sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Passam hoje 53 anos que os aviões e tanques fascistas bombardearam o Chile da Unidade Popular.

Imagem: daqui
Pelas 05h45 do dia 11 de Setembro de 1973 iniciava-se a "Operação Silêncio" com a neutralização das comunicações nacionais e a ocupação de universidades, fábricas e bairros de trabalhadores. Menos de nove horas depois, a bandeira branca da rendição surgia no Palácio de la Moneda. Antes de cometer suicídio, o Presidente Salvador Allende dirigia-se pela última vez ao povo chileno com palavras que merecem ser recordadas: "Pagarei com a minha vida a lealdade do povo."

Foi com um golpe de estado violento e radical que se iniciou o consulado de Pinochet, regime repressivo e economicamente ultraliberal, que marcou o Chile com milhares de mortos, desaparecidos, torturados e exilados. Crimes que não podem ficar esquecidos e sem o julgamento a que ainda hoje não foram submetidos.
Sete meses depois do 11 de Setembro de 1973, a liberdade que Abril nos deu permitiu-nos gritar de norte a sul do País: "Portugal não será o Chile da Europa!" 

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