Por proposta do
autarca do
Chega, Dilan
Vieira, a Assembleia de
Freguesia de São Pedro, reunida
em sessão ordinária na passada sexta-feira, dia 18, aprovou, por unanimidade, uma homenagem
aos autarcas que serviram esta freguesia
urbana da margem sul
do concelho da Figueira
da Foz nos primeiros 20
anos da sua existência
(1985 - 2005).
A homenagem integrará as comemorações oficiais do aniversário da Freguesia de São Pedro, no dia 12 de julho de 2027, com entrega de diplomas e lembranças simbólicas aos homenageados ou aos seus representantes.
São Pedro, é freguesia, desde 1985.
A luta pela independência autárquica, porém, já vinha de longe. Em 1974, os habitantes destas povoações apresentaram uma petição ao Ministro da Administração Interna solicitando a criação de uma nova Freguesia, fazendo, assim, eco de velhas aspirações anteriores ao 25 de Abril.
A 11 de Julho de 1985, em reunião plenária, a Assembleia da República decretou a criação da actual freguesia de São Pedro. O primeiro executivo eleito honrou para sempre a data na toponímia da Aldeia, dando o nome da Avenida 12 de Julho à antiga 109, uma vez que a publicação em Diário da República aconteceu em 12 de Junho de 1985.
O primeiro executivo tomou posse em 5 de Janeiro de 1986.
A homenagem integrará as comemorações oficiais do aniversário da Freguesia de São Pedro, no dia 12 de julho de 2027, com entrega de diplomas e lembranças simbólicas aos homenageados ou aos seus representantes.
Na foto, de 5 de Janeiro de 1986, a partir da esquerda, está António Agostinho, Manuel Capote e Domingos Laureano - os três formaram o primeiro executivo da Junta de Freguesia de S. Pedro. Nas costas do Manuel Capote, está o José Elísio, presidente da Comissão Instaladora da então nova freguesia. Do lado direito está Carlos Lima, que foi o primeiro Presidente da Assembleia de Freguesia de S. Pedro.
O autor do OUTRA MARGEM tem acompanhado esse processo.
A Cova e Gala da minha infância foi sempre a das casas térreas e pobres de madeira, cheias de aberturas nas paredes, por onde no inverno o ar gélido passava como cão por vinha vindimada .
Quando, mais tarde, as circunstâncias me permitiram viver noutros ambientes, a memória que prefiro guardar é a da Cova e Gala dos meus primeiros anos, a Cova e Gala “da gente de pouco ter e de muito sentir”, a Terra pequena e modesta nos costumes e nos horizontes da compreensão do resto do País e do mundo.
São Pedro, transformou-se muito por fora nos últimos anos.
Em nome do chamado progresso, alterou-se o perfil e a paisagem da Cova e Gala. Sobretudo, colocaram-se toneladas de betão onde outrora existiu a madeira das casas antigas.
Gostaria de poder continuar a acreditar que, apesar de tudo, “o espírito da Cova e Gala sobrevive”, pois “é o espírito que faz eternas terras”.
Para mim, chegava que a Cova e Gala fosse uma Terra culta, moderna, limpa e organizada – e, se possível, sem perder nada da sua alma.
Como comprova a realidade, isso é desejar demais.
1 comentário:
Partilho do teu desejo para Buarcos.
Descaracterização e desleixo total é o que vejo.
E não, não é nostalgia.
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