pedro Passos Coelho e da troika. Admitia-se um alívio lento e a conta-gotas da austeridade, mais nada.
A pressão elitista era enorme para adiar aumentos de pensões, para impedir a subida de salário mínimo, para deter a reposição de salários na função pública - tudo medidas aplicadas em 2016, logo com o primeiro orçamento desse governo em minoria.
A própria campanha eleitoral de António Costa foi feita na base da tentativa de demonstrar que o PS, liderado por ele, era diferente do PS "despesista" de Sócrates.
Dentro do próprio PS inúmeros dirigentes destacados achavam, disseram e escreveram que as medidas impostas ao PS por Bloco, PCP e Verdes iam atirar o país para uma nova crise económica - e nem deram a mão à palmatória quando as subidas da taxa de crescimento real do PIB (dados do INE) atingiram, em 2017 e 2018, os melhores resultados de sempre desde o ano 2000.
No segundo orçamento António Costa teve de ceder a PCP e Bloco (coisa que não faria em maioria absoluta) em pontos como, por exemplo, aceitar uma maior subida do valor das pensões.
E a história repetiu-se em todos os orçamentos seguintes: aquilo que o PS elaborou em cada uma das propostas levadas ao parlamento, aquilo que aprovaria sem discussão se fosse maioria absoluta, teve alterações substanciais (houve um ano em que chegaram a ser mais de 250 mudanças à proposta de orçamento inicial) negociadas com esses partidos e também com o PAN.
Mesmo assim juntou-se à direita em inúmeras votações. Por exemplo: contra leis de trabalho propostas por PCP e BE, para impedir a redução do número de alunos por turma ou para voltar a pôr o Estado a controlar os correios.
Essa necessidade de negociação permanente moderou o ímpeto do PS para abusar do poder, como inevitavelmente aconteceria se estivesse em maioria absoluta.
Essa necessidade de negociação permanente obrigou o PS a não ser totalmente surdo às expectativas da população."
O centenário de Saramago
A crise é do CDS-PP. Mattos Chaves é assim. E é de pessoas assim que a política precisa
«"Ex-secretário-geral da JP exige ao líder do CDS-PP a “demissão imediata” de Mattos Chaves.
Francisco Kreye diz que silêncio de Francisco Rodrigues dos Santos, com quem trabalhou diretamente na Juventude Popular, pode ser entendido como um apoio a Miguel Mattos Chaves, membro da Comissão Política Nacional que escreveu “até que enfim” ao referir-se às saídas de militantes críticos da atual liderança.
O vereador e presidente da concelhia de Cascais do CDS-PP Francisco Kreye disse, em declarações ao Jornal Económico, que “exige a demissão imediata” de Miguel Mattos Chaves pela direção de Francisco Rodrigues dos Santos, de quem Kreye chegou a ser secretário-geral na Juventude Popular, após uma publicação nas redes sociais em que o vogal da Comissão Política Nacional escreveu que “vê com satisfação indisfarçável” as desfiliações de críticos da atual liderança.
“É completamente inaceitável que um membro da direção se congratule com a saída de militantes”, disse Francisco Kreye. que saiu da Comissão Política Nacional do CDS-PP no início deste ano, em desacordo com a estratégia seguida por Rodrigues dos Santos. Segundo o vereador da Câmara de Cascais, qualquer decisão da liderança centrista que não passe pelo afastamento de Mattos Chaves, que reagiu com um “até que enfim” à saída do partido de ex-dirigentes como Adolfo Mesquita Nunes e António Pires de Lima, implicará “um silêncio que pode ser entendido como apoio”.
“Num momento em que se pede cabeça fria aos militantes do CDS, com consecutivas desfiliações, devem ser os próprios dirigentes a pôr algum sentido no caos e a pedir moderação e ponderação. Mas em vez disso temos um dirigente da Comissão Política Nacional a solicitar a desfiliação de militantes”, comentou Francisco Kreye, garantindo que “nem queria acreditar” ao ler o que Mattos Chaves escreveu no Facebook.
Considerando que afastar o vogal da Comissão Política Nacional “é o único caminho possível por parte da direção se quiser transmitir alguma credibilidade”, o antigo secretário-geral da Juventude Popular, então presidida por Francisco Rodrigues dos Santos. admite que as “declarações completamente inaceitáveis” de Mattos Chaves não mereçam qualquer reparo ao líder centrista. “Não retirar consequências política desta atuação é algo a que infelizmente nos têm habituado”, conclui o presidente da concelhia de Cascais do CDS-PP.»
Mattos Chaves continua igual a si próprio. É um homem que não se inibe no discurso. Não é um político profissional. Como qualquer um de nós tem estados de alma. É um homem que não se esconde: dá a cara pelo que acredita. E por quem acredita. Miguel Mattos Chaves, com quem tenho profundas discordâncias políticas, que nunca escondemos um do outro, de quem tenho a honra de Ser Amigo, está no grupo das pessoas que ao termos o privilégio de com elas privar contribuem para nos fazer melhores.
Surto de Covid-19 em Montemor-o-Velho
terça-feira, 2 de novembro de 2021
O PCP e outras mortes anunciadas
"Há pelo menos uns 20 anos que ouço a direita, e também alguma esquerda, anunciar a morte do PCP. Over and over again. E os comunistas lá se vão “aguentando”, com o quarto maior grupo parlamentar num hemiciclo com nove partidos, que eram 10 no início da legislatura, e uma sólida terceira posição no mapa autárquico, só ultrapassado pelos dois partidos que controlam o sistema. Caso para dizer, parafraseando Mark Twain, que mais de duas décadas de notícias sobre a morte do PCP foram manifestamente exageradas.
Do outro lado do espectro temos o CDS, também ele fundador da democracia portuguesa. Esteve na AD, esteve nos dois governos de direita deste século, onde ocupou pastas importantes, tem presença autárquica significativa, ainda que, essencialmente, numa relação com o PSD cada vez mais idêntica àquela que Os Verdes têm com o PCP, e, não há muito tempo, a sua anterior líder, Assunção Cristas, afirmava estar preparada para governar o país.
Hoje, reduzido a um grupo parlamentar de cinco deputados, em guerra aberta com a liderança de Francisco Rodrigues dos Santos, ninguém ousava anunciar a sua morte política. E, a julgar pelos últimos dias, com a debandada geral do que restava do portismo, para não falar na sangria de activos que rumaram à IL e ao CH, em curso há dois anos, tudo indica que poderá desaparecer bem antes do PCP. Ou pelo menos ser reduzido à insignificância de um MRPP.
Sabem porque é que o PCP não desaparece (penso eu de que, claro)? É que, concordemos ou não com as suas posições, com as suas lutas ou com a sua ideologia, o PCP tem quatro características, a meu ver essenciais, que nunca se lhes poderão ser subtraídos, e que lhe garantem uma consistência ímpar no sistema político português: 1) pagou com o próprio sangue o combate que travou com o regime fascista, fundamental para o sucesso do 25 de Abril, 2) é o único partido que luta, há 47, pelos direitos dos trabalhadores de forma consistente e com resultados práticos e 3) é ideologicamente estável e coerente, e 4) é um partido sério e responsável, que se move pela causa pública, o que explica porque até a direita sela acordos autárquicos com o PCP. Aliás, se duvidas restassem, basta ver o que aconteceu recentemente em Coimbra, onde a coligação liderada pelo PSD, que ganhou com maioria absoluta, e sem precisar de acordos adicionais, convidou o vereador eleito pelo PCP para assumir uma pasta na vereação. Em suma, sabemos o que podemos esperar do PCP. O mesmo não poderá ser dito sobre os restantes. E isso não é um detalhe. Porque o mundo real é bem diferente dos nossos dogmas, das nossas certezas e das nossas bolhas no Twitter ou no Facebook."
A saúde é um problema humano e social
Via Diário de Coimbra

















