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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Syriza política alternativa contra Austeridade


"Esta não é a Europa dos fundadores, é a Europa dos partidos mais conservadores, com os socialistas à arreata. Não terá um bom fim e, nessa altura, muita gente lembrará a Grécia.
Bater nos gregos tornou-se uma espécie de desporto nacional. Tem várias versões, uma é bater no Syriza, outra é bater nos gregos propriamente ditos e na Grécia como país. As duas coisas estão relacionadas, bate-se na Grécia porque o Syriza resultou num incómodo e, mesmo que o Syriza morda o pó das suas propostas, – que é o objectivo disto tudo, – o mal-estar que existe na Europa é uma pedra no orgulhoso caminho imperial do Partido Popular Europeu, partido de Merkel, Passos e Rajoy e nos socialistas colaboracionistas que são quase todos que os acolitam. É isto a que hoje se chama “Europa”.

A Grécia é a Grécia, muito mais parecida com Portugal naquilo que é negativo que os que hoje lhe deitam pedras escondem, e bastante menos parecida com Portugal, numa consciência nacional da soberania, que perdemos de todo. No dia da vitória do Syriza, o que mais me alegrou, sim alegrou, como penso aconteceu a muita gente, à esquerda e à direita, não foi que muitos gregos tenham votado num “partido radical” ou num programa radical, ou o destino do Syriza, mas sim o facto de que votaram pela dignidade do seu pais, num desafio a esta “Europa” que agora os quer punir pelo arrojo e insolência. Nisso, os gregos deram uma enorme lição aos nossos colaboracionistas de serviço, que andam de bandeirinha na lapela."

1 comentário:

Anónimo disse...

A nomenclatura de funcionários "europeus" proto-fascistas - que ninguém elegeu - e de políticos de direita que dominam os governos da chamada União Europeia, aposta tudo na desestabilização da Grécia.
Uns e outros, mais o anónimo poder financeiro que os comanda como marionetas, apostam tudo na promoção de um clima de objectivo golpe de estado na Grécia, que faça cair o governo eleito e recoloque no poder os lacaios do sistema financeiro. Ao longo de todo o processo, não poderia ser mais evidente o desprezo que todos votam tanto ao povo grego, quanto às suas necessidades.
Se eu tivesse dinheiro para gastar em jogo, apostaria também que, se o governo cair e for para o poder um qualquer governo de "salvação nacional", impingido pela Alemanha e pelo FMI… aparece logo dinheiro, aos milhares de milhões… e uma mão cheia de soluções milagrosas para a crise grega.