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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eu e o mar

foto de Pedro Agostinho Cruz

Quem vive na Cova-Gala , sabe, pelo saber da experência, que em dias  de inverno, é normal ouvir  a voz do mar -  muitas vezes  colérica, mas, quando  engrossa, como ontem,  mete medo.
É um rebramir, em fundo,  que acaba sempre na mesma nota profunda – u-uu – que entra pela Aldeia e pelas nossas almas dentro.
Lembro-me de, em miúdo, colocar  um velho búzio no ouvido, para tentar  perceber  distintamente a grande voz do mar.
Nunca mais a esqueci.
Sempre tive uma relação estranha com o mar. 
Adoro-o. Custa-me, imenso, estar,  um dia que seja,  sem o escutar ou sem o ver.
Mas, mas, por vezes, como aconteceu ontem, olho-o como se olha para um carrasco cego, insensível e injusto...

Em tempo.
Tomei conhecimento, via O Figueira na Hora que “a Capitania do Porto da Figueira da Foz tem hoje  a Bandeira Nacional a meia haste, em sinal de luto pelo trágico desfecho do naufrágio de ontem no Cabedelo, onde perderam a vida Adriano Martins, de 41 anos, agente da Polícia Marítima e ex militar da Marinha, e um tripulante alemão da embarcação ‘Meri Tuuli'.”
A minha solidariedade.

1 comentário:

Anónimo disse...

Ora bem, vamos ver o ponto de vista, assim que o skipper dessa embarcação tem a mesma como desgovernada tem um conjunto de procedimentos e normas que vêm descritas no RIEAM (Regulamento Internacional Evitar Abalroamentos no Mar) que deve fazer o primeiro de todos, é com as serias condições atmosféricas o Skipper devia ter feito com que os outros tripulantes vestissem o fato seco e colocassem os devidos coletes, material obrigatório para todas as embarcações deste tipo assim que a embarcação fica desgovernada deve emitir de imediato um pedido de socorro e foi o que parece que fez e deve logo a seguir colocar dentro de água um drogue (âncora flutuante) deve também colocar dentro de água uma rádio baliza, assim como disparar um verylight (foguete pára-quedas que emite luz vermelha ou alaranjada que indica pedido de socorro) que acho que fez.
Muitas vezes a embarcação que esta em problemas é o nosso melhor meio de salvação, mas se não avistavam socorro o skipper tem que tomar atitudes, com os tripulantes com coletes salva vidas vestido e os fatos secos (fatos que incluem botas incorporadas e luvas) deve, antes de entrar na zona de rebentação, fazer o abandono da mesma (o Abandon ship), e assim que forem para a água devem colocar a linha de vida presa uns aos outros e fazer disparar os fachos luminosos.
A quanto da noticia o MRCC – Naval Português recebeu o pedido de socorro e deve sair de imediato o Salva Vidas da Zona o “ Patrão Macatrão” esta embarcação esta preparada para intervir nas variadíssimas situações hostis de mar, se esta embarcação de virar volta a posição normal, não se consegue entender como e porquê é que vai a lancha semi rígida da policia marítima????? Mas assim que sai o salva vidas devia ter saído um rebocador de alto mar e em simultâneo com as operações de socorro fazer e passar um reboque á dita embarcação de 13,5 metros para o largo onde o mar se sente menos, também não saiu e não se compreende, na questão de segurança muitas vezes vimos os senhores agentes da Policia Maritima a tripular as suas embarcações com peças de vestuário improprias para a navegação assim como nos seus cinturões pistola, bastão e algemas, todo este material pesado e ainda de botas tipo militar, estes acessórios são incompatíveis com os movimentos dentro de água.
Existe ou existiu no ISN da Figueira da Foz na sua estação uma embarcação tipo semi-rígida classe Atlântida XXI alaranjada esta com cumprimento de 14 metros muitas vezes eu vi os treinos daqueles homens dessa estação a fazerem varias manobras na rebentação e todo as com sucesso, isto é que para ir á zona de rebentação não é para todos….
Após o resgate e salvamento das vitimas á que se lembrarem que a embarcação tem que ser rebocada se não, vai se destruir toda e vai encalhar algures, é necessário proceder ao seu salvamento. Até que tem alguns problemas associados com companhias de seguros.
Diz a lei que cabe a Autoridade Marítima supervisionar e coordenar as operações de socorro, ou seja o ISN faz o que diz respeito ás vitimas e por sua vez as outras entidades de Pré-socorro Hospitalar, ao salvamento da embarcação cabe a empresa com rebocadores sediada no porto da Figueira da Foz e a policia marítima cabe o policiamento e zelar pelos acessos ao local mantendo-se fora dos locais de salvamento das vitimas e de reboque da embarcação naufragada.