Guerra é guerra camaradas e companheiros.
A luta política passa pela ambição competitiva.
Este fim de semana as redes sociais do burgo estão ao rubro: crueldade é crueldade. Não há "mas...". Nem meio "mas"... .
Mas estejam tranquilos. Isto não vai dar em nada. Anda por aí uma gente que só pensa em futilidades...
"Da habitação acessível à venda da “Casa da Saúde”: afinal, em que ficamos?
A 10 de outubro de 2025, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, anunciou, com grande destaque, a aquisição da chamada “Casa da Saúde”, situada na Rua Afonso de Albuquerque, pelo valor de 435 mil euros.
Na altura, a mensagem era clara: o imóvel seria reabilitado e destinado a habitação a custos controlados para arrendamento acessível, no âmbito da Estratégia Local de Habitação da Figueira da Foz e do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação.
O próprio Presidente da Câmara apresentou a aquisição como parte de uma estratégia de reestruturação e valorização de um conjunto de edifícios à entrada da cidade, sublinhando a oportunidade de recuperar património e, sobretudo, de criar habitação acessível para os Figueirenses.
Passou menos de um ano.
Na reunião de Câmara de 17 de setembro de 2026, foi apresentada a intenção de vender a “Casa da Saúde”.
Perante esta mudança de orientação, os Vereadores do Partido Socialista questionaram o Presidente da Câmara sobre as razões que justificam a venda e votaram contra a mesma.
A discussão sobre o destino deste imóvel acabou, inclusivamente, por levar à interrupção da reunião de Câmara pelo Presidente.
Mas a questão essencial permanece e merece uma resposta clara.
Afinal, o que mudou em menos de um ano?
Se, em outubro de 2025, a “Casa da Saúde” era considerada adequada para responder à falta de habitação acessível no concelho, integrando uma estratégia municipal para esse efeito, importa explicar aos Figueirenses por que razão deixou agora de o ser.
Mudaram as necessidades habitacionais do concelho?
Mudaram os objetivos da Estratégia Local de Habitação?
Deixou de existir financiamento ou apoio para a sua reabilitação?
Ou mudou simplesmente a opção política da Câmara Municipal?
Uma aquisição de 435 mil euros, apresentada publicamente como uma aposta na habitação acessível, não pode ser seguida, menos de um ano depois, por uma decisão de venda sem uma explicação rigorosa, transparente e convincente sobre as razões dessa mudança.
O Partido Socialista entende que os Figueirenses têm o direito de saber quanto custou efetivamente esta operação, quais os investimentos realizados ou previstos e por que razão um imóvel adquirido para uma finalidade concreta é agora colocado à venda.
Mais do que discutir uma simples venda de património municipal, está em causa a coerência das decisões de quem governa a cidade, a expectativa e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
O Partido Socialista da Figueira da Foz continuará a exigir esclarecimentos e transparência.
Os Figueirenses têm direito a respostas.
Partido Socialista da Figueira da Foz"
Comunicado do Município da Figueira da Foz em resposta ao comunicado do PS
Vice-Presidente Olga Brás
"UM IMÓVEL NÃO APAGA 374 FOGOS
O comunicado do Partido Socialista procura transformar a reavaliação de um imóvel numa condenação de toda a política municipal de habitação. É um exercício de redução política: isola-se a “Casa da Saúde”, omite-se todo o resto e tenta-se fabricar a ideia de ausência de estratégia.
A Estratégia Local de Habitação não é uma lista imutável de edifícios. É um instrumento dinâmico de política pública, sujeito a permanente avaliação técnica, financeira e patrimonial. Nenhum imóvel constitui um fim em si mesmo. Reavaliar uma solução, quando o interesse público o justifica, não é incoerência: é responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Os números que o PS escolheu omitir são inequívocos: este Executivo tem em desenvolvimento 19 operações, 374 fogos e mais de 37,1 milhões de euros de investimento identificado. São 201 fogos no Arrendamento Acessível e 173 no âmbito do 1.º Direito. Existem 12 obras em curso, correspondentes a 171 fogos, para além das operações já finalizadas e das que se encontram em projeto.
A “Casa da Saúde” representa 11 desses 374 fogos. Mesmo excluindo essa operação, permanecem 18 intervenções, 363 fogos e cerca de 35,9 milhões de euros de investimento. Reduzir o maior ciclo de investimento municipal em habitação das últimas décadas a um único imóvel não é fiscalização. É manipulação por omissão.
O PS tem o direito de questionar. Não tem o direito de apagar os factos, explorar a legítima ansiedade das famílias e transformar uma decisão patrimonial numa narrativa de abandono da política de habitação.
O maior investimento municipal em habitação das últimas décadas não se apaga com um comunicado. A política baixa produz ruído; a governação responsável deixa obra."
E, ainda, o comunicado do Mais pela Figueira
"ALIENAÇÃO DO EDIFÍCIO DA ANTIGA "CASA DA SAÚDE"
"Na reunião de Câmara Municipal do passado dia 17 de setembro de 2026, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, apresentou a intensão de vender o imóvel da antiga “Casa da Saúde”, sita na Rua Afonso de Albuquerque, proposta que teve a oposição por parte dos vereadores do Partido Socialista. Perante a intervenção discordante do vereador João Paulo Rodrigues, solicitando que se adiasse a discussão deste ponto e se procurassem outras soluções para o imóvel, mantendo o mesmo na posse municipal, o senhor presidente teve uma atitude menos cordial. Não havendo financiamento público no momento para a construção de habitação a custos controlados, a solução poderia passar pela exploração de terceiros numa estalagem de turismo jovem e/ou sénior, residência universitária, entre outras. O Senhor Presidente preferiu responder a este vereador com argumentos que nada tinham a ver com o assunto em discussão.
A 10 de outubro de 2025, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz anunciou, com pompa e circunstância, a aquisição deste imóvel pelo valor de 435 mil euros. Menos de um ano depois, pretende o Senhor Presidente da Câmara Municipal vender o mesmo, em hasta pública, por um valor base de 450 mil euros. O imóvel que seria reabilitado e destinado à habitação a custos controlados para arrendamento acessível, passa agora para uma "situação nebulosa" de venda a terceiros.
O Executivo Municipal começa a mostrar um certo desnorte em várias questões, onde esta é um bom exemplo."
"Na reunião de Câmara Municipal do passado dia 17 de setembro de 2026, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, apresentou a intensão de vender o imóvel da antiga “Casa da Saúde”, sita na Rua Afonso de Albuquerque, proposta que teve a oposição por parte dos vereadores do Partido Socialista. Perante a intervenção discordante do vereador João Paulo Rodrigues, solicitando que se adiasse a discussão deste ponto e se procurassem outras soluções para o imóvel, mantendo o mesmo na posse municipal, o senhor presidente teve uma atitude menos cordial. Não havendo financiamento público no momento para a construção de habitação a custos controlados, a solução poderia passar pela exploração de terceiros numa estalagem de turismo jovem e/ou sénior, residência universitária, entre outras. O Senhor Presidente preferiu responder a este vereador com argumentos que nada tinham a ver com o assunto em discussão.
A 10 de outubro de 2025, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz anunciou, com pompa e circunstância, a aquisição deste imóvel pelo valor de 435 mil euros. Menos de um ano depois, pretende o Senhor Presidente da Câmara Municipal vender o mesmo, em hasta pública, por um valor base de 450 mil euros. O imóvel que seria reabilitado e destinado à habitação a custos controlados para arrendamento acessível, passa agora para uma "situação nebulosa" de venda a terceiros.
O Executivo Municipal começa a mostrar um certo desnorte em várias questões, onde esta é um bom exemplo."
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