quarta-feira, 2 de setembro de 2026

"Ação de condómina prejudica utentes da APPACDM com mobilidade reduzida"

"Isto é discriminação", algo que nos devia inquietar a todos como cidadãos que não queremos viver numa sociedade do "faz de conta"

Via Diário as Beiras

“Uma rampa pode ser apenas uma estrutura física para quem não precisa dela. Para uma pessoa que utiliza uma cadeira de rodas, significa poder entrar e sair. Significa autonomia. Significa dignidade”.

Nota de rodapé
Este assunto não é novo.
Recordo palavras de Isabel Maia, membro da Assembleia Municipal da Figueira da Foz. Passo a citar:  
"O que está a acontecer é grave e profundamente vergonhoso!
A APPACDM da Figueira da Foz, que há tantos anos apoia pessoas com necessidades de saúde mental especiais promovendo a sua autonomia e inclusão social - atividade que como munícipe agradeço e terei o gosto de apoiar - está a ser pressionada a sair do espaço onde funciona o Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI).
Tudo porque alguns moradores não querem os seus utentes no edifício.
Isto não é só falta de empatia, nem egoísmo...
É discriminação.
É exclusão.
É o reflexo de uma sociedade que fala muito em inclusão, mas que ainda não aprendeu a praticá-la porque não sente o que verbaliza.
As pessoas com deficiência NÃO são um incómodo.
São cidadãos, com direitos, voz e dignidade.
Fechar ou expulsar um serviço essencial não é solução — é um retrocesso social gigantesco!
Dizer NÃO a esta situação é defender uma comunidade mais justa e humana.
Precisamos de equidade, respeito e inclusão REAL — não apenas nos discursos, mas nas tomadas de decisão concretas que afetam as nossas famílias .
Apoiar a APPACDM é apoiar a dignidade de todos, a minha, a tua a de todos e todos podemos vir a ser utentes, não se esqueçam: somos todos diferentes, mas devemos ser todos realmente HUMANOS!"

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